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Posts Tagged ‘Luís Aguiar’

Os adeptos leoninos voltam a acreditar

Depois de duas épocas desastrosas em termos desportivos, o Sporting procura reassumir-se como um grande de pleno direito no contexto actual do futebol português. Após a vitória nas recentes eleições de Godinho Lopes, o duo de directores gerais: Luís Duque e Carlos Freitas lançaram as mãos à obra, dispensando jogadores como Nuno André Coelho, Maniche, Pedro Mendes ou Vukcevic e adquirindo jogadores de renome como Diego Capel, Bojinov, Schaars, Rodríguez ou Rinaudo, numa enorme revolução, mas que se exigia, devido ao triste passado recente do clube verde-e-branco. Agora, num ano em que muitos julgavam de transição, o Sporting até parece em condições de lutar pelo título, mas a pergunta exige-se: Qual será o melhor onze do Sporting?

Rodríguez tem tudo para ser o líder defensivo

Uma defesa segura e com mais centímetros

Na baliza e nas laterais do sector recuado não haveriam alterações a 2010/11 nem poderiam haver. Rui Patrício (guarda-redes) e João Pereira (lateral-direito) foram dos melhores elementos verde-e-brancos da temporada passada e Evaldo, mesmo sem ter feito uma temporada brilhante, não tem um verdadeiro concorrente do lado-esquerdo da defesa, pois o francês Turan ainda está demasiado “verde” para tamanha responsabilidade.

No entanto, no centro da defesa, a entrada de Onyewu e de Rodríguez é exigível, pois a dupla irá acrescentar muita qualidade aos verde-e-brancos, pelo poder físico e competência no jogo aéreo do norte-americano e, também, pela velocidade, capacidade de desarme e superior leitura de jogo do internacional peruano. Na verdade, estes dois jogadores poderão ser a chave para uma época bem mais descansada que a transacta em termos defensivos.

Schaars é uma clara mais-valia

Um duplo-pivot que já conquistou os adeptos

Apesar de existirem outras soluções de qualidade para as posições “seis” e “oito” como André Santos e Luís Aguiar, a titularidade deverá ser entregue ao internacional argentino Rinaudo e ao internacional holandês Schaars.

O ex-Gimnasia é um puro médio-defensivo que tem um pulmão inesgotável e que disputa cada lance como se fosse o último momento da sua vida, usando e abusando de uma agressividade (não confundir com maldade intencional) que tanto escasseou na temporada anterior. Esse futebol de Rinaudo será importantíssimo para as rápidas recuperações do esférico e para a segurança nas transições defesa-ataque e ataque-defesa.

Depois, na transição ofensiva, o jogador chave será o esquerdino Schaars. Um internacional holandês com uma capacidade táctica e técnica acima da média, que prima por uma extraordinária visão de jogo e uma qualidade fantástica na marcação de bolas paradas. O antigo jogador do AZ fará a ligação entre o “seis” (Rinaudo) e o “dez” (Matías), não havendo no plantel nenhum jogador que o possa fazer com a mesma competência e qualidade.

Matias deve jogar mais próximo da zona de tiro

Um trio de médios-ofensivos de luxo

À frente do duplo-pivot: Rinaudo/Schaars, surge uma linha de três jogadores, sendo dois deles alas/extremos (Diego Capel e Izmailov) e o outro (Matías) um puro “dez”.

Nas alas, optaria por dois jogadores de características diferentes. Do lado esquerdo, e porque Evaldo está cada vez mais um defesa-esquerdo e cada vez menos um lateral-esquerdo, colocava Diego Capel, que é um extremo mais puro e que pela sua velocidade e qualidade técnica se preocuparia mais em dar profundidade ofensiva à equipa com poucas preocupações defensivas, pois Evaldo e mesmo Schaars (excelente nas dobras no flanco esquerdo) seriam suficientes para esse desiderato.

