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Posts Tagged ‘Liga Norueguesa’

Kim Ojo é um excelente avançado

Um dos jogadores que se destacou na passada época de 2011 no campeonato norueguês foi o avançado nigeriano Kim Ojo, ponta de lança que brilhou e brilha com a camisola do Brann.

Nascido a 2 de Dezembro de 1988 em Warri, Nigéria, Kim Ojo é um produto das escolas dos nigerianos do Plateau United, clube de onde se transferiu para os noruegueses do Nybergsund.

No modesto clube da segunda divisão norueguesa , o avançado africano esteve entre 2008 e 2010, marcando 38 golos em 76 jogos (media de 1 golo a cada 2 jogos) e garantindo uma transferência para o bem mais emblemático Brann Bergen.

No Brann, na temporada passada (2011), Kim Ojo provou que a transição para o primeiro escalão norueguês não lhe pesou, pois o nigeriano marcou 17 golos em 28 partidas disputadas pelo clube de Bergen.

Puro homem de área

Kim Ojo é aquilo que podemos considerar um puro homem de área. Alto (1,92 metros) e esguio, o nigeriano é poderosíssimo no jogo aéreo, marcando inúmeros golos de cabeça, mesmo num campeonato em que os jogadores são tipicamente altos como é o caso da liga norueguesa.

Apesar das suas características físicas o colocarem imediatamente com o perfil de um “target man”, Kim Ojo é um jogador que não se limita a esperar pacientemente pela bola em zonas de tiro, mostrando boa mobilidade e interessante técnica individual e sabendo procurar sempre a melhor zona para finalizar.

Depois, na hora de atirar à baliza, Kim Ojo é um jogador frio e eficaz, assumindo-se, globalmente, como um ponta de lança com características muito interessantes para qualquer clube português de perfil médio/médio-alto.

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Wass será concorrente de Maxi Pereira nas águias

Seguindo as pisadas de Manniche, Daniel Wass será mais um jogador dinamarquês a vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica, reforçando uma posição que, o ano passado, não garantiu (quase) nenhuma concorrência a Maxi Pereira: Lateral-direito.

Nascido a 31 de Maio de 1989 em Gladsaxe, Dinamarca, Daniel Wass é um produto das escolas do modesto Avarta, tendo chegado ao Brondby em 2007.

No clube dos arredores de Copenhaga, o lateral-direito rapidamente se assumiu como uma peça importante da equipa sénior, tendo chegado à titularidade do Brondby na temporada 2008/09, quando efectuou 28 jogos em 33 possíveis no campeonato dinamarquês.

Empréstimo ao Fredrikstad foi um erro

Apesar da ascensão de Wass, o treinador Kent Nielsen entendeu que o dinamarquês deveria ser emprestado para continuar a evoluir e cedeu o lateral-direito aos noruegueses do Fredrikstad. Contudo, no histórico clube da Noruega, Wass não se conseguiu impor, regressando apenas três meses depois ao Brondby.

De novo no histórico clube dinamarquês, Wass rapidamente assegurou um lugar no onze, tendo, na actual temporada, efectuado 39 jogos (7 golos) em todas as competições, ainda que após a primavera, tenha sido mais utilizado a ala-direito que propriamente a lateral.

Lateral-direito de vocação ofensiva

Apesar de ter apenas 22 anos, Daniel Wass chega ao Benfica com a experiência de ter feito quase 100 jogos oficiais pelo Brondby, esperando-se que não sinta um grande choque na transição para os encarnados.

Preferencialmente um lateral-direito de perfil atacante, Wass também pode jogar como ala-direito, principalmente em encontros em que se pretenda usar uma estratégia mais conservadora e de rigor táctico.

