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Iancu é um talento do Steaua

Iancu é um talento do Steaua

Um dos mais promissores futebolistas da Europa de Leste é o internacional sub-21 romeno Gabriel Iancu, jovem avançado que vai evoluindo no emblemático Steaua de Bucareste, actual bicampeão romeno.

Trata-se de um jogador nascido a 15 de Abril de 1994 em Bucareste, Roménia, e que passou pelas camadas jovens do Steaua de Bucareste, Concordia ChiajnaGheorghe Hagi Academy, isto antes de se estrear profissionalmente em 2011, ao serviço do Viitorul Constanta.

Sempre a crescer

Nesse clube das margens do Mar Negro, que ajudou inclusivamente a subir à primeira divisão romena, Gabriel Iancu somou 30 jogos e 10 golos, isto antes de garantir uma transferência para o Steaua a meio da temporada 2012/13.

Com apenas 18 anos no momento em que se transferiu para o clube da capital romena, a verdade é que Gabriel Iancu não sentiu o salto, já somando um total de 69 jogos e 14 golos, sendo que 29 desses jogos e oito desses golos são referentes à actual campanha de 2014/15.

Um verdadeiro talento

Gabriel Iancu pode actuar em várias posições no ataque, nomeadamente: ponta de lança, segundo avançado ou extremo, mas a verdade é que é como atacante de suporte, no apoio a um ponta de lança mais fixo, que o internacional sub-21 romeno atinge a plenitude das suas capacidades.

Afinal, trata-se de um jogador veloz, móvel, tecnicista e com uma excelente capacidade de passe, podendo funcionar como uma perfeita ligação entre o sector intermediário e a referência ofensiva, uma vez que consegue aliar as necessárias valências de um “dez” com a capacidade goleadora de um jogador que actua em zonas de finalização.

Por fim, de destacar, igualmente, a inteligência táctica de Gabriel Iancu, que se apresenta como um futebolista muito forte a jogar sem bola, numa característica que poderá vir a ser decisiva para que possa vingar entre a elite do futebol europeu.

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Beto volta a uma grande competição

Depois da surpreendente chamada ao Mundial 2010, Beto volta a fazer parte dos convocados para uma grande competição internacional de selecções, juntando-se a Rui Patrício e Eduardo como opção para a baliza portuguesa. Desta feita, porém, a sua chamada é menos polémica que a do mundial sul-africano, pois Beto actuou com regularidade nos romenos do Cluj, tendo, inclusivamente, mais legitimidade de estar no lote que Eduardo, guarda-redes que pouco jogou na Luz. Ainda assim, mais que o bom balneário, poucas poderá fazer Beto, pois as perspectivas de utilização da terceira escolha de Paulo Bento para a baliza são extremamente reduzidas.

Percurso desportivo

António Alberto Bastos Pimparel “Beto” nasceu a 1 de Maio de 1982 em Lisboa e é um produto das escolas do Sporting, ainda que, como sénior, só tenha jogado pela equipa B em 2000/01, 2001/02 e 2003/04, contando-se, também, um empréstimo ao Casa Pia, pelo meio, em 2002/03.

Em 2004/05, transferiu-se definitivamente para o Chaves, clube onde não jogou, tendo mudado de ares novamente na época seguinte, onde, ao serviço do Marco, foi mais feliz, pois efectuou 27 partidas oficiais.

Em 2006/07, transferiu-se para o Leixões, iniciando um percurso de três temporadas que lhe garantiu a subida ao primeiro escalão na primeira e boas temporadas nas duas seguintes na Primeira Liga. Nesses três anos em que esteve em Matosinhos, Beto efectuou 94 jogos, tendo apenas falhado seis jogos oficiais do Leixões.

Essas boas exibições no clube de Matosinhos valeram-lhe a transferência para o FC Porto, clube onde, em duas épocas, mostrou competência mas nunca conseguiu ganhar o lugar ao titularíssimo Helton. Assim sendo, nesta temporada que agora termina, Beto acabou emprestado ao Cluj, clube onde foi utilizado com regularidade e onde se sagrou campeão romeno.

Qualidades e Lacunas

Com apenas 1,80 metros, o jogo aéreo não é claramente o forte de Beto, jogador que falha com preocupante frequência nos cruzamentos para a área.

Ainda assim, o guarda-redes formado no Sporting tem inúmeras qualidades, que passam pela elasticidade, boa capacidade de resposta, excelentes reflexos e um posicionamento bastante interessante entre os postes.

Como tal, no seu global, Beto é um guarda-redes frio e eficaz, que, tirando a lacuna supra-citada do jogo aéreo, é bastante competente no desempenho das suas funções.

