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Posts Tagged ‘Liga Dinamarquesa’

Hradecky nasceu na Eslováquia mas é internacional finlandês

Hradecky é internacional finlandês

Depois de termos falado do nigeriano Slyvester Igboun, continuamos no campeonato dinamarquês, mas, desta feita, para falarmos de um guarda-redes, mais concretamente Lukas Hradecky, jovem de 26 anos que vai evoluindo no Brondby.

Trata-se de um “keeper” nascido a 24 de Novembro de 1989 em Bratislava, Eslováquia, mas que cedo se mudou para a Finlândia, onde esteve nas camadas jovens do TPS, isto antes de se transferir para a Dinamarca e para o Esbjerg.

Nesse clube dinamarquês, entre 2009/10 e 2012/13, somou 85 jogos, tendo conquistado mesmo o título da segunda divisão dinamarquesa em 2011/12 e a Taça da Dinamarca na temporada seguinte, sendo que as suas boas exibições acabaram por valer-lhe o salto para o histórico Brondby.

Figura num clube que se tenta reerguer

De sublinhar que Lukas Hradecky chegou ao Brondby numa altura em que o histórico clube dinamarquês vinha de dois nonos lugares consecutivos, mas rapidamente conseguiu ajudar o emblema dos arredores de Copenhaga para outro patamar.

Afinal, em 2013/14, o Brondby já terminou a Superliga dinamarquesa num mais respeitoso quarto lugar, sendo que, na actual campanha, encontra-se no último lugar do pódio, bastante perto de confirmar a qualificação para a Liga Europa.

De sublinhar que, ao longo destas duas temporadas, Lukas Hradcky tem sido claramente indiscutível na baliza do Brondby, somando um total de 67 jogos e com exibições a merecerem os elogios da crítica especializada.

Preparadíssimo para dar o salto

Com 1,90 metros, Lukas Hradecky é forte no jogo aéreo, sendo igualmente daqueles “keepers” com um posicionamento de excelência, parecendo sempre ocupar a totalidade da baliza.

Com bom jogo de pés e excelentes reflexos, Lukas Hradecky faz ainda muitas vezes aquilo que chamamos de “defesas impossíveis”, embora nunca coloque em causa a eficácia de uma defesa para fazer uma “parada” mais espectacular.

Tendo optado por representar a selecção da Finlândia, pela qual já soma 21 internacionalizações, o jovem de 26 anos é, na realidade, um “keeper” que se mostra mais que preparado para dar o salto para uma liga e para um clube com outros pergaminhos.

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Igboun é um extremo-esquerdo de grande talento

Igboun é um extremo-esquerdo de grande talento

Um dos mais fascinantes futebolistas que vai deixando o seu perfume na principal liga dinamarquesa é o avançado nigeriano Sylvester Igboun, jovem de apenas 24 anos que há muitas épocas representa o FC Midtjylland.

Nascido a 8 de Setembro de 1990 em Lagos, Nigéria, Sylvester “Syl” Igboun iniciou a sua carreira no Ebedei do seu país natal, mas cedo mudou-se para a Dinamarca e para o FC Midtjylland, clube que representa ao nível do futebol sénior desde 2009/10.

Fulcral no FC Midtjylland

Desde que se estreou profissionalmente pelo FC Midtjylland, Sylvester Igboun  já soma um total de 158 jogos e 46 golos, sendo peça fundamental do conjunto dinamarquês desde 2010/11.

Este ano, aliás, o jovem nigeriano está prestes a festejar o seu primeiro título dinamarquês, uma vez que, a quatro jornadas do fim, o FC Midtjylland lidera o campeonato local com 12 pontos de avanço sobre o FC Copenhaga. Nesta campanha, Igboun contribuiu com 10 golos e cinco assistências em 29 jogos.

Fantástico extremo-esquerdo

Sylvester Igboun pode actuar como extremo (esquerdo ou direito) ou avançado-centro, mas é claramente a partir do flanco canhoto que consegue atingir a plenitude das suas capacidades, assumindo-se, aí, como um verdadeiro quebra-cabeças para os adversários.