Rápido, evoluído tecnicamente e inteligente nas transições defesa/ataque e ataque/defesa, o internacional dinamarquês é muito difícil de bater em lances de um contra um, sabendo posicionar-se no relvado e sendo extremamente fiável na forma como aborda os lances. Para além disso, trata-se de um jogador que é forte nos lances de bola parada e muito inteligente nas incursões ofensivas, cruzando e finalizando com muita qualidade.

Se tudo correr bem com a adaptação ao Benfica, este lateral-direito de 22 anos pode ser uma das grandes surpresas da próxima edição da Superliga.

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Farnerud num Sporting-Benfica

Pontus Farnerud não é aquele tipo de jogador que rapidamente encontramos defeitos, sendo que o seu principal problema é exactamente o facto de não ter nenhuma qualidade que se destaque. No seu futebol simples, sem arriscar e sem qualquer rasgo, ia fazendo desesperar os adeptos leoninos que sempre tiveram dificuldade em perceber como um dia o Sporting resolveu contratá-lo. Durante dois anos, o médio ainda fez 35 jogos pelos verde-e-brancos em todas as competições oficiais, contudo, pela palidez das suas exibições, duvido que algum adepto leonino se lembre verdadeiramente de algum.

Chegou à Ligue 1, depois de se destacar no Landskrona

Pontus Farnerud nasceu a 4 de Junho de 1980 em Helsingborg, Suécia, tendo iniciado a sua carreira bastante cedo, pois em 1996, aos 16 anos, já era elemento importante do Landskrona. Neste clube sueco, haveria de permanecer nas duas épocas seguintes, contabilizando 14 golos em 55 jogos, antes de, em 1998, com apenas 18 anos, se ter transferido para os franceses do Mónaco.

Aos monegascos  chegou rotulado de grande promessa do futebol europeu, todavia, a esperada explosão nunca aconteceu. Entre 1998 e 2005, Farnerud ainda fez 94 jogos (5 golos) pelo Mónaco, mas nunca se assumiu como titular indiscutível, tendo, dessa forma, saído para o Estrasburgo em 2005/06.

No “Le Racing”, onde já tinha actuado, por empréstimo do Mónaco em 2003/04,  actuou ao lado do irmão Alexander e foi finalmente titular indiscutível, todavia, o sucesso individual não foi acompanhado de sucesso desportivo, pois o Estrasburgo acabou por descer de divisão no final da temporada.

Duas épocas pálidas em Alvalade

Não pretendendo disputar o segundo escalão do futebol francês, Pontus Farnerud transferiu-se para Portugal e para o Sporting, onde permaneceu durante as temporadas de 2006/07 e 2007/08.  Durante esse período, o internacional sueco foi várias vezes utilizado, sendo muitas vezes elogiado pela sua inteligência táctica e capacidade de sacrifício, no entanto, nunca conquistou os adeptos verde-e-brancos que achavam que o escandinavo passava constantemente ao lado dos jogos.

Assim sendo, após duas temporadas e trinta e cinco desafios disputados, Pontus Farnerud deixou o Sporting, transferindo-se para os noruegueses do Stabaek, clube que ainda representa neste momento.

Desde que chegou à Noruega, Farnerud assumiu-se como peça importante do Stabaek, somando 63 jogos (7 golos) pelos norugueses e tendo sido peça importante na conquista do título em 2008.

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Marcus Pedersen tem estado na ribalta

Nos holandeses do Vitesse actua um ponta de lança combativo e com um excelente sentido de baliza, que pode dar muito que falar no futuro: Marcus Pedersen.

Nascido a 8 de Junho de 1990 em Hamar, Noruega, Marcus Pedersen iniciou a sua carreira como jogador juvenil do Strange, tendo passado para o bem mais conhecido Ham Kam em 2005. Pelo Hamarkameratene (por algum motivo utilizam o diminutivo Ham Kam…), Marcus Pedersen estreou-se no futebol sénior em 2006, ainda que só tivesse feito quatro jogos oficiais. Depois, na temporada seguinte, o jovem continuou a aparecer na equipa principal do clube norueguês, mas voltou a fazer poucos jogos (seis), ainda que tenha conseguido marcar o primeiro golo como sénior.

