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Posts Tagged ‘Liga Islandesa’

O Nacional é o primeiro clube português a entrar nas competições oficiais de 2011/12, defrontando o modesto FH islandês na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Campeão da Islândia por cinco ocasiões e vencedor da taça nacional por duas, o clube de Hafnarfjordur já esteve presente dez vezes nas competições europeias, sendo que os momentos mais altos foram sempre vividos diante equipas britânicas: a eliminação dos escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1) na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2004/05 e o empate obtido em Villa Park (1-1), diante do Aston Villa, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2008/09.

Quem é o FH?

O FH foi fundado em 1929, mas apenas se assumiu como um clube de topo no contexto do futebol islandês na década de 2000, que foi quando começou a conquistar títulos.

De facto, entre 2002 e 2010, o clube de Hafnardjordur conquistou cinco campeonatos, duas taças da Islândia, cinco taças da liga e cinco supertaças, assumindo-se como o clube islandês mais titulado deste período temporal.

Em termos europeus, o FH esteve presente em cinco edições da Liga dos Campeões e cinco edições da Taça UEFA, sendo que a melhor participação na “Champions” foi a presença na segunda pré-eliminatória em quatro ocasiões e, no caso da Taça UEFA, a participação na primeira eliminatória em 2004/05, alcançada após eliminarem os galeses do Haverfordwest (1-0 e 3-1) e os escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1). Infelizmente para o clube islandês, naquela que seria a última etapa antes da fase de grupos, o FH não resistiu aos alemães do Alemannia Aachen (1-5 e 0-0).

Como joga?

Costuma se dizer que o futebol islandês não passa de uma versão arcaica do futebol britânico e, valha a verdade, apesar da ideia ser algo simplista, existe algum ponto de verdade.

Normalmente, as equipas actuam em 4x4x2, num futebol que usa e abusa da força física e do jogo aéreo, numa clara exploração das poucas qualidades dos jogadores islandeses, bastante limitados em termos técnicos.

No caso do FH, o 4x4x2 também costuma ser a táctica utilizada, sendo que na última partida oficial (foram derrotados (1-3) na deslocação ao campo do IBV), o clube de Hafnardjordur actuou com: Gunnleifsson; Fredsgaard-Nielsen, Bjarnason, Vidarsson e Asgeirsson (Savarsson, 80m); Rúnarsson (Gudnason, 58m), Gunnlaugsson, Björnsson e Snorrason; Vilhálmsson e Hallfredsson (Sverrisson, 70m). O único tento do FH foi apontado por Vilhálmsson.

Gunnlaugsson é um internacional islandês

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Gunnlaugsson

O principal jogador deste clube islandês e cérebro do meio-campo, é o veterano internacional islandês de 38 anos: Bjarki Bergmann Gunnlaugsson.

Na sua longa carreira, Gunnlaugsson passou por clubes como o Feyenoord, Nuremberga, Molde ou Preston North End, sendo claramente um dos jogadores islandeses que passou por mais campeonatos e reuniu maior experiência internacional.

Com 38 anos, o médio-centro está longe de ser um jogador rápido, mas compensa essa lacuna com uma evoluída visão de jogo, bom posicionamento no campo e uma técnica que não sendo refinada, faz a diferença perante a maioria dos colegas de equipa.

27 vezes internacional pela Islândia, trata-se claramente do principal jogador que os madeirenses devem preocupar-se em anular no FH.

As hipóteses do Nacional

O Nacional é super-favorito para esta eliminatória europeia, pois defronta o actual quarto classificado de uma liga que está a anos luz da portuguesa em termos de qualidade.

Apesar do FH já se encontrar em competição há um mês (A liga islandesa devido a condicionantes meteorológicas disputa-se no Verão), trata-se de uma pequena vantagem perante a enorme diferença de talento entre os dois conjuntos, sendo previsível que a equipa madeirense supere os islandeses sem qualquer problema e inclusivamente natural que vença ambas as partidas da ronda.

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Finnbogason é um goleador

Na bem distante e gélida Liga Islandesa actua um bastante interessante ponta de lança que, no futuro, se pode revelar o sucessor de Eidur Gudjohnsen, refiro-me ao ponta de lança do Breidablik: Alfreð Finnbogason.

Nascido a 1 de Fevereiro de 1989 em Reykjavik, Finnbogason fez todo o seu percurso juvenil nas camadas jovens do Breidablik, tendo, ainda assim, se estrado no futebol sénior ao serviço do Augnablik, ao qual foi emprestado na época de 2007.

