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Posts Tagged ‘Liga Suíça’

Josef Martínez é uma pérola da Venezuela

Recém-chegado ao Young Boys do campeonato suíço, o jovem Josef Martínez é um enorme talento venezuelano que pode ser um dos futuros bons avançados do futebol sul-americano.

Nascido a 19 de Maio de 1993 em Caracas, Venezuela, Josef Alexander Martínez estreou-se profissionalmente no Caracas B, ou seja, a equipa secundária do Caracas FC.

Mais tarde, a 21 de Agosto de 2010, num jogo da terceira jornada do Torneo Apertura, o internacional venezuelano estreou-se pelo Caracas FC, num jogo em que a equipa da capital da Venezuela venceu o Estudiantes de Mérida por três bolas a zero.

A 3 de Janeiro de 2012, após 43 jogos e 10 golos pelo clube venezuelano, Josef Martínez transferiu-se para o campeonato helvético, mudando-se para Berna e para o Young Boys. Nesse clube, o avançado estreou-se no passado dia 5 de Fevereiro, jogando 18 minutos no duelo com o Servette que o Young Boys venceu por 3-1.

Avançado muito móvel e veloz

Josef Martínez é um avançado com baixo centro de gravidade (1,70 metros), muito rápido e que gosta de actuar como um vagabundo no ataque, deambulando por todo o sector ofensivo.

Tecnicista e bom finalizador com ambos os pés, o internacional venezuelano (3 ocasiões) é um jogador ideal para funcionar como segundo avançado num esquema com dois pontas de lança, pois será sempre o complemento ideal para um atacante mais fixo.

Neste momento, com apenas 18 anos, trata-se de uma pérola que deve ser bem lapidada pelo Young Boys, ainda que pelo seu talento, seja bastante provável que não demore muito tempo até saltar para uma equipa ainda mais competitiva.

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Quando pensamos no futebol do Liechtenstein, lembramo-nos de uma selecção que outrora foi fraquíssima, mas que já começa a dar algum ar da sua graça no futebol internacional (quem não se lembra do 2-2 diante da selecção portuguesa) e, acima de tudo, do clube mais representativo do minísculo país dos Alpes, o FC Vaduz. Todavia, o futebol do principado não se esgota na selecção nacional e na equipa que já actuou no primeiro escalão do futebol suíço, sendo que hoje vamos falar do FC Balzers, onze vezes vencedor da Taça do Liechtenstein e, neste momento, a disputar o terceiro escalão do futebol helvético.

Onze títulos em quase oitenta anos de história

O FC Balzers foi fundado em 1932 e sempre actuou nos escalões secundários do futebol suíço, pois o Liechtenstein jamais teve um campeonato nacional.

Desde a sua fundação, os momentos de glória do clube do principado resumem-se às vitórias na Taça do Liechtenstein, sendo que o clube já venceu esse título por onze vezes (1964, 1973, 1979, 1981, 1982, 1983, 1984, 1989, 1991, 1993 e 1997). Para além dos onze triunfos, o clube também já foi finalista vencido da prova mais importante do Liechtenstein por treze ocasiões.

Neste momento a disputar a 1. Liga (terceiro escalão do futebol suíço), o FC Balzers é o segundo clube mais importante do Liechtenstein, sendo que apenas o FC Vaduz, se encontra a sua frente, pois soma 40 taças do Liechtenstein e disputa a Challenge League, ou seja, o segundo escalão do futebol helvético.

Duas participações nas competições europeias

A conquista das taças nacionais de 1993 e 1997 garantiu ao FC Balzers duas históricas participações nas competições europeias, sendo que se trata apenas de um dos únicos três clubes do Liechtenstein a disputarem uma prova europeia para além do FC Vaduz (17 vezes) e FC Schaan (1 vez).

Na primeira participação, 1993/94, o clube fez logo história, pois foi a primeira equipa do Liechtenstein a superar uma eliminatória europeia, ultrapassando o Albpetrol Patos da Albânia (3-1 e 0-0) na fase de qualificação da Taça das Taças. Infelizmente para o clube do principado, a eliminatória seguinte foi bem menos agradável, com o FC Balzers a ser esmagado pelos búlgaros do CSKA Sófia (0-8 e 1-3).

Em 1997/98, o clube do Liechtenstein haveria de regressar à Taça das Taças, contudo, desta feita, nem sequer passou da fase de qualificação, vergado a uma dupla derrota (1-3 e 0-2), diante do BVSC Budapeste húngaro.

Mario Frick com a camisola do Liechtenstein

O clube que revelou Mario Frick

A maior estrela do futebol do principado é claramente o agora veterano ponta de lança Mario Frick, jogador que representou clubes como o Verona, Basileia, FC Zurique, Grasshoppers ou Siena, além de já somar 104 internacionalizações e 16 golos pela selecção do Liechtenstein.

