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Posts Tagged ‘Liga Zon Sagres’

Neto nos tempos do Varzim

Uma das atracções da actual edição da Liga Zon Sagres é um jovem defesa-central português ex-Varzim e que tem brilhado com a camisola do Nacional: Neto.

Nascido a 26 de Maio de 1988 na Póvoa de Varzim, Portugal, Luís Carlos Novo Neto é um produto das escolas do Varzim, clube que representou entre 1998/99 (escolas) e a temporada transacta e onde efectuou um total de 53 jogos (3 golos) na Liga de Honra.

Após ser titular na equipa poveira que acabaria por descer de divisão em 2010/11, Neto transferiu-se para o Nacional, clube onde se estreou, esta época, no primeiro escalão do futebol português.

Nos madeirenses, o internacional sub-21 não tem sentido o choque do principal escalão, garantindo rapidamente a titularidade ao lado de Danielson e somando 32 jogos (1 golo) em todas as competições oficiais.

Defesa-central rápido e agressivo

Neto é um defesa-central com excelente presença na área, sendo inteligente na ocupação de espaços e efectivo tanto no capítulo da antecipação como do desarme.

Rápido e agressivo (no bom sentido), é um defesa muito forte nos duelos um contra um, sendo extremamente difícil de ultrapassá-lo em drible ou em velocidade.

Depois, com 1,86 metros, trata-se de um jogador que domina muito bem o jogo aéreo, limpando facilmente os lances de cabeça e sendo muito importante no controlo desse capítulo defensivo do jogo.

Por todas estas características, surge com naturalidade o interesse de clubes como o FC Porto no seu concurso, sendo previsível que dê um salto na carreira já no próximo defeso.

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Fernando Gomes ainda pode vetar o alargamento

Uma vez mais pressiona-se pelo alargamento do principal escalão do futebol português. Após o chumbo de um campeonato sem descidas por parte da Federação Portuguesa de Futebol, hoje foi aprovada a liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro e quarto da Liga Orangina, como forma de aumentar o campeonato de 16 para 18 equipas como é pretendido de forma quase cega por inúmeros iluminados do nosso futebol.

Ainda a necessitar de validação por parte do organismo presidido por Fernando Gomes, este alargamento, na minha opinião, não vai beneficiar em nada o futebol português, pois o que se percebe é que existem cada vez menos clubes capazes para estarem no principal escalão do futebol luso como é fácil de perceber pela situação deplorável que vive a União de Leiria.

De facto, o campeonato beneficiava muito mais com uma redução e não com o alargamento, sendo que, na minha opinião, o melhor sistema contemplaria 12 equipas no principal escalão, disputando-se uma primeira fase a duas voltas (22 jogos) e uma segunda fase em que as equipas se dividiriam nos seis primeiros (iriam com metade dos pontos da primeira fase) para a luta pelo título e competições europeias e seis últimos (iriam também com metade dos pontos da primeira volta) para evitarem cair nos dois últimos lugares da tabela que garantiam descida de divisão.

Este modelo, garantia 32 jogos no principal escalão e, garantidamente, 12 jogos entre Benfica, FC Porto, Sporting , com todos os benefícios que isso traria. Para além disso, os outros clubes que conseguissem ficar entre os seis primeiros também garantiriam mais jogos com os “grandes” e, assim, mais receitas.

No segundo escalão, dividia a competição em duas zonas (norte e sul), cada uma com 10 equipas. Esta medida, diminuía o custo de deslocações aos clubes, além de que motivaria a existência de mais interesse na prova, pois motivaria mais rivalidades locais do que jogos entre clubes que têm pouca ligação entre eles como, por exemplo, Penafiel e Portimonense.

A prova disputaria-se a quatro voltas (36 jogos) subindo os líderes de cada zona à primeira divisão e descendo os dois últimos de cada zona à II divisão B. Essa II Divisão B, seria dividida em quatro zonas também (norte, norte-centro, centro-sul e sul-ilhas) subindo então o primeiro de cada zona ao segundo escalão. Terminavam-se os playoffs e sabia-se sempre que quem era campeão tinha o direito de subir.

