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Posts Tagged ‘Liga Eslovaca’

Madu tem um potencial impressionante

Madu tem um potencial impressionante

Mesmo contando nos seus quadros com Eliseu e Marçal, não é garantido que o Benfica não vá ainda ao mercado para a contratação de mais um lateral-esquerdo, sendo que o jornal “A Bola”, fazendo eco da imprensa holandesa, coloca hoje o jovem nigeriano Kingsley Madu, de 19 anos, na rota da Luz.

Trata-se de um futebolista nascido a 12 de Dezembro de 1995 na Nigéria e que cedo rumou ao futebol europeu, com destino à Eslováquia, isto para representar o Trencin, da primeira divisão daquele país da ex-Checoslováquia.

Aí, estreou-se profissionalmente em 2013/14, somando, até este momento, 32 jogos e dois golos, e tendo inclusivamente ajudado o Trencin a conquistar a dobradinha na temporada transacta.

Um verdadeiro diamante por lapidar

Antes de mais, há que referir que Kingsley Madu ainda tem muito que evoluir em termos tácticos e, até, da gestão do seu próprio esforço, uma vez que o nigeriano, para a posição que ocupa no terreno, deixa demasiado espaço nas suas costas, comete demasiados erros posicionais e ainda excede-se em demasia em correrias muitas vezes sem grande sentido.

Posto isto, há que admitir que este lateral-esquerdo tem tudo para ser um jogador de elite, apresentando inúmeras qualidades ofensivas, nomeadamente a sua explosividade e velocidade, que garantem grande profundidade ao seu flanco, assim como a capacidade de drible, qualidade no passe/cruzamento, e superior visão de jogo.

A nível defensivo, por outro lado, existem ainda os problemas que já foram referidos, ainda que o nigeriano de 19 anos tenha todas as valências para evoluir imenso neste aspecto, até porque a sua velocidade permite-lhe uma capacidade de recuperação fora de comum. Por fim, temos também de sublinhar a sua capacidade de desarme e competência no jogo aéreo, isto mesmo que meça apenas 1,75 metros.

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Matić é um médio-centro de futuro

Agora que David Luiz parece estar prestes a transferir-se para o Chelsea, falou-se que uma das contrapartidas para o Benfica poderia ser um médio-centro sérvio muito alto e forte: Nemanja Matić.

Nascido a 1 de Agosto de 1988 em Sabac, Nemanja Matić iniciou a sua carreira profissional em 2005/06, ao serviço dos sérvios do Kolubara, onde terminou a temporada com 16 jogos.

Explodiu no Kosice antes de chegar ao Chelsea

Na temporada 2006/07, o médio sérvio transferiu-se para o Kosice, onde permaneceu nessa e nas duas épocas seguintes. Durante esses anos, somou 67 jogos (4 golos) pelo clube eslovaco, assumindo-se como peça fundamental do meio-campo do Kosice e ajudando-o a conquistar a Taça da Eslováquia em 2008/09.

As suas exibições na Liga Eslovaca chamaram a atenção dos responsáveis do Chelsea que o contrataram para a temporada 2009/10. Ainda assim, o passo para os londrinos acabou por revelar-se grande demais, com o internacional sérvio a apenas fazer quatro jogos pelos “blues” durante toda a época.

Assim sendo, foi sem surpresa que Matić, na actual temporada, acabou emprestado ao Vitesse, onde voltou a jogar com regularidade, somando, em meia-época, dezanove jogos pela equipa holandesa.

Alto, forte, mas nada tosco

Nemanja Matić é um médio-centro que, apesar da altura (1,94 metros) é bastante competente com a bola nos pés, tendo boa qualidade de passe. Excelente em termos posicionais, é um bom recuperador de bolas e que dá muito músculo ao meio-campo, sendo, pela sua grande altura, importante na ajuda dos centrais em lances de bola parada.

Ideal para a posição “seis”, adapta-se a qualquer táctica, podendo jogar tanto sozinho como ser o elemento mais fixo de um duplo-pivot de meio-campo.

Um jogador interessante, mas que, ainda assim, teria dificuldades em ganhar a titularidade no Benfica, dada a forte concorrência de Javi García.

