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Keizer

Keizer desenvolveu muitos talentos no Ajax

Antes de mais tenho de agradecer ao trabalho desempenhado por Tiago Fernandes nas últimas semanas.

Afinal, tratava-se de uma equipa completamente à deriva, que aliava o inexistente processo ofensivo a uma incapacidade defensiva que permitia que qualquer adversário conseguisse disputar (e por vezes mesmo dominar) o jogo com o Sporting, somando ocasiões de golo atrás de ocasiões de golo. E quando isso chega a acontecer com o Loures e o Estoril, está tudo dito…

Com o jovem técnico, reconheço que a mudança esteve longe de ser assombrosa (jamais haveria tempo para isso), mas é inegável que o processo defensivo melhorou exponencialmente, conseguindo o Sporting ser uma equipa muito mais segura defensivamente nos últimos três jogos. Ofensivamente, por outro lado, as coisas melhoraram pouco, mas a verdade é que se ultrapassou esta fase com duas vitórias no campeonato e um empate com o Arsenal. Melhor seria (quase) impossível.

Ironicamente, chegamos à 10ª jornada a apenas dois pontos do líder. Os mesmos dois pontos a que estávamos há duas jornadas atrás, ainda com José Peseiro, e que fizeram com que todos caíssem em cima de Francisco Varandas por este ter despedido o coleccionador de insucessos.

Nesse período, gerou-se, aliás, uma ridícula campanha a roçar o “Je suis Peseiro”, ignorando-se o mau futebol crónico, os quatro golos encaixados no recinto do então último, a derrota caseira com uma equipa secundária ou a aflição com o modesto Loures. O que importava era defender o indefensável em prejuízo do Sporting.

É nesses momentos, que me pergunto se certas personalidades da nossa praça se prestam a certas figurinhas por má fé, ou apenas por uma incapacidade crónica de constatar para além do óbvio. Chega a ser constrangedor verificar a impossibilidade que têm de distinguir o processo do resultado, ignorando que um bom resultado nem sempre é resultado de um processo pensado, mas apenas de uma casualidade, um golpe de sorte que jamais durará para sempre.

Felizmente, e como sucedeu com a grande maioria dos sportinguistas, Frederico Varandas constatou o óbvio e percebeu que era preciso afastar José Peseiro e trazer um outro treinador que pudesse trazer uma filosofia de jogo ao Sporting.

Acredito piamente que o holandês não foi a primeira escolha do presidente do Sporting, mas, pelo perfil, não tenho quaisquer dúvidas que o mesmo encaixa perfeitamente no modelo que Frederico Varandas idealizou e que teria como primeira opção: Leonardo Jardim.

As premissas, afinal, são óbvias: um treinador pedagógico, que tenha uma aprofundada base teórico-prática num clube de renome (no caso de Marcel Keizer estamos apenas e só a falar do Ajax), e que tenha igualmente no seu ADN a capacidade de potenciar jovens talentos e de praticar bom futebol.

Quem tiver boa memória irá igualmente recordar que o Sporting já teve um treinador estrangeiro que preenchia os mesmos requisitos: Mirko Jozic. Uma vez mais, os “pseudo-entendidos do futebol” irão colar-lhe ao insucesso de um quarto lugar, esquecendo que o croata foi, no fundo, o verdadeiro potenciador do penúltimo título nacional conquistado pelos leões, ou não fosse ele a construir o trabalho de base que seria depois aproveitado na época seguinte por Augusto Inácio.

Ironicamente (ou talvez não), a Marcel Keizer já foi aplicada uma espécie de certidão de óbito. Isto antes do primeiro jogo ou mesmo primeiro treino.

Os argumentos são variados e começam no facto do holandês ter sido despedido no seu único trabalho num clube sénior de relevo (sem sequer investigarem o porquê desse mesmo despedimento) e de ter passado demasiado tempo a trabalhar em camadas jovens/divisões secundárias. Acima de tudo, de falta de experiência.

E não posso ser desonesto, tenho de reconhecer que é uma opção de risco, mas ao menos indica um projecto. E o Sporting precisa acima de tudo disso: de um projecto.

Por outro lado, o adepto comum também tem de perceber que o sucesso consolidado nem sempre está de mãos dadas com o sucesso momentâneo e que por vezes esse sucesso momentâneo acaba por mascarar erros estruturais que se vão pagar mais adiante.