Depois, optava-se pela reformulação da Taça de Portugal, transportando os patrocínios da Taça da Liga para a prova rainha do futebol português. A prova seria sempre disputada por eliminatórias de jogo único até aos quartos de final, altura em que a competição começaria a ser disputada a duas mãos. Os clubes da primeira e segunda divisão entrariam nos 32/final (32 apurados das II divisão B, III divisão e distritais +32 equipas do primeiro e segundo escalão), com a nuance de que nessa e nas duas eliminatória seguintes, jogaria sempre em casa a equipa da divisão inferior, a exemplo do que se faz em Espanha.

Perante as dificuldades do calendário, a Taça da Liga passaria a ser uma competição de início de época (disputada em finais de Julho e Agosto), numa medida que traria muitos benefícios para as equipas envolvidas, pois ao invés de estarem a disputar jogos de preparação sem importância competitiva, poderiam ter logo jogos importantes. Essa medida, seria especialmente benéfica para os clubes que disputassem os playoffs da Liga dos Campeões/Liga Europa, pois daria ritmo competitivo que, normalmente, nunca têm nessa fase da época.

Todas estas medidas, na minha opinião, potenciariam muito mais o futebol português do que qualquer alargamento que nos querem impor de forma cega e que, possivelmente, apenas irá criar mais tristes casos como o da União de Leiria.

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Ricardo Sá Pinto tirou o Sporting do poço

Devo, à priori, admitir que torci um pouco o nariz à contratação de Ricardo Sá Pinto para a posição de treinador principal do Sporting Clube de Portugal. Tratava-se de um treinador com pouca experiência e iria pegar num clube verde-e-branco que, valha a verdade, tem se assumido como um verdadeiro triturador de responsáveis técnicos.

Por outro lado, Ricardo Sá Pinto tinha uma vantagem, o Sporting estava muito perto de embater com estrondo no fundo de um poço competitivo. Eliminado da Taça da Liga e em quinto lugar no campeonato nacional, restava ao Sporting a consolação do apuramento para a final da Taça de Portugal e para os 16/final da Liga Europa, feitos, ainda assim, pouco relevantes, tendo em conta a (excelente) qualidade do plantel e as paupérrimas exibições que os leões realizavam desde há imenso tempo.

Consciente das dificuldades, o jovem treinador português teve a capacidade de compreender que o Sporting não poderia passar do 8 ao 80 de forma imediata e, assim, foi capaz de definir um caminho progressivo no seu percurso como treinador verde-e-branco. Primeiro, seria necessário devolver a confiança aos próprios jogadores e, depois, tentar-se ia melhorar de forma progressiva a qualidade futebolística.

Isso é notório nos próprios resultados. Tirando a estreia em Varsóvia, e onde o Sporting até foi feliz no empate (2-2) obtido, os leões nunca marcaram mais do que um tento até ao sétimo jogo de Sá Pinto (5-0 ao V. Guimarães), destacando-se, principalmente, por só terem sofrido três golos e por terem vencido quatro dos seis duelos, com realce óbvio para aquele que foi o jogo que provocou o ponto de viragem neste Sporting 2011/12: o 1-0 ao Manchester City.

De facto, num jogo em que até a maioria dos leões ficaria contente com uma derrota digna, o Sporting foi capaz de surpreender o então líder do campeonato inglês, criando as bases para outro “milagre” posterior: o 2-3 de Manchester que garantiu o apuramento leonino para os quartos de final da Liga Europa. Nesse duplo duelo com o Manchester City, também se percebeu outra coisa, o Sporting tinha encontrado o modelo perfeito para os confrontos com adversários iguais ou superiores: defender com bloco baixo, pressionar a zona de construção do oponente e desenvolver rapidamente o contra-ataque. Foi assim com os milionários ingleses, mas também foi assim que os pupilos de Ricardo Sá Pinto eliminaram o Metalist e superaram o Benfica.

Com o modelo defensivo praticamente definido e bem afinado (vejam o quanto melhorou Anderson Polga com a chegada de Ricardo Sá Pinto), caberá agora a Ricardo Sá Pinto fazer evoluir algo que ainda é uma grande lacuna deste Sporting: a dificuldade em ser incisivo e efectivo perante adversários que esperam pacientemente que os leões assumam as rédeas do jogo. Ou seja, o jovem treinador já tem a poção para quando o Sporting surge em campo como “lobo disfarçado de cordeiro”, mas tem ainda que encontrar o antídoto certo para quando são os adversários a encararem o conjunto verde-e-branco dessa forma.

