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Posts Tagged ‘Liga Russa’

CSKASPode dizer-se que, no que diz respeito ao sorteio do playoff da Liga dos Campeões, o Sporting poderia ter melhor fortuna (Rapid Viena ou Club Brugge), mas também poderia ter apanhado adversários mais espinhosos (Mónaco ou Lazio), acabando por surgir em sorte um meio-termo, mais concretamente o CSKA Moscovo, vice-campeão russo que, lembre-se, até já cometeu a proeza de ganhar uma Taça UEFA aos leões em pleno Alvalade XXI. Ora, apresentando muitos predicados mas também algumas lacunas, este emblema orientado por Leonid Slutsky será sempre um osso duro de roer, ainda que ao alcance da esperada melhor face do Sporting de Jorge Jesus.

O CSKA joga no Arena Khimki

O CSKA joga no Arena Khimki

Quem é o CSKA Moscovo?

O CSKA Moscovo foi fundado em 1911, isto quando a sociedade do desporto amador do exército russo decidiu criar uma secção de futebol, sendo que o novo emblema haveria de assumir-se como uma das boas formações do campeonato da União Soviética, tendo somado, entre o primeiro campeonato da URSS (1936) e o último (1991), sete títulos, e sendo ainda de destacar a conquista de cinco Taças da URSS.

A partir de 1992, com a dissolução da União Soviética, o CSKA Moscovo passou a participar naturalmente no campeonato russo, prova que já conquistou por cinco vezes, tendo o último título surgido na temporada de 2013/14. Para além disso, há ainda que destacar a conquista de sete Taças da Rússia; cinco Supertaças da Rússia; e obviamente a Taça UEFA conquistada em Alvalade, diante do Sporting (3-1), em 2004/05.

Ainda assim, na temporada transacta, a equipa de Leonid Slutsky acabou por ganhar apenas a Supertaça da Rússia, tendo terminado a Liga Russa na segunda posição, e sendo eliminada da Liga dos Campeões na fase de grupos e da Taça da Rússia nas meias-finais.

Eremenko é muito talentoso

Eremenko é muito talentoso

Um ataque de impor respeito

O CSKA Moscovo costuma apresentar um onze num sistema de 4x3x3, mais concretamente na variante de 4x2x3x1, isto com: Akinfeev; Mário Fernandes, A. Berezutski, V. Berezutski e Nababkin; Wernbloom e Natcho; Tosic, Eremenko e Dzagoev; Musa.

Quanto ao principal perigo deste conjunto da capital russa, esse surge essencialmente no ataque, uma vez que o trio de médios-ofensivos (Tosic, Eremenko e Dzagoev) é muito móvel e criativo, havendo que estar especialmente atento à visão de jogo e qualidade de passe do internacional finlandês Eremenko, que actua pelo centro, e às diagonais de os falsos-alas Dzagoev e Tosic, que procuram constantemente o eixo para desequilibrarem e abrirem espaço aos muito ofensivos laterais: Mário Fernandes (direita) e Nababkin (esquerda).

Sozinho na frente, por outro lado, costuma actuar o perigosíssimo ponta de lança nigeriano Ahmed Musa, um futebolista baixinho que apresenta como principais valências a sua velocidade, explosividade e capacidade de finalização, sendo pródigo em ganhar as costas às defesas contrárias.

Os irmãos Berezutski estão na fase descendente da carreira

Os irmãos Berezutski estão na fase descendente

Uma defesa permeável

Mas se muitos são os elogios a apontar ao ataque do CSKA Moscovo, imensas são igualmente as críticas que podem ser rotuladas ao seu sector recuado, devendo estar inclusivamente aqui o segredo para que o Sporting supere este playoff de acesso à Liga dos Campeões.