O que poucos sabem é que o atacante iniciou a carreira em 1990, precisamente no FC Balzers, onde somou 49 golos e chamou a atenção do St. Gallen, que o contratou e permitiu-lhe iniciar uma interessante carreira internacional que o fez percorrer vários clubes estrangeiros e tornar-se o primeiro jogador do Liechtenstein a actuar em Itália.

Curiosamente, em 2011, após dezassete anos a jogar fora do seu país, Mario Frick regressou ao ponto de partida, ou seja, ao FC Balzers, onde, mesmo aos 37 anos, tenta ajudar o clube onde iniciou a sua carreira a, quem sabe, subir mais um degrau na sua ascensão futebolística.

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Xhaka é uma pérola do Basileia

Um dos jogadores que mais me agradou ver nesta primeira fase da Liga dos Campeões foi um médio-centro do Basileia, o kosovar naturalizado suíço: Granit Xhaka.

Nascido a 27 de Setembro de 1992 no Kosovo, Granit Xhaka é o irmão mais novo de Taulant Xhaka (também ele futebolista) e encontra-se na Suíça desde muito novo, tendo iniciado a sua carreira em 2000 nas escolas de formação do Concordia Basileia.

Em 2002, transferiu-se para o Basileia, clube que representa até este momento, tendo se estreado profissionalmente na temporada 2010/11, mais concretamente a 4 de Agosto de 2010, num jogo diante dos húngaros do Debrecen (3-1) a contar para as eliminatórias da Liga dos Campeões.

Até este momento, o médio-centro já soma 45 jogos (3 golos) pelo Basileia, assumindo-se como peça fundamental do conjunto suíço e tendo inclusivamente conquistado o título nacional helvético em 2010/11.

Peça importante na selecção suíça

Internacional por todos os escalões de formação pela Suíça, o jovem jogador do Basileia teve o seu momento mais alto em 2009, quando se sagrou campeão mundial de sub-17 ao serviço da selecção helvética.

Com apenas 18 anos, em Junho de 2011, o médio-centro haveria de garantir a primeira internacionalização A pela Suíça, estreando-se em Wembley num empate (2-2) com a Inglaterra. Desde essa partida, Xhaka haveria de fazer mais cinco partidas pela equipa helvética, assumindo-se como peça muito importante do meio-campo suíço e marcando o seu primeiro golo pela “Nati” numa vitória diante do Luxemburgo (1-0).

Médio-centro de grande inteligência posicional

Granit Xhaka é um médio-centro de 1,83 metros, que faz da sua grande capacidade posicional e inteligência a ler o jogo os seus grandes recursos. Forte fisicamente e com bons recursos técnicos, trata-se de um jogador que garante segurança à frente da defesa, tanto pela forma como cobre bem os espaços como pela fácil recuperação de bola.

No último jogo diante do Manchester United, formando com Cabral o duplo-pivot defensivo, foi o elemento do duo com mais responsabilidades ofensivas, percebendo-se facilmente que tem boa capacidade de construção e é efectivo nas transições defesa/ataque.

Pelas suas caractéristicas, é ideal para actuar ao lado de um trinco de tracção mais defensiva num 4x2x3x1, mas também pode actuar como “seis” puro ou “oito” num 4x3x3.

Neste momento, com apenas 19 anos, trata-se de um jovem muito talentoso e que merece que qualquer clube português interessado num bom médio-centro esteja de olho nele.

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Emeghara (1º plano) a jogar pela Suíça

Nos gauleses do Lorient actua um veloz avançado helvético de origem nigeriana e que se começa a assumir como um dos grandes valores do futebol suíço: Innocent Emeghara.

Nascido a 27 de Maio de 1989 em Lagos, Nigéria, Innocent Emeghara esteve nas camadas jovens do Toss e do Winterthur, antes de chegar à equipa secundária do FC Zurique em 2006.

Nos três anos seguintes, o atacante suíço desenvolveu o seu futebol na equipa B do FC Zurique, tendo marcado 16 golos em 47 jogos. Ainda assim, apesar dos números interessantes, o ponta de lança acabou por mudar de ares em 2009, tendo regressado ao Winterthur.

Explodiu no Winterthur e consolidou-se no Grasshoppers

No clube da “Challenge League” (segundo escalão suíço), Emeghara brilhou, tendo marcado 17 golos em 28 jogos e ganhando o direito de se transferir, no início da temporada transacta, para o Grasshoppers. Nos “gafanhotos”, também não desiludiu quem apostou nele, apontando nove golos em 33 jogos e conseguindo, inclusivamente, chegar à selecção principal da Suíça.

