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Carcela-González precisa ser mais consistente

Carcela-González precisa ser mais consistente

Para além de Adel Taarabt, existe outro internacional marroquino a ser apontado ao Benfica, mais concretamente o extremo-direito: Mehdi Carcela-González, futebolista que vai evoluindo no futebol belga, ao serviço do Standard de Liège.

Trata-se de um talento nascido a 1 de Julho de 1989 em Liège, Bélgica, mas que optou por representar a selecção A de Marrocos, isto depois de ter passado por todas as selecções jovens dos “diabos vermelhos” e de ter chegado mesmo a jogar pela equipa principal da Bélgica em dois particulares.

Um produto do Standard

Ao nível clubístico, Carcela-González tem um longo percurso ao serviço do Standard de Liège, emblema no qual foi formado e pelo qual actuou profissionalmente entre 2008 e 2011 e, também, de há dois anos para cá.

Ao todo, soma 158 jogos e 25 golos pelo emblema da Valónia, tendo contribuído para a conquista do campeonato belga de 2008/09 e a Taça da Bélgica de 2010/11.

Sem impacto na Rússia

A interromper este longo percurso no Standard de Liège, há que contabilizar a passagem pelos russos do Anzhi, que se deu entre Setembro de 2011 e Agosto de 2013.

Aí, contudo, o internacional marroquino não foi capaz de criar grande impacto, terminando essa sua passagem pelo futebol russo com a realização de 57 jogos oficiais mas apenas dois golos apontados.

Extremo-direito que privilegia os movimentos interiores

Mehdi Carcela-González é um jogador que actua preferencialmente como extremo-direito, ainda que também possa jogar no flanco oposto ou a médio-ofensivo/avançado de suporte.

No lado direito do ataque, contudo, é onde consegue explanar melhor todo o seu futebol, uma vez que lhe permite usar um dos seus pontos fortes e que passa por explorar o seu excelente pé esquerdo em diagonais que criem desequilíbrios em zonas centrais.

Falta-lhe consistência

Veloz e com boa capacidade técnica, o internacional marroquino é, inegavelmente, um jogador com talento, ainda que nunca tenha encontrado a consistência necessária para confirmar as elevadíssimas expectativas que em tempos lhe foram atribuídas.

Nesse seguimento, e a confirmar-se a transferência para o Benfica, será esse o principal desafio para o criativo de 24 anos, até porque os encarnados precisarão da melhor face de Mehdi Carcela-González e não apenas mais um projecto de jogador, como tantos outros que existem na Caixa Futebol Campus.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Jérémy Perbet é o goleador do Mons

Nos belgas do Mons, desenvolve o seu futebol um goleador francês que, talvez, merecesse outro palco para continuar a desempenhar a sua profissão: Jérémy Perbet.

Nascido a 12 de Dezembro de 1984 em Puy-en-Velay, França, Jérémy Perbet iniciou a sua carreira em 2003/04 ao serviço do Clermont, tendo efectuado 60 jogos e 9 golos até se mudar para o AS Moulins no início da temporada 2005/06.

No AS Moulins, o atacante francês sagrou-se o melhor marcador do “championnat national”, tendo somado 23 golos em 33 jogos, todavia, o clube gaulês não teve o mesmo bom desempenho em termos colectivos e acabou por descer de divisão no final da temporada.

Grande sucesso na Bélgica

Na época seguinte, o ponta de lança francês transferiu-se para o Estrasburgo, todavia, não se impôs, acabando emprestado ao Charleroi (13 jogos, 6 golos) e Angers (11 jogos), antes de trocar definitivamente o Estrasburgo pelos belgas do Tubize.

No clube belga, fez uma excelente temporada de estreia, pois apontou 13 golos em 31 jogos. Ainda assim, não impediu a descida do Tubize ao segundo escalão. Depois, em 2009/10, em plena segunda divisão belga, entrou muito bem no campeonato, marcando 12 golos em 16 jogos e garantindo a transferência para o primo-divisionário Lokeren a meio da temporada.

Sem sucesso no Lokeren, impôs-se no Mons

Ao serviço do Lokeren, o avançado francês nunca se impôs verdadeiramente e, a meio da temporada 2010/11, mudou-se para o Mons, clube que haveria de ajudar a subir à primeira divisão, graças aos 14 golos que apontou.

Na actual temporada, ao serviço de um Mons que terminou a fase regular do campeonato na décima posição, Jérémy Perbet continuou a assumir-se como um goleador de excelência, apontando 21 golos em 28 jogos e assumindo-se como o melhor marcador do campeonato com oito tentos de avanço sobre o segundo classificado.

Matador com grande mobilidade ofensiva

Aos 27 anos, Jérémy Perbet demonstra ser um ponta de lança muito experiente e com grande inteligência na forma como se movimenta nas zonas de ataque.

