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Anderson Esiti poderá reforçar o Sporting

Anderson Esiti poderá reforçar o Sporting

A lesão de William Carvalho veio complicar de sobremaneira as contas de Jorge Jesus para a posição “seis” do Sporting, sendo que os verde-e-brancos, mesmo antes do infortúnio do internacional português, já haviam tentado a aquisição de Danilo Pereira para funcionar como o seu backup.

Nesse seguimento, e mesmo que existam algumas soluções no plantel, a verdade é que parece agora claro que os leões irão garantidamente ao mercado para a contratação de um médio-defensivo, voltando a falar-se do nigeriano Anderson Esiti, um alvo antigo do Sporting e que milita agora no Estoril-Praia.

Cresceu no Leixões

Anderson Esiti nasceu a 24 de Maio de 1994 em Warri, Nigéria, mas cedo viajou para Portugal, isto para evoluir na equipa de juniores do Leixões, emblema pelo qual se estreou no futebol sénior em 2013/14, e logo com grande impacto, ou não tivesse somado 47 jogos oficiais e merecido inclusivamente a cobiça do Sporting.

A verdade, contudo, é que os leões não conseguiram assegurar a contratação do “seis”, que acabaria por rumar ao Estoril-Praia, emblema pelo qual terminou a temporada transacta com um pecúlio de 26 jogos oficiais, isto mesmo que tenha merecido mais a confiança de José Couceiro do que de Fabiano Soares.

Enorme qualidade no processo defensivo

É inegável que este futebolista nigeriano tem um enorme talento e potencial, beneficiando de uma dimensão física (1,89 metros e 82 quilos) que lhe garante grande eficácia nos duelos aéreos e nos confrontos corpo a corpo, mas também apresentando uma grande maturidade ao nível do posicionamento e eficácia no desarme, antecipação e contenção.

Defensivamente, aliás, Anderson Esiti parece talhado para um dos aspectos que Jorge Jesus muito gosta nos seus “seis” e que passa pela capacidade de recuar para junto dos centrais, isto por forma a poder projectar ofensivamente os laterais, que, no Sporting (Jefferson e João Pereira), estão destinados a oferecer muita verticalidade.

Tem de assumir mais o risco

Onde lhe falta alguma evolução, valha a verdade, é no processo ofensivo, sendo que para jogar num clube com a dimensão do Sporting parece-me que o jovem de 21 anos terá de assumir mais o jogo e projectar-se mais para o ataque.

Ainda assim, tendo Anderson Esiti até alguma qualidade técnica, e sabendo-se da qualidade de Jorge Jesus para “inventar” médios-defensivos de grande qualidade, poderá prever-se um crescimento claro neste aspecto específico, em algo que projectaria imediatamente o nigeriano para um patamar de clara excelência.

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Casillas terá impacto gigantesco em Portugal

Casillas terá impacto gigantesco em Portugal

Aparentemente resolvidos os contratempos de última hora, parece que Iker Casillas irá mesmo reforçar o FC Porto nas próximas duas temporadas (mais uma de opção), estando imediatamente encontrada aquela que será certamente a transferência mais fantástica do defeso luso.

Prometendo um impacto ainda superior aquele que foi protagonizado pelas contratações de jogadores como Peter Schmeichel (pelo Sporting) ou Pablo Aimar (pelo Benfica), Iker Casillas é uma das principais figuras do actual espectro do futebol mundial, com um currículo que fala por si, ou não somasse, só a nível internacional, três Liga dos Campeões, duas Supertaças Europeias, uma Taça Intercontinental e um Mundial de Clubes pelo Real Madrid; assim como dois Campeonatos da Europa e um Campeonato do Mundo pela selecção espanhola.

Claro que todo este currículo e experiência de quem acumula 725 jogos oficiais pelo Real Madrid e 162 encontros pela selecção espanhola terá um preço avultado para o FC Porto, sublinhando-se que os vice-campeões nacionais terão de suportar uma elevada fatia do actual vencimento de Iker Casillas, algo na ordem dos 10 milhões de euros brutos/ano.

À primeira vista, é natural que todos pensemos que se trata de um salário proibitivo para as finanças de um clube da dimensão dos azuis-e-brancos, mas mais do que pensarmos apenas nos custos de uma contratação como a do lendário guarda-redes, também temos de nos centrar nos muitos benefícios desportivos e, acima de tudo, financeiros que este poderá trazer consigo.