Lembram-se do Benfica 2004/05, que foi campeão? A esse sucesso momentâneo sucederam-se quatro temporadas em que o Benfica nem sequer conseguiu chegar a um segundo lugar, chegando mesmo a acabar um desses campeonatos atrás de uma equipa que vinha da segunda divisão.

Por outro lado, entre 2010 e 2013, o mesmo Benfica não ganhou absolutamente nada de relevo, mas soube se manter fiel a uma estrutura de pensamento que acabaria por redundar num tetracampeonato. É o processo.

E é precisamente isso que espero que o Sporting ganhe com a chegada de Keizer. Um processo bem definido e que deverá ser essencialmente assente na renovação de toda a estrutura da formação para que esta volte à excelência de tempos não muito distantes (em que era a mais importante base de recrutamento do clube); um grande incremento da rede de scouting para a detecção de jovens promessas internacionais a preços ainda acessíveis; e a implementação de um modelo de jogo atractivo para o espectador e que seja transversal a todas as equipas do universo Sporting.

Se será o treinador holandês a pessoa certa para levar a cabo este trabalho? Não sei. Mas de uma coisa tenho a certeza: daquilo que conheço do seu trabalho de campo e consciente do sítio de onde vem, as bases estão todas lá.

De qualquer maneira, Keizer, tal como qualquer treinador que viesse no seu lugar e que pretendesse implementar uma ideia de jogo, terá de ter a paciência que nenhum adepto precisou de ter com Leonardo Jardim, Marco Silva ou Jorge Jesus.

É que o holandês herda uma equipa cujas dinâmicas de cinco temporadas foram abruptamente destruídas em poucos meses. Com a agravante de uma classificação enganadora e que não é minimamente consentânea com aquilo que o Sporting produziu em campo.

Uma espécie de ano zero até ao Verão, e o benefício da dúvida de todos os sportinguistas, é tudo o que lhe desejo.

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Peseiro

José Peseiro fracassou uma vez mais

Costuma-se dizer que uma mentira repetida muitas vezes pode tornar-se uma verdade e lembrava-me sempre disso quando se iniciava uma discussão sobre a primeira passagem de José Peseiro pelo Sporting.

Rotulado de treinador do “quase”, José Peseiro era muitas vezes colocado num patamar de vítima, lembrando os seus defensores de que o técnico ficou muito perto da conquista do título nacional e de ganhar uma competição europeia.

Esse é, afinal, um hábito recorrente do típico adepto futebolístico português, e que deriva da sua quase intrínseca incapacidade de ver para além do resultado final, ignorando todo o processo e vicissitudes que levaram a esse destino.

“Ganhou ou não ganhou?” é aquela fraca e recorrente argumentação que permite facilmente identificar esta estirpe de gente que prolifera no Mundo do futebol, mas também se encontra nas outras áreas de opinião. Mas não pensem que isto está circunscrito às conversas de café. Existem inúmeros jornalistas e pseudo-jornalistas da nossa praça que se alimentam desta falácia.

Ora, José Peseiro, de tão fraco, nem sequer permitia que essa gente se pudesse apoiar no “ganhou ou não ganhou”, porque, com sorte ou trabalho, a verdade é que ele nunca ganhou nada de relevante. Mas, existia sempre aquela irritante retórica do “excelente campeonato e Taça UEFA que só teria sido perdida por manifesto azar”…

Mas terá sido mesmo assim? Ignoremos propaganda e vamos cingir-nos aos factos:

José Peseiro somou 61 pontos em 34 jornadas desse campeonato nacional de 2004/05, o que resulta numa média de 1,79 pontos/jogo, perdendo a Liga para um Benfica que somou 65 pontos em 34 jornadas, numa pouco superior média de 1,91 pontos/jogo.

Para terem uma ideia, nas treze temporadas seguintes o Sporting apenas por três vezes terminou o campeonato com pior média de pontos: 2009/10 (4.º); 2010/11 (3.º) e 2012/13 (7.º), épocas em que acabou a 28, 36 e novamente 36 pontos de distância do primeiro lugar.

Aliás, a prestação de José Peseiro nessa Liga é tão fraca que o Sporting 2011/12, que terminou em quarto lugar, atingiu uma média de pontos (1,97) que lhe teria permitido ser campeão em 2004/05.