Com poucos jogos até final da temporada e sendo muitos deles de grau de exigência muito elevado (FC Porto, Sporting de Braga, Athletic Bilbau (duas vezes) e, espera-se, final da Liga Europa), serão poucas as oportunidades de afinar essa nova concepção estratégica ainda em 2011/12, restando então a Sá Pinto manter a sua (eficaz) postura de “lobo na pele de cordeiro” na tentativa de obter títulos (lembre-se que o Sporting ainda está em duas frentes) e esperar a pré-época pacientemente, para, depois, afinar um Sporting de duas caras para enfrentar 2012/13.

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Ronny "à Sporting"

Lateral-esquerdo famoso pela potência do seu pontapé, Ronny foi uma das tentativas frustradas do Sporting Clube de Portugal de arranjar um lateral-esquerdo que pudesse se impor como um defesa canhoto por muitos e longos anos. Numa posição onde fracassaram inúmeros nomes como Paíto, Marian Had, Marco Caneira, Leandro Grimi ou André Marques, Ronny não foi excepção no insucesso e na capacidade de levar os adeptos leoninos à loucura, tal era a falta de qualidade do seu futebol.

No Sporting com apenas 20 anos

Ronny Heberson Furtado de Araújo chegou ao Sporting em 2006/07, oriundo do Corinthians de São Paulo. Nessa primeira temporada, perante a concorrência de Rodrigo Tello e Marco Caneira, o jovem brasileiro apenas efectuou 14 jogos, ficando ainda assim célebre por um golo que marcou à Naval, num lance em que a bola saiu dos seus pés a uns incríveis 210 km/h.

Na temporada seguinte, o defesa brasileiro aproveitou a saída de Rodrigo Tello para se assumir como a principal opção para a posição de lateral-esquerdo. Todavia, com a chegada de Grimi durante a paragem de Inverno, o brasileiro voltou a tornar-se opção secundária, acabando, ainda assim, a temporada com 35 jogos realizados em todas as competições.

Chegou ao Hertha depois de empréstimo ao Leiria

Em 2008/09, Ronny quase não jogou pelo Sporting e, assim, acabou emprestado ao União de Leiria, equipa que representou na temporada 2009/10. Nos leirienses, fez 23 jogos (4 golos), mas não regressou a Alvalade, preferindo mudar-se para a capital alemã para representar o Hertha.

No Hertha Berlim, jogou com alguma regularidade (23 jogos, 2 golos) na equipa que haveria de garantir o regresso à Bundesliga, todavia, na actual temporada, já no principal escalão, tem jogado menos, havendo muitas dúvidas se o brasileiro conseguirá manter-se no Hertha na próxima temporada.

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Carlos Fonseca é um dos bons valores do campeonato

Apesar da má temporada que está a fazer o Feirense, existem bons valores em Santa Maria da Feira e que não podem ser ignorados. Um excelente exemplo, é o extremo-esquerdo Carlos Fonseca.

Nascido a 23 de Agosto de 1987 em Barcelos, Portugal, Carlos Manuel Costa Fernandes Fonseca iniciou a sua carreira profissional no Santa Maria, tendo chegado depois ao Tirsense na temporada 2008/09.

No clube de Santo Tirso, na II Divisão, esteve duas temporadas, marcando, no total, oito golos em 56 jogos e garantindo, no final de 2009/10, uma transferência para o Feirense.

Está no Feirense há duas temporadas 

Em Santa Maria da Feira, em 2010/11, fez 33 jogos em 2 golos e foi importantíssimo na boa campanha que levou o Feirense de regresso ao primeiro escalão.

Este ano, num plantel ainda mais forte com o intuito de alcançar a manutenção, Carlos Fonseca tem sido um jogador regularmente utilizado, somando 21 jogos (3 golos) pelo Feirense. Contudo, apesar das suas boas exibições e das boas actuações colectivas do Feirense, as coisas não têm corrido bem ao conjunto de Santa Maria da Feira que, neste momento, é último classificado.

Um extremo rápido e com qualidades finalizadoras

Carlos Fonseca é um extremo rápido e com boa técnica, que sabe se movimentar muito bem em zonas ofensivas, sabendo ir à linha ou efectuar diagonais para o centro consoante a ocasião.