Por outro lado, no flanco direito, colocava Izmailov, um jogador que para além de todas as suas inúmeras qualidades técnicas, é muito inteligente em termos tácticos, sendo capaz de dar profundidade ao lado direito do ataque, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio táctico ao centro, abrindo também espaços para as subidas do lateral-direito João Pereira.

Por fim, numa posição intermédia entre o “dez” e o “nove”, numa posição tantas vezes desempenhada por João Pinto no Benfica ou no Sporting colocaria Matías Fernandez. O chileno é um “dez” com bastante sentido de baliza e deve jogar mais próximo do ponta de lança do que nas temporadas anteriores. Ali, mais perto da zona de tiro, penso que a qualidade técnica e de remate do internacional chileno poderá ser bem melhor aproveitada.

van Wolfswinkel marcou 20 golos a época passada

Uma referência de área

A ponta de lança, não se limitando a esperar que a bola lhe chegue aos pés, mas sempre preocupado em ser um farol para todo o futebol ofensivo dos verde-e-brancos actuaria van Wolfswinkel. Apesar de muito jovem, o internacional holandês é um jogador com uma qualidade técnica apreciável e que sabe movimentar-se muito bem na zona de tiro, sendo frio e letal na hora de atirar à baliza, seja com a cabeça ou com os pés.

Depois, bem servido por jogadores como Schaars, Capel, Matías ou Izmailov, tem todas as condições para explodir já nesta temporada e assumir-se como o principal goleador do Sporting 2011/12.

Porquê o 4x2x3x1?

Fala-se muito do Sporting poder actuar em 4x1x3x2, mas sem colocar essa táctica de parte para certo tipo de jogos, nomeadamente os de grau de dificuldade mais baixo, penso que os leões têm tudo a ganhar se usarem este 4x2x3x1. É uma táctica equilibrada, que permite segurança defensiva e profundidade ofensiva e, acima de tudo, mantém a equipa sempre equilibrada, facilitando as transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Por outro lado, o 4x1x3x2, muitas vezes, ou não garante segurança à frente da defesa, abrindo demasiados buracos entre a defesa e o meio-campo ou faz com que os dois médios-centro fiquem demasiado distantes dos dois avançados, obrigando a que um dos atacantes recue muito no terreno para ir buscar jogo e funcione quase como um dez. Quando isso acontece, a táctica acaba por se transformar num 4x2x3x1, mas muitas vezes com um “dez” a “oito” e um ponta de lança a “dez”… Lembram-se de quantas vezes isto aconteceu ao Sporting na temporada transacta?

Assim sendo, e tendo em conta o valioso banco que o Sporting teria, com jogadores do calibre de Luís Aguiar, Bojinov, Hélder Postiga ou André Santos, penso que este onze em 4x2x3x1 seria o mais indicado, ficando o 4x1x3x2 como esquema alternativo para quando a ocasião o exigisse.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Hulk esteve muito bem diante do Braga

O FC Porto continua a demonstrar que é a equipa em melhor forma nesta fase do campeonato e, desta feita, passou o difícil teste bracarense, vencendo, no Dragão, por três bolas a duas. A equipa portista continua a só saber vencer em competições oficiais e, assim, irão encarar o compromisso europeu desta semana diante do Rapid Viena com moral em alta. Por outro lado, as duas equipas lisboetas continuam a dar passos em falso, com o Benfica a perder em Guimarães (1-2) e o Sporting a não passar do nulo, em casa, diante do Olhanense.

Golo de Aguiar não impediu derrota do Braga

FC Porto 3-2 Sp. Braga

Dragões e arsenalistas protagonizaram um jogo que nem parecia originário da Liga Zon Sagres, tal a emoção e velocidade que pautou o encontro.

A equipa portista entrou a perder, pois o Braga, graças a um excelente livre convertido por Luís Aguiar (16′) soube se colocar em vantagem e todos sabemos como os arsenalistas são perigosos quando se colocam em vantagem no marcador. Nessa fase, os adeptos portistas temeram o contra-ataque bracarense, mas este FC Porto de Villas Boas tem demonstrado grande inteligência e, durante os primeiros quarenta e cinco minutos, nunca deu veleidades ao Braga, conseguindo, inclusivamente, chegar ao empate, aos 33 minutos, quando Varela empatou a contenda.