É que para além de se tornar automaticamente no melhor guarda-redes a jogar na Liga, daqueles que, como se costuma dizer, garantem pontos, Iker Casillas também vai abrir muitas portas ao FC Porto, não só no país vizinho, que se verá “obrigado” a olhar com outros olhos para a Liga Portuguesa, como para o resto do planeta, que certamente pretenderá seguir com atenção os passos do internacional espanhol pelo nosso país.

Isso, aliás, poderá até facilitar ao FC Porto a possibilidade de assegurar um generoso patrocínio para as suas camisolas (sem esquecer outros tipos de sponsorização) , assim como abrir espaço a valiosas digressões internacionais e/ou participação em torneios financeiramente muito atractivos.

Iker Casillas é, afinal, um daqueles futebolistas que costumamos dizer que se paga a si próprio, podendo inclusivamente servir de boleia para a própria Liga Portuguesa, que não poderá ignorar a iminente chegada do internacional espanhol como veículo importantíssimo para o processo de internacionalização do nosso campeonato, algo em que, valha a verdade, está ainda num estado bastante distante do desejável.

Por tudo isto, faz-me imensa confusão que se coloque tanto o foco no custo de Iker Casillas e haja o profundo desejo de classificar esta possível contratação quase como gestão danosa do FC Porto. Entretanto, o mesmo clube português comprou um jogador de qualidade, é certo, mas de mediatismo quase nulo e para uma posição onde até tem muitos e bons valores. Falo, obviamente, de Imbula, que custou 20 milhões de euros, que ocupará o espaço de promessas lusas, e que não está a merecer metade da indignação generalizada.

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O Fafe em 1988/89

Um onze do Fafe na histórica época de 1988/89

Histórico emblema com quase 57 anos de existência, o Fafe teve como momento mais alto na sua história a presença na Primeira Divisão em 1988/89, numa participação fugaz, é certo, mas ainda com algumas boas memórias, como o emblemático empate averbado nas Antas (0-0). Campeão nacional da Terceira Divisão em 1995/96, o Fafe será ainda lembrado para sempre como o clube em que Rui Costa deu os primeiros passos numa brilhante e gloriosa carreira.

Subida na secretaria

A Associação Desportiva de Fafe foi fundada a 14 de Junho de 1958, tendo demorado precisamente 30 anos para atingir o principal escalão, obtido após o clube nortenho ter ficado em terceiro lugar na Segunda Divisão Zona Norte de 1987/88, mas beneficiado da desclassificação do campeão Famalicão.

Afinal, apenas primeiro e segundo classificado subiriam à Primeira Divisão, mas um protesto do Fafe referente à utilização irregular de um jogador do Famalicão num duelo com o Macedo de Cavaleiros, aliado a uma posterior declaração do presidente do Macedo de Cavaleiros a revelar um suposto suborno dos famalicenses nesse mesmo duelo acabou por redundar na desclassificação administrativa do Famalicão e na estreia do Fafe no escalão mais importante do futebol português.

Passagem fugaz pela Primeira Divisão

Essa passagem pela Primeira Divisão, ainda assim, acabou por ser passageira, uma vez que o Fafe terminou essa época de 1988/89 na décima sexta posição, tendo sido precisamente o primeiro dos cinco clubes que acabaram despromovidos.

Nessa campanha, ainda assim, existiram alguns momentos de destaque, nomeadamente um surpreendente empate averbado nas Antas, diante do FC Porto (0-0).

Rui Costa começou aqui

Formado no Benfica, Rui Costa foi emprestado ao Fafe na sua primeira época no futebol sénior, em 1990/91, precisamente duas épocas depois da única presença deste clube nortenho na Primeira Divisão.

Aí, o médio-ofensivo acabou por tornar-se numa das grandes figuras de uma equipa que roçou a subida à recentemente criada Segunda Divisão de Honra, tendo feito 36 jogos (seis golos) numa campanha que redundou no segundo lugar do Fafe na Zona Norte da Segunda Divisão, isto a apenas a dois pontos do promovido Rio Ave.

Aliás, desde 1989/90, o Fafe jamais voltou a disputar o segundo escalão do futebol luso, encontrando-se neste momento a disputar o terceiro escalão (Campeonato Nacional de Seniores), onde foi terceiro classificado na fase de subida da Zona Norte, e sendo de salientar ainda a conquista do antigo campeonato nacional da Terceira Divisão (quarto escalão) em 1995/96.