Forte no um contra um e inteligente nas movimentações, o jovem português de 24 anos é um elemento que tanto se adapta a um 4x3x3 como avançado-esquerdo como a ala canhoto num 4x2x3x1, tendo qualidades suficientes para se adaptar às duas nuances tácticas.

Ainda na primeira época no principal escalão e com uma idade que ainda lhe permite evoluir exponencialmente, o extremo português deverá ser acompanhado de perto e, quiçá, merecer uma oportunidade num clube com outros pergaminhos num futuro próximo.

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Wilson Eduardo tem estado bem em Olhão

No Olhanense encontra-se um avançado que, por certo, merecia uma oportunidade na equipa principal do Sporting, falamos, obviamente, de Wilson Eduardo.

Nascido a 8 de Julho de 1990 em Massarelos, Portugal, Wilson Bruno Naval da Costa Eduardo iniciou a sua carreira no Pedras Rubras em 2000, tendo ainda passado pelo FC Porto antes de chegar às camadas jovens do Sporting em 2003/04.

Nos leões permaneceu depois até ao final do seu percurso juvenil, acabando emprestado ao Real Massamá na temporada 2009/10. No clube da Linha de Sintra, o avançado efectuou 13 jogos e marcou 1 golo, mudando a meio da temporada para o Portimonense da Liga de Honra, clube onde marcou três golos em dez jogos e ajudou a chegar ao principal escalão do futebol português.

Sucesso em Aveiro e Olhão

Em 2010/11, o Sporting entendeu que estava na hora de Wilson Eduardo ser emprestado a um clube da primeira divisão e, nesse seguimento, emprestou-o ao Beira-Mar. No conjunto aveirense que acabaria o campeonato na décima terceira posição, o avançado português foi peça importante, marcando cinco golos em trinta e duas partidas oficiais.

No defeso da actual temporada, ainda se pensou que Wilson Eduardo pudesse ter uma oportunidade na equipa principal do Sporting, todavia, o atacante acabou por ser novamente emprestado, desta feita ao Olhanense. No clube algarvio, o internacional sub-21 continuou a mostrar clara evolução futebolística, levando neste momento seis golos em vinte e cinco jogos e assumindo-se como peça importantíssima do Olhanense.

Extremo ou segundo avançado de grande talento

Wilson Eduardo começou a carreira como ponta de lança, mas as suas características têm levado o nortenho a actuar mais sobre os flancos do ataque, zona onde pode dar azo à sua enorme velocidade, técnica e repentismo.

Forte fisicamente e de remate fácil, o avançado de 21 anos é um jogador que não tem medo de enfrentar os adversários, sendo muito forte em lances de um contra um e inteligente na forma como surpreende os defesas.

Além de poder actuar como extremo, Wilson Eduardo também será extremamente efectivo nas costas ou apoio a um ponta de lança mais fixo, utilizando toda a sua mobilidade e inteligência posicional para arranjar espaços para o tiro ou para um desequilíbrio.

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O Alargamento foi uma das bandeiras eleitorais de Mário Figueiredo

Sempre achei estranho este frenesim pelo alargamento do principal campeonato português. Mesmo sabendo que seria do interesse dos clubes mais pequenos a existência de uma liga com dezoito equipas ao invés de apenas dezasseis, tive sempre dificuldades em compreender todo este delírio em, inclusivamente, se alargar a prova já em 2012/13.

Durante muito tempo, atribui essa “pressa” súbita, pelo facto de serem integradas seis equipas B na Liga de Honra, obrigando a competição a ter um alargamento súbito a 22 equipas, situação que seria minimizada para 20, caso se alargasse o principal campeonato para 18 equipas.

No entanto, hoje tivemos acesso a uma informação que pode justificar esse mesmo alargamento súbito. O tribunal administrativo de Lisboa anulou a decisão de despromover o clube axadrezado e, ao que tudo indica, o Boavista irá exigir a imediata reintegração na Liga Zon Sagres, prevendo-se, também, que não se coíba de pedir uma choruda indemnização.

