Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Luisão’

Jardel beneficiou e muito da companhia de Luisão

Jardel beneficiou e muito da companhia de Luisão

Depois de ter sido muitas vezes injustiçado ao longo das pretéritas temporadas, Jardel vive agora momentos bem felizes no Estádio da Luz, sendo inegável que efectuou uma época bastante positiva no eixo defensivo encarnado, isto ao lado do capitão Luisão.

Inquestionável, ao mesmo tempo, é que nem esta temporada de Jardel foi tão boa como muitos especialistas e adeptos tentam “vender”, nem as anteriores foram tão caóticas como se defendia. O defesa-central brasileiro, afinal, continua com as mesmas qualidades e deficiências, tendo apenas evoluído e atingido uma maior fiabilidade nas suas exibições devido à maior regularidade com que foi utilizado, assim como ao importante facto de jogar ao lado daquele que é, de longe, o melhor jogador da Liga na sua posição.

Lembre-se que Luisão, ainda que esses tempos pareçam agora demasiado distantes, também não teve um início fácil no Benfica, demorando algum tempo até merecer o respeito e admiração que agora será mais ao menos unânime. Aliás, quem não se lembra dos pesadelos que o “Girafa” tinha sempre que defrontava o sportinguista Liedson?

Com o tempo, contudo, o internacional brasileiro foi ganhando melhor consciência dos seus defeitos e virtudes, minimizando os primeiros e maximizando os outros, algo que foi naturalmente fundamental para que se tornasse num defesa-central de elite.

Jardel, por outro lado, beneficiou esta época dessa experiência acumulada do Luisão e, tal como foi referi anteriormente, de finalmente ter sido uma aposta consistente. Não foi brilhante, tendo até algumas exibições fracas na Liga dos Campeões, mas, lá está, para a Liga Portuguesa serviu perfeitamente. Foi fiável e competente.

O problema, contudo, é que as análises em Portugal têm esse problema de não conseguirem ficar pelos meios-termos, parecendo que Jardel passou do 8 ao 80.

Aliás, no outro lado da segunda circular, ocorreu um cenário mais ao menos semelhante com Maurício, ainda que no sentido inverso, com o brasileiro a ser muito elogiado enquanto fez uma parceria com o bem mais experiente e dotado Marcos Rojo em 2013/14 e a passar a merecer inúmeras críticas quando passou a jogar preferencialmente ao lado de Naby Sarr, que, obviamente, não tinha a experiência, confiança e talento do argentino.

Na verdade, ao serviço da Lazio, onde fez 18 jogos oficiais, Maurício não conheceu nova evolução, apenas beneficiou de toda uma outra estabilidade táctica, em virtude de um esquema de jogo menos exigente para os defesas-centrais, assim como pelo facto de jogar ao lado do francês Ciani e, essencialmente, do holandês de Vrij.

Afinal, sem ter em conta factores como o esquema táctico utilizado, o jogador que actua ao seu lado, ou a regularidade com que o futebolista é aposta, é complicado analisar um qualquer defesa-central, podendo tudo redundar nos tais extremismos à portuguesa e na incapacidade de compreender que a progressão (ou regressão) de um qualquer atleta poderá não ser tão acentuada ou marcante como nos querem tentar impingir.

Anúncios

Read Full Post »

LigaAinda a uma jornada do final da Liga, mas com quase todas as contas referentes à prova resolvidas, importa escolher aqueles que foram, para mim, as principais figuras individuais da prova, tanto ao nível do treinador como de um hipotético melhor onze do campeonato nacional.

Treinador: Jorge Jesus (Benfica) – Penso que será unânime esta escolha, isto sem esquecer que, perante as condições colocadas à sua disposição, também Marco Silva fez uma excelente campanha. Afinal, o treinador das águias ganhou mesmo o bicampeonato e isto perdendo inúmeras das figuras de 2013/14 e diante de um FC Porto que tinha mais e melhores soluções.

Guarda-Redes: Júlio César (Benfica) – Muita gente torceu o nariz à contratação deste internacional brasileiro, que chegava a Portugal numa fase descendente da carreira e já com um espectro de lesões. A verdade, contudo, é que o “Imperador” conseguiu dar sempre segurança e confiança ao sector recuado, impedindo que os encarnados sentissem em demasia a saída de Jan Oblak.

Lateral-Direito: Danilo (FC Porto) – Na sua última temporada em Portugal, isto antes de dar o salto para o Real Madrid, o internacional brasileiro fez uma fantástica campanha, sendo sempre importante na profundidade ofensiva que oferecia pelo flanco direito, e isto sem nunca colocar em causa a segurança defensiva do seu flanco.

