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Posts Tagged ‘Liga Chinesa’

Wilmar brilhou na Búlgaria

Wilmar brilhou na Búlgaria

Um dos jogadores que tem sido incessantemente apontado ao Sporting nos últimos dias é o ponta de lança colombiano Wilmar Jordán Jil, futebolista que actualmente milita no futebol chinês, mais concretamente no Tianjin Teda, emblema orientado pelo conceituado treinador holandês Arie Haan.

Trata-se de um atacante nascido a 17 de Outubro de 1990 em Medellín, Colômbia, mas que acabou por iniciar a sua carreira profissional na vizinha Venezuela, com a camisola do Monagas, emblema pelo qual somou 19 golos em 35 jogos da primeira divisão local em 2009/10.

Herói na Bulgária, sombra na Ásia

Esse impacto imediato acabou por valer a Wilmar Jordán um salto para o emergente campeonato sul-coreano, mas a verdade é que o colombiano acabou por não revelar o mesmo apetite goleador na K-League, somando, entre 2011 e 2012, 32 jogos e cinco golos pelo Gyeongnam e, no ano seguinte, apenas dois jogos pelo Seongnam.

Perante este estado de coisas, foi sem grande surpresa que o ponta de lança mudou radicalmente de ambiente no Verão de 2013, transferindo-se para o Litex, onde, até Fevereiro de 2015, foi claramente a grande figura do campeonato búlgaro, ou não tivesse somado um total de 35 golos em 64 jogos oficiais.

De moral novamente elevada pelo brilho obtido na Europa, Wilmar Jordán voltou a abraçar um projecto asiático, desta feita nos chineses do Tianjin Teda, clube que representa desde o momento em que abandonou o Litex e pelo qual não está a conhecer grande sorte, uma vez que soma apenas um golo em 11 jogos, dando a ideia que não se dá bem com os ares do Oriente.

Lembra Jimmy

Wilmar Jordán é um ponta de lança muito possante (1,80 metros, 82 quilos) e que por isso se revela como um verdadeiro terror para os defesas, que têm grandes dificuldades nos confrontos directos com o colombiano, que ainda para mais é muito efectivo em receber a bola das costas para a baliza e em rodar sobre os defesas.

Móvel e inteligente na forma como gere a linha de fora de jogo, o ponta de lança lembra, com as devidas (grandes) distâncias, o ex-internacional holandês Jimmy Floyd Hasselbaink, até porque é igualmente bom na hora de rematar à baliza, sendo dono de um poderoso e colocado remate de pé direito.

Os principais lacunas do colombiano, por outro lado, passam pela falta de velocidade e explosividade, assim como pelo facto de estar muito longe de ser tecnicamente evoluído, embora domine os aspectos básicos.

Conseguirá brilhar em Portugal?

Ainda assim, e mesmo que revele algumas qualidades, a verdade é que o colombiano ainda não se conseguiu impor longe de campeonatos de menor importância como o venezuelano e búlgaro, tendo perdido brilho em campeonatos como o sul-coreano e o chinês, que nem são especialmente poderosos.

Nesse seguimento, nada garante que Wilmar Jordán tenha condições de se impor imediatamente num clube como o Sporting e num campeonato como o português, sendo um eventual investimento verde-e-branco talvez apenas justificado pelo baixo custo de transferência (cerca de 700 mil euros) e pelos 24 anos do atleta ainda fazerem crer que haverá espaço para uma evolução clara junto de um “mago” como Jorge Jesus.

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Abderrazak é um avançado talentoso e com o golo no sangue

Abderrazak é um avançado talentoso e com o golo no sangue

Se há pouco tempo falámos aqui de Takashi Usami, o mais entusiasmante futebolista a actuar na J-League, hoje é a vez de cruzarmos o Mar do Japão e seguirmos até à China, onde Abderrazak Hamdallah é um dos jogadores que está a fazer mais furor na principal liga local.