Perceba-se uma coisa: Obter uma média de dois pontos/jogo é uma banalidade no campeonato português. E mesmo o Sporting, que nunca foi campeão nessas 13 temporadas, atingiu essa média em oito ocasiões, com Paulo Bento (3 vezes), Jorge Jesus (3), Marco Silva e Leonardo Jardim.

Ou seja, um treinador que não o consegue fazer não pode ser rotulado de técnico do “quase”, mas sim de medíocre.

Passemos agora ao por muitos saudado périplo “uefeiro” de José Peseiro em 2004/05.

“Ah, o Sporting fez uma grande campanha.”; “Que noites gloriosas contra grandes equipas europeias”; etc, etc, etc…

Ora, o Sporting chegou à essa final, que haveria de perder ridiculamente em casa, após o seguinte percurso:

1ª eliminatória: vs Rapid Viena (2-0 e 0-0) – havia de ser campeão austríaco nessa época.

Fase de grupos: vs Panionios (4-1) – havia de ser 11.º no campeonato grego; vs D. Tiblissi (4-0) – havia de ser campeão da Geórgia; vs Sochaux (0-1) – havia de ser 10.º no campeonato francês; e vs Newcastle (1-1) – havia de ser 14.º na Premier League.

Fase a eliminar: vs Feyenoord (2-1 e 2-1) – havia de ser quarto classificado no campeonato holandês; Middlesbrough (3-2 e 1-0) – havia de ser 7.º na Premier League; Newcastle (0-1 e 4-1); e AZ (2-1 e 2-3) – havia de ser terceiro classificado no campeonato holandês…

É isto um percurso épico?

E depois perder a final contra um adversário que, até aí, tinha como melhor prestação europeia o último lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões 1992/93 e que, na temporada 2003/04, não tinha passado da 2.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, eliminado que foi pelo colosso macedónio: Vardar?

Épico é eliminar o Manchester City, como fez Sá Pinto em 2011/12, ou bater-se de frente contra o Chelsea, Juventus, Real Madrid ou Barcelona como fizeram Marco Silva ou Jorge Jesus.

José Peseiro apenas beneficiou de um campeonato fraco e de muita sorte nos sorteios europeus para criar a ideia do “quase”, que, no fundo, foi apenas resultado da sua mediocridade.

É que, quando conjugações cósmicas ocorrem, até Jaime Pacheco pode ser campeão com o Boavista ou José Rachão (V. Setúbal) e José Mota (Aves) podem ganhar uma Taça de Portugal. E Peseiro nem isso conseguiu, com o Sporting.

Portanto, ao enésimo insucesso, espero que termine finalmente o “mito” e a sua carreira como treinador de alto nível. Sinceramente, já não tenho paciência para ambas as coisas.

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O

O “Degolador” é um verdadeiro homem golo

Recente reforço do Vitória de Guimarães, trata-se de um dos jogadores que prometem ser uma das boas surpresas da próxima edição do campeonato nacional. Falamos do ponta de lança brasileiro, Henrique, futebolista mais conhecido por “Degolador”, isto pelo seu curioso festejo, simulando que corta a garganta.

Nascido a 15 de Setembro de 1989 em São Paulo, Brasil, José Henrique da Silva Dourado começou a sua carreira no União de São João, emblema paulista pelo qual somou sete golos em 29 jogos, isto entre 2010 e 2011. Posteriormente, iniciou um périplo com passagens pelo Santo André (2011), Cianorte (2011/12), Chapecoense (2012) e Mogi Mirim (2013).

Ora, em alguns destes modestos emblemas, o “Degolador” foi conseguindo mostrar os seus dotes goleadores, algo que acabou por valer-lhe um salto para o Santos, clube onde, contudo, não vingou, fazendo apenas quatro jogos em 2013, isto antes de rumar à Portuguesa.

Lusa foi passaporte para salto para o Palmeiras

Na mítica “Lusa”, Henrique recuperou o seu instinto goleador, tendo somado dez golos em 29 jogos, algo que lhe permitiu novo salto em 2014, desta feita para o Palmeiras, o clube onde haveria de saltar verdadeiramente para a ribalta.