Defesa-Central: Luisão (Benfica) – Juntamente com Júlio César, foi o grande responsável pela segurança defensiva dos encarnados em 2014/15, assumindo-se sempre como a verdadeira voz de comando da defesa do Benfica e tendo inclusivamente tempo para ajudar Jardel a crescer do seu lado.

Defesa-Central: Aderlan Santos (Sporting de Braga) – Surpreende que este defesa-central brasileiro ainda não tenha dado o salto para um clube com outros pergaminhos, uma vez que, jogo após jogo, mostra que é a grande referência do eixo defensivo arsenalista, onde parece muitas vezes intransponível. Mais uma excelente época.

Lateral-Esquerdo: Alex Sandro (FC Porto) – Diz-se que estará igualmente a caminho do FC Porto, tal como sucede com o compatriota e ainda colega Danilo e percebe-se claramente porquê, uma vez que o internacional brasileiro é sempre seguro no processo defensivo e consegue ainda ser fulcral no ataque, onde consegue desequilíbrios com e sem bola, fruto da sua técnica apurada e inteligência posicional.

Médio-Defensivo: William Carvalho (Sporting) – Demorou a engrenar e, mesmo no auge, esteve algo longe dos melhores momentos de 2013/14, vítima que foi da mudança estratégica que Marco Silva implementou no leão. Ainda assim, foi claramente o melhor “seis” do campeonato, conseguindo equilibrar defensivamente o leão, isto ao mesmo tempo que era muitas vezes igualmente o “oito” e o “dez”.

Médio-Centro: Óliver Torres (FC Porto) – Emprestado pelo Atlético de Madrid, é quase garantido que a passagem do internacional sub-21 espanhol pelo futebol português se resumirá apenas a esta temporada. Afinal, o prodigioso médio mostrou imaginação, inteligência táctica, criatividade e uma superior visão de jogo, num cocktail que só poderá parar brevemente na titularidade num colosso europeu.

Ala/Extremo-Direito: André Carrillo (Sporting) – Nani chegou esta temporada a Alvalade para dar a tal capacidade de desequilíbrio que havia faltado ao leão em 2013/14, mas acabou por ser “La Culebra” a decidir saltar para a ribalta e ofuscar inclusivamente o internacional português. Foram incontáveis as assistências do internacional peruano e isto sem esquecer as igualmente incontáveis vezes em que o extremo leonino conseguiu assumir-se como o verdadeiro abre-latas do ataque. Será uma grande perda para o Sporting se sair mesmo no Verão.

Ala/Extremo-Esquerdo: Nico Gaitán (Benfica) – Com “La Culebra” a assumir-se como o mais entusiasmante “extremo puro” desta Liga, ressurgiu novamente no flanco oposto o melhor “falso extremo” da prova. Afinal, Nico Gaitán, que joga como ala e pensa como um “dez”, voltou a ser o principal criador do meio-campo ofensivo encarnado, naquele seu superior futebol que alia a capacidade desequilibradora de um ala com a visão de jogo e a construção de um “dez”.

Avançado-Centro: Jonas (Benfica) – Tal como Júlio César, chegou ao Benfica sob o espectro de alguma desconfiança, mas a verdade é que quebrou rapidamente com a mesma, assumindo-se, juntamente com Nico Gaitán, como a principal figura deste campeonato. Afinal, naquela zona híbrida entre o “dez” e o “nove”, o internacional brasileiro conseguiu ser criador e finalizador, chegando à 33.ª jornada com 18 golos e participação em muitos outros mais.

Ponta de Lança: Jackson Martínez (FC Porto)  Todo o segundo avançado anseia pela companhia ideal e num Mundo perfeito a companhia de Jonas seria “Cha Cha Cha”, atacante que se prepara para ser novamente o melhor marcador do campeonato. Fabuloso finalizador, que alia esse factor a uma fantástica capacidade física e inteligência posicional, Jackson Martínez promete deixar muitas saudades quando abandonar o Dragão.

Read Full Post »

Jesus mantém o Benfica no topo

Luís Filipe Vieira voltou a vencer confortavelmente as eleições para a presidência do Benfica, sendo que, neste momento, muitas das críticas dos adeptos encarnados se dirigem ao seu treinador, Jorge Jesus, deixando um pouco de lado Luís Filipe Vieira, Presidente que, valha a verdade, pouco fez para que o Benfica tivesse um 2012/13 de sucesso.