Para além disso, é um elemento que costuma fazer bom balneário e, isso, num jogador que muito dificilmente actuará no Euro 2012, é fundamental.

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Júnior Moraes brilha no CSKA Sófia

No CSKA Sófia do campeonato búlgaro actua um avançado-centro brasileiro de grande qualidade e que é irmão de Bruno Moraes, jogador bem conhecido do futebol português. Falamos de Júnior Moraes.

Nascido a 4 de Abril de 1987 em São Paulo, Brasil, Aluísio Chaves Ribeiro Moraes Júnior iniciou a sua carreira no Santos, clube que representou até ao fim de 2009, com empréstimos pelo meio a Ponte Preta e Santo André.

No início de 2010, Júnior Moraes transferiu-se para o Gloria Bistrita, clube romeno, onde haveria de permanecer por um ano, mas período dividido entre a segunda metade de 2009/10 e primeira metade de 2010/11. Nesse período, o avançado brasileiro marcou 18 golos em 32 jogos disputados.

Brilha no CSKA Sofia

A 12 de Fevereiro de 2011, o avançado brasileiro foi contratado pelo Metalurg Donetsk por uma verba que rondou o milhão de euros, todavia, Júnior Moraes nunca jogou uma única partida pelo clube ucraniano.

Ao invés, tem brilhado ao serviço dos búlgaros do CSKA Sófia, clube onde se encontra desde a actual temporada e onde já marcou 13 golos em 21 partidas disputadas, sendo, neste momento, o segundo melhor marcador do campeonato búlgaro, somando menos dois golos que o líder Ivan Stoyanov.

Avançado rápido e tecnicista

Júnior Moraes é o típico avançado-centro que não pode ser confundido com um ponta de lança. Trata-se de um jogador que deambula por todas as zonas ofensivas, vai buscar jogo atrás, combina com os colegas e (também) finaliza, ou seja, um jogador que é uma espécie de híbrido entre um “dez” e um ponta de lança. Aquilo a que muitos chamam de 9,5.

Rápido e criativo, é muito perigoso em lances de um contra um e quando embala para a baliza, pois tem uma condução de bola muito interessante e uma capacidade de drible muito evoluída.

Em termos de finalização, é bastante efectivo tanto de bola corrida como, também, em lances de bola parada, pois assume-se como um exímio e letal marcador de livres. Em suma, um avançado de grande talento e para ser seguido com atenção pelos clubes portugueses.

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Duckadam com a Taça dos Campeões

Existem jogadores que por maior que seja a sua carreira, ficam eternamente ligados a um momento único, um dia (ou noite) que lhes oferece a imortalidade pelo êxito que conseguiram naquele momento inédito de classe e inspiração. Para Duckadam, guarda-redes romeno de origem germânica, esse momento foi em Sevilha, na final da Taça dos Campeões de 1985/86 diante do super-favorito Barcelona. Num jogo desequilibrado e de domínio catalão, o Steaua soube sofrer e aguentar o 0-0 durante 120 minutos, esperando, depois, ser feliz no desempate por pontapés da marca da grande penalidade. Aí, os romenos tiveram a sorte que ansiaram, personificada na inspiração divina de Duckadam, jogador que cometeu a proeza de defender as quatro grandes penalidades apontadas pelos jogadores do Barça…

Chegou ao Steaua em 1982

Nascido a 1 de Abril de 1959, Helmuth Robert Duckadam actuou no Constructorul Arad e no UTA Arad, antes de se transferir para o Steaua Bucareste em 1982.

No clube da capital romena, o guarda-redes haveria de actuar até ao verão de 1986, tendo efectuado 80 jogos pelo Steaua Bucareste e conquistado dois campeonatos romenos, uma Taça da Roménia e, mais importante que isso, uma Taça dos Campeões.

Essa prova, conquistada em 1986 em Sevilha, foi vencida no desempate de grandes penalidades após um 0-0 durante os 120 minutos, num jogo em que o Barcelona foi sempre superior ao Steaua, mas esbarrou na capacidade de Duckadam que tudo defendeu durante o jogo e, principalmente, no desempate por grandes penalidades.

Apenas duas vezes internacional

Apesar dessa noite de glória em Sevilha, a carreira do romeno de origem germânica nunca pode ter esse grande momento como exemplo. De facto, o guarda-redes apenas foi internacional romeno por duas ocasiões e, após a vitória na final da Taça dos Campeões, foi desaparecendo da vista, primeiro por uma suposta lesão nas mãos e, depois, por um suposto problema no sangue.

