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Posts Tagged ‘Lokomotiv Moscovo’

O último obstáculo verde-e-branco no sonho de chegar à final da Liga Europa é uma forte e dinâmica equipa basca que já teve o condão de ultrapassar equipas como o Manchester United ou o Schalke 04: Athletic Bilbau. Bandeira da comunidade basca (apenas podem actuar jogadores bascos, de origem basca ou formados desde cedo no escalões de formação do Athletic), “Los Leones” são um dos clubes com mais títulos em Espanha, sendo o quarto clube com mais ligas espanholas (oito) e o segundo com mais taças do rei (vinte e quatro). A nível europeu, todavia, o melhor que conseguiram foi uma final da Taça UEFA em 1976/77, feito que, espera-se, não voltem a repetir na actual temporada.

O San Mamés é um inferno

Quem é o Athletic Bilbau?

Fundado em 1898, o Athletic Bilbau é um clube com 114 anos de história e de títulos, tendo desde cedo se assumido como um dos grandes clubes de Espanha.

Desde que foi criado, o clube baseia a sua política na utilização exclusiva de jogadores bascos, sejam eles do País Basco, Navarra ou País Basco Francês, ainda que nos últimos tempos essa política tenha sido aligeirada e jogadores de origem basca mas de outros locais, assim como atletas não bascos mas formados desde muito cedo nas camadas jovens do Athletic também possam ser chamados à equipa principal.

Apesar dessa política restrita, o Athletic assumiu-se sempre como uma equipa que ombreava de igual para igual com os maiores de Espanha, tendo conquistado oito campeonatos domésticos e vinte e quatro taças do rei. Ainda assim, desde 1983/84, “Los Leones” nunca mais conseguiram conquistar um título, situação que também foi agravada com o advento da Lei Bosman e a proliferação de estrangeiros no seio da Liga Espanhola.

Tendo uma história rica em termos domésticos, o Athletic Bilbau, todavia, nunca conseguiu grandes feitos a nível europeu, sendo que a sua melhor campanha surgiu em 1976/77, quando alcançou a final da Taça UEFA, mas perdeu no duelo decisivo com a Juventus (2-1 e 0-1).

Bielsa é dos melhores treinadores do Mundo

Como joga?

Treinado pelo mago argentino Marcelo Bielsa, o Athletic Bilbau é uma equipa de grande qualidade individual e colectiva que, pelo seu estilo de jogo, é muitas vezes considerada uma espécie de pequeno barça.

Actuando num 4x3x3 pleno de mobilidade e criatividade, “Los Leones” são extremamente fortes do meio-campo para a frente, onde jogadores como o médio-ofensivo De Marcos, os extremos Susaeta e Muniain e o ponta de lança Llorente formam um quarteto de enorme qualidade atacante.

Mais atrás, a equipa basca tem menos qualidade individual, todavia, jogadores como o lateral-direito ofensivo Iraola e o trinco Javi Martinez (não pode jogar em Alvalade) também garantem talento ao conjunto de Bielsa.

Equipa sem medo de ter a bola e de assumir o jogo, é fortíssima nas transições, sendo assim um conjunto híbrido que tanto se sente à vontade numa estratégia de ataque continuado, como sabe ser letal em lances de contra-ataque.

Nesse seguimento estratégico e com essa ideologia de futebol de qualidade, o Athletic deverá aparecer em Alvalade com o seguinte onze: Gorka Iraizoz; Iraola, Ekiza, Amorebieta e Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain.

Fernando Llorente é um matador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Llorente

Aquele que talvez seja o jogador mais decisivo da equipa de Bilbau é um ponta de lança alto e possante que funciona como referência ofensiva do conjunto basco: Fernando Llorente.

Aos 27 anos, o avançado basco já soma 20 internacionalizações (7 golos) pela selecção espanhola e leva (quase) todo o seu percurso desportivo ao serviço do Athletic Bilbau, clube onde concretizou por 81 vezes em 232 jogos da liga espanhola.

Jogador com 1,95 metros, trata-se, naturalmente, de um jogador com forte presença na área, sendo muito difícil de marcar e que em cada duas ocasiões que lhe chegam aos pés ou à cabeça, factura pelo menos uma.

Ainda assim, caso o seu marcador directo esteja atento na marcação e não deixe que o esférico chegue em condições ao poderoso avançado basco, este não reúne características que lhe permitam contornar essa situação, acabando por desaparecer um pouco do jogo. Para bem do Sporting, esperemos que assim aconteça.

