Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Liga Mexicana’

Edcarlos com a camisola do Sport Recife

Foram tempos muito complicados para o Benfica. Alturas em que mesmo o segundo lugar era um sonho distante para os encarnados no campeonato nacional, sendo um bom exemplo esta época de 2007/08, temporada em que os encarnados terminaram a Liga Portuguesa em quarto lugar, atrás de FC Porto, Sporting e… V. Guimarães. Nessa fase, muitos jogadores de qualidade duvidosa representaram as águias, sendo um excelente exemplo o defesa-central brasileiro Edcarlos, atleta que teve uma passagem curta e pouco proveitosa ao serviço do Sport Lisboa e Benfica.

Chegou ao Benfica oriundo do São Paulo

Edcarlos Conceição Santos nasceu a 10 de Maio de 1985 em Salvador, Brasil, e iniciou a sua carreira no São Paulo, clube onde permaneceu até 2007, efectuando 67 jogos (2 golos).

No defeso de Verão de 2007/08, transferiu-se para o Benfica, clube que esperava que Edcarlos se assumisse como um reforço de peso para o centro da defesa encarnada.

Todavia, apesar da boa utilização (actuou em 27 jogos oficiais), o brasileiro nunca convenceu verdadeiramente o “terceiro anel”, acabando por não continuar no Benfica na temporada seguinte, mudando-se por empréstimo para o Fluminense.

Fluminense, Cruz Azul, Cruzeiro e Grémio foram passagens do defesa-central

De regresso ao Brasil, o internacional sub-20 canarinho foi utilizado com regularidade no Fluminense (46 jogos), mas, se começou bem no início do empréstimo, acabou por ter actuações desastrosas em 2009, que fizeram com que não continuasse no Rio de Janeiro e se transferisse, de forma definitiva, para o México e para o Cruz Azul.

No México, todavia, não se fez velho, acabando por ser emprestado a clubes como o Cruzeiro, Grémio e, desde Fevereiro deste ano, ao Sport Recife, clube que representa de momento e onde tem feito boas actuações.

Read Full Post »

Kikin a festejar o golo ao Belenenses

No defeso de 2006/07, chegava ao Benfica um atacante mexicano que se pensava que pudesse ser uma enorme mais valia para o plantel encarnado: Kikin Fonseca. Com bastante crédito na América Central e tendo marcado um golo a Portugal no Mundial 2006, o internacional mexicano parecia ter tudo para vingar no Estádio da Luz, entusiasmando os adeptos das águias, que já sonhavam com muitos golos e grandes exibições. No entanto, apesar de ter deixado excelente impressão pela capacidade de luta e pela entrega no terreno de jogo, o trajecto do avançado mexicano no Benfica acabou por ser demasiado curto, pois Kikin limitou-se a marcar 3 golos em 13 jogos, regressando ao México, menos de seis meses depois.

Apareceu no La Piedad e explodiu no Pumas

Nascido a 2 de Outubro de 1979, José Francisco “Kikin” Fonseca Guzmán iniciou a sua carreira no La Piedad em 2001, onde fez 28 partidas, sendo que a maior parte delas tenham sido como suplente. No ano seguinte, trocou o La Piedad pelo Pumas, brilhando até ao final de 2004, com 24 golos em 80 jogos e excelentes exibições individuais.

Posteriormente, no início de 2005, Kikin transferiu-se para o Cruz Azul, numa das mais caras transferências de sempre do futebol mexicano. Durante época e meia, o avançado raçudo provou que o histórico clube mexicano tinha acertado na sua contratação, marcando 25 golos em 48 jogos.

Passagem fugaz pelo Benfica

O sucesso ao serviço do Cruz Azul, aliado a um bom campeonato do Mundo de 2006 ao serviço do México, levaram os responsáveis encarnados a avançarem para a sua contratação no defeso de 2006/07. Chegado ao Benfica, esperava-se muito de Kikin Fonseca, mas o certo é que o atacante mexicano apesar de demonstrar ser um atacante com qualidades, como a enorme entrega, a raça e a mobilidade, nunca foi capaz de se revelar aquilo que os benfiquistas mais esperavam dele, um goleador.

De facto, em época e meia, Kikin Fonseca marcou 3 golos em 13 jogos, sendo dois deles num desafio para a Taça de Portugal diante do Oliveira do Bairro. Curiosamente, os três golos que marcou (o outro foi diante do Belenenses para o campeonato) surgiram nos dois últimos jogos que fez pelo Benfica, dando a ideia que talvez se tenha ido embora quando se começava a adaptar ao futebol português.

Regresso ao México

Após a curta experiência encarnada, o internacional mexicano regressou ao seu país natal, tendo se transferido para o Tigres. Nesse clube, haveria de permanecer até 2011, sendo um habitual titular, mas não revelando uma média de golos por aí além, pois apenas marcou 15 em 109 jogos.

Este ano, trocou o Tigres pelo Atlante, onde soma 5 golos em 8 jogos e mantém-se como um dos bons avançados do futebol mexicano.

Read Full Post »

Eusébio foi o maior jogador português de sempre

Dispensa apresentações aquele que foi e ainda é o maior jogador de futebol português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Contratado ao Sporting de Lourenço Marques, após uma série de peripécias que chegaram a obrigar o Benfica a escondê-lo durante uns bons tempos, conquistou inúmeros títulos pelas águias, acabando por nunca se transferir para um grande clube internacional devido a António de Oliveira Salazar que o declarou “património nacional”. Já se retirou há cerca de 35 anos, mas continua bem presente nas memórias dos portugueses, pela força, velocidade, técnica apurada e por aquele poderoso pontapé que parecia, quase sempre, indefensável.