Trata-se de um avançado nascido a 17 de Novembro de 1990 em Safi, Marrocos, e que começou a sua carreira no clube da sua cidade natal, o Olympic Safi, pelo qual somou 34 golos em 61 jogos, isto entre 2010/11 e 2012/13.

Sucesso na Noruega e China

Em 2013, Abderrazak Hamdallah teve a sua primeira e única experiência europeia, mudando-se para a Noruega e para o Aalesund, clube onde teve impacto imediato, somando 19 golos em 30 jogos e garantindo uma mudança para o milionário futebol chinês.

Nesse país asiático, entrou pela porta do Guangzhou R&F, clube que representa desde 2014 e com números absolutamente impressionantes, ou não somasse o internacional marroquino 25 golos em 29 jogos da Superliga chinesa.

Um excelente avançado-centro

Abderrazak Hamdallah é preferencialmente um ponta de lança, ainda que, pelas suas características, seja mais potenciado num perfil mais móvel e de preferência na companhia de outro ponta de lança, ao invés de ser a única referência na frente de ataque.

Afinal, o internacional marroquino não é especialmente alto (179 cm), nem forte no choque ou no jogo aéreo, destacando-se acima de tudo pela velocidade, mobilidade, boa técnica individual e eficácia na hora de atirar à baliza, sendo ainda de realçar a inteligência como gere a linha do fora de jogo.

De sublinhar, igualmente, o carácter generoso de Abderrazak Hamdallah, jogador que sabe combinar muito bem com os colegas no último terço, sendo por isso um alvo ideal para equipas/treinadores que apreciem esquemas que privilegiem o jogo interior e as combinações ofensivas.


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Yu Dabao nos tempos do Benfica

Muito antes da rábula do melhor jogador chinês da actualidade de Paulo Futre, que foi usada e abusada pela imprensa e pelos portugueses até à exaustão, já o Benfica tinha sido pioneiro na contratação de um promissor jogador desse enorme país asiático: Yu Dabao. Rotulado de jogador de grande talento, chegou aos juniores do Benfica na temporada 2006/07, mas nunca se impôs verdadeiramente nem nos encarnados, nem em todos os clubes ao qual foi emprestado pelas águias. Ainda assim, muito antes de Futre, ficou a tentativa do Benfica de contratar aquele poderia ser o jogador chinês mais promissor da sua geração.

Chegou ao Benfica no final da sua formação futebolística

Yu Dabao nasceu a 18 de Abril de 1988 em Quingdao, China, e começou a sua carreira futebolística no Qingdao Hainiu em 1997. Na China, ainda representou o Guangdong Mingfeng e o Qingdao Hailifeng, antes de se transferir para os juniores do Benfica durante a temporada 2006/07.

No Benfica, o ponta de lança chinês teve impacto imediato, fazendo um hat-trick e uma assistência na estreia diante do Portimonense em jogo a contar para o Nacional de Juniores. Na verdade, até final da temporada, Yu Dabao demonstrou ser um jogador bastante promissor, destacando-se pelo poder físico e boa capacidade de finalização.

Não se impôs em nenhum dos clubes aos quais foi emprestado

Na temporada seguinte, foi integrado no plantel principal dos encarnados, mas rapidamente foi emprestado ao Desportivo das Aves, onde, pouco jogou (9 jogos, 1 golo). Depois da experiência no clube da Liga de Honra, esteve emprestado ao Olivais e Moscavide em 2008/09 (12 jogos, 2 golos) e ao Mafra em 2009/10 (12 jogos, 3 golos), mas tal como no Desportivo das Aves, o sucesso do promissor ponta de lança chinês foi reduzido, como se pode perceber pelos números de utilização.

Regressou à China para relançar a carreira

Depois de concluído o seu vínculo contratual com o Benfica, Yu Dabao ainda esteve à experiência num clube da Major League Soccer norte-americana, o FC Dallas, todavia, acabou por não ficar no clube do Texas, optando por regressar ao futebol chinês.

No Tianjin Teda desde 2010, o ponta de lança chinês actualmente com 23 anos tem tentado relançar a sua carreira e assumir-se como o grande talento que chegou a prometer ser, todavia, atendendo aos números (22 jogos, 7 golos), parece que Yu Dabao nunca se vai assumir como o melhor jogador chinês da actualidade.