Como chegou às semi-finais?

Playoff: Athletic Bilbau vs Trabzonspor (TUR) 0-0, não se realizando a segunda mão, pois o Trabzonspor foi repescado para a “Champions”

Fase de grupos:

  • Athletic Bilbau vs PSG (FRA) 2-0 e 2-4
  • Athletic Bilbau vs Red Bull Salzburgo (AUT) 2-2 e 1-0
  • Athletic Bilbau vs Slovan Bratislava (ESL) 2-1 e 2-1

Classificação:

  1. Athletic Bilbau 13 pontos
  2. Red Bull Salzburgo (AUT) 10 pts
  3. PSG (FRA) 10 pts
  4. Slovan Bratislava (ESL) 1 pt

16/Final: Athletic Bilbau (ESP) vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 1-0 e 1-2

8/Final: Athletic Bilbau vs Manchester United (ING) 2-1 e 3-2

4/Final: Athletic Bilbau vs Schalke 04 (ALE) 2-2 e 4-2

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O último obstáculo para o Sporting chegar à final da Liga Europa é um osso duro de roer, mas o grande Sporting que eliminou o Manchester City e Metalist terá condições mais que suficientes para superar uma equipa que, apesar da excelente campanha europeia, se encontra apenas na sétima posição da Liga Espanhola e a quarenta!! pontos do líder Real Madrid.

Será, no entanto, necessário manietar a linha de construção ofensiva do Athletic composta por jogadores como Muniain e De Marcos, mas, também, anular o forte ponta de lança internacional espanhol Llorente. Depois, se os leões aliarem esse factor à exploração da mais frágil linha defensiva, nomeadamente o lateral-esquerdo Aurtenetxe, tudo poderá estar alinhado para vermos os verde-e-brancos na final de Bucareste.

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No Verão de 1993, o Sporting recebia o sorteio da 1ª Eliminatória da Taça UEFA com desconfiança. O adversário era um desconhecido clube turco da cidade de Ízmit, que nunca tinha participado em competições europeias, mas que havia terminado o último campeonato turco na quarta posição e tinha nas suas fileiras jogadores de qualidade como o guarda-redes internacional jugoslavo Omerovic, os defesas também jugoslavos Kuzmanovski e Mirkovic, para além do avançado-centro internacional turco Saffet. Apesar das duas Taças da Turquia conquistadas pelo Kocaelispor, este foi o momento mais alto da história do clube turco, o momento em que defrontou e complicou a vida a um clube que tinha um plantel com jogadores como Figo, Balakov, Paulo Sousa, Valckx ou Juskowiak.

O Kocaelispor joga no İsmet Paşa Stadium

Fundado em 1966, chegou à primeira divisão em 1980

O Kocaelispor Kulübü foi fundado em 1966 como uma fusão dos clubes Baçspor, İzmit Gençlik e Doğanspor mas apenas conseguiu chegar ao primeiro escalão do futebol turco em 1980, tendo permanecido na primeira divisão durante oito anos consecutivos até ser relegado ao segundo escalão em 1988.

Nesse período, a equipa havia descido desportivamente uma vez em 1986/87, contudo, nessa altura, acabou por ser salvo por um verdicto do Conselho de Estado da Turquia.

Cadete marcou um dos golos ao Kocaelispor

A grande campanha de 1992/93 garantiu ao Kocaelispor um confronto com o Sporting

Em 1992, o Kocaelispor regressou à primeira divisão turca e fê-lo em grande estilo. Com uma grande equipa com jogadores como Omerovic, Saffet, Bülent Uygun ou Mirkovic, o Kocaelispor dobrou a primeira volta em primeiro lugar e só uma série de derrotas na segunda metade do campeonato acabou por evitar que o clube de Ízmit conquistasse o título e tivesse que se contentar com o quarto lugar.

Esse quarto lugar, porém, garantiu ao Kocaelispor a presença na Taça UEFA de 1993/94, tendo a equipa turca defrontado o Sporting logo na primeira eliminatória. A primeira mão, em Ízmit, foi dominada pelo Kocaelispor e só a felicidade impediu que os leões saíssem da Turquia com um resultado bem pior que o 0-0 averbado.