Eusébio a jogar pelo Sp. Lourenço Marques

Despontou no Sporting de Lourenço Marques e gerou luta entre leões e águias

Nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (agora Maputo), e começou a jogar futebol numa pequena equipa local, “Os Brasileiros”, uma equipa formada em honra dos herois dos jogadores, os intervenientes da grande selecção brasileira da altura.

A admiração por esses jogadores canarinhos era tal, que cada jogador adoptou a alcunha de um jogador dessa selecção brasileira, sendo que Eusébio adoptou a alcunha de Cid, na altura, o grande estratega de todo o processo ofensivo da equipa verde-e-amarela.

Mais tarde, após ter tentado, sem sucesso, inscrever-se no Desportivo, Eusébio acabou por transferir-se para o Sporting de Lourenço Marques, onde, valha a verdade, teve sucesso imediato. Para terem uma ideia, durante os três anos em que actuou na filial leonina, o “Pantera Negra” fez 77 golos em 42 jogos, mostrando uma habilidade e uma capacidade finalizadora do outro mundo.

Esse enorme talento gerou uma enorme guerra entre Sporting e Benfica pela sua aquisição, sendo que essa luta fez com que os encarnados chegassem, inclusivamente, a esconder o jogador numa unidade hoteleira do Algarve, onde acabariam, por, finalmente, assegurar o reforço.

Eusébio num duelo Benfica-Ajax

O “Pantera Negra” rapidamente ganhou destaque no Benfica

Na estreia pelas águias, a 23 de Maio de 1961, num jogo particular diante do Atlético, Eusébio marcou três golos na vitória do Benfica (4-1), mostrando, imediatamente, que não se tratava apenas de uma promessa.

Nos quinze anos seguintes, Eusébio fez 301 jogos a contar para o campeonato nacional pelo Benfica, marcando 317 golos, ou seja, garantindo uma média superior a um golo por jogo. Nas competições europeias, marcou 57 golos em 75 jogos, números deveras impressionantes e difíceis de alcançar por qualquer jogador.

Em termos de títulos colectivos, Eusébio conquistou onze campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e uma Taça dos Campeões, diante do Real Madrid, numa final que o Benfica venceu por 5-3 e o “Pantera Negra” fez dois golos.

Salazar considerou-o tesouro nacional

Salazar nunca deixou que Eusébio emigrasse

Ao longo deste percurso pelo Benfica, o internacional português foi conquistando diversos títulos individuais, sendo duas vezes Bota de Prata da France Football (1962 e 1966), Bota de Ouro europeu em 1968 (42 golos) e 1973 (40 golos), melhor marcador do Mundial 66 (9 golos), entre outros títulos.

Esses títulos, eram apenas o eco do seu talento, que era elogiado por toda a Europa, sendo que, a qualquer momento, se esperava que um grande clube europeu avançasse para a sua aquisição.

Na verdade, vários clubes tentaram adquirir o “Pantera Negra”, sendo emblemática uma proposta da Juventus, em 1964, que obrigou o governo de Salazar a mandá-lo para a tropa e a declará-lo tesouro nacional.

Essa decisão do governo português de o defender como património do país, acabou por impedir Eusébio de atingir um patamar ainda maior no seio do futebol internacional.

Eusébio foi fundamental na reviravolta com a Coreia

Mundial 1966 foi momento alto na selecção das quinas

Durante doze anos (1961-73), Eusébio vestiu a camisola das quinas por 64 ocasiões e marcou 41 golos. Durante esse percurso, e porque os tempos eram outros, Portugal apenas participou numa grande competição, o Mundial 1966 em Inglaterra, mas, aí, o “Pantera Negra” deixou a sua marca.

Durante a competição que Portugal concluiu no terceiro lugar, Eusébio foi a principal figura, apontando nove golos, com destaque para os quatro que marcou nodesafio dos quartos de final com a Coreia do Norte (5-3), num jogo em que o “Pantera Negra” foi fundamental na recuperação de uma desvantagem inicial de três tentos.

Nessa prova, apenas faltou a Eusébio e a Portugal vencerem a Inglaterra, mas nessa fatídica meia-final, alguma matreirice dos ingleses, dentro e fora do campo, acabou por criar todas as condições para que os portugueses acabassem derrotados (1-2).

Eusébio foi campeão americano pelo Toronto

Terminou a carreira entre a América do Norte e pequenas equipas lusas

Quando abandonou o Benfica, em 1975, a democracia já estava instalada em Portugal e Eusébio pode, tardiamente, emigrar para o estrangeiro.

Massacrado pelas inúmeras lesões nos joelhos, Eusébio já não era o mesmo do início da sua carreira, todavia, num futebol menos intenso como o norte-americano, ainda conseguiu deixar a sua marca, sagrando-se, inclusivamente, campeão da NASL (Liga profissional norte-americana) em 1976 pelo Toronto Metros-Croatia.

Além de ter jogado em outras equipas da América do Norte e, inclusivamente, no México (Monterrey), Eusébio também actuou em Portugal na fase final da sua carreira, jogando em clubes como o Beira-Mar e o Sporting de Tomar.

Eusébio retirou-se em 1978, após actuar alguns meses numa frágil e modesta equipa americana (New Jersey Americans), terminando, de forma tímida, um percurso de sucesso que leva muita gente a considerá-lo, até hoje, no rei do futebol português.

Read Full Post »