Afinal, sendo destro, o jovem nigeriano é fortíssimo nas diagonais da esquerda para o centro, procurando sempre os desequilíbrios no miolo através da sua velocidade e boa técnica. Para além disso, e mesmo que privilegie sempre os movimentos rumo a zonas centrais, a verdade é que também sabe dar profundidade ao seu flanco sempre que necessário.

De sublinhar, igualmente, que o bom registo de golos de “Sly” não é um mero acaso e deve-se essencialmente ao facto do atacante finalizar muito bem de média e curta distância, sendo ainda de realçar o seu oportunismo, uma vez que o nigeriano sabe explorar, como poucos, as zonas de finalização.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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O primeiro obstáculo europeu do Vitória de Guimarães na caminhada para chegar à fase de grupos da Liga Europa é uma equipa dinamarquesa da qual o público português terá uma leve memória, pois defrontou o Sporting na Taça UEFA (2001/02), tendo na altura sido vergada a duas derrotas com os leões (0-3 e 2-3) e consequente eliminação da prova. Clube com apenas doze anos e ainda sem nenhum título importante, o FC Midtjylland tem sofrido injecções financeiras para quebrar a hegemonia dos dois principais clubes dinamarqueses (FC Copenhaga e Brondby), mas é bem notório que ainda terá um longo caminho a percorrer.

O FC Midtjylland actua no MCH Arena

Quem é o FC Midtjylland?

O FC Midtjylland foi fundado a 2 de Fevereiro de 1999 como resultado da fusão do Ikast FS e do Herning Fremad e chegou à primeira divisão dinamarquesa em 2000/01, tendo garantido logo um quarto lugar na estreia na competição.

Até este momento, os “lobos” já foram vice-campeões dinamarqueses por duas vezes (2006/07 e 2007/08) e estiveram presentes em quatro finais da Taça da Dinamarca, mas nunca conseguiram conquistar qualquer título.

Na temporada passada, o FC Midtjylland terminou o principal campeonato da Dinamarca na quarta posição, atrás de FC Copenhaga, Odense e Brondby.

Em termos europeus, a equipa dinamarquesa está na sua sexta participação nas provas da UEFA, sendo que a sua melhor campanha foi em 2002/03, quando atingiu a segunda eliminatória da Taça UEFA, caindo, nessa altura, aos pés do Anderlecht (1-3 e 0-3).

O plantel do FC Midtjylland

Como joga?

Como quase todas as equipas escandinavas, o FC Midtjylland actua preferencialmente em 4x4x2, sendo uma equipa bastante forte fisicamente e habitualmente perigosa nas bolas paradas.

Ainda assim, já é uma equipa com um nível técnico bastante razoável, dispondo de vários jogadores africanos para o ataque como Nworun, Igboun ou Izunna Uzochukwu, que garantem ao FC Midtjylland um bom nível de imaginação e improvisação.

No último jogo que efectuou (venceu os galeses do TNS por 5-2), o FC Midtjylland apresentou o seguinte onze: Kasper Jensen; Ipsa, Sivebaek (Izunna, 69′), Lauridsen e Juelsgard; Borring, Jakob Poulsen (Kasper Hansen, 46′), Albaek e Danny Olsen; Nworun e Igboun (Hvilsom, 46′).

Jakob Poulsen tem 17 internacionalizações

Quem é que o Vitória deve ter debaixo de olho? – Jakob Poulsen

O jogador de maior renome do plantel do FC Midtjylland é claramente o médio-centro que representou a Dinamarca no Mundial 2010: Jakob Poulsen.

Nascido a 7 de Julho de 1983, em Varde, Dinamarca, Jakob Bendix Uhd Poulsen iniciou a sua carreira no Esbjerg, onde permaneceu entre 2002 e 2006, efectuando 107 jogos e marcando 19 golos.