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Marek Čech foi tricampeão no FC Porto

Não era um defesa-esquerdo brilhante, mas cumpriu sempre ao longo de três temporadas ao serviço do FC Porto. Jogador sóbrio, seguro e disciplinado, deu sempre tudo o que tinha e ajudou os dragões a conquistar três títulos de campeão nacional, fazendo, só para a Liga Portuguesa, cinquenta e dois jogos pelos portistas. Internacional eslovaco por quarenta e duas ocasiões, continua a mostrar o seu futebol discreto mas eficaz, nos palcos daquela que muitos consideram a melhor liga de futebol do Mundo, a Premier League.

Produto das escolas do Inter Bratislava

Marek Čech nasceu a 18 de Janeiro de 1983 em Trebišov na Eslováquia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Inter Bratislava, clube onde fez todo o seu percurso juvenil e onde se estreou como profissional na temporada de 2000/01. Nos aurinegros da capital eslovaca, esteve quatro temporadas como sénior, conquistando um campeonato eslovaco e uma Taça da Eslováquia (ambos os títulos em 2000/01) e somando 10 golos em 71 jogos.

Posteriormente, no início de 2004/05, transferiu-se para o Sparta Praga da vizinha República Checa, onde  não fez uma época particularmente brilhante em termos individuais (21 jogos), mas onde foi bastante feliz em termos colectivos, pois conquistou o campeonato checo.

Tricampeão português no FC Porto

Apesar dos números da sua passagem pelo Sparta Praga terem sido discretos, o FC Porto não duvidou das qualidades do defesa/ala-esquerdo e não hesitou em contratá-lo para a sua equipa em 2005/06. Durante três épocas, Čech nunca foi titular indiscutível, mas foi sempre uma opção regular, somando 78 jogos (3 golos) em todas as competições e ajudando os portistas a conquistar três campeonatos nacionais e uma Taça de Portugal.

No West Bromwich Albion desde 2008

No Verão de 2008, trocou os portistas pelos ingleses do WBA, onde se encontra até hoje. Depois de uma primeira época em que pouco jogou, o internacional eslovaco assumiu-se, a partir da temporada passada, como uma opção regular da equipa britânica, somando, neste momento, sessenta e quatro jogos (2 golos) pelo West Brom.

Tanto como lateral numa defesa a quatro, ou a ala num 5-3-2 ou 3-5-2, Marek Čech continua a desenvolver um futebol sóbrio e de poucos rasgos, mas com muita utilidade para o clube que representa. Na verdade, numa equipa de futebol, nem todos têm de ser brilhantes tecnicamente. Há que ter jogadores que trabalhem, que sejam rigorosos tacticamente e que equilibrem a equipa. Para isso, está lá o internacional eslovaco.

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Had com a camisola eslovaca

No início da época 2007/08, o Sporting encontrava-se motivado em descobrir, finalmente, um defesa-esquerdo que fizesse esquecer Rui Jorge e, acima de tudo, o chileno Tello, que havia recusado a renovação com os leões para assinar pelo Besiktas da Turquia. Depois de muito procurarem, os verde e brancos optaram por um defesa-esquerdo eslovaco para lutar pela titularidade com o brasileiro Ronny: Marian Had. Dizia-se que era um jogador alto, ideal para ajudar os centrais, que defendia bem e era competente a atacar, mas, na verdade, apenas mostrou ser um jogador lento, duro de rins e, acima de tudo, sem qualquer qualidade para vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal.

Marian Had iniciou a sua carreira aos 19 anos, na época 2001/02 ao serviço do Ruzomberok, onde permaneceu por três temporadas e onde teve o interessante registo de 56 jogos e um golo apontado.

As boas exibições ao serviço do clube eslovaco valeram-lhe, ao início da época 2004/05, uma transferência para o FC Brno da República Checa, onde permaneceu por duas temporadas. Nesse clube checo, teve dificuldade em assegurar a titularidade e, durante esses dois anos, apenas fez 24 partidas, ainda que, no final da segunda época, o Lokomotiv de Moscovo tenha ficado convencido da qualidade de Marian Had e, de forma surpreendente, contratou-o para a sua equipa.

Na Rússia, nunca se conseguiu impor, tendo sido emprestado ao Sporting em 2007/08 e ao Sparta de Praga na temporada seguinte. Tanto nos leões como na equipa checa, Had mostrou ter muito pouca qualidade futebolística, passando rapidamente da titularidade para o banco, do banco para a bancada e da bancada para o esquecimento total.

