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Posts Tagged ‘Liga Eslovena’


Ricardo Sousa nos tempos do Boavista

Pode ter acabado de fazer 32 anos, mas ainda acredito que podia ser um número dez de primeira divisão e não andar a actuar no segundo escalão do futebol nacional na Oliveirense. Falo de Ricardo Sousa, filho de António Sousa e antigo jogador de clubes como o FC Porto, Boavista e Hannover.

Nascido a 11 de Janeiro de 1979 em São João da Madeira, Ricardo André de Pinho Sousa iniciou-se na Sanjoanenense, passando depois para as camadas jovens do FC Porto e estreando-se na primeira divisão ao serviço do Beira-Mar em 1998/99. Apesar de apenas ter feito a segunda metade da temporada, contabilizou 14 jogos (5 golos) e, mesmo não tendo evitado a descida dos aveirenses, foi peça fundamental na conquista da Taça de Portugal, pois marcou o golo decisivo com que o Beira-Mar venceu o Campomaiorense (1-0) na final do Jamor.

Empréstimos sucessivos até fazer grandes épocas em Aveiro e no Bessa

Apesar de estar ligado contratualmente ao FC Porto, Ricardo Sousa foi, nas temporadas seguintes, sendo sucessivamente emprestado a clubes como o Santa Clara, Beira-Mar (um regresso) e Belenenses, tendo-se destacando principalmente nos aurinegros, onde, em 2000/01, fez 11 golos em 27 jogos.

No Verão de 2002, terminou o seu vínculo aos dragões, seguindo para um clube que foi sempre o seu porto de abrigo (Beira-Mar) e onde fez grande época, marcando 11 golos em 33 jogos.

Essas grandes exibições valeram-lhe o salto para o Boavista, onde, em 2003/04, fez nova grande temporada, marcando 14 golos em 32 jogos e destacando-se como um dos grandes jogadores da liga portuguesa. No final da época, o eco do seu talento havia chegado à Bundesliga e o médio-ofensivo transferiu-se para o Hannover.

Perdeu gás com a emigração

A partir do momento em que emigrou para a Alemanha, o “dez” começou a perder gás, não se destacando nem no Hannover, nem em clubes como o de Graafschap (Holanda), Kickers Offenbach (Alemanha), Omónia (Chipre) e Drava Ptuj (Eslovénia).

Pelo meio, esteve novamente em Portugal na temporada 2006/07, mas, nessa temporada, ao serviço do Boavista, não esteve particularmente brilhante, fazendo dezoito jogos (três golos) em todas as competições que disputou pelos axadrezados.

Renasceu esta temporada na Oliveirense

Após a última má experiência internacional (na Eslovénia ao serviço do Drava Ptuj), Ricardo Sousa regressou ao futebol português para vestir a camisola da Oliveirense, clube onde se tem revelado como uma das principais figuras.

Médio-ofensivo de boa técnica, evoluída visão de jogo e letal nas bolas paradas, Ricardo Sousa já fez 15 jogos (2 golos) pelos nortenhos e é um dos principais responsáveis pelo primeiro lugar da equipa de Oliveira de Azeméis.

Aos 32 anos, acredito que ainda podia ser bastante útil a um clube médio ou médio-baixo da Liga Zon Sagres. Veremos se alguma dessas equipas arrisca contratar um jogador cerebral e de grande talento individual.

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Makriev é um goleador

Perdido numa equipa modesta do campeonato israelita está um ponta de lança alto (1,91 metros), forte e com uma capacidade finalizadora muito interessante: Dimitar Makriev.

Nascido a 7 de Janeiro de 1984, Dimitar Ivanov Makriev foi criado nas escolas do Levski Sófia, pelo qual fez 254 golos no campeonato búlgaro de Juniores.

Surpreendentemente, em 2002, acabou por transferir-se para o arqui-rival do Levski, o CSKA Sófia, onde apenas esteve dois meses, pois o Inter de Milão, impressionado pelas suas exibições nos escalões de formação do Levski, não hesitou em adquiri-lo.

Ainda assim, nos “nerazzurri”, a carreira de Makriev não foi muito feliz, pois o internacional búlgaro não fez qualquer jogo, sendo sucessivamente emprestado a clubes como os suíços do Bellinzona (14 jogos, 4 golos), os polacos do Gornik Zabrze (22 jogos, 2 golos) e os suíços do FC Chiasso (18 jogos, 5 golos).

Após esses empréstimos pouco produtivos, o búlgaro desvinculou-se do Internazionale e assinou pelos franceses do Dijon, onde também não foi feliz, fazendo apenas três golos (13 jogos) na temporada 2005/06.

No rescaldo da experiência gaulesa, Makriev transferiu-se para os eslovenos do Maribor, permanecendo durante a temporada 2006/07 e a primeira metade da temporada 2007/08 e onde, finalmente, voltou a assumir-se como o grande talento dos tempos do Levski, marcando 23 golos em 48 jogos.

No início de 2008, trocou o Maribor pelo FC Ashdod, onde permanece até hoje. Nesse modesto clube israelita, já leva 52 golos em 112 jogos, assumindo-se como um ponta de lança muito oportuno e que, apesar da elevada estatura, é capaz de tratar a bola com bastante qualidade.

Adaptando-se bem a ser o único ponta de lança em 4-3-3, mas também a jogar ao lado de um avançado mais móvel em 4-4-2, é capaz de finalizar com o pé esquerdo, direito ou com a cabeça, sendo, muito provavelmente, o “pinheiro” que o Sporting procura, sem sucesso, há meia temporada.

