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Posts Tagged ‘Ligue 1’

O poder físico de Ciani impressiona

O poder físico de Ciani impressiona

Um dos mais recentes reforços confirmados do Sporting foi o internacional francês Michäel Ciani, defesa-central que, nas últimas três temporadas, representou a Lazio de Roma, acabando agora por abandonar os italianos rumo a Alvalade, e a custo zero.

Trata-se de um futebolista nascido a 6 de Abril de 1984 em Clichy-sous-Bois, França, e que passou pelas camadas jovens do US Colombes e do Racing Paris, tendo sido precisamente neste emblema da capital gaulesa que se estreou profissionalmente, em 2001/02.

Em 2003/04, Ciani teve a sua primeira experiência no estrangeiro, ao serviço dos belgas do Charleroi, ainda que essa aventura tenha durado apenas uma época, com o defesa-central a somar 17 jogos (um golo) e a regressar no Verão seguinte ao seu país, para representar o Auxerre, ainda que apenas tenha actuado pela equipa de reservas desse emblema.

A explosão no Lorient

O momento de viragem na carreira de Michäel Ciani deu-se em 2005/06, quando o defesa-central transferiu-se para o Sedan, do segundo escalão do seu país, e assumiu-se como titular indiscutível, somando 37 jogos (três golos) e garantindo uma transferência para o Lorient no final da campanha.

Aí, finalmente a actuar na Ligue 1, o possante atleta não sentiu minimamente o peso do salto, assumindo-se imediatamente como a referência defensiva do clube bretão nas três épocas seguintes, somando 100 jogos (cinco golos) e abrindo espaço para novo salto na carreira, desta feita para o Bordéus, em 2009/10.

No Bordéus, fez três temporadas excelentes, somando um total de 105 jogos e 10 golos, e chegando inclusivamente à selecção francesa, onde actuou por apenas um jogo, diante da Espanha (0-2), em 2010.

Perdeu gás na Lazio

Ora, perante essa ascensão, clubes de outros países acabaram por ficar atentos a Ciani, futebolista que acabaria por transferir-se para a Lazio, já com a temporada de 2012/13 a decorrer.

Na Série A, todavia, o internacional francês jamais conseguiu a relevância dos tempos do Lorient e Bordéus, ainda que tenha conseguido somar 72 jogos oficiais e dois golos pela Lazio, em números que também foram prejudicados por uma grave lesão contraída na temporada transacta e que curiosamente até ajudou a motivar a contratação de Maurício por parte dos romanos.

Assim sendo, acabou por não surpreender que a Lazio não tenha renovado contrato com Michäel Ciani, abrindo espaço para que o experiente defesa-central pudesse rumar ao Sporting a custo zero neste Verão, isto com o intuito de ser provavelmente o líder da defesa leonina em 2015/16.

Um central imponente

Michäel Ciani é um defesa-central que, em linguagem popular, poderá ser chamado de “armário”, uma vez que mede 1,92 metros e pesa 89 quilos, algo que lhe permite ser fortíssimo pelo ar (defensiva e ofensivamente) e intratável nos duelos individuais corpo a corpo, onde é muito complicado de ser batido.

Muito experiente, o internacional francês conseguiu, com o passar das temporadas, evoluir bastante em termos posicionais, algo que lhe permite lidar melhor com a sua falta de explosão, lacuna que o torna pouco fiável quando confrontado com atacantes que tenham grande velocidade no arranque.

Já em termos técnicos, o internacional francês está longe de ser particularmente dotado, ainda que também não seja excessivamente fraco nesse aspecto, conseguindo cumprir nos capítulos mais elementares. Ainda assim, em termos de início da construção ofensiva, não será o jogador mais indicado para a função.

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Imbula é um grande talento

Imbula é um grande talento

Hoje o país futebolístico despertou com a surpreendente notícia de que o FC Porto estará prestes a assegurar a contratação do promissor médio-defensivo francês Giannelli Imbula, futebolista do Marselha que poderá merecer um investimento recorde de 25 milhões de euros por parte dos azuis-e-brancos.

Trata-se de um jovem nascido a 12 de Setembro de 1992 em Vilvoorde, Bélgica, mas que é filho de pais congoleses e que cresceu essencialmente em França, sendo mesmo internacional pelos gauleses nos escalões de sub-20 e sub-21.