Ainda tentou regressar ao futebol em 89, mas sem grande sucesso, dizendo-se que o seu súbito ocaso se deveu à inveja do filho do ditador Ceausescu, homem que, diz-se, lhe trucidou a carreira quando soube que o guarda-redes ousou criticar o regime do seu pai.

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Claudiu Bumba é um talento precoce

No modesto Targu Mures romeno, actua um médio-ofensivo/ala-esquerdo de 18 anos que tem surpreendido pela qualidade precoce, tendo já conseguido chegar a internacional A: Claudiu Bumba.

Nascido a 5 de Janeiro de 1994 em Baia Mare, Roménia, Claudiu Vasile Bumba iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Atletic Club Satu Mare, tendo se transferido posteriormente para o FC Baia Mare em 2009.

Com apenas 15 anos, o médio-ofensivo estreou-se pelo FC Baia Mare, tendo efectuado 27 jogos e 7 golos por um modesto clube que haveria de se dissolver e transformar no FC Maramureş Universitar Baia Mare.

Chegou precocemente à primeira divisão romena e à selecção

No Verão de 2011, o jovem talento transferiu-se para o Targu Mares da primeira divisão romena, tendo-se estrado no principal escalão aos 17 anos, num desafio diante do Dínamo Bucareste e tendo marcado o primeiro golo em Outubro transacto num empate diante do Sportul Studentesc.

Em Janeiro deste ano, o romeno de 18 anos haveria de se tornar internacional A, estreando-se pela Roménia numa vitória diante do Turcomenistão (4-0).

Médio-ofensivo ou ala-esquerdo de grande talento

Aos 18 anos, Claudiu Bumba é uma das grandes promessas de futuro do futebol romeno, demonstrando grande maturidade para a tenra idade e assumindo-se como um jogador rápido, tecnicista e com sentido de baliza.

Preferencialmente, penso que funciona melhor como “dez”, local onde consegue desenvolver melhor o seu futebol criativo e de grande visão de jogo, para além de estar numa posição onde mais facilmente pode dar azo ao seu excelente remate de meia-distância.

Ainda assim, a ala-esquerdo, o jogador também é bastante acutilante, podendo, dessa forma, actuar sem problemas nessa posição sempre que o treinador necessitar.

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Marius Lăcătuş com a camisola do Steaua

O grande símbolo futebolístico do Steaua de Bucareste  foi um avançado alto e esguio que serpenteava por entre os adversários e que dava pelo nome de Marius Lăcătuş. Um dos jogadores romenos mais credenciados das décadas de 80 e 90, somou 357 jogos e marcou 98 golos no campeonato da Roménia com a camisola do Steaua, o clube da sua vida, e no qual apenas não actuou durante cinco anos da sua carreira desportiva. Jogador de técnica refinada e de drible em corrida, fez com que o perfume do seu futebol se tornasse na imagem fiel do estilo de jogo romeno, sendo que os adeptos, ainda hoje, ecoam muitas vezes o seu nome no Arena Nationala.

Produto das escolas do FC Brasov, ajudou o Steaua a conquistar uma Taça dos Campeões

Marius Mihai Lăcătuş nasceu a 5 de Abril de 1964 em Brasov, Roménia, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do clube local, o FC Brasov.

No clube da Transilvânia, haveria de se estrear profissionalmente em 1981, tendo efectuado 45 jogos (5 golos) até se transferir para o Steaua de Bucareste em 1983. No gigante da capital romena, haveria de permanecer até 1990, fazendo 200 jogos (59 golos) e ajudando o Steaua a conquistar cinco campeonatos romenos, três taças da Roménia e, acima de tudo, uma Taça dos Campeões em 1985/86, vencida nas grandes penalidades diante do super-favorito Barcelona.

Sem grande impacto em Itália e Espanha

Em 1990/91, no rescaldo do Mundial 90, o avançado mudou-se de armas e bagagens para Itália, onde foi representar a Fiorentina. Todavia, após uma temporada apenas mediana ao serviço do clube de Florença, Marius Lăcătuş, transferiu-se para o Oviedo, onde haveria de permanecer durante duas épocas.

No clube asturiano, o internacional romeno foi utilizado em 51 jogos do campeonato espanhol, tendo marcado sete golos, mas nunca justificou o estatuto de estrela com que chegou ao país vizinho.

Regressou a Roménia para voltar a brilhar com intensidade

Em 1993/94, com 29 anos, Marius Lăcătuş regressou ao futebol romeno e ao seu Steaua Bucareste, na esperança de recuperar o brilho da sua carreira, algo perdido nos três anos em que andou pelo estrangeiro.