Essas boas exibições valeram-lhe uma transferência para o futebol holandês e para o Heerenveen, onde o internacional dinamarquês permaneceu durante dois anos e meio, mas onde nunca se assumiu como titular absoluto, preferindo regressar à Dinamarca no Verão de 2008.

Desde que regressou ao país natal, esteve duas temporadas no Aarhus, antes de se transferir para o Midtjylland logo após a sua participação no Mundial 2010 ao serviço da Dinamarca.

Jogador de grande polivalência (pode jogar como defesa-central, médio-centro, médio-direito ou até “dez”), é no miolo do meio-campo que Jakob Poulsen se sente melhor. Com bom pulmão, inteligência posicional, excelente capacidade recuperadora, boa qualidade de passe e frieza na finalização, trata-se de um médio todo o terreno a que o Vitória de Guimarães deverá dar a máxima atenção.

As possibilidades do Vitória de Guimarães

Em condições normais, o quinto classificado do campeonato português é sempre favorito perante o quarto do campeonato dinamarquês, contudo, há que ter atenção a algumas condicionantes que equilibram este confronto entre o Vitória de Guimarães e o FC Midtjylland.

Primeiro, o campeonato dinamarquês já iniciou e, para além disso, o FC Midtjylland já efectuou dois jogos europeus diante dos galeses do TNS, o que lhe garante uma superior capacidade física e óbvio ritmo competitivo.

Por outro lado, os primeiros ensaios do Vitória de Guimarães não foram animadores (derrotas com Rio Ave e Desportivo das Aves), o que também pode não ser positivo em termos anímicos para os minhotos.

Ainda assim, estou convicto que os vimaranenses têm todas as condições de superarem este obstáculo e seguirem, por direito próprio, para o playoff de acesso à fase de grupos.

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Wass será concorrente de Maxi Pereira nas águias

Seguindo as pisadas de Manniche, Daniel Wass será mais um jogador dinamarquês a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica, reforçando uma posição que, o ano passado, não garantiu (quase) nenhuma concorrência a Maxi Pereira: Lateral-direito.

Nascido a 31 de Maio de 1989 em Gladsaxe, Dinamarca, Daniel Wass é um produto das escolas do modesto Avarta, tendo chegado ao Brondby em 2007.

No clube dos arredores de Copenhaga, o lateral-direito rapidamente se assumiu como uma peça importante da equipa sénior, tendo chegado à titularidade do Brondby na temporada 2008/09, quando efectuou 28 jogos em 33 possíveis no campeonato dinamarquês.

Empréstimo ao Fredrikstad foi um erro

Apesar da ascensão de Wass, o treinador Kent Nielsen entendeu que o dinamarquês deveria ser emprestado para continuar a evoluir e cedeu o lateral-direito aos noruegueses do Fredrikstad. Contudo, no histórico clube da Noruega, Wass não se conseguiu impor, regressando apenas três meses depois ao Brondby.

De novo no histórico clube dinamarquês, Wass rapidamente assegurou um lugar no onze, tendo, na actual temporada, efectuado 39 jogos (7 golos) em todas as competições, ainda que após a primavera, tenha sido mais utilizado a ala-direito que propriamente a lateral.

Lateral-direito de vocação ofensiva

Apesar de ter apenas 22 anos, Daniel Wass chega ao Benfica com a experiência de ter feito quase 100 jogos oficiais pelo Brondby, esperando-se que não sinta um grande choque na transição para os encarnados.

Preferencialmente um lateral-direito de perfil atacante, Wass também pode jogar como ala-direito, principalmente em encontros em que se pretenda usar uma estratégia mais conservadora e de rigor táctico.

Rápido, evoluído tecnicamente e inteligente nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o internacional dinamarquês é muito difícil de bater em lances de um contra um, sabendo posicionar-se no relvado e sendo extremamente fiável na forma como aborda os lances. Para além disso, trata-se de um jogador que é forte nos lances de bola parada e muito inteligente nas incursões ofensivas, cruzando e finalizando com muita qualidade.

Se tudo correr bem com a adaptação ao Benfica, este lateral-direito de 22 anos pode ser uma das grandes surpresas da próxima edição da Superliga.