Após um empréstimo pouco produtivo a esse clube das divisões secundárias da Islândia (2 jogos, 2 golos), Finnbogason regressou ao Breidablik, para, depois de uma pouco interessante temporada de 2008 (8 jogos, 1 golo), se começar a assumir, a partir de 2009, como a grande referência do Breidablik, somando, neste momento, 35 golos em 62 jogos por esse clube da primeira divisão islandesa e ajudando-o a sagrar-se campeão da Islândia em 2010.

Avançado rápido, muito oportuno e de remate fácil, Finnbogason não é o típico avançado nórdico alto, louro e tosco, sendo capaz de tratar bem a bola e utilizar o drible sobre o adversário como uma das suas armas.

Neste momento, com 21 anos e já internacional pela Islândia, seria uma excelente opção para um clube português da gama média-alta. Procurem-no num jogo da selecção islandesa e vejam o vídeo abaixo e confirmem a minha tese.

 

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A passagem de Portugal por terras islandesas para efectuar um jogo de apuramento para o campeonato da Europa de 2012, tornou, bastante interessante e actual, recordar o maior clube daquele país nórdico, o KR Reykjavik. O clube mais antigo da Islândia foi fundado em 1899 e, durante dez anos, foi o único clube da ilha forçando, assim, o primeiro campeonato nacional a só ser disputado em 1912, ganho, sem surpresa, pelo próprio KR. Desde a data do primeiro sucesso, o clube que veste “à Newcastle United” já venceu 24 campeonatos, 11 taças da Islândia e 4 Taças da Liga.

Equipamento “à Newcastle United” foi resultado de promessa

O equipamento do KR (camisola listada branca e preta e calção preto), que é exactamente igual ao do Newcastle United, surgiu de uma promessa feita pelos próprios responsáveis do clube de Reykjavik, que disseram, após conquistarem o primeiro campeonato, que iriam vestir o equipamento do clube inglês que ganhasse o título naquela época, fosse qual fosse. Calhou vencer o Newcastle e, assim, o KR veste, até hoje, o branco e negro dos “magpies”.

Laugardalsvollur, estádio do KR (1958-84)

Primeiras décadas foram épocas de grande sucesso

Entre 1912, data do primeiro campeonato, e 1968, o KR conquistou 20 campeonatos da Islândia, tornando-se, claramente, no grande dominador do futebol local. Nesse período, o clube esteve sempre na vanguarda das conquistas, pois ganhou o primeiro campeonato disputado (1912), ganhou o primeiro campeonato quando o futebol islândes foi dividido, pela primeira vez, em duas divisões (1955), ganhou o primeiro campeonato quando este foi disputado pela primeira vez a duas voltas (1959) e ganhou a primeira edição da Taça da Islândia (1960).

Eidur Gudjohnsen jogou no KR em 1998

Trinta e um anos de seca e penúria

Após conquistar o título em 1968, o KR fez uma travessia no deserto que o levou a ficar 31 anos sem conquistar o título nacional, pois apenas quebrou o enguiço em 1999. Durante esse período, a equipa pareceu estar a caminhar para ser um clube de menos impacto no futebol islandês, sendo que só a meio da década de noventa se assistiu a alguma retoma, com as conquistas da Taça da Islândia em 1994 e 1995 (o KR não conquistava a taça desde 1967).

No entanto, conquistando a dobradinha em 1999, o KR como que renasceu e, assim, até aos dias de hoje, conquistou mais três campeonatos, uma Taça da Islândia e três taças da Liga, provando que o seu estatuto de maior clube islandês de sempre não é uma coisa do passado

Fãs do Larissa não foram felizes na Islândia

UEFA de estreias e sucesso recente

O KR foi o primeiro clube a disputar uma competição europeia (a Taça dos Campeões), corria o ano de 1964. Nesse ano, defrontou o também estreante Liverpool e acabou copiosamente eliminado com um agregado de 1-11 (0-5 e 1-6).

Ainda assim, depois de muitos anos a ser sempre eliminado na primeira ronda que disputava, o clube islandês começou, em tempos mais recentes, a conseguir algumas eliminações surpreendentes, com o a do Dínamo Bucareste (1997/98) e Larissa (2009/10), provando que os tempos em que o futebol islandês apenas fazia papel de corpo presente começam a dissipar-se.

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