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Posts Tagged ‘Lokeren’

Sokota não vingou no FC Porto

Chegou a Portugal para representar o Benfica e comprovou a qualidade que lhe rotulavam, ainda que o sucesso que obteve na Luz fosse mais pequeno do que o esperado, devido às graves lesões que sofreu. Internacional croata por oito ocasiões (esteve no Campeonato da Europa de 2004, disputado em Portugal), haveria de trocar o Benfica pelo FC Porto numa transferência que fez correr muita tinta, todavia, se o sucesso no clube encarnado foi relativo, o fracasso no Estádio do Dragão foi absoluto, com Tomislav Šokota a praticamente não jogar durante as duas temporadas que vestiu a camisola azul-e-branca.

Explodiu no Dínamo Zagreb 

Tomislav Šokota nasceu a 7 de Abril de 1977 em Zagreb, Croácia, tendo iniciado a sua carreira no modesto Samobor, antes de se transferir para o Dínamo Zagreb em 1997.

No gigante da capital croata, o avançado-centro haveria de permanecer até 2001, destacando-se principalmente nas últimas duas temporadas, quando marcou 21 (1999/2000) e 20 golos (2000/01).

Esse percurso, além da conquista de três campeonatos da Cróacia e duas taças da Croácia, tornou-se num excelente cartão de visita que motivou o interesse de vários clubes europeus no seu concurso.

Seis anos em Portugal

Apesar de ter vários clubes interessados no seu contributo, Šokota optou pelo Benfica, clube que representou nas quatro temporadas seguintes, ainda que a única em que jogou com regularidade foi a de 2003/04, quando marcou 14 golos em 40 jogos disputados.

Nas duas primeiras, as lesões prejudicaram e muito a sua performance e, em 2004/05, acabou penalizado por não querer renovar, acabando mesmo a temporada no Benfica B.

No final dessa época, o internacional croata transferiu-se a custo zero para o FC Porto, todavia, o insucesso no Dragão foi ainda mais pronunciado. De facto, em duas temporadas, Šokota somou miseráveis três jogos, abandonando os azuis-e-brancos, sem honra nem glória, no final de 2006/07.

Fim de carreira quase no anonimato

Após a experiência portuguesa, o avançado-centro regressou à Croácia e ao Dínamo Zagreb, todavia com pouco sucesso, marcando apenas seis golos em duas temporadas.

Assim sendo, foi sem surpresa que Šokota trocou o Dínamo pelos belgas do Lokeren em 2009/10, tendo marcado 5 golos em 27 jogos antes de terminar a sua carreira na época seguinte, na Eslovénia e ao serviço do Olimpija Ljubljana com 7 golos em 19 desafios.

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Elkjær com a camisola do Verona

Uma das principais lendas do futebol dinamarquês foi um avançado-centro que combinava agressividade com capacidade de drible, um ponta de lança que nunca desistia de um lance e que era extremamente difícil de marcar pelos defesas contrários. Peça importante de um Verona que haveria de se sagrar surpreendentemente campeão italiano, foi internacional dinamarquês por 69 ocasiões e marcou 38 golos com a camisola da Dinamarca, fazendo parte dos anos de ouro do futebol daquele país nórdico e estando presente em grandes competições como os campeonatos da Europa de 84 e 88 e o Mundial 86. 

Herói de Lokeren após má experiência no Colónia

Preben Elkjær Larsen nasceu a 11 de Setembro de 1957 em Copenhaga, tendo iniciado a sua carreira no Vanlose IF  em 1976. Após apenas 15 jogos (7 golos), o avançado mudou-se para a Alemanha, onde, ao serviço do Colónia, nunca se adaptou à rigidez competitiva germânica.

Assim sendo, no Verão de 1978, transferiu-se para o menos conservador futebol belga, onde haveria de vestir a camisola do Lokeren até 1984. Nesse clube flamengo, Elkjær haveria de marcar 98 golos em 190 jogos do campeonato belga, transformando-se num ídolo para os adeptos do Lokeren, que lhe deram as alcunhas de “Chefe de Lokeren” e “Louco de Lokeren.”

Campeão italiano na época de estreia

No início de 1984/85, o internacional dinamarquês trocou o Lokeren pelo Verona e, logo na primeira temporada, o avançado haveria de ser um elemento importante de um clube italiano que, surpreendentemente, venceu a Série A. No Hellas Verona, Elkjær haveria de ficar até 1988, nunca mais ganhando nenhum título, mas jamais marcando menos de sete golos numa temporada.

Em 1988, regressou à Dinamarca para representar o Vejle, chegando ao seu país natal com o estatuto natural de grande estrela. Contudo, com a camisola do Vejle, Elkjær não foi feliz, acabando minado por lesões que o impediram de brilhar no regresso a terras dinamarquesas e o obrigaram a retirar-se em 1990.