Na segunda metade, o FC Porto voltou a sofrer um soco no estômago, quando Lima, a meia hora do final, em outro excelente pontapé dos bracarenses, fez o 1-2. No entanto, os portistas voltaram a saber reagir e, assim, foi com alguma naturalidade que conseguiram dar a volta ao marcador com golos de Hulk (63′) e Varela (70′).

Os arsenalistas ainda procuraram chegar à igualdade tendo, inclusivamente, terminado o jogo em cima dos dragões. Contudo, o FC Porto soube segurar a vantagem e, assim, garantir cinco pontos de avanço sobre Braga e Sporting e nove sobre o Benfica.

Liedson não esteve inspirado

Sporting 0-0 Olhanense

Em Alvalade, leões e algarvios fizeram um jogo muito pobre e que até podia ter terminado num contexto mais sombrio para os sportinguistas caso o árbitro não tivesse anulado um golo aparentemente limpo do Olhanense. Durante os noventa minutos da partida, o Sporting nunca revelou intensidade de jogo para levar de vencido um conjunto algarvio que não é brilhante na abordagem ao jogo, mas que sabe se posicionar no relvado e ser perigosa no contra-ataque.

Na primeira parte, o Sporting podia, caso Liedson estivesse ao seu nível, ter-se colocado em vantagem, mas a Olhanense também podia ter feito o 0-1, caso o árbitro não tivesse anulado um golo limpo a Jardel por alegada falta sobre André Santos.

Por outro lado, na etapa complementar, o jogo teve sentido único, ainda que isso nunca tenha resultado num domínio absoluto dos leões. O Sporting teve mais bola, procurou mais a baliza, mas fê-lo sempre com pouca velocidade, inteligência e discernimento. Assim sendo, dava a ideia que os algarvios nem precisavam de fazer muito para irem segurando o zero a zero.

Para piorar o contexto leonino, os avançados sportinguistas não andam a acertar com a baliza, assitindo-se, uma vez mais, a falhanços que fariam corar um jogador distrital, como um lance em que Saleiro, na pequena área, não superou Moretto.

Assim sendo, o zero a zero é inteiramente justo, punindo um Sporting que tem de evoluir muito para se poder considerar um candidato ao título e premiando uma Olhanense que, neste campeonato, ainda não perdeu.

Fábio Coentrão lutou mais do que jogou

V. Guimarães 2-1 Benfica

Num jogo em que o Benfica tem razões para se queixar da arbitragem (2 foras de jogo mal tirados e dois lances muito duvidosos na área do V. Guimarães), há também que realçar que a sorte (ou falta dela) também foi importante para o desfecho negativo dos encarnados. Ainda assim, o Benfica continua a léguas de distância da temporada passada, numa letargia tão contagiante como inacreditável para quem conheceu a versão 2009/10 desta equipa lisboeta.

As águias entraram a perder, graças a um golo de Edgar (16′) mas souberam reagir, empatando por Saviola (32′) e criando outras situações de golo, num jogo que se desenrolava a um excelente ritmo e que se traduzia num bonito espectáculo.

Na segunda metade, os encarnados continuaram a procurar a vantagem, mas o V. Guimarães tentava equilibrar as operações, situação que, com os passar dos minutos, tornou-se mais notória.

O tempo passava e as equipas e os adeptos começavam a resignar-se ao empate, quer dizer, todos menos Rui Miguel que, aos 80 minutos, antecipou-se a David Luiz  e fez o 2-1 para os vimarenenses.

Com pouco tempo para jogar e a capacidade anímica a roçar o zero, o Benfica foi incapaz de reagir à desvantagem, permitindo que o V. Guimarães conseguisse que o jogo fluísse para o seu final sem grandes problemas.