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Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

A chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do Sporting parece trazer consigo uma mudança de paradigma no ataque ao mercado dos verde-e-brancos, que, em 2014/15, privilegiaram a contratação de jovens promessas.

Afinal, para a actual temporada, a ordem expressa parece passar essencialmente por contratações criteriosas e que obedeçam, acima de tudo, a dois pontos essenciais: experiência e capacidade de entrar imediatamente no onze verde-e-branco.

Ora, nesse seguimento, quero acreditar que o rumor de mercado: Bruno Uvini (Nápoles), não passará disso mesmo, uma vez que o brasileiro de 24 anos representa tudo aquilo que o Sporting já tem à catadupa, ou seja, um perfil de jovem promissor, mas ainda à espera de uma explosão definitiva.

O que o Sporting precisará é de outro defesa-central experiente que possa fazer dupla com Ewerton (nem equaciono a possibilidade dos leões não accionarem o direito de opção), ficando depois Paulo Oliveira (3.ª opção) e Tobias Figueiredo (4.ª opção), que naturalmente estão em diferentes fases evolutivas, como opções secundárias para o eixo.

É que, ainda para mais, Bruno Uvini, que em tempos já foi visto como um das grandes promessas do futebol brasileiro, pouco tem jogado nos últimos anos, sendo sintomático lembrar que, desde 2010, o campeão do Mundo de sub-20 soma apenas 25 jogos oficiais pelos clubes que representou nesse mesmo período.

Assim sendo, estarei muito mais inclinado para acreditar que será, de facto, Bruno Alves (Fenerbahçe) o verdadeiro alvo da estrutura técnica agora comandada por Jorge Jesus.

Afinal, será um jogador com essa experiência e qualidade comprovada que poderá dar o salto qualitativo e a voz de comando que o Sporting tanto precisa para o seu eixo defensivo. E se Vítor Pereira se recusar a abdicar do internacional português, a alternativa terá sempre de passar por outro alvo com o mesmo perfil e nunca por um qualquer Uvini desta vida.

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Taarabt é um reforço de risco para o Benfica

Taarabt é um reforço de risco para o Benfica

A mudança do paradigma do Benfica está em marcha e a primeira consequência foi a troca de Jorge Jesus por Rui Vitória, ou seja, o abandono de um treinador que pouco privilegiava a aposta em elementos do Caixa Futebol Campus por outro que chega a Luz com a missão de potenciar, ao máximo, os valores que por lá proliferam.

Contudo, e se entendo que é perfeitamente possível conciliar a manutenção dos craques a um maior desinvestimento no futebol, passando isso por abdicar, isso sim, de segundas linhas pagas a peso de ouro e substituí-las por elementos oriundos da equipa B/formação, a verdade é que o Benfica parece também estar a mudar o paradigma das suas próprias contratações.

Afinal, os primeiros reforços para a próxima temporada, os internacionais marroquinos: Adel Taarabt e Mehdi Carcela-González, apresentam um perfil em que o Benfica não se centrou nas últimas temporadas, lembrando, isso sim, tempos recentes do Sporting de Godinho Lopes e Carlos Freitas.

Aliás, quando olho para estes dois atacantes, vejo jogadores que, em tempos, prometeram tornar-se em verdadeiros craques de dimensão mundial, mas que acabaram por nunca provar essas elevadas expectativas, num espectro que lembra, por exemplo, contratações como as de Jeffrén e Bojinov, nos verde-e-brancos.

Obviamente que a “sorte” do Sporting, que como se sabe foi nula, não terá forçosamente de transitar para o Benfica, que até poderá provar que estas acções de mercado se transformem em duas verdadeiras “bombas” capazes de fazer esquecer Nico Gaitán, cuja venda estará iminente, e Eduardo Salvio, que recupera de complicada lesão.

Mas o risco está lá, bem presente, não podendo existir o foco apenas e só no custo da operação, mas também nos vencimentos, no perfil dos jogadores em questão e, acima de tudo, no binómio: custo/proveito financeiro e desportivo.

Afinal, o Benfica pode ter abandonado as contratações milionárias em que pagava oito ou nove milhões de euros por um futebolista, mas ninguém garante às águias que esse menor investimento financeiro não acabe por se tornar ainda mais arriscado do que a manutenção do paradigma anterior, ainda que mais criterioso e em menor quantidade.