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Wendt com a camisola do FC Copenhaga

Falado como possível reforço do Sporting e, também do Benfica, Oscar Wendt é um dos grandes talentos do futebol escandinavo, actuando num dos gigantes dessa zona geográfica, os dinamarqueses do FC Copenhaga.

Nascido a 24 de Outubro de 1985 em Skövde, Suécia, Oscar Wendt cumpriu o seu percurso como jogador juvenil no IFK Skövde da sua terra natal, tendo se transferido para o IFK Gotemburgo em 2003.

No histórico clube que conta com duas taças UEFA no seu reportório, Wendt foi actuando pouco nas épocas de 2003 (9 jogos em todas as competições) e 2004 (14 jogos em todas as competições), apenas se assumindo como titular em 2005 (43 jogos, 3 golos) e na primeira metade da temporada 2006 (25 jogos, 1 golo).

A meio da época de 2006, o lateral-esquerdo sueco transferiu-se para o FC Copenhaga, que se preparava para iniciar o campeonato dinamarquês de 2006/07. Nesse clube da capital da Dinamarca, Oscar Wendt rapidamente se assumiu como uma peça fundamental do quarteto defensivo, sendo o dono absoluto do lado esquerdo do sector recuado e somando, até hoje, 129 jogos e cinco golos ao serviço do actual campeão dinamarquês.

Lateral seguro a defender e com grande qualidade no capítulo do cruzamento

Internacional sueco por 14 ocasiões, Oscar Wendt é um lateral-esquerdo de boa estampa física, que sabe defender o seu flanco e ajudar os centrais quando a bola é cruzada para o coração da área. Muito bom em termos posicionais, trata-se de um lateral que sobe muito bem pelo flanco canhoto, sendo evoluído tecnicamente e exímio a fazer cruzamentos para a área adversária, seja em lances de bola corrida ou de bola parada.

Pelas suas características, tanto pode funcionar como lateral ofensivo ou como defesa-esquerdo puro, dependendo pura e simplesmente das intenções do treinador, pois o internacional sueco irá actuar em ambas as situações com a mesma qualidade e entrega ao jogo.

Com 25 anos e grande experiência internacional por actuar tanto na selecção sueca como na Liga dos Campeões, Oscar Wendt será, certamente, um excelente reforço para o clube português que avançar para a sua contratação.

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Estávamos a 24 de Abril de 1991, no minuto 89, da meia-final da Taça UEFA entre Roma e Brondby, num encontro disputado no Olímpico de Roma e o resultado saldava-se num 1-1, que, após o 0-0 da Dinamarca, colocava o Brondby na final da Taça UEFA (se passasse ia defrontar o Inter na final). Tudo corria bem e os escandinavos já faziam a festa quando o inevitável Rudi Völler fez o 2-1 e colocou a equipa romana na final prova europeia. Foi a ocasião em que os dinamarqueses estiveram mais perto de uma competição europeia em toda a sua história e, curiosamente, sabem quem é que o Internazionale eliminou na outra meia-final? Sim, foi o Sporting Clube de Portugal…

Quem é o Brondby

O Brondby foi fundado em 1964, começando na sexta divisão do futebol dinamarquês e demorou algum tempo a subir na escala futebolística daquele país escandinavo, pois apenas chegou à segunda divisão em 1977 e à primeira divisão no final da temporada de 1981.

No entanto, a partir de meados dos anos 80, a equipa escandinava, onde actuaram, nessa década, jogadores como Michael Laudrup e Peter Schmeichel, começou a conquistar bastantes títulos e a afirmar-se como a grande potência do futebol dinamarquês. Para terem uma ideia, o Brondby, nas décadas de 80 e 90, conquistou oito campeonatos da Dinamarca, três Taças da Dinamarca, 3 Supertaças e esteve presente nos quartos de final da Taça dos Campeões (1986/87) e nas meias-finais da Taça UEFA (1990/91).