Apresentando normalmente um duplo-pivot à frente da defesa, composto pelo internacional sueco Wernbloom (mais fixo e defensivo) e pelo internacional israelita Natcho (mais móvel e ofensivo), a verdade é que falta dinâmica ao mesmo para se assumir como uma verdadeira garantia de segurança para o CSKA Moscovo, isto sem esquecer o contributo que Natcho se preocupa em dar no início do processo ofensivo dos russos e o esforço que Wernbloom tem para tentar minimizar os problemas sentidos pelos muitas vezes abandonados à sua sorte irmãos Berezutski.

É que a juntar ao facto deste duplo-pivot não ser propriamente pródigo a defender, nomeadamente no já referido capítulo da dinâmica de jogo, mas também do controlo de profundidade, há ainda que sublinhar as subidas desenfreadas dos dois laterais, muitas vezes em simultâneo, algo que deixa demasiado vulnerável a dupla de centrais, composta pelos irmãos Berezutski, assim como o trinco Wernbloom, ainda para mais quando este trio está muito longe de apresentar uma boa qualidade técnica e é lento e duro de rins.

Musa é uma seta venenosa

Musa é uma seta venenosa

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Ahmed Musa

Qualidade não falta no meio-campo e ataque do CSKA Moscovo, ainda que uma menção especial deve ser feita ao nigeriano Ahmed Musa, futebolista nascido a 14 de Outubro de 1992 em Jos, Nigéria, e que já actua no clube russo desde Janeiro de 2012, sendo proveniente dos holandeses do VVV Venlo, clube pelo qual somou 42 jogos e 10 golos em temporada e meia.

Em cerca de três temporadas e meia ao serviço do CSKA Moscovo, o internacional nigeriano soma 39 tentos em 130 jogos oficiais, mas não nos podemos centrar apenas no seu registo goleador, que nem sequer é brilhante, mas por tudo o resto que Musa oferece à equipa, nomeadamente os buracos que causa nas defesas contrárias em função da sua velocidade e capacidade técnica.

É que essas suas características, aliadas à elevada criatividade do trio Tosic-Eremenko-Dzagoev, e sem esquecer a brilhante visão de jogo e qualidade de passe de Natcho, tornam-se merecedoras da total atenção de Jorge Jesus e restante equipa equipa técnica leonina, que terá de trabalhar muito bem a equipa verde-e-branca para responder da melhor forma às complicações que certamente irão surgir.

CSKAAs possibilidades do Sporting

Se o Sporting estivesse com o campeonato português relativamente adiantado, tal como acontece com o russo, era até legítimo colocar a equipa portuguesa com um ligeiro favoritismo em relação ao CSKA Moscovo, mas o facto do emblema que eliminou o Sparta Praga (2-2 e 3-2) atingir este playoff já com alguns jogos nas pernas permitir-lhe-á pelo menos colocar as suas chances em 50%.

Por outro lado, e ao contrário do que muitos defendem, até acredito que o Sporting poderá beneficiar de ter a primeira mão em Alvalade, nomeadamente se conseguir vencer esse encontro, uma vez que o CSKA Moscovo é muito permeável a contra-ataques, podendo então os verde-e-brancos, se se deslocarem à Rússia com vantagem na eliminatória, aproveitarem essas lacunas para “matarem” rapidamente e definitivamente o CSKA.

Ainda assim, e antes de mais, é preciso começar por ganhar em Lisboa, o que não será nada fácil…

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Douglas poderá reforçar o Sporting

Douglas poderá reforçar o Sporting

Numa fase em que a imprensa desportiva adianta incessantemente que o Sporting está interessado em contratar mais um defesa-central para o seu plantel, surge mais um rumor de um potencial alvo para os verde-e-brancos, nomeadamente Douglas Franco Teixeira, do Dínamo de Moscovo.

Trata-se de um futebolista nascido a 12 de Janeiro de 1988 em Florianópolis, Brasil, mas que já assegurou nacionalidade holandesa, fruto dos muitos anos que passou no Twente, tendo sido inclusivamente chamado à selecção laranja.

Seis anos no Twente

Tendo começado a sua carreira no Joinville, a verdade é que cedo Douglas abandonou o Brasil rumo ao futebol holandês, tendo representado o Twente por seis temporadas, isto entre 2007/08 e 2012/13.