Assim sendo, com esta vitória, o Guimarães isolou-se na segunda posição (oito pontos) e o Benfica, com três pontos (quem o diria no início da época?), encontra-se na décima terceira posição…

Nos outros jogos da ronda, destaque para a vitória da Académica sobre a Naval (3-0) que deixou a equipa de Coimbra na terceira posição da tabela e menções honrosas para as primeiras vitórias de Portimonense (3-1 ao Rio Ave) e U. Leiria (2-1 ao Nacional). Quem também está muito bem no campeonato são os pacenses que, com o empate  no campo do Marítimo (1-1), mantêm-se sem conhecerem o sabor da derrota na Liga Zon Sagres.

A quarta jornada termina hoje, em Setúbal, num duelo entre o Vitória local e o Beira-Mar.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

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Poderíamos pensar que com o mundial à porta e o final da época de clubes este seria um tempo mais calmo e com menos notícias. Um período para planear a próxima temporada e reflectir sobre a que passou. Parece que o Sporting está a fazer isso mesmo, mas a comunicação social montou um circo mediático que já vimos noutras paragens, não muito longe da nossa casa.

Comecemos pelo Sporting. Temos vindo a defender que o Sporting necessita de uma reformulação interna e parece que o presidente do nosso clube nos fez a vontade: primeiro um director desportivo a assumir as responsabilidades, depois um novo director de comunicação – há  muito sugerido no A Outra Visão, um novo responsável pelo marketing do clube e agora um nome que muitos sportinguistas ansiavam que caísse – Salema Garção. Uma saída que passou despercebida a alguns, mas caiu na boa graça de muito sportinguistas que já algum tempo pediam o seu afastamento. Sinais de mudança por Alvalade que começam pela base do clube e também sinais de que parece haver um esforço para criar uma nova estrutura directiva. Mas de reforços ainda nada se sabe.

No entanto, a comunicação social continua a “bombardear” o universo verde e branco com sucessivos nomes de possíveis reforços. Cada dia há um novo nome e com a quantidade de jogadores sugeridos o Sporting já poderia ter construído uma equipa.

Este fenómeno era comum do outro lado da segunda circular, que no final de uma temporada via, todos os dias, as capas dos jornais exibir nomes de jogadores referenciados para o seu clube. Assim foi durante anos a fio. De peito feito e cheios de orgulho, os adeptos do nosso rival diziam que era a grandeza do seu clube que fazia vender jornais e alimentava essa especulação. Pura ilusão. Não era nada mais do que um aproveitamento dos jornais das expectativas dos adeptos após o insucesso desportivo  e não a prova do valor de uma marca.

Não deixa de ser engraçado que se o Sporting vendesse todo o seu plantel e contratasse todos os jogadores que foram sugeridos nos media, teria um plantel bastante interessante. Vejamos a possibilidade de construir um plantel de 24 jogadores, que não sendo o mais equilibrado não deixa de ser um bom exercício:

Gr: Carrizo, Hilário, Benaglio

Defesas: Duda, Evaldo, Rodriguez, Lazzaretti, Geromel, José Castro, Ansaldi

Médios: Petrovic, Maniche, Diego Souza, Deco, Hugo Viana, Tiago, Luis Aguiar, Drenthe, Nuno Assis

Avançados: Quaresma, Alan, Milan Baros, Raffael, Valdes

Outras opções poderiam ter sido incluídas, como os casos de Lulinha, Mercado, Vitor Gomes, Pereya, Nilson, Marcos, Moreira, Nadir Belhadj, entre outros.

A especulação parece não ter limites e hoje, dia 20 de Maio, não consigo deixar de pensar quantos planteis poderão ser construídos no espaço de um mês, ou seja, a 20 de Junho. Parece-me que só há uma maneira de travar este circo: apresentar reforços o mais depressa possível. Até porque a nossa época começa cedo.

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Depois da vitória do Benfica diante do Olhanense por cinco bolas a zero, os encarnados esperavam um deslize dos bracarenses para se sagrarem campeões a duas jornadas do fim. Todavia, o Sp. Braga continua a fazer um campeonato excepcional e, na Figueira da Foz, apoiado por cerca de 7000 adeptos arsenalistas, goleou a Naval por quatro bolas a zero, mantendo, assim, o sonho do título por, pelo menos, mais uma jornada.