Afinal, aí, beneficiando bastante da magia do chileno Valdivia, o “Degolador” foi um verdadeiro perigo à solta, somando no ano passado um total de 19 golos em 39 jogos, e sendo mesmo o segundo melhor marcador do Brasileirão com 16 golos apontados, apenas superado por Fred (18).

Ora, perante o brilho no “Palestra Itália”, o ponta de lança mudou novamente de ares em 2015, desta feita para o bicampeão Cruzeiro, emblema de Minas Gerais onde, todavia, não conseguiu impor-se, somando apenas 11 jogos (um golo) até ao momento, num estado de coisas que abriu espaço a que rumasse agora aos vimaranenses, por empréstimo.

Um homem golo

Henrique é o típico “nove” de área, ideal para um sistema com apenas um ponta de lança, que deverá ser novamente utilizado pelo Vitória de Guimarães em 2015/16, ainda que desta feita com uma referência muito superior a Alvez ou Tomané.

Não sendo rápido, especialmente móvel ou tecnicamente fantástico, o “Degolador” é, isso sim, um homem golo, sendo um finalizador de excelência, seja com o pé esquerdo ou com a cabeça, algo que ganha ainda maior impacto pelo facto de parecer ter um sexto sentido para perceber onde vai surgir o esférico.

Depois, com 1,86 metros e 80 quilos, o ponta de lança de 25 anos é também um jogador que segura muito bem a bola de costas para a baliza, tendo a capacidade de congelar o jogo até à chegada dos companheiros, algo sempre muito importante para equipas que tantas vezes privilegiam o contra-ataque como é o caso dos minhotos. Em suma, um verdadeiro reforço.


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Anderson Esiti poderá reforçar o Sporting

Anderson Esiti poderá reforçar o Sporting

A lesão de William Carvalho veio complicar de sobremaneira as contas de Jorge Jesus para a posição “seis” do Sporting, sendo que os verde-e-brancos, mesmo antes do infortúnio do internacional português, já haviam tentado a aquisição de Danilo Pereira para funcionar como o seu backup.

Nesse seguimento, e mesmo que existam algumas soluções no plantel, a verdade é que parece agora claro que os leões irão garantidamente ao mercado para a contratação de um médio-defensivo, voltando a falar-se do nigeriano Anderson Esiti, um alvo antigo do Sporting e que milita agora no Estoril-Praia.

Cresceu no Leixões

Anderson Esiti nasceu a 24 de Maio de 1994 em Warri, Nigéria, mas cedo viajou para Portugal, isto para evoluir na equipa de juniores do Leixões, emblema pelo qual se estreou no futebol sénior em 2013/14, e logo com grande impacto, ou não tivesse somado 47 jogos oficiais e merecido inclusivamente a cobiça do Sporting.

A verdade, contudo, é que os leões não conseguiram assegurar a contratação do “seis”, que acabaria por rumar ao Estoril-Praia, emblema pelo qual terminou a temporada transacta com um pecúlio de 26 jogos oficiais, isto mesmo que tenha merecido mais a confiança de José Couceiro do que de Fabiano Soares.

Enorme qualidade no processo defensivo

É inegável que este futebolista nigeriano tem um enorme talento e potencial, beneficiando de uma dimensão física (1,89 metros e 82 quilos) que lhe garante grande eficácia nos duelos aéreos e nos confrontos corpo a corpo, mas também apresentando uma grande maturidade ao nível do posicionamento e eficácia no desarme, antecipação e contenção.

Defensivamente, aliás, Anderson Esiti parece talhado para um dos aspectos que Jorge Jesus muito gosta nos seus “seis” e que passa pela capacidade de recuar para junto dos centrais, isto por forma a poder projectar ofensivamente os laterais, que, no Sporting (Jefferson e João Pereira), estão destinados a oferecer muita verticalidade.

Tem de assumir mais o risco

Onde lhe falta alguma evolução, valha a verdade, é no processo ofensivo, sendo que para jogar num clube com a dimensão do Sporting parece-me que o jovem de 21 anos terá de assumir mais o jogo e projectar-se mais para o ataque.

Ainda assim, tendo Anderson Esiti até alguma qualidade técnica, e sabendo-se da qualidade de Jorge Jesus para “inventar” médios-defensivos de grande qualidade, poderá prever-se um crescimento claro neste aspecto específico, em algo que projectaria imediatamente o nigeriano para um patamar de clara excelência.