Explodiu no Guingamp

Tendo passado pelas camadas jovens do US Argenteuil, Racing Club, Paris Saint Germain e Guingamp, foi precisamente ao serviço deste último clube que haveria de se estrear no futebol profissional em 2009/10.

Nessa temporada, valha a verdade, o “seis” pouco actuou, mas haveria de se assumir como titular logo na campanha seguinte, tendo, entre 2010 e 2013, somado um total de 99 jogos (quatro golos) pelo Guingamp e merecido um salto para o gigante Marselha.

Impôs-se imediatamente no Marselha

Ao serviço do Guingamp, Giannelli Imbula havia actuado apenas no National e na Ligue 2, ou seja, no terceiro e segundo escalão do futebol gaulês, mas a verdade é que o médio-defensivo não sentiu o salto para a Ligue 1, tendo impacto imediato na degrau mais alto do futebol francês.

Os números, afinal, não enganam, com o internacional sub-21 francês a somar um total de 76 jogos (três golos) pelo Marselha ao longo das últimas duas temporadas, num registo que é sintomático da sua importância.

Uma verdadeira parede

Giannelli Imbula é um médio-defensivo que destaca-se imediatamente pela sua capacidade física (1,86 metros e 78 quilos), assumindo-se como uma “parede” quase intransponível à frente do sector recuado.

Inteligente em termos posicionais e muito forte no capítulo do desarme e antecipação, o jovem de 22 anos destaca-se igualmente pela sua velocidade e pulmão, sendo capaz de estar em constante rotação durante os 90 minutos do jogo.

Não sendo tecnicamente fraco, a verdade é que o internacional sub-21 francês também não é propriamente um prodígio nesse capítulo, ainda que seja capaz de se integrar positivamente no processo ofensivo, até porque é um jogador que consegue embalar em velocidade, característica que, aliada à sua potência física e boa capacidade finalizadora, o torna especialmente perigoso.

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Amavi é uma grande promessa do futebol gaulês

Amavi é uma grande promessa do futebol gaulês

Um dos mais promissores laterais-esquerdos do futebol francês está a ser colocado na órbita do FC Porto pela imprensa local, mais concretamente Jordan Amavi, jovem futebolista de 21 anos que vai evoluindo no Nice.

Nesse clube da Ligue 1, aliás, actua precisamente por empréstimo do FC Porto o médio-ofensivo brasileiro Carlos Eduardo, jovem que até poderia vir a ser usado como moeda de troca pela SAD azul-e-branca para facilitar uma hipotética contratação do internacional sub-21 francês.

No Nice desde os 16 anos

Jordan Amavi nasceu a 9 de Março de 1994 em Toulon, França, tendo iniciado a sua carreira precisamente no Sporting Toulon Var, clube que representou até 2010, ano em que se mudou para o Nice.

Nesse emblema do sul de França, actua na equipa principal desde 2013/14, sendo de destacar a sua preponderância na temporada que agora termina, uma vez que o lateral-esquerdo foi utilizado em 37 jogos oficiais e somou quatro golos.

Lateral-esquerdo de perfil ofensivo

Rápido, explosivo e com boa qualidade técnica, Jordan Amavi é um lateral-esquerdo de perfil acentuadamente ofensivo, podendo inclusivamente actuar como médio/ala-esquerdo num esquema 4x4x2 ou 3x5x2.

Muito inteligente em termos tácticos e com excelente pulmão, é daqueles jogadores que consegue passar um jogo inteiro num constante vai e vem entre a defesa e o ataque, sendo fortíssimo nas transições.

Potenciado pela sua inteligência posicional, o internacional sub-21 francês é igualmente muito competente em termos defensivos, mostrando-se forte na antecipação e no desarme, e sabendo controlar muito bem o espaço nas suas costas.


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Cisowski brilhou no RC Paris

Um dos grandes goleadores de sempre do futebol gaulês foi um ponta de lança de origem polaca que se assumiu como grande matador ao serviço de clubes como o Metz e Racing Club de Paris: Thadée Cisowski. Três vezes melhor marcador da primeira divisão francesa e uma vez melhor marcador do segundo escalão, Cisowski era um goleador nato, que se movimentava muito bem entre os defesas e que se assumia como um verdadeiro oportunista na hora de atirar à baliza. Depois de se naturalizar francês, o Mundial 1958 podia ter sido o bonito palco da sua consagração internacional, todavia, as lesões já tinham deixado uma fatal marca no avançado-centro…

Destacou-se no Metz e explodiu no Racing Club de Paris

Thadée Cisowski nasceu a 16 de Fevereiro de 1927 em Lazki, Polónia, mas viajou para a França em 1947 para representar o Metz. Nesse clube, o atacante assumiu-se como grande goleador, marcando 69 golos em 119 jogos e tendo se consagrado melhor marcador da segunda divisão francesa em 1951 com 23 tentos.