No final de 2009, o Lokomotiv, provavelmente já sem ninguém interessado em ter o pobre eslovaco por empréstimo, libertou-o definitivamente, com Marian Had a assinar pelo Slovan Bratislava.

No entanto, mesmo nesse clube eslovaco, Had, aos 27 anos, continua a não se conseguir impor, tendo feito apenas cinco jogos desde o início de 2010, estando, assim, muito longe dos seus tempos de glória que o levaram a ser internacional eslovaco por doze ocasiões.

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Kucka a jogar pela Eslováquia

Actua no Sparta de Praga da Liga Checa, um dos médios polivalentes mais promissores do futebol europeu, o eslovaco Juraj Kucka.

Kucka iniciou a sua carreira profissional, em 2006/07, aos 19 anos, no modesto Podbrezová. Rapidamente deu nas vistas e, na época seguinte, assinou por um dos principais clubes eslovacos, o Ruzomberok, onde, em temporada e meia, fez 49 jogos e oito golos, cotando-se como uma das estrelas da equipa, devido ao seu enorme talento.

O eslovaco é um médio centro polivalente, que pode jogar em qualquer das posições centrais do meio campo. Alto e forte, excelente recuperador de bolas e tácticamente evoluído, é, por isso, usado mais vezes a trinco. Contudo, a sua fantástica visão de jogo e bom remate de meia distância, permite-lhe jogar em posições mais adiantadas do miolo.

Com 23 anos, internacional pela Eslováquia desde 2008 e a jogar no Sparta de Praga desde 2009 (27 jogos, seis golos), Kucka está em condições de dar o salto para um futebol mais competitivo.

Um talento a descobrir num jogo do Sparta ou da selecção eslovaca. Até lá, deixo um vídeo de Kucka na Liga Checa, para terem uma ideia do seu valor e, quiçá, imaginarem-no numa equipa portuguesa.

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É impossível esquecer Ivica Kralj e a sua lendária partida, pelo FC Porto, na Liga dos Campeões (98/99). Tudo corria bem para os portistas, pois, a cinco minutos do fim, ganhavam 2-0 ao Olympiakos e parecia impossível aquela vitória fugir. No entanto, num ápice, o montenegrino fez das suas e o resultado terminou com um frustrante 2-2 que em muito contribuiu para a eliminação dos dragões da “Champions”…

Na verdade, Kralj apenas fez sete jogos pelos portistas, acabando, ainda nessa época, emprestado ao Radnicki, todavia, cada um desses sete encontros foi penoso e uma tortura para os adeptos azuis e brancos. O montenegrino, apesar de ter quase dois metros, era extremamente inseguro nos cruzamentos, deixando, a cada cruzamento para a área, os adeptos portistas à beira de um ataque cardíaco.

Curiosamente, Kralj chegou ao FC Porto rotulado de enorme promessa. Era titular do Partizan e o dono da baliza da Jugoslávia, mas, o seu talento, não parecia ser condizente com alguém a quem delegaram essa responsabilidade.

Depois do FC Porto, Ivica Kralj conseguiu, sabe-se lá como, transferir-se para o PSV, onde teve 4 épocas e fez…sete jogos. Os holandeses devem-se ter arrependido inúmeras vezes da aquisição, contudo, apenas se conseguiram livrar dele em 2003, quando o transferiram para o Partizan.

Ainda assim, os ares de Belgrado foram novamente dóceis para Kralj, pois, no Partizan, o montenegrino conseguiu fazer 74 jogos em quatro temporadas. Uma estatística bastante aceitável, principalmente se tivermos em conta o seu passado.

Abandonou o Partizan em 2007, assinando pelo Rostov, onde não fez um único jogo e, em 2008, assinou pelo Spartak Trnava. Nesse clube, 17 jogos e exibições questionáveis, obrigaram os eslovacos a proporem-lhe, em Novembro do ano transacto, a rescisão do contracto. Kralj, provavelmente achou que estava na hora de pendurar as botas e aceitou.

Assim terminou a carreira de um guarda-redes que, por incrível que pareça, conseguiu fazer 41 jogos pela selecção jugoslava.

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