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João Paiva foi uma promessa leonina

Há uns dez anos falava-se dele como o futuro ponta de lança do Sporting e da selecção nacional, um jogador que tinha o “toque de midas” ainda que, ao invés de transformar o que tocava em ouro, limitava-se a transformar tudo o que era esférico a ele endossado em mais um golo. Marcando incontáveis tentos ao longo das camadas jovens verde e brancas, suplantou Vargas como o melhor marcador de sempre das estruturas de base dos leões, mas, na transição para o futebol sénior, acabou por ter um conflito com a estrutura directiva do Sporting, acabando por sair, primeiro para outros clubes portugueses, depois para Chipre (onde teve muito sucesso) e encontrando-se, neste momento, a brilhar nos relvados suíços ao serviço do Lucerna. Eis João Paiva, a prova que também existem goleadores portugueses.

Nascido a 8 de Fevereiro de 1983, João Paiva fez todo o seu percurso referente ao futebol juvenil no Sporting, marcando sempre uma enorme quantidade de golos nos campeonatos nacionais e sendo claramente uma das grandes promessas das camadas jovens verde e brancas.

Em 2001, os leões integraram o jogador na equipa B do Sporting e João Paiva voltou a mostrar dotes de goleador, marcando 20 golos em duas temporadas e amadurecendo o suficiente para chegar à equipa principal dos leões. Todavia, nessa época, surgiram rumores de incompatibilidades entre o atacante e a estrutura directiva do Sporting que acusava João Paiva de pedir 75000 euros para renovar e de exigir a titularidade na equipa principal dos leões. Exigências que o internacional jovem sempre negou ter feito.

Assim sendo, no verão de 2003, João Paiva trocou os leões pelo Marítimo, onde não foi feliz, limitando-se a jogar pela equipa B dos madeirenses, trocando, na época seguinte, os verde-rubros pelo Sp. Espinho, onde, voltou a não encontrar o caminho do sucesso. Nesta fase, pensou-se que seria mais um talento que se iria perder, todavia, João Paiva, ao emigrar, redescobriu o golo.

No Apollon Limassol cipriota, para onde se transferiu em 2005, fez 16 golos em 54 jogos e mostrou-se um avançado móvel e altruísta que aliava a capacidade finalizadora à capacidade desequilibradora, o que o tornou num ídolo para os adeptos locais que ainda o vêem como um Deus.

Esse sucesso no Apollon levou-o a transferir-se, em 2008, para o AEK Larnaca, também de Chipre, mas, aí, problemas com ordenados em atraso, levaram-no a jogar pouco tempo nesse clube e a transferir-se, nesse mesmo ano, para o Lucerna, da Suíça, onde joga até hoje.

No clube helvético, já soma 16 golos em 54 jogos, sendo que, esta temporada, fez quatro golos em seis partidas ajudando o Lucerna a chegar ao primeiro lugar do campeonato suíço. Neste momento, com 27 anos, continua à espera de uma oportunidade na equipa nacional portuguesa sendo que, a possibilidade de ser campeão da Suíça com o Lucerna, pode abrir-lhe essa porta.

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Os helvéticos já participaram em oito campeonatos do mundo, todavia, nunca passaram dos quartos de final e, a última vez que alcançaram essa fase da prova, foi há 56 anos (1954). Nas últimas duas participações (1994 e 2006), a selecção suíça cumpriu com os serviços mínimos, passando a fase de grupos e caindo, logo a seguir, nos oitavos de final. Agora, na África do Sul, com uma selecção mediana e num agrupamento com espanhóis, chilenos e hondurenhos, a dúvida é se conseguem voltar a cumprir os serviços mínimos (oitavos de final), ou se, ao invés, não passam da primeira fase da prova.

A Qualificação

Inseridos num grupo acessível com Grécia, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, os suíços começaram muito mal a fase de apuramento com um empate em Israel (2-2) e, bem pior, com uma derrota caseira com o Luxemburgo (1-2).

Temeu-se o pior, mas os helvéticos, até final da fase de qualificação, estiveram bem melhor e apenas concederam dois empates (Letónia, fora, 2-2 e Israel, casa, 0-0), vencendo todas as restantes partidas.

Nesse percurso vitorioso, temos de destacar a dupla vitória diante da selecção helénica (2-0 e 2-1), decisiva para alcançarem o primeiro lugar do Grupo 2 e consequente apuramento directo para o Mundial sul-africano.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

O que vale a selecção helvética?

A equipa suíça vale, essencialmente, por ter um colectivo forte e, acima de tudo, muito experiente. Sem grandes estrelas, os helvéticos colocam todas as suas fichas na boa organização táctica e na eficácia.

O sector mais recuado da equipa de Ottmar Hitzfeld é composto por um grande guarda-redes, bem conhecido dos portugueses (Diego Benaglio) e por um quarteto defensivo muito sólido e seguro. Nessa defesa, a dupla de centrais será formada por Senderos e Grichting, dois jogadores que se completam, pois o jogador do Auxerre é muito forte pelo chão e o antigo defesa do Arsenal é poderoso no jogo aéreo. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Zygler (à esquerda) e Lichtsteiner (à direita), dois defesas que correm o campo todo, defendendo e atacando com a mesma competência.

Depois, num meio campo típico do 4-4-2 clássico, deverão jogar Huggel e Inler como duplo pivot. Neste esquema, Huggel será um trinco puro, muito forte fisicamente e com a capacidade de encostar aos centrais sempre que necessário, enquanto Inler será um box to box, muito criativo, que sabe aparecer com perigo nas zonas mais adiantadas do terreno. Por outro lado, nas alas, deverão jogar Barnetta (à esquerda) e Padalino (à direita), dois jogadores criativos (principalmente Barnetta), mas que sabem defender, dando, assim, muita consistência à equipa helvética.

Por fim, no ataque, deverão jogar os veteranos: Nkufo e Frei. Tratam-se dois elementos bem diferentes, pois Nkufo é um avançado muito forte fisicamente, que desgasta muito os defesas e serve de elemento de referência ofensiva, enquanto Frei, é mais leve e móvel, ainda que se trata de um finalizador nato, que raramente falha no momento de definição. Ainda assim, se Hitzfeld pretender um ataque com dois elementos móveis, pode sempre abdicar de Nkufo e lançar o também veterano jogador do Lucerna: Hakan Yakin.

O Onze Base

A equipa helvética deve apresentar um 4-4-2 clássico com Diego Benaglio (Wolfsburgo) na baliza; Zygler (Sampdória), Senderos (Everton), Grichting (Auxerre) e Lichtsteiner (Lázio) na defesa; Barnetta (Leverkusen), Huggel (Basileia), Inler (Udinese) e Padalino (Sampdória) no meio campo; Nkufo (Twente) e Frei (Basileia) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo com Espanha, Chile e Honduras, o primeiro lugar estará, desde logo, totalmente de parte, pois salvo um escândalo, esse irá pertencer à pátria de Cervantes. Assim sendo, tendo em conta que as Honduras deverão ficar na última posição, caberá aos suíços disputar o segundo lugar com os chilenos, num duelo que se advinha muito equilibrado e intenso.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Suíça vs Espanha
  • 21 de Junho: Suíça vs Chile
  • 25 de Junho: Suíça vs Honduras

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