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Krpan festeja golo no Hajduk

Chegou ao Sporting já com a temporada 1998/99 em andamento e tinha como cartão de visita o facto de ter marcado dez golos pelo Osijek na temporada anterior. Para além disso, tinha estado com a Croácia no Mundial 1998, ainda que, nesse certame, pouco tivesse jogado. Com essas boas indicações, os adeptos leoninos rapidamente pensaram que podiam estar na presença de um jogador que resolvesse os seus problemas de finalização e confiaram no croata. Infelizmente, rapidamente se percebeu que, para além de ser um jogador rápido, Krpan ficava muito a dever ao talento em todos os outros aspectos que caracterizam um ponta de lança. Golos, então, eram quase tabu…

Boas exibições no Osijek valeram-lhe presença no Mundial 98

Petar Krpan nasceu a 1 de Julho de 1974 em Osijek, fazendo todo o seu percurso como jogador juvenil no clube da sua cidade natal. No Osijek, também se estreou no futebol profissional, na temporada de 1994/95, tendo, nessa época, feito 3 golos em 9 jogos.

Posteriormente, entre 1995 e 1998, o croata haveria de fazer 87 jogos (23 golos) pelo Osijek, assumindo-se como um dos bons valores do emergente futebol croata e chegando, inclusivamente, à selecção da Croácia.

Nessa selecção, haveria de disputar o Mundial 1998, ainda que, nessa competição em que a Croácia conquistou o terceiro lugar, apenas tenha feito quinze minutos no jogo dos oitavos de final diante da Roménia (1-0).

Pouco sucesso no Sporting

No rescaldo da presença no Mundial de França e já com a época 1998/99 em andamento, Petar Krpan transferiu-se para o Sporting, onde se esperava que resolvesse os problemas ofensivos leoninos. Contudo, em Alvalade, apesar da utilização regular (27 jogos), apenas fez três golos, mostrando ser um avançado rápido e esforçado, mas muito trapalhão e com um sentido de baliza muito duvidoso.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou por sair do Sporting na temporada seguinte, seguindo para Leiria, onde, durante duas épocas, voltou a ser bastante utilizado (46 jogos), mas onde os golos, esses, voltaram a ser escassos (5 golos).

De volta ao sucesso na sua Croácia natal

Após a experiência na União de Leiria, Krpan transferiu-se, em 2001/02, para o Osijek, onde fez 11 jogos (6 golos) em meia-época, transferindo-se depois para o NK Zagreb, onde terminou a temporada com quatro golos em doze jogos e ajudou o clube da capital croata a sagrar-se campeão.

Após ainda iniciar a temporada de 2002/03 no NK Zagreb, o internacional croata rapidamente se transferiu para o Hajduk Split, onde acabou por fazer as duas melhores épocas da sua carreira com excelentes exibições e uma média de golos nunca antes vista (55 jogos, 21 golos). No Hajduk, Krpan também teve a felicidade de conquistar um campeonato e uma Taça da Croácia.

Regresso ao Leiria e declínio da carreira

Em 2004/05, Krpan regressou ao Leiria e foi importante em ajudar o clube do Lis a manter-se na primeira divisão, marcando cinco golos em 26 jogos, sendo um deles importantíssimo, pois valeu um empate diante do FC Porto.

Contudo, o retorno à União e ao futebol português apenas durou uma temporada, pois o avançado croata, na temporada seguinte, seguiu novamente para a Cróacia, onde permaneceu uma época no Osijek, antes de ter uma experiência na China ao serviço do Jiangsu Sainty.

Após uma rápida estadia no futebol chinês, o internacional croata regressou ao seu país, actuando uma temporada (2006/07) no secundário Inter Zapresic. Depois, na época seguinte, desceu ainda outro escalão, terminando a sua carreira ao serviço do frágil Graficar Vodovoc.