Nesse período, o defesa-central somou 243 jogos e 19 golos pelo emblema de Enschede, tendo conquistado um Campeonato Holandês, uma Taça da Holanda e duas Supertaças.

Na Rússia há duas épocas

Perante esse sucesso na Holanda, Douglas garantiu uma transferência para o Dínamo de Moscovo, clube russo que representou nas últimas duas temporadas desportivas.

Nesse período, e mesmo que não tenha conquistado qualquer título colectivo, o defesa-central foi sempre uma figura de algum destaque no emblema da capital russa, somando um total de 54 jogos e três golos.

Um gigante

Douglas é, aos 27 anos, um defesa-central que oferece grande experiência e segurança ao sector recuado, destacando-se essencialmente pela envergadura física (192 cm e 80 quilos), algo que o torna poderoso nos duelos individuais e, acima de tudo, no jogo aéreo (defensivo e ofensivo).

Em termos técnicos, trata-se de um jogador apenas mediano, ainda que consiga sair a jogar com algum critério sempre que isso se torne imperioso. De qualquer maneira, havendo, por exemplo, Ewerton no plantel leonino, é preferível que seja o jogador ex-Anzhi a exectuar esse processo.

Já a nível posicional, por outro lado, Douglas é um jogador especialmente inteligente e criterioso, algo que é fundamental para minimizar o facto de não ser um defesa-central especialmente rápido.

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Mauricio Pereyra tem muita qualidade

Mauricio Pereyra tem muita qualidade

Um dos jogadores que vão brilhando no principal campeonato russo é o médio-ofensivo Mauricio Ernesto Pereyra Antonini, jovem de 25 anos que vai pincelando de classe os gélidos relvados da prova, com a camisola do FC Krasnodar.

Trata-se de um futebolista nascido a 15 de Março de 1990 em Montevideu, Uruguai, e que começou a sua carreira no Nacional de Montevideu, clube onde somou 61 jogos e quatro golos entre 2009 e 2011.

Da Argentina para a Rússia

Em 2011/12, todavia, o jovem uruguaio mudou-se para a vizinha Argentina, onde foi representar o Lanús, tendo somado 53 jogos e três golos, isto antes de transferir-se para os russos do FC Krasnodar a 24 de Fevereiro de 2013.

Desde essa data, aliás, Mauricio Pereyra tem sido um futebolista fundamental, somando um total de 73 jogos e 18 golos pelo emblema que se encontra em terceiro lugar no campeonato russo.

“Box-to-Box” de perfil ofensivo

Mauricio Pereyra é preferencialmente um médio “box-to-box”, mas de perfil especialmente ofensivo, sendo muito forte nas transições e podendo naturalmente também ser utilizado como “dez” puro, assim como nos flancos do ataque.

Com um bom pulmão e boa capacidade de recuperação, o jovem uruguaio destaca-se pela velocidade, técnica apurada e visão de jogo, sendo ainda de realçar a sua estupenda qualidade no último passe e nas bolas paradas.

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Frechaut com a camisola das quinas

Presente no histórico e inédito título boavisteiro e peça importante na ascensão do Sporting de Braga no espectro futebolístico português, Frechaut chegou mesmo a representar a selecção nacional por dezassete vezes, tendo estado presente no Mundial 2002 e nos Jogos Olímpicos 2004, duas provas de má memória para a equipa das quinas. Defesa-direito ou médio-defensivo, Frechaut era um jogador rápido e raçudo mas também mostrava excelente posicionamento e uma técnica apreciável, cotando-se como uma mais valia significativa para qualquer clube que representou.

Campeão no Bessa é um produto das escolas sadinas

Nuno Miguel Frechaut Barreto nasceu a 24 de Setembro de 1977 em Lisboa, tendo iniciado a sua carreira futebolística no V. Setúbal, clube pelo qual se estreou profissionalmente em 1996/97. No Vitória, Frechaut havia de permanecer até 1999/00, tendo efectuado 76 jogos e dois golos pelo clube sadino.