Em Alvalade, todavia, a maior experiência internacional do clube português fez a diferença e o Sporting, com golos de Cadete e Pacheco, venceu por 2-0 e terminou de forma precoce a primeira participação do Kocaelispor em provas da UEFA.

Taça de 2002 foi último grande título

Venceu a Taça da Turquia em 1997 e 2002

Depois da grande equipa de 1992/93, o Kocaelispor destacou-se com o quinto lugar na temporada 1995/96, além de ter conquistado as taças da Turquia em 1996/97 (1-0 e 1-1 ao Trabzonspor na final) e 2001/02 (4-0 ao Besiktas no jogo decisivo).

Nesse período, a equipa também regressou às competições europeias, tendo estado na Taça das Taças em 1997/98, quando eliminou os romenos do National Bucareste (2-0 e 1-0) para depois cair diante dos russos do Lokomotiv Moscovo (0-0 e 1-2) e na Taça UEFA em 2002/03, quando não passou da primeira ronda, esmagado pelos húngaros do Ferencváros (0-1 e 0-4).

Adeptos continuam a apoiar cegamente o clube

Entrou em queda a partir de 2003

Em 2003, o Kocaelispor desceu novamente à segunda divisão, tendo permanecido no escalão secundário até 2007/08, quando conquistou o campeonato e o direito a regressar ao escalão principal. A estadia na primeira divisão, todavia, havia de ser curta e o Kocaelispor haveria de voltar a descer, minado pelo insucesso desportivo (foi 17º) e por uma enorme crise financeira.

No final de 2009/10, a crise do Kocaelispor assumiu contornos ainda mais dramáticos, pois o clube de Ízmit foi relegado para o terceiro escalão do futebol turco, divisão onde se encontra ainda hoje, desesperando os inúmeros adeptos que o clube tem na Turquia, nomeadamente na zona de Marmara e do Mar Negro.

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Benfica 96/97

Após ter conquistado a Taça de Portugal em 1995/96, numa final em que venceu o Sporting por 3-1 e que ficou tristemente célebre pelo episódio do Very-Light, o Benfica ganhou o direito de participar na Taça das Taças da temporada seguinte, entrando para a competição com legítimas aspirações a fazer uma boa campanha. Tratou-se, de facto, de uma participação digna, mas que acabou travada pela qualidade de jogadores como Rui Costa e Batistuta que foram fulcrais na eliminação dos encarnados, nos quartos de final da então segunda competição mais importante da UEFA.

1ª Eliminatória: Benfica 5-1/0-0 Ruch Chorzow (POL)

Na primeira ronda da Taça das Taças, o Benfica teve como adversário a modesta equipa polaca do Ruch Chorzow, formação que todos os analistas concordavam que estava ao alcance dos encarnados.

Realmente, a eliminatória ficou logo decidida na Luz, com as águias a vencerem por 5-1, graças aos golos de Donizete, Jamir, João Pinto e Valdo, que bisou, contra apenas um tento polaco apontado por Gesior. Este resultado, fez da deslocação à Polónia um mero passeio, com polacos e encarnados e não passarem do nulo num segundo duelo insosso e sem grandes motivos de interesse, à parte de uma grande penalidade desperdiçada por Valdo.

2ª Eliminatória: Benfica 1-0/3-2 Lokomotiv Moscovo (RUS)

A segunda ronda já colocava na frente do Benfica um adversário bem mais temível, pois tratava-se da equipa russa do Lokomotiv Moscovo. Na primeira mão, no Estádio da Luz, os encarnados não foram além de uma vitória pela margem mínima (1-0), graças a um tento madrugador de João Vieira Pinto, resultado que, dessa forma, complicava a deslocação à capital russa.

De facto, na gélida Moscovo, a equipa encarnada viu-se a perder muito cedo graças a um golo de Solomatin, tendo respondido no início da segunda parte com um golo de Panduru. O 1-1, parecia deixar os encarnados com a eliminatória quase resolvida, todavia, aos 58 minutos da 2ª parte, Haras voltava a marcar para a equipa russa e deixava o Benfica a um golo da eliminação.

Ainda assim, os encarnados estavam decididos a provarem que eram superiores ao conjunto russo e Donizete (63′) marcou o golo da tranquilidade e João Vieira Pinto, em cima dos noventa minutos, garantiu mesmo o triunfo ao Benfica por três bolas a duas.