Em 1952, transferiu-se para o Racing Club de Paris, clube que pagou a verba recorde de 13 milhões de francos para contar o seu concurso. Perante as pressão dos números envolvidos, Cisowski não tremeu, marcando 186 golos em 206 jogos pelo clube da capital francesa. No período em que representou o Racing (1952-1960), o avançado-centro foi três vezes melhor marcador do campeonato francês, mas nunca conquistou qualquer título colectivo de realce.

Lesões apressaram o final da carreira

Quando se transferiu para o Valenciennes em 1960, a carreira de Cisowski já estava em declínio devido às inúmeras lesões, tendo o atleta naturalizado francês falhado o Mundial 1958 devido a essa mesma situação.

Ainda assim, tanto no Valenciennes na época de 1960/61 (28 jogos, 9 golos), como no Nantes na temporada seguinte (19 jogos, 8 golos), o ponta de lança de origem polaca efectuou épocas dignas, terminando assim a sua carreira sem espectacular fulgor, mas com o respeito que o seu passado futebolístico exigia.

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Taarabt é um talento do QPR

No Queens Park Rangers da Premier League actua um médio-ofensivo marroquino de enorme qualidade e que pode rapidamente dar o salto para um clube de maior impacto no espectro do futebol mundial: Adel Taarabt.

Nascido a 24 de Maio de 1989 em Fez, Marrocos, Adel Taarabt mudou-se cedo para França, onde começou a sua carreira ao serviço do Lens. Em 2007, após apenas ter feito um jogo pela equipa principal do clube gaulês, Taarabt mudou-se para Inglaterra, onde foi representar o Tottenham.

No clube londrino, Taarabt permaneceu durante duas épocas e meia, mas apenas fez 16 jogos oficiais pelos “spurs”, tendo naturalmente saído do Tottenham a meio de 2008/09, mudando-se para o QPR, onde começou por estar por empréstimo, mas onde acabou por se transferir de forma definitiva.

Peça fundamental da subida do QPR à Premier League

Chegado ao Queens Park Rangers a meio de 2008/09, o médio criativo haveria de começar a criar impacto em 2009/10, quando fez 44 jogos e marcou 7 golos pelo clube londrino, ajudando-o a atingir um tranquilo décimo terceiro lugar no “Championship.”

No entanto, se essa temporada já tinha sido positiva, 2010/11 haveria de ser a temporada da explosão do internacional marroquino, que capitaneou o QPR para a conquista do “Championship” e consequente subida à Premier League. Nessa época, Taarabt marcou 19 golos em 44 jogos e foi eleito o melhor jogador do escalão secundário inglês.

No defeso de 2011/12, o internacional marroquino teve inúmeros clubes interessados no seu concurso, mas acabou por permanecer no QPR, onde, no início da época, pareceu algo afectado por esse assédio e por ter perdido a braçadeira de capitão para o recém-contratado Joey Barton. Nesse seguimento, o jogador vem fazendo uma temporada abaixo de 2010/11, não tendo ainda marcado nenhum golo na Premier League, ainda que, nos últimos desafios, se note um claro crescendo de forma do internacional marroquino.

Médio criativo talentoso que faz duas posições

Adel Taarabt é um internacional marroquino (12 internacionalizações, 4 golos) que actua preferencialmente na posição “dez”, mas também pode actuar tranquilamente nas alas como extremo.

Rápido, tecnicamente evoluído e com uma estupenda capacidade de drible, trata-se de um desequilibrador nato, mostrando também excelente capacidade de passe, boa visão de jogo e um poderoso remate de meia-distância. Sem medo de enfrentar os adversários, trata-se de um jogador corajoso e que procura sempre assumir o jogo, mesmo quando as coisas não lhe estão a correr bem.

Neste momento, é o cérebro de todo o jogo ofensivo do QPR, mostrando, aos 22 anos, capacidade para dar um salto para um clube de muito maiores dimensões.