Em 2000/01, transferiu-se para o Boavista, clube onde se sagrou campeão nacional logo na primeira temporada. Nos axadrezados, havia de se manter até 2004/05, tendo passado no Porto os melhores momentos da sua carreira desportiva, pois, além de campeão nacional, foi também no Bessa que iria garantir o direito a chegar à selecção nacional.

Peça importante na ascensão bracarense 

Em 2005, trocou o Boavista pelo Dínamo Moscovo, mas não foi muito feliz na experiência russa, tendo regressado a Portugal a meio de 2005/06 para representar o Sp. Braga.

Nos arsenalistas, impôs se rapidamente, tendo-se assumido como peça regular do onze bracarense durante a segunda metade dessa época e nas três temporadas seguintes. Ao todo, fez 76 jogos (4 golos) pelo Sp. Braga.

Já no decorrer da temporada 2009/10, Frechaut trocou a equipa minhota pelos franceses do Metz, clube da Ligue II que representou nas últimas duas temporadas, mas sem se conseguir assumir como titular absoluto.

No último dia de mercado do defeso de Verão, Frechaut, então com 33 anos, transferiu-se sem custos para a Naval, clube que tem representado com dignidade, mas onde demonstra estar bastante longe dos seus tempos áureos.

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Actual líder do campeonato russo, o Zenit São Petersburgo chega a este duelo dos oitavos de final da Liga dos Campeões diante do Benfica após ter ficado em segundo lugar no seu grupo, curiosamente, à frente de outra equipa portuguesa, o FC Porto. Clube milionário graças ao patrocínio da Gazprom (maior empresa de gás do Mundo), o Zenit tem conhecido um passado recente cheio de títulos, tendo conquistado inclusivamente a Taça UEFA em 2007/08 e procurando agora, pela primeira vez na sua história, o acesso aos quartos de final da prova mais importante do continente europeu.

O Zenit actua no Estádio Petrovsky

Quem é o Zenit?

O Zenit São Petersburgo foi fundado em 1925, mas nunca foi um gigante no futebol soviético, tendo apenas ganho uma Taça da União Soviética (1944) e um campeonato soviético (1984), numa fase em que o futebol da URSS era dominado pelos clubes moscovitas e pelo Dínamo Kiev.

No entanto, já depois da dissolução da União Soviética, o clube de São Petersburgo chegou mesmo a cair na nova segunda divisão da Federação Russa, tendo regressado em 1996 e recebido um grande incremento de qualidade quando beneficiou do patrocínio da Gazprom.

Esse enriquecimento haveria de garantir frutos em 2007 com o primeiro título russo, tendo ainda o Zenit conquistado a Taça UEFA em 2007/08, a Supertaça Europeia em 2008 e novo campeonato russo em 2010, assumindo-se, neste momento, como um dos grandes clubes da Rússia, tendo grandes jogadores como Bruno Alves, Danny, Kerzhakov e Criscito.

Luciano Spalletti é o treinador do Zenit

Como joga?

Treinado pelo italiano Luciano Spalletti, o Zenit é um conjunto que sabe praticar bom futebol, mas também é conservador quando necessário, podendo actuar com o bloco demasiado baixo em inúmeras partidas como foi exemplo o duelo diante do FC Porto na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Defensivamente é uma equipa bastante segura, destacando-se Bruno Alves como chave da boa qualidade do sector, tendo depois no ataque elementos rápidos e perigosíssimos como Lazovic ou Faizulin, ainda que esteja orfã por lesão daquele que é a grande estrela da companhia, o internacional português Danny.

No duelo diante do Benfica e apesar das ausências de Danny e Criscito, o clube russo deverá manter o 4x3x3, actuando com um onze que não deve andar longe do seguinte: Zhevnov; Anyukov, Bruno Alves, Hubocan e Lombaerts; Zyrianov, Shirokova e Denisov; Faizulin, Kerzhakov e Lazovic.