No clube da capital romena, o avançado voltou a não defraudar as expectativas dos adeptos do Steaua, tendo somado mais 157 jogos (39 golos) até 2000, altura em que deixou o histórico emblema. Nesse período, o internacional romeno conquistou mais cinco campeonatos da Roménia, três taças da Roménia e três supertaças locais.

Em 2000, ainda se transferiu para o National Bucareste, mas tratou-se duma curta experiência, pois o atacante retirou-se passado apenas 12 jogos pelo modesto emblema da capital romena.

Presente em dois campeonatos do Mundo e um campeonato da Europa

Marius Lăcătuş esteve presente nos Mundiais de 1990 e 1998, provas onde a equipa romena atingiu os oitavos de final da prova, estando ainda presente no Euro 96, competição onde a Roménia foi menos feliz, pois não passou sequer da primeira fase.

Internacional por 84 ocasiões (13 golos), o atacante actuou na selecção romena entre 1984 e 1998, sendo que nas grandes competições que a Roménia disputou nesse período, a lenda do Steaua apenas falhou o Euro 84 e o Mundial 94, assumindo-se, assim, como um dos melhores jogadores da sua geração.

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N'Jock impressiona pelo físico

Um dos responsáveis pela brilhante campanha do Arouca na Liga Orangina (3º classificado) é um ponta de lança camaronês que impressiona pela estatura (1,96 metros) e pela forte presença na área: Jérémie N’Jock.

Nascido a 12 de Março de 1980 em Bafoussam, Jérémie N’Jock iniciou a sua carreira profissional em 98/99 nos suíços do Nyon, tendo passado depois por clubes como o Al Arabi (Qatar) WAC Casablaca (Marrocos) e Stuttgart Kickers (Alemanha)

Sucesso desportivo surgiu na Liga Romena

Ainda assim, apesar de ter passado por vários clubes de diversos países diferentes, N’Jock apenas se destacou na época 2002/03 quando se transferiu para o Arad da Roménia, clube pelo qual fez 9 golos em 23 jogos.

Essas boas exibições valeram-lhe a transferência, na temporada seguinte, para o Universitatea Craiova onde manteve a veia goleadora, pois, em época e meia, facturou 15 golos em 33 jogos.

A fonte dos golos não secou na Bélgica

A meio da temporada 2004/05, o ponta de lança camaronês mudou-se para o Mons, terminando essa época na primeira divisão belga com três golos em doze jogos, mas sem impedir que o clube valão descesse de escalão. Ainda assim, em 2005/06, na segunda liga belga, Jérémie N’Jock foi fundamental na conquista da segunda divisão belga e consequente regresso ao primeiro escalão, ao obter 18 golos em 33 jogos pelo Mons.

Ainda assim, após esse feito nos “dragões”, o ponta de lança camaronês passou por vários clubes como os franceses do Brest, os romenos do Universitatea Craiova (um regresso) e os belgas do Tubize, mas apenas nesta última equipa N’Jock teve algum sucesso, marcando nove golos em 28 jogos na época 2007/08.

Estoril foi porta de entrada para o futebol português

No defeso de inverno da época 2009/10, o avançado-centro transferiu-se para o Estoril, onde terminou a temporada sem grande sucesso, pois apenas obteve um golo em dez jogos. Ainda assim, o seu poder no centro da área ainda foi importante em alguns encontros aguçando o apetite do Arouca que, na estreia na Liga de Honra, precisava de um elemento que lhe desse força no último reduto dos adversários.

Assim sendo, no início da actual temporada, Jérémie N’Jock mudou-se de armas e bagagens para o clube de Aveiro, transformando-se numa das grandes figuras de um Arouca que, de momento, se situa no terceiro lugar da classificação. Para já, o avançado camaronês leva cinco golos em dez jogos, mas a sua influência não se extingue nos tentos que marca, mas também surge pela maneira como prende os centrais contrários e funciona como farol para as manobras ofensivas da sua equipa.

Atleta ideal para um 4-3-3 puro

Jérémie N’Jock impressiona pelo porte, ou não tivesse ele 1,96 metros e 93 kilos. Essa compleição física permite que tenha uma enorme capacidade de choque e faz do camaronês um jogador muito difícil de marcar, pelo grande desgaste que cria nos adversários.

Bom de cabeça, o ponta de lança não prima pela técnica apurada, ainda que seja competente no remate, sendo capaz de finalizar com critério.

Pelas suas características, é um jogador ideal para um 4-3-3 com extremos e/ou laterais que subam e cruzem bem, sendo também importante em qualquer outra táctica, numa fase de chuveirinho para a área, pois, pela sua elevada estatura, N’Jock será sempre um farol onde os colegas sabem que podem por a bola.

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