Rápido e raçudo, o avançado francês é um jogador com grande frieza e, até, alguma classe na forma como finaliza, sendo usual que marque tentos com finalizações de alto nível.

Puro homem de área, cuja vida não são rodriguinhos, mas sim muitos golos, Jérémy Perbet é o homem ideal para esquemas com apenas um ponta de lança, dado que o francês de adapta na perfeição a ser a (única) referência da área, facilitando, depois, o trabalho aos companheiros, pois estes sabem perfeitamente qual deverá ser o destino do seu processo ofensivo.

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Hussain não teve sucesso em Portugal

Foi claramente um dos jogadores mais exóticos a passarem pelo futebol português. De origem qatari, Hussain chegava ao Sporting de Braga no Verão de 2006 rotulado de estrela emergente do futebol árabe e já com alguma experiência europeia ao serviço dos belgas do Antuérpia, cipriotas do AEL e, imagine-se, ingleses do Manchester City. Contudo, tanto nos arsenalistas como na época seguinte no Boavista, Hussain foi uma sombra da qualidade que lhe atribuíam, acabando por abandonar o futebol português sem honra nem glória e tão desconhecido como no dia em que se lembraram de o contratar para os bracarenses.

Ecos do seu talento valeram-lhe transferência para o Manchester City

Hussein Yasser El-Mohammadi Abdulrahman nasceu a 9 de Outubro de 1982 em Doha, Qatar, tendo iniciado a carreira no Al-Taawun do seu país natal, tendo depois transferido-se para outro clube qatari, o Al-Rayyan, antes de se mudar para a Bélgica em 2002/03.

Na Flandres, mais concretamente no Antuérpia, o médio-ofensivo árabe haveria de permanecer por duas temporadas, marcando apenas um golo em trinta jogos e abandonando o clube belga sem honra nem glória a caminho do futebol cipriota e do AEL.

No clube de Limassol, mais uma temporada sem grande brilho, pois fez apenas dezasseis jogos e um golo, antes de regressar ao Qatar para representar o Al-Sadd.

No clube qatari, voltou a recuperar a alegria de jogar futebol e as boas exibições, conseguindo, inclusivamente uma curta passagem pelo Manchester City, onde esteve poucos meses e onde apenas disputou um jogo da Taça da Liga diante do Doncaster Rovers.

Sem sucesso em Portugal

Após o regresso ao Qatar para o Al-Sadd e, posteriormente, o Al-Rayyan, o internacional pelo Qatar haveria de mudar-se surpreendentemente para Portugal e para o Sporting de Braga, clube que representou em 2006/07.

Nos arsenalistas, apesar de uma entrada surpreendente e coroada com um golo no 4-0 Hammarby em jogo da Taça UEFA, o médio-ofensivo haveria de fazer uma época pobre, terminando a campanha com apenas dez jogos e esse mesmo golo apontado ao conjunto sueco.

Em 2007/08, mudou-se do Minho para o Porto, transferindo-se para o Boavista. No clube axadrezado, o sucesso foi parecido com o obtido em Braga, ou seja, quase nulo, pois somou apenas 534 minutos de utilização e não marcou qualquer golo.

Esteve no Egipto antes do regresso à Bélgica

Depois dá má experiência portuguesa, o internacional pelo Qatar transferiu-se para o Egipto, tendo representado sem sucesso o Al-Ahly e com algum sucesso o Zamalek, clube onde foi muito elogiado pelo treinador Hossam Hassan e marcou oito golos em trinta e três jogos.

No Verão de 2011, iniciou uma guerra legal para abandonar o Zamalek e transferir-se para o futebol belga e para o Lierse. Aproveitando falhas nos pagamentos dos ordenados, o jogador conseguiu mesmo libertar-se do clube egípcio, tendo se estreado pelo Lierse a 22 de Outubro de 2011, surgindo como suplente utilizado num jogo diante do St. Truiden.

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Renato Neto brilhou na Bélgica

O primeiro reforço de inverno do Sporting Clube de Portugal foi um produto da casa que, há ano e meio, rodava com enorme sucesso nos belgas do Cercle Brugge. Falo, obviamente, de Renato Neto.

Nascido a 27 de Setembro de 1991 em Camacan, Brasil, Renato Neto é um produto da Academia Catarinense de Futebol, tendo chegado ao futebol português e ao Sporting em 2007.

Entre 2007/08 e 2009/10, o médio evoluiu nas camadas jovens verde-e-brancas, tendo se assumido como figura importante da equipa no meio-campo ofensivo e sendo inclusivamente chamado algumas vezes à equipa principal, participando na última jornada de 2008/09 (vitória por 3-1 diante do Nacional) e na última jornada de 2009/10 (vitória por 2-1 diante do Leixões).