Kerzhakov é um avançado de qualidade

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? Kerzhakov

Na ausência de Danny, a grande estrela do Zenit é o ponta de lança internacional russo Kerzhakov, jogador que tem grande experiência internacional ao serviço de clubes como o de São Petersburgo, mas também o Sevilha e o Dínamo Moscovo. Produto das escolas do Zenit, o avançado-centro marcou 95 golos em 205 jogos entre 2001 e 2006 com a camisola do clube patrocinado pela Gazprom, tendo garantido depois uma transferência para Espanha e para o Sevilha.

No futebol espanhol, nunca brilhou ao nível que havia feito no Zenit e, assim, regressou à Rússia em 2008, transferindo-se para o Dínamo Moscovo onde, em duas épocas, efectuou excelente registo (59 jogos, 23 golos). De regresso ao Zenit desde 2010, o internacional russo já marcou 33 golos em 59 jogos, tendo sido peça importante na conquista do título russo no ano em que regressou a São Petersburgo.

Pelas suas características: mobilidade, capacidade técnica e enorme frieza na hora de atirar à baliza, trata-se de um jogador que os benfiquistas não deverão deixar respirar neste duelo dos oitavos de final, obrigando a dupla Garay-Luisão a atenções redobradas na marcação ao internacional russo.

Como chegou aos 8/final?

Fase de Grupos:

  • Zenit vs Apoel Nicósia (CHI) 0-0 e 1-2
  • Zenit vs FC Porto (POR) 3-1 e 0-0
  • Zenit vs Shakhtar Donetsk (UCR) 1-0 e 2-2
Classificação:
  1. Apoel Nicósia (CHI) 9 pontos
  2. Zenit 9 pontos
  3. FC Porto (POR) 8 pontos
  4. Shakhtar Donetsk (UCR) 5 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): Zenit vs V. Guimarães 2-1

Liga Europa (2009/10): Zenit vs Nacional 1-1 e 3-4

Liga dos Campeões (2011/12): Zenit vs FC Porto 3-1 e 0-0

As possibilidades do Sport Lisboa e Benfica

Por várias razões, entendo que o Benfica é superior ao clube russo, tanto a nível de plantel como das condicionantes que envolvem esta partida: o campeonato russo está parado e a grande estrela do Zenit (Danny) está impedido de actuar por lesão.

Ainda assim, os encarnados terão de ser uma equipa muito inteligente na forma como abordarão a eliminatória, pois o clube russo é uma equipa muito fria e eficaz e, se conseguir um bom resultado em São Petersburgo, não terá qualquer problema de “estacionar o autocarro” no Estádio da Luz para defender a vantagem.

Assim sendo, o Benfica terá de ser uma equipa muito concentrada e matreira o quanto baste, para que possa superar com naturalidade este adversário russo.

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Karyaka não foi feliz no Benfica

Nem todos os insucessos desportivos de certos jogadores que chegaram a Portugal derivam de problemas de falta de talento ou de indisciplina. Existem casos de jogadores talentosos e que até são dignos profissionais, mas que depois, por uma razão ou outra, nunca conseguem vingar verdadeiramente no clube para onde se transferiram, acabando por deixá-lo rapidamente e sem grande honra ou glória. Um desses exemplos actuou no Benfica durante ano e meio e apesar de ter demonstrado alguma qualidade, pouco ou nada jogou, acabando por deixar os encarnados quase em anonimato na pausa invernal de 2006/07

Fez a formação futebolística em Dnipropetrovsk

Andrei Karyaka nasceu a 1 de Abril de 1978 em Dnipropetrovsk, Ucrânia, ainda que tenha assumido a nacionalidade russa e tenha mesmo representado a equipa principal da Rússia por 27 ocasiões (6 golos).

O percurso como jogador juvenil foi efectuado na sua cidade natal, tendo o médio de origem ucraniana actuado nas escolas de formação de Dnipropetrovsk até 1995, ano em que se transferiu para o Metalurh Donetsk. Nesse clube, Karyaka haveria de permanecer até 1997, efectuando 41 jogos e 6 golos.