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Benítez participou na goleada sofrida pelo FC Porto diante do Arsenal (0-4)

Benítez participou na goleada sofrida pelo FC Porto diante do Arsenal (0-4)

Encontrar um bom lateral-esquerdo é muitas vezes uma missão (quase) impossível, em virtude de escassearem os alvos de qualidade para essa posição no espectro do futebol mundial, sendo muito caros aqueles que naturalmente ainda existem no mercado. Perante este estado de coisas, torna-se então quase natural que os principais clubes portugueses tantas vezes se tenham “reforçado” com elementos que apenas se traduziram em prejuízos desportivos e financeiros, sendo um claro exemplo o argentino Nélson Benítez, futebolista que poucas saudades deixou no Dragão.

Sucesso no Lanús

Nelson Fabián Benítez nasceu a 24 de Maio de 1984 em Córdoba, Argentina, e iniciou a sua carreira profissional no Lanús, em 2002, tendo permanecido nesse clube até 2008, isto com uma interrupção de duas temporadas, quando esteve no Talleres de Córdoba (2004/05) e Gimnasia Jujuy (2005/06).

Ao todo, somou 67 jogos e três golos pelo Lanús, em números que pareciam curtos para o longo período em que esteve no emblema argentino, mas que foram suficientes para convencer o FC Porto, que avançou para a sua contratação no Verão de 2008.

Insucesso em Portugal

As expectativas sobre Nélson Benítez, aquando da sua chegada a Portugal, estavam longe de ser muito elevadas, e o argentino fez questão de não as defraudar, somando apenas 13 jogos oficiais pelos azuis-e-brancos e sem nunca convencer adeptos e crítica.

Sem qualquer surpresa, abandonou o FC Porto no Verão seguinte, acabando emprestado ao Leixões, ainda que a permanência em Matosinhos tenha sido bastante curta, uma vez que, em Outubro, acabou por rumar ao San Lorenzo, do seu país natal, também por empréstimo dos azuis-e-brancos.

Em 2011, porém, a sua ligação contratual ao FC Porto haveria de terminar, com Nélson Benítez a rumar ao Estudiantes de La Plata, que representou sem sucesso por dois anos, isto antes de rumar novamente ao Talleres de Córdoba e posteriormente ao Olímpia de Assunção. Neste momento, depois de curta e pouco marcante pelo clube paraguaio, Nélson Benítez encontra-se novamente no Talleres, clube que disputa, imagine-se, a terceira divisão argentina.

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Casillas terá impacto gigantesco em Portugal

Casillas terá impacto gigantesco em Portugal

Aparentemente resolvidos os contratempos de última hora, parece que Iker Casillas irá mesmo reforçar o FC Porto nas próximas duas temporadas (mais uma de opção), estando imediatamente encontrada aquela que será certamente a transferência mais fantástica do defeso luso.

Prometendo um impacto ainda superior aquele que foi protagonizado pelas contratações de jogadores como Peter Schmeichel (pelo Sporting) ou Pablo Aimar (pelo Benfica), Iker Casillas é uma das principais figuras do actual espectro do futebol mundial, com um currículo que fala por si, ou não somasse, só a nível internacional, três Liga dos Campeões, duas Supertaças Europeias, uma Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes pelo Real Madrid; assim como dois Campeonatos da Europa e um Campeonato do Mundo pela selecção espanhola.

Claro que todo este currículo e experiência de quem acumula 725 jogos oficiais pelo Real Madrid e 162 encontros pela selecção espanhola terá um preço avultado para o FC Porto, sublinhando-se que os vice-campeões nacionais terão de suportar uma elevada fatia do actual vencimento de Iker Casillas, algo na ordem dos 10 milhões de euros brutos/ano.

À primeira vista, é natural que todos pensemos que se trata de um salário proibitivo para as finanças de um clube da dimensão dos azuis-e-brancos, mas mais do que pensarmos apenas nos custos de uma contratação como a do lendário guarda-redes, também temos de nos centrar nos muitos benefícios desportivos e, acima de tudo, financeiros que este poderá trazer consigo.