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A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Keita foi um fenómeno do Mali

Foi garantidamente o melhor jogador maliano de sempre, figurando, também, entre os melhores executantes que África já ofereceu ao Mundo do futebol. O estilo gingão e por vezes excessivamente individualista era sempre perdoado, pois o avançado rapidamente oferecia rasgos individuais assombrosos e golos de outro Mundo, o que deixava todos os adeptos num misto de espanto e perplexidade. Aos 29 anos, perto do final da carreira, viajou até Alvalade, onde durante três épocas maravilhou os sportinguistas e os portugueses em geral com o perfume do seu futebol, garantindo, com todo o merecimento, um lugar importante na história do Sporting Clube de Portugal.

Chegou ao Saint-Etienne com 20 anos

Salif Keïta Traoré nasceu a 8 de Dezembro de 1946 em Bamako, Mali, tendo chegado a França com 20 anos, após quatro épocas a actuar no seu país natal em clubes como o Stade Malien e o Real Bamako.

Em terras gaulesas, o seu destino foi o Saint-Etienne, onde permaneceu entre 1967 e 1972, sagrando-se tri-campeão francês (1968 a 1970) e vencedor da Taça de França em 1967/68 e 1969/70. Em “Les Verts”, o avançado maliano marcou 125 golos em 149 jogos, destacando-se a época de 1970/71, onde o ponta de lança marcou 41 golos no campeonato gaulês.

Saiu de França por não querer assumir nacionalidade gaulesa

No Verão de 1972, Salif Keita trocou o St. Etienne pelo Marselha, onde actuou durante a temporada de 1972/73, marcando 10 golos em 18 partidas. No final da época, os responsáveis do clube do sul de França pretendiam que o atacante se naturalizasse francês, todavia, o maliano rejeitou e preferiu abandonar o Marselha no final da temporada.

Além de abandonar Marselha, Keita também abandonou França, transferindo-se para os espanhóis do Valência. Na chegada ao clube “ché”, o atacante maliano foi brindado com manchetes algo racistas, pois um jornal espanhol brindou-o com o seguinte título: “El Valencia va a por alemanes y vuelve con un negro”, ou seja, “O Valência tenta ir comprar germânicos e volta com um negro.”

Apesar disso, o internacional pelo Mali haveria de permanecer três temporadas em Valência, sendo sempre adorado pelos adeptos valencianos e recebendo, inclusivamente, a alcunha de “Pérola Negra.” No período em que actuou em Espanha, Keita apontou 23 golos em 74 jogos, todavia, sempre se queixou que jogou fora da posição natural, o que o impediu de números ainda mais “gordos.”

Keita com a camisola do Sporting

Chegou ao Sporting ainda a tempo de maravilhar tudo e todos

Depois da experiência no futebol espanhol, Keita viajou ainda mais a oeste, transferindo-se para Lisboa e para o Sporting Clube de Portugal. No clube verde-e-branco, o atacante maliano haveria de permanecer entre 1976 e 1979, tendo a ingrata missão de esquecer Yazalde.

Por um lado, cedo se percebeu que o africano não tinha a mesma capacidade goleadora do argentino, todavia, todos ficaram maravilhados com a capacidade técnica e genialidade do internacional pelo Mali. De facto, nas três temporadas que esteve em Alvalade, Keita marcou aquilo que Yazalde costumava fazer numa época (32 golos), todavia, a classe e o perfume do seu futebol jamais serão esquecidos pelos adeptos sportinguistas, mesmo que, nesse período, Salif Keita só tenha conseguido conquistar uma Taça de Portugal.

Em 1979, após abandonar o Sporting, o atacante maliano transferiu-se para o campeonato norte-americano, onde terminou a carreira ao serviço do New England Tea Men, marcando 17 golos em 39 desafios.

Vice-campeão africano pelo Mali

Salif Keita foi internacional maliano entre 1963 e 1972, marcando 11 golos em 13 internacionalizações. Nesse percurso, o seu momento mais alto foi o vice-campeonato africano de 1972, quando o Mali chegou à final após empates com o Togo (3-3), Quénia (1-1) e Camarões (1-1) na fase de grupos e novo empate diante do Zaire (agora República Democrática do Congo) a um golo nas meias-finais.

Nesse desafio diante do Zaire, a equipa maliana teve a sorte de superar o seu adversário nas grandes penalidades (4-3), mas teve o azar de perder Salif Keita, por lesão, para o jogo decisivo com a República do Congo. Nessa final, sem a sua grande estrela, o Mali haveria de perder por 3-2, privando o país e a sua pérola negra de um grande título internacional…

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