Essas grandes exibições pelo FC Ashdod já permitiram que Makriev chegasse à selecção búlgara (4 jogos, 1 golo) e prevê-se que o ponta de lança de 26 anos se transfira, rapidamente, para um clube de maior nomeada. Sinceramente, penso que encaixaria que nem uma luva no plantel de Paulo Sérgio.

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Matavž é um goleador nato

Na Eredivisie, mais concretamente no FC Groningen, actua um ponta de lança esloveno com uma capacidade finalizadora muito acima da média: Tim Matavž.

Nascido a 13 de Janeiro de 1989, iniciou a sua carreira, com apenas seis anos no Bilje do seu país natal, passando, em 2004, para o bem mais conhecido clube esloveno do Gorica.

No Gorica, iniciou-se no futebol profissional na época 2006/07 e, apesar de só ter 17 anos, deu logo nas vistas, pois foi titularíssimo durante toda a temporada, terminando a campanha com 30 jogos e 11 golos apontados.

No defeso seguinte, transferiu-se para a Holanda e para o FC Groningen, onde se mantém até hoje, tirando meia época de interregno, em 2008/09, quando esteve emprestado ao Emmen (15 jogos, 5 golos).

No clube de Groningen, o avançado esloveno tem mostrado todas as suas qualidades de avançado matador, sendo um autêntico perigo dentro da área, pois parece estar sempre no sítio certo para facturar seja com o pé ou com a cabeça. Não sendo um ponta de lança muito rápido, é bom tecnicamente e sabe tabelar com os colegas, sendo um jogador ideal para ser o avançado fixo num esquema 4-3-3 ou para jogar ao lado de um atacante mais móvel em qualquer variante do 4-4-2.

Internacional esloveno por seis ocasiões (três golos) e com apenas 21 anos, é, em potência, um ponta de lança de classe mundial para descobrirem num jogo da Eslovénia ou, quiçá, num duelo do FC Groningen na Liga Holandesa.

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O FC Porto passava um difícil defeso de 2000. No ano anterior havia perdido o título para os leões e, em termos de plantel, havia perdido Jardel para o Galatasaray. No entanto, havia esperança, pois os dragões haviam feito algumas contratações do calibre de Pena, Silvio Maric e um médio esloveno que, de certeza, teria imensas qualidades, ainda que raramente alguém se lembre de alguma: Miran Pavlin. 

O esloveno iniciou a sua carreira, em 1992, aos 20 anos, no modesto Triglav, dando nas vistas e saltando, na época seguinte, para o Olimpija Ljubljana. No histórico clube da Eslovénia, Pavlin fez três boas épocas, chamando a atenção de um antigo grande clube da RDA, que se tornou modesto com a reunificação germânica, o Dynamo Dresden. Nesse clube, então nas divisões secundárias, fez uma boa época (29 jogos e 6 golos) e, no final da mesma, foi contratado pelo Freiburgo.

No clube de Breisgau, o esloveno seria um jogador importante na campanha 97/98, uma época onde o Freiburgo alcançou a subida à primeira divisão. Depois, na época seguinte, Pavlin manteve a regularidade e, mesmo sem ser um jogador de destaque no seio do clube germânico, continuou a ser importante, pois em duas temporadas fez 61 jogos e 5 golos pelo Freiburgo.

Em 1999, porém, Miran Pavlin decidiu mudar de ares e transferiu-se para um clube da 2ª Bundesliga, o Karlsruhe. Esperava-se que o esloveno fosse um catalisador para o regresso do histórico clube ao convívio dos grandes, contudo, o atleta limitou-se a fazer 13 jogos e a ajudar o Karlsruhe a descer mais um degrau rumo ao 3ª escalão, a Regionalliga.

Pensou-se que seria o ocaso da carreira desportiva de Pavlin, todavia, um iluminado olheiro do FC Porto pensou que alguém que tinha estado na descida de um clube à 3º divisão alemã, podia ser um reforço para o meio campo portista e, de repente, tivemos o esloveno no Estádio das Antas.

Apesar da fraca época anterior, deu-se o benefício da dúvida ao pobre Pavlin. “Ele é internacional esloveno!”, “Ele esteve no Euro 2000”, “Ele é o motor do meio campo esloveno…” Foram algumas das considerações que se teceram para justificar a questionável contratação dos dragões.

Pois bem, foram duas as épocas de Pavlin no FC Porto, duas temporadas em que Pavlin fez 12 jogos, mostrando ser um médio pesado, lento, limitado e que desesperava os adeptos portistas sempre que era chamado à equipa.

Assim sendo, foi sem surpresa que, em 2002, recebeu guia de marcha, dirigindo-se novamente para a sua Eslovénia natal e para o Olimpija. Contudo, desta feita, não singrou no clube de Ljubljana, saltando nas duas épocas seguintes para clubes cipriotas onde voltou a mostrar o seu mau futebol nos poucos jogos que o deixaram fazer no Apoel e Olympiakos Nicósia.

Ainda assim, no verão de 2005, Pavlin recusou-se a desistir e regressou ao Olimpija. Desta vez, o esloveno lutou muito e conseguiu jogar com alguma regularidade, fazendo 64 partidas em quatro temporadas.

Desde 2009, joga no Koper, outro clube esloveno e, aos 38 anos, ainda-se pergunta como foi possível chegar ao FC Porto e fazer 63 internacionalizações pela Eslovénia…

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