Destacou-se no Strømsgodset

No início da temporada 2008, com apenas 17 anos, transferiu-se para o Strømsgodset, onde garantiu rapidamente a titularidade. De facto, ao longo de toda a época, Marcus Pedersen fez 24 jogos e marcou 10 golos, contribuindo para que o Strømsgodset conseguisse a manutenção no principal escalão norueguês.

Na temporada seguinte, o avançado somava 11 golos em 19 jogos, quando acabou transferido, a 30 de Agosto, para o Vitesse, onde actua neste momento. Apesar de apenas ter 20 anos, tem se adaptado bem a um novo país e a um campeonato mais competitivo, somando 4 golos em 13 jogos e começando a ganhar o seu espaço na equipa holandesa.

O “Rooney norueguês”

Marcus Pedersen é um atacante rápido, possante e muito combativo, sendo muitas vezes comparado a Wayne Rooney pela comunicação social norueguesa. Bom tecnicamente e com um excelente sentido de baliza, parece estar sempre no sítio certo para finalizar sempre com qualidade.

Tanto ao lado de outro avançado num esquema de dois pontas de lança, como sozinho num 4-3-3, Marcus Pedersen destaca-se como um avançado muito perigoso e difícil de marcar, sendo que, aos 20 anos, e com toda a carreira pela frente, será difícil adivinhar até onde pode chegar o norueguês.

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Mikkel Diskerud é um médio de qualidade

Na Liga Norueguesa, mais concretamente no Stabaek, actua um polivalente médio, que é uma das promessas do futebol norte-americano: Mikkel Diskerud.

Nascido a 2 de Outubro de 1990, em Oslo, Mikkel “Mix” Morgenstar Pålssønn Diskerud só conheceu um clube em toda a sua carreira que foi o Stabaek, equipa que representa desde as camadas jovens.

Sénior desde 2008, o médio norte-americano já efectuou 60 jogos (10 golos) pelo clube norueguês, assumindo-se, desde 2009, como titular absoluto do Stabaek.

Apesar de ter nascido na Noruega e de até ter representado aquele país escandinavo em algumas provas internacionais a nível juvenil, Mikkel Diskerud acabou por, a nível sénior, ter escolhido a selecção norte-americana (já soma duas internacionalizações), equipa pela qual é elegível pelo facto da sua mãe ter nascido no Arizona.

Médio polivalente e de boa qualidade técnica

Mikkel Diskerud é um médio com bom posicionamento e visão de jogo, que tem boa qualidade de passe e que gosta de ter a bola nos pés. Preferencialmente um médio-centro talhado para a posição “oito”, também pode actuar como interior-esquerdo e, até, na posição dez.

Ainda assim, penso que por não ser um jogador extremamente rápido e, por lhe faltar a criatividade exigível a um número dez, é na posição “oito” que irá render mais, seja como elemento mais móvel de um duplo-pivot, ou como “box to box” num 4-3-3.

Com apenas 20 anos e já internacional pelos Estados Unidos, trata-se de um jogador a merecer grande atenção pelos olheiros internacionais.

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Svenssen foi um grande futebolista norueguês

Morreu ontem um atleta que, há cerca de cinquenta anos e oriundo de um país com poucas tradições futebolísticas, consagrou-se como o segundo jogador de todo o Mundo a conseguir 100 internacionalizações: Thorbjørn Svenssen. Defesa-central norueguês de grande talento individual, revelou sempre uma enorme fidelidade ao Sandefjord, único clube que representou durante a sua longa carreira de vinte e duas épocas.

22 anos de muitos jogos mas zero títulos

Thorbjørn Svenssen nasceu a 22 de Abril de 1924 e, durante todo o seu percurso como jogador de futebol, só conheceu um clube, o Sandefjord. Nesse clube norueguês, esteve entre 1945 e 1966, fazendo mais de 600 jogos em 22 épocas como sénior.