Passagens pelo CSKA Kiev e Krylya Sovetov antes de chegar à Luz

Após a experiência em Donetsk, o médio russo continuou na Ucrânia, mas transferiu-se para o CSKA Kiev, onde permaneceu durante dois anos com relativo sucesso, tendo depois se transferido para o futebol russo em 2000, trocando o clube da capital ucraniana pelo Krylya Sovetov.

No clube russo, o médio haveria de finalmente se impor verdadeiramente, permanecendo na equipa de Samara até 2005, somando 130 jogos e 49 golos e conseguindo inclusivamente chegar à selecção russa, nação que representou no Euro 2004 disputado em Portugal.

Passagem sem glória pelo Benfica

No defeso de 2005/06, Karyaka era um internacional russo bastante pretendido por vários clubes de nomeada da Europa, acabando por se transferir para Portugal e para o Benfica. Conhecido por ser um médio-centro ou ala-esquerdo de boa qualidade técnica, o russo chegou com vontade de conquistar o seu espaço no clube encarnado, todavia, acabou por só fazer 16 jogos (3 golos) durante a época e meia em que esteve em Lisboa.

Nesse período, o internacional russo também foi prejudicado por uma pseudo-entrevista que teria dado a um jornal russo e em que dizia que Portugal era um país retrógada e que não gostava do seu papel no Benfica. Karyaka acabou por processar esse orgão de comunicação social e chegou-se à conclusão que essa entrevista havia sido fabricada.

Jogador livre após passagens pelo Saturn e Dínamo de Moscovo

Após sair dos encarnados, o médio transferiu-se para o Saturn, clube onde permaneceu até 2010, sendo sempre titular e somando um total de 108 jogos e 18 golos. Em 2011/12, todavia, o internacional russo voltou a mudar de ares, mudando-se para a capital russa e para o Dínamo Moscovo, clube onde não foi especialmente feliz, tendo actuado em apenas 11 jogos oficiais até ter rescindido o contrato recentemente.

Neste momento, o internacional russo tem 33 anos, mas continua há procura de um clube onde possa terminar, dignamente, a longa carreira desportiva.

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Shunin é uma promessa russa

No histórico Dínamo de Moscovo do campeonato russo desponta um jovem guarda-redes internacional russo que tem um futuro muito promissor à sua frente: Anton Shunin.

Nascido a 27 de Janeiro de 1987 em Moscovo, Rússia, Anton Shunin é um produto das escolas do Dínamo Moscovo, clube pelo qual se estreou profissionalmente a 21 de Abril de 2007 num desafio diante do Khimki que o Dínamo venceu por 2-1.

Nessa temporada de 2007, o jovem guarda-redes acabou a época com 25 jogos realizados e pensou-se que teria pegado de estaca na baliza do clube da capital russa, todavia não foi isso que aconteceu.

Entre 2008 e 2010, Shunin nunca foi titular absoluto no Dínamo Moscovo, somando um total de 26 jogos realizados ao longo dessas três temporadas. Contudo, na actual temporada de 2011/12, época em que o campeonato russo faz uma transição para um calendário de Outono-Primavera, o guarda-redes russo voltou a assumir-se como principal dono da baliza do clube moscovita, somando 33 jogos pelo Dínamo Moscovo e conseguindo, inclusivamente, regressar à selecção russa.

Guarda-redes frio e elástico

Anton Shunin é um guarda-redes típico da escola russa, revelando-se bastante frio e seguro entre os postes, jamais inventando ou arriscando em demasia.

Com 1,91 metros, trata-se de um elemento muito seguro no jogo aéreo, sendo bastante forte nos cruzamentos para a área, ainda que apesar da elevada estatura, também seja um jogador bastante seguro junto à relva.

Elástico e corajoso a sair-se aos pés dos avançados, trata-se de um guarda-redes completo e promissor ao qual os clubes portugueses deviam estar de olho.

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