Presente em três grandes competições internacionais de selecções

Internacional dinamarquês por 69 vezes (39 golos), Elkjær esteve presente em dois campeonatos da Europa (84 e 88) e no Mundial 86, tendo marcado dois golos na caminhada dinamarquesa até às meias-finais do Euro 84 e quatro tentos no bom percurso do “Danish Dinamite” até aos oitavos-de-final do Mundial 86.

Menos sorte, porém, teve o avançado dinamarquês no Euro 88, pois não marcou qualquer golo numa competição em que também foi prejudicado pela má actuação colectiva da Dinamarca (não passou da primeira fase, perdendo todos os jogos do seu agrupamento).

Após abandonar a carreira de jogador, ainda treinou o Silkeborg por um curto período, todavia, acabou por rapidamente abandonar a carreira de treinador, dedicando-se, ao invés, a comentar jogos de futebol na televisão.

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Jérémy Perbet é o goleador do Mons

Nos belgas do Mons, desenvolve o seu futebol um goleador francês que, talvez, merecesse outro palco para continuar a desempenhar a sua profissão: Jérémy Perbet.

Nascido a 12 de Dezembro de 1984 em Puy-en-Velay, França, Jérémy Perbet iniciou a sua carreira em 2003/04 ao serviço do Clermont, tendo efectuado 60 jogos e 9 golos até se mudar para o AS Moulins no início da temporada 2005/06.

No AS Moulins, o atacante francês sagrou-se o melhor marcador do “championnat national”, tendo somado 23 golos em 33 jogos, todavia, o clube gaulês não teve o mesmo bom desempenho em termos colectivos e acabou por descer de divisão no final da temporada.

Grande sucesso na Bélgica

Na época seguinte, o ponta de lança francês transferiu-se para o Estrasburgo, todavia, não se impôs, acabando emprestado ao Charleroi (13 jogos, 6 golos) e Angers (11 jogos), antes de trocar definitivamente o Estrasburgo pelos belgas do Tubize.

No clube belga, fez uma excelente temporada de estreia, pois apontou 13 golos em 31 jogos. Ainda assim, não impediu a descida do Tubize ao segundo escalão. Depois, em 2009/10, em plena segunda divisão belga, entrou muito bem no campeonato, marcando 12 golos em 16 jogos e garantindo a transferência para o primo-divisionário Lokeren a meio da temporada.

Sem sucesso no Lokeren, impôs-se no Mons

Ao serviço do Lokeren, o avançado francês nunca se impôs verdadeiramente e, a meio da temporada 2010/11, mudou-se para o Mons, clube que haveria de ajudar a subir à primeira divisão, graças aos 14 golos que apontou.

Na actual temporada, ao serviço de um Mons que terminou a fase regular do campeonato na décima posição, Jérémy Perbet continuou a assumir-se como um goleador de excelência, apontando 21 golos em 28 jogos e assumindo-se como o melhor marcador do campeonato com oito tentos de avanço sobre o segundo classificado.

Matador com grande mobilidade ofensiva

Aos 27 anos, Jérémy Perbet demonstra ser um ponta de lança muito experiente e com grande inteligência na forma como se movimenta nas zonas de ataque.

Rápido e raçudo, o avançado francês é um jogador com grande frieza e, até, alguma classe na forma como finaliza, sendo usual que marque tentos com finalizações de alto nível.

Puro homem de área, cuja vida não são rodriguinhos, mas sim muitos golos, Jérémy Perbet é o homem ideal para esquemas com apenas um ponta de lança, dado que o francês de adapta na perfeição a ser a (única) referência da área, facilitando, depois, o trabalho aos companheiros, pois estes sabem perfeitamente qual deverá ser o destino do seu processo ofensivo.

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Trata-se apenas da segunda participação dos marfinenses no campeonato do mundo e, na primeira (Alemanha 2006), a Costa do Marfim nem sequer passou da primeira fase. Ainda assim, se bem se lembram, os africanos foram colocados no grupo da morte com Argentina, Holanda e Sérvia, acabando por ser eliminados com uma vitória (diante da Sérvia e Montenegro) e duas derrotas pela margem mínima. Quatro anos depois, os marfinenses regressam a um campeonato do mundo com muita qualidade e mais experiência internacional. Novamente num grupo complicado, atletas como Drogba, Yaya Touré, Kalou ou Kolo Touré têm qualidade suficiente para surpreender portugueses, norte-coreanos e brasileiros no Grupo G.