  

Benfica 5-0 Olhanense

Teve pouca história o duelo entre águias e algarvios. Aos 18 minutos, com o Benfica a ganhar 2-0 (golos de Cardozo e Di Maria) e Delson expulso na Olhanense, percebia-se que a dúvida sobre o vencedor havia terminado. Assim sendo, restava saber qual seria dimensão da vitória encarnada, até porque este Benfica de Jorge Jesus não costuma tirar o pé do acelerador.

Marcariam mais três tentos as águias (dois golos de Cardozo e um de Pablo Aimar), encerrando o resultado num 5-0 final. Uma vitória justa e incontestável, diante de um adversário, que, em inferioridade numérica desde muito cedo, pouco pode fazer para contrariar a superioridade encarnada.

Com esta vitória, as águias estão a apenas um ponto do título e podem ser campeãs em pleno Estádio do Dragão.

Naval 0-4 Sp. Braga

A épica história dos arsenalistas conheceu mais uma bonita página, este domingo, na Figueira da Foz. Diante da Naval, com cerca de 7000 adeptos bracarenses nas bancadas, o Sp. Braga fez uma magnifica exibição, dominando o jogo do princípio ao fim e colorindo o marcador com golos de Luís Aguiar (2), Matheus e Paulão. Com esta vitória por 4-0, os bracarenses mantêm o sonho do título, ainda que ténue (precisam de vencer os dois últimos jogos e o Benfica perder os seus…), mas estão a apenas dois pontos de assegurarem uma inédita presença na Liga dos Campeões.

V. Setúbal 2-5 FC Porto

A equipa portista atravessa o melhor momento da temporada e, desta feita, coube ao aflito Vitória de Setúbal pagar a factura. Os dragões entraram muito fortes e, ao intervalo, já venciam por 2-0 com golos de Falcao e Maicon.

Na segunda metade, os sadinos, a lutarem pela manutenção, ainda reduziram por Henrique, mas rapidamente Guarín e Belluschi colocaram o resultado num incontestável 1-4 para os dragões.

Até final, ainda assistiríamos a mais dois golos, um para cada lado. Primeiro bisou Henrique e depois bisou Falcao, terminando o jogo com uma vitória expressiva, mas justa dos portistas por cinco bolas a duas. Com este resultado o FC Porto continua a sonhar com o segundo lugar e os sadinos continuam sem assegurar a manutenção.

U. Leiria 1-1 Sporting

Os leões desperdiçaram ontem, no Magalhães Pessoa, golos que dariam para ganhar pelo menos dois jogos e acabaram por sair penalizados com um empate que pode adiar a conquista do quarto lugar por mais uma jornada.

O Sporting entrou muito forte e, na primeira parte, dominou totalmente o jogo, marcando um golo por Liedson e falhando um mão cheia de oportunidades. Depois, na segunda metade, os verde e brancos voltaram a sofrer um golo de bola parada, por Cássio, e viram Djuricic, com um punhado de excelentes intervenções, evitar o segundo golo leonino.

Assim sendo, os leões acabaram por empatar a uma bola. Este resultado, caso o V. Guimarães vença hoje o Belenenses, obriga o Sporting a fazer mais um ponto nas duas últimas jornadas para garantir o quarto posto.

Restante jornada

Nos outros jogos, destaque para a vitória da Académica em Matosinhos (3-1), que garantiu a manutenção da briosa e praticamente condenou o Leixões à descida; Depois, na Choupana, o Nacional não foi além de um empate com o P. Ferreira (1-1). Este resultado compromete os sonhos europeus de madeirenses e pacenses; Por outro lado, em Vila do Conde, o Marítimo também se deve ter despedido da Europa, após empatar sem golos diante do Rio Ave; A jornada termina hoje com o V. Guimarães-Belenenses, um desafio que, se os azuis não vencerem, vai significar a sua descida à Liga Vitalis.

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