Em 2010/11, o brasileiro foi emprestado ao Cercle Brugge e a aventura belga foi uma etapa de grande sucesso na carreira de Renato Neto. De facto, em época e meia, o jovem canarinho efectuou 54 jogos e marcou 5 golos pelo clube belga e assumiu-se como uma das principais estrelas do segundo clube mais representativo de Brugge, granjeado imensos elogios e conseguindo, neste inverno, o regresso aos leões de Alvalade.

Faz três posições no miolo

Renato Neto é um médio polivalente, podendo actuar na posição “seis”, “oito” e “dez”, ainda que seja a “oito” que se sente mais peixe na água, pois é fortíssimo nas transições.

Jogador com elevada qualidade técnica, bastante alto (1,87 metros) e forte fisicamente, trata-se de um elemento possante e com grande pulmão, muito importante para fortalecer a zona central do meio-campo.

A tudo isso, soma um bom remate e apenas peca por não ser um elemento muito rápido, apesar de compensar essa situação com um excelente posicionamento, qualidade que refinou durante o ano e meio que esteve na Bélgica.

Com 20 anos, trata-se de um elemento com elevado potencial e que, certamente, irá crescer ainda mais nesta nova etapa da sua vida desportiva.

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Mangala vai deixar saudades no Standard

A viver e a jogar futebol na Bélgica desde os cinco anos encontra-se um defesa-central francês de enorme qualidade e que também poderá reforçar o FC Porto: Eliaquim Mangala.

Nascido a 13 de Fevereiro de 1991 em Colombes, França, Eliaquim Magala cedo viajou para a Bélgica, onde representou clubes de menor dimensão até se transferir para o Standard de Liège na temporada 2007/08.

No clube da Valónia, estreou-se na equipa sénior na temporada seguinte, tendo chegado à titularidade  em 2009/10 para nunca mais a perder. Neste momento, com apenas 20 anos de idade, já soma 77 jogos (2 golos) pelo Standard de Liège, sendo claramente um dos elementos mais importantes do plantel.

Um central possante mas de boa qualidade técnica

Mangala é um defesa-central alto e forte (1,87 metros), sendo bastante efectivo no jogo aéreo. Apesar disso, consegue reunir outro tipo de qualidades não tão usuais para um jogador da sua envergadura, pois é rápido tanto em termos de velocidade pura como de reacção e muito bom tecnicamente.

Defesa-central por vocação, também pode actuar como lateral-esquerdo, pois, curiosamente, foi nessa posição que iniciou a carreira. Ainda assim, o francês é muito mais efectivo no centro da defesa, sendo que a deslocação para o flanco canhoto apenas deve ser colocada em causa em casos de extrema necessidade.

Por todas as qualidades enunciadas, pela sua inteligência táctica e pela enorme margem de progressão que este jovem de 30 anos tem, penso que seria um reforço de luxo para o plantel azul-e-branco.

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Steven Defour é o capitão do Standard de Liège

Um dos próximos reforços do FC Porto deverá ser um médio-centro belga que já esteve nas cogitações de Benfica e Sporting: Steven Defour.

Nascido a 15 de Abril de 1988 em Malines, Bélgica, Steven Defour iniciou a sua carreira nas camadas jovens do FC Malines, tendo se transferido para o Genk na temporada 2003/04.

Pelo Racing Genk estreou-se na equipa sénior em 2004/05 e garantiu a titularidade no clube flamengo na temporada seguinte, assumindo-se como uma das peças mais importantes do conjunto belga e garantindo uma transferência para o Standard de Liège no final da época.

Bicampeão belga pelo Standard

Ao serviço do clube valão, Defour já soma 152 jogos (13 golos), desde que chegou ao Standard de Liège em 2006/07. Entre outros títulos obtidos, destaque para a conquista do bicampeonato belga (2007/08 e 2008/09) e o triunfo na Taça da Bélgica em 2010/11, assim como o prémio de melhor jogador belga do ano de 2007.

Neste momento, com 23 anos e já com a temporada 2011/12 em decurso, parece certo que a sua era no Standard irá terminar e que o seu próximo desafio será em Portugal e no FC Porto.

Puro box to box

Steven Defour é aquilo a que coloquialmente se chama de “box to box”, sendo fortíssimo nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, para além der dono de uma superior inteligência táctica e um pulmão aparentemente inesgotável.

Com boa qualidade de passe e visão de jogo, para além de boa capacidade de recuperação de bolas, o internacional belga (30 jogos, 1 golo) também pode actuar como trinco, no entanto, essa posição não lhe permite atingir a plenitude das suas capacidades.

Assim sendo, e confirmando-se a transferência para o FC Porto, resta saber onde o treinador azul-e-branco irá encaixar Defour, pois na posição natural do internacional belga actua… João Moutinho.

 

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