Caso isso vá mesmo para a frente, mesmo alargando o campeonato a dezoito equipas, terá de se criar condições justas para esse incremento de duas equipas no principal escalão e as hipóteses são várias:

  • Não descer ninguém e subirem os dois primeiros da Liga de Honra (Só é possível caso o Boavista não seja reintegrado)
  • Descer o último da Liga Zon Sagres, subirem os dois primeiros da Liga de Honra e reintegrar o Boavista
  • Descerem os dois últimos da Liga Zon Sagres e subirem os quatro primeiros da Liga de Honra (Só é possível caso o Boavista não seja reintegrado)
  • Descerem os dois últimos da Liga Zon Sagres, subirem os três primeiros da Liga de Honra e reintegrar o Boavista
  • Reintegrar o Boavista, subirem os dois primeiros da Liga Orangina e criar uma liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro da Liga Orangina para decidir qual é o outro clube a ficar no primeiro escalão.
  • Subirem os dois primeiros da Liga Orangina e criarem uma liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro e quarto da Liga Orangina para decidirem quais são os outros dois clubes a ficarem no primeiro escalão (Só é possível caso o Boavista não seja reintegrado)


Na minha opinião, qualquer opção que implique que os dois últimos da Liga Zon Sagres fiquem no primeiro escalão sem sequer disputarem uma liguilha de manutenção, é uma aberração. Além de se perder a sempre emocionante luta pela manutenção, também se pode desvirtuar outras lutas, pois os clubes da parte baixa da tabela poderão aproveitar para rodar o plantel e fazer experiências, tornando-se mais ou menos fortes em duelos com equipas que lutam pelo título, “Champions” ou Liga Europa.

Como tal, e num período em que se vai votar os trâmites em que este alargamento será efectuado (caso seja mesmo efectuado), será necessário haver a consciência que a decisão de não fazer descer nenhum clube, apesar de naturalmente agradar aos Presidentes de clubes que se encontram na parte baixa da tabela, pode ser uma decisão desastrosa, passível de desvirtuar o que falta decidir na Liga Zon Sagres.

Ironicamente, a (possível) reintegração do Boavista pode ser muito benéfica no capítulo da verdade desportiva deste campeonato 2011/12, pois a entrada do clube portuense no primeiro escalão, aliada à obrigação dos dois primeiros da Liga Orangina subirem, implica que, no mínimo, um clube da Liga Zon Sagres seja despromovido. A menos, claro, que se alargue o campeonato a 20 equipas… Numa daquelas decisões à portuguesa…

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Heldon com a camisola verde-rubra

O cabo-verdiano Héldon tem sido uma das surpresas desta temporada, mostrando velocidade e qualidade técnica na ala-direita do ataque maritimista e afirmando-se como um dos bons talentos da nossa liga.

Nascido a 14 de Novembro de 1988 na Ilha do Sal, Cabo Verde, Heldon Augusto Almeida Ramos começou a sua carreira no Batuque caboverdiano, antes de se transferir para Portugal, em 2006/07, para representar os júniores da Académica.

Em 2007/08, o avançado caboverdiano esteve no Caniçal, passando depois na época seguinte para o Fátima, onde brilhou durante duas épocas, marcando 13 golos em 53 jogos pelo conjunto da II divisão nacional.

No Marítimo desde 2010

O internacional por Cabo Verde transferiu-se depois para o Marítimo, onde desde o Verão de 2010 tem aprimorado e feito crescer o seu futebol. Em 2010/11, ainda alternou entre o Marítimo B (9 jogos, 4 golos) e o clube principal (19 jogos, 1 golo), também porque se tratava de uma época de adaptação para o extremo.

Contudo, na presente temporada, Héldon assumiu-se como jogador da primeira equipa madeirense a tempo inteiro, somando 26 jogos (1 golo) pelo Marítimo e rubricando excelentes exibições, como foi exemplo na última jornada diante do Sporting.

Extremo-direito que também pode actuar nas costas do ponta de lança

Héldon é preferencialmente um extremo-direito, que sabe usar a velocidade, a boa técnica e o repentismo para surpreender os adversários que enfrenta.

Com um centro de gravidade baixo, o internacional caboverdiano é exímio em mudanças de velocidade, sabendo também posicionar-se muito bem no terreno.

Apesar de ser no lado direito do ataque que melhor se sente, o atacante de 23 anos também pode actuar numa posição mais central, ainda que, aí, atrás do ponta de lança, não renda tanto como a ala/extremo-direito.