É que para além de se tornar automaticamente no melhor guarda-redes a jogar na Liga, daqueles que, como se costuma dizer, garantem pontos, Iker Casillas também vai abrir muitas portas ao FC Porto, não só no país vizinho, que se verá “obrigado” a olhar com outros olhos para a Liga Portuguesa, como para o resto do planeta, que certamente pretenderá seguir com atenção os passos do internacional espanhol pelo nosso país.

Isso, aliás, poderá até facilitar ao FC Porto a possibilidade de assegurar um generoso patrocínio para as suas camisolas (sem esquecer outros tipos de sponsorização) , assim como abrir espaço a valiosas digressões internacionais e/ou participação em torneios financeiramente muito atractivos.

Iker Casillas é, afinal, um daqueles futebolistas que costumamos dizer que se paga a si próprio, podendo inclusivamente servir de boleia para a própria Liga Portuguesa, que não poderá ignorar a iminente chegada do internacional espanhol como veículo importantíssimo para o processo de internacionalização do nosso campeonato, algo em que, valha a verdade, está ainda num estado bastante distante do desejável.

Por tudo isto, faz-me imensa confusão que se coloque tanto o foco no custo de Iker Casillas e haja o profundo desejo de classificar esta possível contratação quase como gestão danosa do FC Porto. Entretanto, o mesmo clube português comprou um jogador de qualidade, é certo, mas de mediatismo quase nulo e para uma posição onde até tem muitos e bons valores. Falo, obviamente, de Imbula, que custou 20 milhões de euros, que ocupará o espaço de promessas lusas, e que não está a merecer metade da indignação generalizada.

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O Fafe em 1988/89

Um onze do Fafe na histórica época de 1988/89

Histórico emblema com quase 57 anos de existência, o Fafe teve como momento mais alto na sua história a presença na Primeira Divisão em 1988/89, numa participação fugaz, é certo, mas ainda com algumas boas memórias, como o emblemático empate averbado nas Antas (0-0). Campeão nacional da Terceira Divisão em 1995/96, o Fafe será ainda lembrado para sempre como o clube em que Rui Costa deu os primeiros passos numa brilhante e gloriosa carreira.

Subida na secretaria

A Associação Desportiva de Fafe foi fundada a 14 de Junho de 1958, tendo demorado precisamente 30 anos para atingir o principal escalão, obtido após o clube nortenho ter ficado em terceiro lugar na Segunda Divisão Zona Norte de 1987/88, mas beneficiado da desclassificação do campeão Famalicão.

Afinal, apenas primeiro e segundo classificado subiriam à Primeira Divisão, mas um protesto do Fafe referente à utilização irregular de um jogador do Famalicão num duelo com o Macedo de Cavaleiros, aliado a uma posterior declaração do presidente do Macedo de Cavaleiros a revelar um suposto suborno dos famalicenses nesse mesmo duelo acabou por redundar na desclassificação administrativa do Famalicão e na estreia do Fafe no escalão mais importante do futebol português.

Passagem fugaz pela Primeira Divisão

Essa passagem pela Primeira Divisão, ainda assim, acabou por ser passageira, uma vez que o Fafe terminou essa época de 1988/89 na décima sexta posição, tendo sido precisamente o primeiro dos cinco clubes que acabaram despromovidos.

Nessa campanha, ainda assim, existiram alguns momentos de destaque, nomeadamente um surpreendente empate averbado nas Antas, diante do FC Porto (0-0).

Rui Costa começou aqui

Formado no Benfica, Rui Costa foi emprestado ao Fafe na sua primeira época no futebol sénior, em 1990/91, precisamente duas épocas depois da única presença deste clube nortenho na Primeira Divisão.

Aí, o médio-ofensivo acabou por tornar-se numa das grandes figuras de uma equipa que roçou a subida à recentemente criada Segunda Divisão de Honra, tendo feito 36 jogos (seis golos) numa campanha que redundou no segundo lugar do Fafe na Zona Norte da Segunda Divisão, isto a apenas a dois pontos do promovido Rio Ave.

Aliás, desde 1989/90, o Fafe jamais voltou a disputar o segundo escalão do futebol luso, encontrando-se neste momento a disputar o terceiro escalão (Campeonato Nacional de Seniores), onde foi terceiro classificado na fase de subida da Zona Norte, e sendo de salientar ainda a conquista do antigo campeonato nacional da Terceira Divisão (quarto escalão) em 1995/96.

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