Depois deste período de algum domínio no futebol dinamarquês, o Brondby, a partir da década de 2000, começou a contar com o crescimento do FC Copenhaga que passou a ser o grande dominador daquele campeonato escandinavo. Assim sendo, foi sem surpresa que o Brondby, desde 2000, apenas conquistou três campeonatos (o último foi em 2004/05), três Taças da Dinamarca e 2 Supertaças.

Na temporada transacta, o Brondby terminou o campeonato na terceira posição, atrás do campeão: FC Copenhaga e do vice-campeão: OB Odense.

Como joga

Ao contrário do anterior adversário do Sporting (FC Nordsjaelland) que tinha um sistema e uma atitude perante o jogo pouco “escandinava”, o Brondby é uma equipa de perfil tipicamente viking, ainda que, como costuma ser normal nas equipas da Dinamarca, não seja uma equipa totalmente “tosca”.

O Brondby actua num 4-4-1-1, tendo, como única nuance a um 4-4-2 clássico, a colocação do seu jogador de maior renome: o internacional sueco Alexander Farnerud, nas costas do ponta de lança, que deve ser o perigoso gambiano Jallow.

De resto, trata-se de uma equipa muito organizada, que raramente tem erros posicionais, mas que não prima muito pelo talento individual. Tem dois centrais muito competentes (Bischoff-Von Schlebrugge), um lateral direito muito ofensivo e que poderá provocar problemas a Evaldo (Wass) e um extremo esquerdo com grande qualidade e que até já jogou no Ajax (Khron-Dehli).

Em princípio, hoje, no Alvalade XXI, o Brondby deve apresentar o seguinte onze:

Jallow é um atacante perigoso

Quem é que os leões devem ter debaixo de olho – Jallow

O internacional gambiano é, por certo, um dos jogadores mais interessantes deste Brondby e, pelas suas características (1,85 metros e forte fisicamente), pode ser especialmente perigoso para a defesa leonina.

Jallow, de apenas 21 anos, iniciou a sua carreira aos 15 anos, no Wallidan do seu país natal. No entanto, o seu talento precoce era tão notório que, cerca de um ano depois, o gambiano assinou pelo Al-Ain dos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de muito jovem, Ousman Jallow soube crescer no clube árabe, tendo, ainda, passado uma temporada (2006/07) no Raja Casablanca por empréstimo, numa etapa muito importante do seu crescimento como futebolista.

Depois desse empréstimo ao clube marroquino, o gambiano assumiu-se, definitivamente, como titular do Al-Ain e, provavelmente, no mais importante dos jogadores daquele clube dos Emirados Árabes Unidos. Assim sendo, foi sem surpresa que clubes como o Chelsea e o Arsenal se interessaram pelo seu concurso, ainda que, por problemas com o visto de trabalho, tornou-se impossível a sua saída para Inglaterra.

Aproveitou o Brondby que o contratou e não se arrependeu, pois desde 2008, o internacional gambiano assumiu-se como um excelente ponta de lança, muito rápido, forte e oportuno, que sabe finalizar, mas, ao mesmo tempo, servir os colegas. Ainda muito jovem, Jallow já fez 49 jogos (14 golos) pelo clube viking e é um jogador cada vez mais adulto e inteligente.

Um jogador muito interessante e que Paulo Sérgio deve saber como parar nesta eliminatória europeia.

As hipóteses leoninas

Como Paulo Sérgio disse, o Sporting é favorito para esta partida. Pela sua história, experiência europeia e soluções do plantel, os leões são superiores ao Brondby e disso não existe qualquer dúvida.

No entanto, o Sporting tem sentido muitas dificuldades neste início de época como se viu diante do FC Nordsjaelland e do P. Ferreira e este Brondby, sendo superior a qualquer um destes dois adversários, será, por certo, uma equipa bem complicada para uns verde e brancos em crescimento.

Assim sendo, terá de surgir um Sporting muito concentrado e sem lacunas na finalização para que o Brondby seja ultrapassado e a fase de grupos da Liga Europa seja uma certeza.

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