No passado defeso, o avançado de origem nigeriana voltou a dar um salto na sua carreira, pois trocou o Grasshoppers e o campeonato suíço pelo Lorient da Ligue 1. No clube francês, neste início de época, ainda está em fase de adaptação, somando dois tentos em quatro jogos.

Ponta de lança que faz da velocidade a sua maior arma

Innocent Emeghara é um atacante de apenas 1,70 metros e esse baixo centro de gravidade permite-lhe rápidas mudanças de velocidade e dribles estonteantes.

Extremamente veloz, tanto com a bola nos pés como na forma como se desmarca, o internacional suíço é também letal na hora de atirar à baliza, sabendo procurar os espaços vazios para concretizar e parecendo, muitas vezes, ter o dom de adivinhar onde o esférico vai surgir.

Pelas suas características, é o jogador ideal para actuar ao lado de um jogador mais possante num 4x4x2 de ataque continuado, ou ao lado de outro jogador das mesmas características num esquema mais virado para o contra-ataque. No entanto, devido à sua velocidade estonteante e capacidade de drible, também pode jogar encostado a um dos flancos num esquema 4x3x3.

Neste momento, com apenas 22 anos, será sempre um jogador que vos aconselho a procurar num jogo do Lorient ou, quiçá, da selecção suíça.

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Tozé Marreco no Aves

Costuma-se dizer que não existem bons pontas de lança portugueses, mas isso, muitas vezes, é um desconhecimento fruto da falta de aproveitamento que é dado aos bons valores lusitanos nessa específica posição no terreno de jogo. Uma boa prova disso é o avançado-centro do União da Madeira, Tozé Marreco.

António José Marreco Gouveia nasceu a 25 de Julho de 1987 em Miranda do Corvo e esteve nas camadas jovens do Lousanense, U. Coimbra e Mirandense, antes de se fixar nas escolas da Académica de Coimbra.

Em 2006/07, na primeira época de sénior, transferiu-se para o Pampilhosa, onde não teve grande sucesso, emigrando na temporada seguinte para os holandeses do Zwolle. Nessa equipa da segunda divisão holandesa, Tozé Marreco brilhou a grande escala, ajudando o clube a atingir o playoff de promoção graças a obtenção de uns impressionantes 17 golos (38 jogos).

Após a má experiência na Bulgária, renasceu em terras helvéticas

Curiosamente, após a experiência holandesa, Tozé Marreco acabou por se transferir para um clube modesto da primeira divisão búlgara, o Lokomotiv Medzra, onde não foi feliz, não marcando qualquer golo nos nove jogos que disputou pelos búlgaros. Assim sendo, o avançado saltibanco voltou a mudar de ares e, em 2009/10, representou o Servette da Suíça, onde, na segunda divisão, fez nove golos em 26 jogos.

Apesar dos números interessantes no clube de Genebra, Tozé Marreco preferiu regressar ao futebol português e, depois de uma época de 2010/11 em que fez seis golos em 27 jogos pelo Aves, transferiu-se agora para o União da Madeira, onde, neste momento, soma três golos em nove jogos e, por certo, ambiciona igualar os números atingidos na brilhante época que fez no Zwolle.

O puro avançado que está no sítio certo para facturar

Tozé Marreco não é jogador para grandes rodriguinhos, pois, apesar de não ser um futebolista tosco, prefere a objectividade ao embelezamento do seu jogo. Rápido e raçudo, destaca-se, principalmente, pela capacidade de aparecer nas melhores zonas do terreno para finalizar as jogadas dos companheiros, sendo bastante frio na hora do remate, seja com os pés ou com a cabeça.

Jogador de equipa, sabe combinar com os companheiros sempre que a ocasião o favoreça, não sendo um futebolista egoísta e obcecado com números individuais.

Com estas características, é um elemento que tanto encaixa num sistema de dois pontas de lança, ou de apenas um, não se notando qualquer quebra de performance em nenhum dos esquemas.

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Peter Jehle nos tempos do Boavista

Não se pode considerar usual a contratação de jogadores do Liechtenstein, pois trata-se de um país extremamente pequeno e com pouca ou nenhuma tradição futebolística, ainda assim, existem alguns exemplos de atletas provenientes desse local que têm uma qualidade acima da média, tal como o avançado Mario Frick e um guarda-redes que chegou a actuar duas épocas no Boavista: Peter Jehle. Habitual número um da selecção do Liechtenstein, não pegou imediatamente de estaca, todavia, na segunda temporada ao serviço dos axadrezados, foi uma peça importante de uma equipa que garantiu uma classificação tranquila dentro de campo, mas acabou por descer na secretaria.

Produto das escolas do FC Schaan, esteve seis anos no Grasshoppers

Peter Karl Jehle nasceu a 22 de Janeiro em Schaan, Liechtenstein, tendo se estreado nas camadas jovens do clube da sua cidade natal, o FC Schaan. Nesse clube do Liechtenstein, haveria de fazer as duas primeiras épocas de sénior (1998 a 2000), tendo se destacado ao ponto de chegar à selecção e se transferir para os suíços do Grasshoppers.