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A melhor época de Igor Pita foi em Aveiro

No Belenenses da Liga Orangina actua um defesa-esquerdo com capacidade para evoluir no Mundo do futebol caso lhe dêem oportunidades: Igor Pita.

Nascido a 31 de Maio de 1989 na Camacha, Madeira, Carlos Igor Silveira Pita é um produto das camadas jovens do Nacional da Madeira, tendo se estreado profissionalmente em 2007/08, quando efectuou dois jogos oficiais pelo Nacional.

Na temporada seguinte, o lateral-esquerdo foi utilizado em dez partidas, mas acabou por abandonar a equipa madeirense no final da época, transferindo-se para o Beira-Mar. Na equipa aveirense, fez uma espectacular época de 2009/10, efectuando 33 jogos e sendo quase sempre titular na equipa que haveria de garantir a subida ao principal escalão do futebol português nessa temporada.

Não teve sucesso nem em Chipre nem no Marítimo

2010/11 foi uma temporada que começou em Chipre para Igor Pita, pois o lateral-esquerdo transferiu-se para o Doxa Katokopia. No clube cipriota, o defesa madeirense não se impôs e, a meio da época, voltou a mudar de ares, transferindo-se para o Marítimo.

No regresso à Madeira também não foi feliz, sendo apenas utilizado na equipa B do Marítimo, sendo natural que no final da época tenha abandonado a equipa insular e se transferido por empréstimo para o continente e para o Belenenses.

Na equipa lisboeta, o lateral-esquerdo não tem sido titular indiscutível (tem dez jogos realizados), mas sempre que foi utilizado demonstrou grande competência, destacando-se a exibição sóbria e segura que fez em Alvalade em jogo da Taça de Portugal.

Lateral-esquerdo sério e competente

Igor Pita é um lateral-esquerdo de 1,84 metros que se destaca pelo bom pulmão, velocidade e segurança e competência no processo defensivo da equipa que defende.

Ofensivamente, é um jogador que sabe subir no flanco sendo incisivo e inteligente na forma como o faz, pois nunca coloca em causa a segurança defensiva quando sobe no terreno.

Neste momento, com 22 anos, trata-se de um jovem jogaodr português com condições para evoluir no futebol português, até porque actua numa posição onde, normalmente, existe muita escassez de valores nacionais.

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Vladan é uma promessa do Montenegro

Uma das grandes exibições individuais do último Sporting-Nacional, tratou-se da actuação de um jovem guarda-redes montenegrino que demonstrou uma enorme qualidade e margem de progressão: Vladan.

Nascido a 7 de Dezembro de 1989 em Niksic, Montenegro, Vladan Giljen iniciou a sua carreira no Sutjeska, clube montenegrino no qual se tornou titular em 2006/07, ou seja, quando tinha apenas 17 anos.

Durante três temporadas, o actual guarda-redes do Nacional foi titular do Sutjeska, tendo somado 92 jogos pelo clube montenegrino e conseguindo, inclusivamente, participar na Liga Europa em 2009/10, ainda que tenha sido logo eliminado na primeira ronda de qualificação pelos bielorussos do Partizan Minsk.

Desde a época passada, Vladan encontra-se no Nacional e se em 2010/11  não fez um único minuto, nesta temporada já leva seis jogos realizados (cinco para a taça e um para o campeonato), sendo figura importantíssima nos vários apuramentos que os madeirenses já levam nesta competição, nomeadamente pela frieza nos postes tanto durante o tempo regulamentar e prolongamento, como nos três desempates por grandes penalidades que o Nacional já teve de superar.

Guarda-redes frio e elástico

Aos 22 anos, Vladan é um guarda-redes que revela uma maturidade impressionante, situação a que não deve ser alheia ao facto de ter garantido a titularidade de uma equipa profissional aos 17 anos.

Muito frio, rápido e seguro entre os postes, o guarda-redes montenegrino destaca-se também pela elasticidade, que lhe permite ir buscar bolas que parecem aparentemente impossíveis.

Comandante do sector recuado, trata-se de um elemento que ainda dá os primeiros passos na sua ascensão como guarda-redes, todavia, será com certeza um jogador que os olheiros do Mundo do futebol deverão ter de olho.

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