Mais do que nenhum outro, terá a palavra Rui Vitória, uma vez que dependerá do novo técnico a capacidade de extrair finalmente dos dois marroquinos a qualidade que muitos lhes reconhecem mas raramente aparece na sua plenitude.

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Um onze do Águeda em 83/84

Um onze do Águeda em 83/84

Apenas na já longínqua temporada de 1982/83 é que o Recreio de Águeda viveu o momento mais alto da sua história, quando teve a oportunidade de disputar a Primeira Divisão do futebol português, numa participação memorável, mas curta, uma vez que o clube nortenho foi penúltimo e desceu novamente ao segundo escalão. Em 1985/86, ainda assim, o Águeda conseguiu mesmo, em campo, o direito de regressar ao principal escalão, mas o famigerado “Caso Gerúsio” acabou por tramar um histórico emblema que jamais voltaria a sequer aproximar-se da elite.

81 anos de história

O Recreio Desportivo de Águeda foi fundado a 10 de Abril de 1924, tendo chegado à primeira divisão 59 anos depois, isto após vencer a II Divisão Zona Centro em 1982/83, isto após uma disputa palmo a palmo com a Académica (então com a designação de Académico de Coimbra).

A presença nesse campeonato da primeira divisão de 1983/84, ainda assim, foi extremamente curta, uma vez que o Águeda foi penúltimo classificado, acabando por voltar a descer ao segundo escalão.

“Caso Gerúsio” tramou regresso

Em 1985/86, contudo, o Águeda conseguiu assegurar o regresso ao primeiro escalão em campo, isto depois de ter vencido a Zona Centro da II Divisão, com mais um ponto que o segundo classificado Elvas.

O problema, contudo, é que num jogo diante do Académico de Viseu, em que o Águeda venceu por 3-0, terá existido a utilização irregular do atacante brasileiro Gerúsio, sendo que a Federação Portuguesa de Futebol acabou por punir o clube do distrito de Aveiro com uma derrota pelo mesmo resultado e potenciado a subida do Elvas ao primeiro escalão.

Após esse momento, valha a verdade, o Águeda jamais voltou a aproximar-se do principal escalão do futebol luso, tendo mesmo se despedido do segundo em 1990/91. Em 2014/15, o Águeda disputou a primeira divisão distrital de Aveiro.

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Nazmi Faiz é uma pérola malaia

Será, com toda a certeza, uma das grandes atracções da próxima edição da Liga Zon Sagres. Um jogador oriundo da exótica Malásia que se acaba de transferir para o Beira-Mar e que já criou grande entusiasmo nos media daquele país do Sudeste Asiático: Nazmi Faiz.

Nascido a 16 de Agosto de 1994 em Lembah Karamat, Malásia, Muhamad Nazmi Faiz Bin Mansor é um produto da melhor escola de futebol do país, a Sekolah Sukan Bukit Jalil, tendo se transferido depois em 2011 para o Harimau Muda, equipa sub-23 da Malásia que actua na Liga da Singapura.

Apesar de muito jovem, o médio-centro cedo se destacou numa equipa 100% malaia, tendo chegado à formação principal em 2012 após bom desempenho na equipa secundária do Harimau Muda.

Agora, aquele que é considerado a maior pérola de sempre do futebol da Malásia prepara-se para nova aventura, saltando aos 17 anos para o muito mais exigente futebol português.

Médio-centro muito talentoso

Nazmi Faiz é preferencialmente um “oito”, sendo que reúne características que o podem fazer avançar para “dez.” Rápido e inteligente em termos posicionais, o médio-centro malaio é um jogador que demonstra uma visão de jogo muito acima da média para um jogador tão jovem, notando-se que pensa muito mais rápido que a maioria dos futebolistas da sua idade.

Em termos de capacidade de passe, trata-se, também, de um jogador evoluidíssimo, variando muito facilmente de flanco e desmarcando com mestria os colegas. Para além disso, é um jogador com pulmão e com uma aceitável capacidade de desarme, o que demonstra que além de construtor, também é um bom destruidor.

Como principal lacuna, terá, porém, o franzino corpo, ainda assim, por ser um jogador extremamente jovem, isso será facilmente corrigido durante o seu percurso evolutivo em Portugal.

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