Quartos de final: Benfica 0-2/1-0 Fiorentina (ITA)
 
O sorteio dos quartos de final da Taça das Taças não foi meigo para o Benfica que via-se na obrigação de ultrapassar a poderosa Fiorentina para passar à eliminatória seguinte.
 
Na primeira mão, disputada no Estádio da Luz, o Benfica sucumbiu à Fiorentina, graças a golos de Baiano e Batistuta, ambos no final de cada parte, deixando as possibilidades do Benfica a roçarem o nulo para a partida da segunda mão no Artemio Franchi.

Nesse jogo, contudo, o Benfica, mesmo jogando com jogadores habitualmente menos utilizados como Edgar ou Paulão, arrancou para um jogo de grande qualidade, chegando mesmo ao golo por Edgar (23′) e espreitando, muitas vezes, o 2-0 que lhe garantiria o prolongamento. Para mal da equipa portuguesa, esse tento nunca surgiu e o Benfica acabou por terminar a sua participação nesta Taça das Taças nos quartos de final.

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Had com a camisola eslovaca

No início da época 2007/08, o Sporting encontrava-se motivado em descobrir, finalmente, um defesa-esquerdo que fizesse esquecer Rui Jorge e, acima de tudo, o chileno Tello, que havia recusado a renovação com os leões para assinar pelo Besiktas da Turquia. Depois de muito procurarem, os verde e brancos optaram por um defesa-esquerdo eslovaco para lutar pela titularidade com o brasileiro Ronny: Marian Had. Dizia-se que era um jogador alto, ideal para ajudar os centrais, que defendia bem e era competente a atacar, mas, na verdade, apenas mostrou ser um jogador lento, duro de rins e, acima de tudo, sem qualquer qualidade para vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal.

Marian Had iniciou a sua carreira aos 19 anos, na época 2001/02 ao serviço do Ruzomberok, onde permaneceu por três temporadas e onde teve o interessante registo de 56 jogos e um golo apontado.

As boas exibições ao serviço do clube eslovaco valeram-lhe, ao início da época 2004/05, uma transferência para o FC Brno da República Checa, onde permaneceu por duas temporadas. Nesse clube checo, teve dificuldade em assegurar a titularidade e, durante esses dois anos, apenas fez 24 partidas, ainda que, no final da segunda época, o Lokomotiv de Moscovo tenha ficado convencido da qualidade de Marian Had e, de forma surpreendente, contratou-o para a sua equipa.

Na Rússia, nunca se conseguiu impor, tendo sido emprestado ao Sporting em 2007/08 e ao Sparta de Praga na temporada seguinte. Tanto nos leões como na equipa checa, Had mostrou ter muito pouca qualidade futebolística, passando rapidamente da titularidade para o banco, do banco para a bancada e da bancada para o esquecimento total.

No final de 2009, o Lokomotiv, provavelmente já sem ninguém interessado em ter o pobre eslovaco por empréstimo, libertou-o definitivamente, com Marian Had a assinar pelo Slovan Bratislava.

No entanto, mesmo nesse clube eslovaco, Had, aos 27 anos, continua a não se conseguir impor, tendo feito apenas cinco jogos desde o início de 2010, estando, assim, muito longe dos seus tempos de glória que o levaram a ser internacional eslovaco por doze ocasiões.

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A Nigéria apresentou-se ao mundo do futebol no campeonato do mundo de 1994, disputado nos Estados Unidos. As super-águias tinham, então, uma selecção fantástica com Finidi, Amunike e Okocha e atingiram os oitavos de final, sendo apenas eliminadas, no prolongamento, diante da Itália. Quatro anos depois, com uma selecção mais madura, voltaram a cair nos oitavos de final, mas, dessa vez, com estrondo, pois perderam com a Dinamarca (1-4). A partir daqui, as super-águias entraram em declínio e, se em 2002 não passaram da 1ª fase, em 2006 nem sequer se apuraram para o Mundial. Assim sendo, de regresso ao campeonato do mundo, resta saber se a Nigéria regressa aos tempos de glória ou se, ao invés, prova que a geração de 1994/98 foi um fogacho sem continuidade. Jogadores como Martins, Odemwingie e Utaka irão dar a resposta nos relvados sul-africanos.

A Qualificação

Sendo surpreendida por Angola na qualificação para o Mundial 2006, os nigerianos, querendo prever outro dissabor do género, encararam todos os seus adversários na zona africana de qualificação com respeito. A prova disso é que, ao longo de duas fases de apuramento, conseguiram nove vitórias e três empates.