Desde que terminou a carreira, não se sabe nada do avançado croata, presumindo-se que tenha voltado a ser um anónimo cidadão de Osijek.

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Glenn Helder no Arsenal

Nem todos se devem lembrar dele, um ala-esquerdo holandês que chegou ao Estádio da Luz a meio da época 1996/97. Credenciado por vir de Inglaterra, mais concretamente do Arsenal, e por ser internacional pela Holanda, Glenn Helder não se destacou particularmente no Benfica, sendo que, curiosamente, a sua estadia nos encarnados representou mesmo o princípio de um declínio abrupto da carreira, que levou o jogador a entrar numa série de problemas psicológicos e, inclusivamente, a ir parar atrás das grades.

Apareceu no Sparta de Roterdão, explodiu no Vitesse

Glenn Helder nasceu a 28 de Outubro de 1968 em Linden e cumpriu o seu percurso como jogador juvenil em três diferentes clubes holandeses: Oranje Groen, UVS e Ajax.

Em 1989/90, iniciou-se no futebol profissional ao serviço do Sparta de Roterdão. Ao longo de quatro temporadas, foi titular com apreciável regularidade, fazendo, ao todo, noventa e três jogos e nove golos pelo segundo clube da cidade portuária holandesa.

Depois, no início da temporada 1993/94, transferiu-se para o Vitesse Arnhem e explodiu definitivamente, tornando-se um ala/extremo esquerdo explosivo e muito incisivo que, para além disso, marcava bastantes golos, começando assim a motivar o interesse de grandes clubes holandeses e europeus.

Passou por Highbury Park e pelo Estádio da Luz

O Vitesse resistiu durante algum tempo a transferi-lo, mas, a meio da temporada 1994/95, e cinquenta e dois jogos e doze golos depois, Glenn Helder transferiu-se para um dos grandes clubes da Europa, o Arsenal.

Nos “gunners”, o ala-esquerdo conseguiu jogar com alguma regularidade, sendo que, entre a segunda metade da época 1994/95 e durante toda a temporada seguinte, contabilizou 36 jogos (um golo), no entanto, as exibições nunca foram as melhores e Glenn Helder estava longe de ser um jogador bem amado no Arsenal.

Assim sendo, a meio da temporada 1996/97, o internacional holandês (quatro vezes) acabou por ser emprestado ao Benfica, na esperança que, em Lisboa, relançasse a sua carreira desportiva. Por outro lado, as águias também esperavam que Glenn Helder pudesse ser uma arma secreta para que o Benfica, no mínimo dos mínimos, terminasse a época no segundo lugar e assegurasse o apuramento para a “Champions”.

No entanto, a passagem do ala-esquerdo pelo Benfica também foi marcada pelo insucesso, com Glenn Helder a fazer pouco mais de quinhentos minutos pelos encarnados e a marcar um miserável golo. No final da temporada, o Benfica terminou em terceiro lugar e o holandês foi novamente recambiado para o Arsenal.

Declínio da carreira foi demasiado precoce

Apesar do insucesso nas passagens por Arsenal e Benfica, poucos acreditavam que Glenn Helder pudesse cair tanto na carreira, mas o certo é que o holandês nunca mais se impôs em nenhum clube.

Nos anos seguintes, o ala-esquerdo passou por clubes como os holandeses do NAC Breda, TOP Oss e RBC Roosendaal, tendo também vivido experiências no MTK Budapeste húngaro e no Dalian Wanda chinês. Contudo, o sucesso nesses clubes foi nulo, sendo que o final de carreira do internacional holandês foi como se se tratasse de um fantasma que se arrastava em campo.

Nesta fase, os problemas psicológicos cresceram,  e o holandês acabou mesmo por ser preso em Setembro de 2007, após ter ameaçado a ex-namorada e ter abusado fisicamente da namorada. Depois, no ano seguinte, foi novamente preso por ameaças, agressão, perseguição e posse de armas.

Neste momento, aparentemente mais tranquilo, Glenn Helder brilha como percussionista, tocando em vários clubes e festas por toda a Holanda.

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