Nos “Gafanhotos”, haveria de permanecer por seis temporadas, todavia, nunca se assumiu como titular absoluto. Ainda assim, o guarda-redes do Liechtenstein efectuou 44 jogos pelo Grasshoppers, o que, combinado com a sua titularidade na selecção do seu país, fez com que Peter Jehle fosse sempre jogando com regularidade ao longo dessas seis épocas.

Destacou-se no segundo ano de Boavista

Peter Jehle haveria de se transferir para o Boavista no defeso da temporada 2006/07, tornando-se no primeiro jogador do Liechtenstein a vestir a camisola de um clube português. Muitos adeptos torceram o nariz devido à proveniência do novo guarda-redes axadrezado, todavia, apesar de ter jogado pouco na primeira época (4 jogos), o internacional pelo Liechtenstein acabou por demonstrar ser um jogador com qualidade e capacidade para ser titular do Boavista.

De facto, na segunda época ao serviço dos boavisteiros, Peter Jehle assegurou a titularidade à décima jornada e nunca mais a perdeu, tornando-se numa clara mais valia da equipa nortenha. Ao longo dessa temporada de 2007/08, o internacional pelo Liechtenstein fez 21 jogos pelo Boavista e ajudou a equipa da cidade do Porto a conquistar um tranquilo nono lugar, ainda que, após o caso “Apito Dourado”, os axadrezados tenham descido na secretaria.

Passagem pelo Tours antes do regresso ao Liechtenstein

Consumada a descida do Boavista, Jehle acabou por mudar de ares, transferindo-se para o Tours, da segunda divisão francesa. Após uma época em que jogou com regularidade no conjunto gaulês (23 jogos), o camisola um da selecção do Liechtenstein haveria de se transferir para o clube mais emblemático do Liechtenstein e que, neste momento, actua na segunda divisão suíça, o FC Vaduz.

Neste momento, com 29 anos e já com 85 internacionalizações pelo seu país, Peter Jehle continua a demonstrar qualidade entre aos postes, dando a ideia, pelo que fez no Boavista, que ainda pode dar um novo salto na carreira, caso lhe dêem oportunidades para tal.

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Mario Mutsch é um jogador raçudo

No Metz da Ligue II (segundo escalão do futebol francês) actua um trinco/lateral-direito luxemburguês de grande raça e inteligência posicional: Mario Mutsch.

Apesar de ter nascido a 3 de Setembro de 1984 em St. Vith, Bélgica, o médio defensivo optou pela nacionalidade luxemburguesa pelo facto do seu pai ter nascido naquele país. Apesar disso, a sua carreira nunca passou pelo Luxemburgo, dado que Mario Mutsch iniciou-se no futebol juvenil em modestas equipas belgas como o RFC St. Vith e o Olympique Recht, tendo depois actuado profissionalmente noutros dois clubes da Bélgica: entre 2002 e 2005 no modestíssimo Spa, onde efectuou 78 jogos (12 golos); e em 2005/06 no não menos modesto Union La Calamine, onde realizou 27 jogos.

Passagem pela Alemanha e Suíça, antes de chegar ao Metz

Em 2006/2007, Mario Mutsch abandonou o futebol belga e transferiu-se para o Alemannia Achen, onde, ainda assim, apenas conseguiu actuar pela equipa secundária. Assim sendo, na temporada seguinte, o internacional luxemburguês mudou de clube e de país, transferindo-se para a Suíça e para o Aarau, onde, em duas épocas, efectuou 56 jogos (3 golos).

As boas exibições ao serviço do clube da primeira divisão helvética valeram-lhe, em 2009/10, nova mudança de campeonato, tendo Mario Mutsch se transferido para a Ligue II e para o Metz. No histórico clube francês, agora no escalão secundário, o internacional luxemburguês assumiu-se como um dos principais elementos do Metz, somando 57 jogos (1 golo) e já tendo assegurado uma transferência para o FC Sion para a temporada 2011/12.

A trinco ou lateral revela sempre as mesmas qualidades

Mario Mutsch é um internacional luxemburguês (33 jogos, 1 golo) que não se destaca por ser um portento de técnica, mas por revelar uma enorme raça e generosidade na forma como se exibe dentro das quatro linhas.

Rápido e com um excelente sentido posicional, é um jogador de perfil defensivo, funcionando na perfeição na posição “seis”. Polivalente, também pode ser deslocado para o lado direito da defesa, onde se revela um atleta extremamente competente como lateral, garantindo grande segurança defensiva.

Neste momento, com 26 anos, é um elemento que ainda daria muito jeito a um clube de perfil médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.

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