A primeira fase foi a mais impressionante, pois os nigerianos venceram todos os jogos de um grupo onde estavam África do Sul, Serra Leoa e Guiné Equatorial, terminando com mais onze pontos! que o segundo classificado.

Por outro lado, a segunda fase foi mais equilibrada, ainda assim, mesmo empatando os dois desafios com o grande rival do grupo (Tunísia) e empatando em Moçambique, as super-águias venceram o agrupamento com um ponto de avanço sobre os magrebinos.

Assim, sem qualquer derrota, os nigerianos qualificaram-se para o Mundial 2010.

2ª Fase: Grupo 4 – Classificação

  1. Nigéria 18 pts
  2. África do Sul 7 pts
  3. Serra Leoa 7 pts
  4. Guiné Equatorial 3 pts

3ª Fase: Grupo B – Classificação

  1. Nigéria 12 pts
  2. Tunísia 11 pts
  3. Moçambique 7 pts
  4. Quénia 3 pts

O que vale a selecção nigeriana?

A equipa nigeriana tem um conjunto com qualidade e com alguns bons valores individuais, todavia, globalmente, estão longe da qualidade das selecções de 94 e 98.

No baliza, têm um excelente guarda-redes: Enyeama. Um jogador com reflexos fantásticos e extremamente seguro que brilha nos relvados israelitas.

A defesa conta com um lateral mais ofensivo (Odiah) e um lateral mais defensivo (Taiwo), sendo que a dupla de centrais (Shittu e Yobo) é forte, mas, principalmente Joseph Yobo, é muito fraco quando apanha avançados rápidos pela frente. Na generalidade, é uma defesa que terá muitas dificuldades perante adversários matreiros e/ou com avançados de grande técnica individual.

Depois, no miolo, têm dois médios defensivos, muito fortes e que permitem aos avançados terem mais liberdade ofensiva: Etuhu e Kaita, ficando, posteriormente, Obi Mikel como médio mais ofensivo. Porém, o jogador do Chelsea, box to box por natureza, acaba por ser uma adaptação do seleccionador para o facto da Nigéria, neste momento, não ter nenhum 10 de eleição.

Por fim, no ataque, os nigerianos têm o seu ponto mais forte, pois têm um enorme leque de opções, tanto nas alas: Uche, Martins, Ogbuke e Odemwingie, como no centro: Yakubu, Utaka e Kanu. No entanto, o seleccionador deverá optar por Obasi Ogbuke na esquerda e Odemwingie na direita, ficando, no centro: Yakubu.

Integrados no Grupo B, com Argentina, Grécia e Coreia do Sul, as super-águias têm equipa para disputar o segundo lugar com asiáticos e europeus, tendo, inclusivamente, melhores individualidades que estes adversários. Todavia, a sua habitual indisciplina táctica e alguma fragilidade defensiva poderá ser fatal, nomeadamente no desafio com os helénicos.

O Onze Base

Os nigerianos deverão actuar num esquema de 4-2-1-3 com um duplo-pivot muito defensivo, dois extremos bem abertos e um ponta de lança muito forte fisicamente.

Na baliza, Enyeama (Hapoel Telavive) é indiscutível, ficando, depois, o quarteto defensivo entregue a Taiwo (Marselha), à esquerda, Odiah (CSKA Moscovo), à direita, e à dupla de centrais: Yobo (Everton) e Shittu (Bolton); No meio campo, Etuhu (Fulham) e Kaita (Alania) serão os trincos, enquanto Obi Mikel (Chelsea) será o médio ofensivo;  Por fim, no ataque, Obasi Ogbuke (Hoffenheim) deverá ser o extremo esquerdo, Odemwingie (Lokomotiv Moscovo) o extremo direito e Yakubu (Everton) deverá jogar no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Em termos de qualidade pura, seria a principal candidata ao segundo lugar do grupo B. Ainda assim, terá de corrigir alguma indisciplina táctica e tentar disfarçar algumas deficiências do seus centrais, pois, caso contrário, poderá ser surpreendida, nomeadamente pela matreira selecção grega.

 Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  •  12 de Junho – Nigéria vs Argentina
  •  17 de Junho – Nigéria vs Grécia
  •  23 de Junho – Nigéria vs Coreia do Sul

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