A Qualificação

A campanha marfinense nas duas fases de apuramento da zona africana de qualificação para o campeonato do mundo foi brilhante. A equipa africana fez, ao todo, doze jogos: venceu oito e empatou quatro, apurando-se facilmente para o Mundial da África do Sul.

Na segunda fase, integrada num grupo com Moçambique, Madagáscar e Botswana, a Costa do Marfim apurou-se vencendo os seus adversários em casa e empatando fora, terminando o agrupamento com quatro pontos de vantagem sobre Moçambique (2º).

Depois, na terceira e última fase, os marfinenses foram ainda mais impressionantes, pois tendo como adversários: Guiné-Conacri, Burkina Faso e Malawi, venceram cinco encontros e apenas empataram um (Malawi, fora, 1-1), terminando, novamente, com quatro pontos de avanço em relação ao segundo classificado (Burkina Faso).

2ª Fase: Grupo 7 – Classificação

  1. Costa do Marfim 12 pts
  2. Moçambique 8 pts
  3. Madagáscar 6 pts
  4. Botswana 5 pts

3ª Fase: Grupo E – Classificação

  1. Costa do Marfim 16 pts
  2. Burkina Faso 12 pts
  3. Malawi 4 pts
  4. Guiné-Conacri 3 pts

O que vale a selecção marfinense?

A Costa do Marfim é, neste momento, a mesma equipa talentosa que se deslocou à Alemanha para disputar o Mundial 2006, mas tem uma vantagem: muito mais experiência internacional.

Os marfinenses costumam apresentar um esquema 4-3-3 com tracção ofensiva, típica das selecções africanas. Apesar de ser uma equipa equilibrada em termos de soluções, o ponto mais forte dos elefantes é, claramente, o ataque.

Na baliza, está claramente o elemento mais frágil da Costa do Marfim: Barry. O guarda-redes do Lokeren é muito inseguro e tem um nível muito inferior ao restante onze marfinense. Depois, o quarteto defensivo é composto por uma dupla de centrais com qualidade tanto pelo ar como pelo chão: Kolo Touré-Bamba e por dois laterais de motivações opostas. Boka, lateral esquerdo, é um elemento mais defensivo e que cola muitas vezes aos centrais para ajudar nos lances de bola parada. Por outro lado, o lateral direito Eboué é muito mais ofensivo e, apesar de defender com competência, será no capítulo atacante que o jogador do Arsenal será mais importante.

Depois, no meio campo, os marfinenses devem apresentar um duplo pivot defensivo: Zokora-Yaya Touré. São dois excelentes médios de contenção, que terão como principal missão dar consistência defensiva aos elefantes, libertando para as missões ofensivas,  o nº 10: Romaric, um atleta muito inteligente tacticamente e que saberá ser uma ajuda na defesa sempre que necessário.

Por fim, no ataque, os elefantes deverão apresentar dois extremos (Gervinho-Kalou) e um ponta de lança fixo (Drogba). Os extremos são atletas muito versáteis que podem jogar tanto à esquerda como à direita e que são exímios nas diagonais para o centro, procurando criar desequilíbrios nos últimos redutos contrários. Por outro lado, Drogba dispensa apresentações, pois trata-se de um dos melhores pontas de lança da actualidade, um jogador letal, que se movimenta como ninguém na área. Ainda assim, como tem estado lesionado, não é de colocar de parte a hipótese de não poder jogar e, assim, deverá avançar no seu lugar o goleador: Doumbia. Um jogador que, nas últimas épocas, brilhou ao serviço do Young Boys.

Integrada no Grupo G com Brasil, Portugal e Coreia do Norte, a Costa do Marfim aparenta ser muito superior aos norte-coreanos, mas, ao mesmo tempo, parece ainda estar abaixo do nível luso e canarinho.

O Onze Base

Esquematizada num 4-3-3, a Costa do Marfim deverá apresentar Barry (Lokeren) na baliza; Boka (Estugarda), Kolo Touré (Manchester City), Bamba (Hibernian) e Eboué (Arsenal) na defesa; Zokora (Sevilha), Yaya Touré (Barcelona) e Romaric (Sevilha) no meio campo; Kalou (Chelsea), Gervinho (Lille) e Drogba (Chelsea) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Superior aos norte-coreanos e aparentemente inferior a portugueses e brasileiros, os marfinenses seriam os favoritos a terminarem na terceira posição. Ainda assim, jogando no seu continente e sabendo que Portugal, costuma, muitas vezes, jogar abaixo das suas capacidades, os elefantes poderão surpreender e assegurar o apuramento para os oitavos de final do campeonato do mundo.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Costa do Marfim vs Portugal
  • 20 de Junho: Costa do Marfim vs Brasil
  • 25 de Junho: Costa do Marfim vs Coreia do Norte

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