Apesar de ter jogado mais de vinte anos no Sandefjord, Svenssen nunca conquistou nenhum título ao serviço do clube escandinavo, sendo que, ainda assim, esteve perto de o fazer por três ocasiões: em 1955/56, quando foi segundo classificado no campeonato norueguês; em 1957, quando perdeu a final da Taça da Noruega com o Fredrikstad (0-4); e em 1959, quando voltou a perder a final da Taça da Noruega, dessa feita com o Viking (1-3).

O primeiro grande símbolo da selecção norueguesa

O defesa-central estreou-se pela selecção da Noruega a 11 de Junho de 1947, num duelo com a Polónia. Bastante talentoso e grande líder dentro de campo, assumiu a braçadeira de capitão quando cumpriu a décima segunda internacionalização num jogo diante do Egipto na noite de Natal de 1948.

Conhecido como “Klippen” (Rocha) por ser muito forte e rigoroso na marcação, Svenssen, durante catorze anos (1947-61), foi presença constante na selecção norueguesa, ao ponto de fazer 104 internacionalizações. Na altura, foi apenas o segundo jogador a fazê-lo, seguindo as pisadas do inglês Billy Wright.

Apesar da longa carreira internacional, o defesa-central norueguês acabou por ser prejudicado pela fraca qualidade do colectivo escandinavo e, assim, nunca actuou em nenhum campeonato da Europa ou do Mundo.

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Mifsud é um avançado talentoso

Está sem clube aquele que é, provavelmente, o jogador mais credenciado de sempre do futebol maltês e que jogou em clubes como o Kaiserslautern e o Coventry City: Michael Mifsud.

Nascido a 17 de Abril de 1981 em Pietà, cresceu futebolísticamente nas escolas do Sliema Wanderers, estreando-se na equipa principal desse clube maltês na temporada 1997/98. Após essa temporada de adaptação, tornou-se, rapidamente, na principal estrela do Sliema e, até 2001, fez 80 jogos e 60 golos pelo histórico clube de Malta.

Após ter estado perto do Manchester City, Mifsud acabou por, em 2001, transferir-se para o Kaiserslautern, que estava muito impressionado com as qualidades do ponta de lança. Ainda assim, durante três anos e meio, Michael Mifsud passou mais tempo na equipa B dos alemães do que na principal, terminando a sua estadia no Kaiserslautern com apenas dois golos marcados (21 jogos).

Posteriormente, regressou por meia época ao Sliema (12 jogos, 8 golos), antes de voltar a emigrar, desta feita para a Noruega e para o Lillestrom. Nos nórdicos, permaneceu duas temporadas (2005 e 2006), marcando 17 golos em 48 jogos e provando toda a sua qualidade de avançado móvel e com boa capacidade finalizadora.

Com o final do seu contrato com o Lillestrom, Mifsud, em Janeiro de 2007, transferiu-se para o Coventry City, onde, durante cerca de dois anos, foi quase sempre titular e um jogador importantíssimo, fazendo 16 golos em 86 jogos pelo clube inglês.

Contudo, a partir de 2009, o internacional maltês passou a ter dificuldades em arranjar um clube consentâneo com a sua qualidade e, ao longo deste tempo, apenas actuou durante poucos meses, primeiro nos ingleses do Barnsley (15 jogos, 2 golos) e, mais recentemente, no Valetta (7 jogos, 7 golos) do seu país natal.

Rápido, tecnicista, muito móvel e ideal para jogar ao lado de um avançado mais fixo num 4-4-2, é, também, um jogador que remata muito bem à baliza e que, por isso, marca muitos golos. Com a experiência de ter 29 anos, 76 internacionalizações (25 golos) por Malta e de ter passado por vários e diferentes campeonatos europeus, é um jogador a ter em conta por equipas da classe média em Portugal.

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