Neste momento, o plantel do Benfica é desequilibrado e, por mais que custe admitir a muitos benfiquistas, bastante inferior ao do FC Porto. É verdade que os encarnados têm individualidades de enorme qualidade e um ataque de luxo (a contratação de Lima foi uma excelente decisão de…Jesus), todavia, as saídas de Witsel e Javi García deixaram o meio-campo defensivo entregue a Matic e o castigo de Luisão, deixou o esforçado, mas pouco qualificado Jardel como titular ao lado de Garay.

Para além disso, o Benfica denota muitas fragilidades no lado esquerdo da defesa, onde conta com Melgarejo e Luisinho, dois jogadores que, por mais que se tente provar o contrário, não têm valor para vestir a camisola encarnada e, do lado direito, apenas conta com Maxi Pereira, sendo que o pânico varre os adeptos do Benfica sempre que o internacional uruguaio se lesiona ou é castigado.

Perante todas estas condicionantes e tendo em conta o plantel azul-e-branco, pensou-se que dificilmente o Benfica teria capacidade para ombrear com o FC Porto, principalmente até Janeiro, altura em que duas ou três aquisições podiam reequilibrar o plantel das águias. No entanto, Jorge Jesus tem conseguido não descolar dos dragões, mesmo contando com muito menos soluções que o seu adversário nortenho.

De facto, o Benfica continua na frente do campeonato (ex-aequo com os dragões), somando seis vitórias e dois empates, mantém-se sólido na Taça de Portugal e apenas tem vacilado na Liga dos Campeões, ainda que a lógica convide a pensar que duas vitórias caseiras diante de Celtic e Spartak Moscovo até podem garantir a qualificação para os oitavos de final.

Aqui, o mérito é de Jorge Jesus, que tem conseguido manter um excelente desempenho colectivo da sua equipa com todas as condicionantes que lhe ofereceram e, acima de tudo, sem nunca ter usado qualquer tipo de desculpa, mesmo quando não lhe deram o lateral-esquerdo que queria (Eliseu) ou quando o privaram de dois titularíssimos da equipa em cima do fecho das transferências (Witsel e Javi).

Neste momento, ainda assim, os adeptos pedem muito mais a sua cabeça que a de Luís Filipe Vieira que continua a ser (quase) idolatrado pela grande maioria dos benfiquistas, todavia, é Jesus que continua a manter o Benfica no topo e não a gestão do seu Presidente, cabendo aos adeptos encarnados perceberem isso, limitando-se, para isso, a lembrarem-se do que se passou com o Sporting e Paulo Bento…

Read Full Post »

Actual líder do campeonato russo, o Zenit São Petersburgo chega a este duelo dos oitavos de final da Liga dos Campeões diante do Benfica após ter ficado em segundo lugar no seu grupo, curiosamente, à frente de outra equipa portuguesa, o FC Porto. Clube milionário graças ao patrocínio da Gazprom (maior empresa de gás do Mundo), o Zenit tem conhecido um passado recente cheio de títulos, tendo conquistado inclusivamente a Taça UEFA em 2007/08 e procurando agora, pela primeira vez na sua história, o acesso aos quartos de final da prova mais importante do continente europeu.

O Zenit actua no Estádio Petrovsky

Quem é o Zenit?

O Zenit São Petersburgo foi fundado em 1925, mas nunca foi um gigante no futebol soviético, tendo apenas ganho uma Taça da União Soviética (1944) e um campeonato soviético (1984), numa fase em que o futebol da URSS era dominado pelos clubes moscovitas e pelo Dínamo Kiev.

No entanto, já depois da dissolução da União Soviética, o clube de São Petersburgo chegou mesmo a cair na nova segunda divisão da Federação Russa, tendo regressado em 1996 e recebido um grande incremento de qualidade quando beneficiou do patrocínio da Gazprom.

Esse enriquecimento haveria de garantir frutos em 2007 com o primeiro título russo, tendo ainda o Zenit conquistado a Taça UEFA em 2007/08, a Supertaça Europeia em 2008 e novo campeonato russo em 2010, assumindo-se, neste momento, como um dos grandes clubes da Rússia, tendo grandes jogadores como Bruno Alves, Danny, Kerzhakov e Criscito.

Luciano Spalletti é o treinador do Zenit

Como joga?

Treinado pelo italiano Luciano Spalletti, o Zenit é um conjunto que sabe praticar bom futebol, mas também é conservador quando necessário, podendo actuar com o bloco demasiado baixo em inúmeras partidas como foi exemplo o duelo diante do FC Porto na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Defensivamente é uma equipa bastante segura, destacando-se Bruno Alves como chave da boa qualidade do sector, tendo depois no ataque elementos rápidos e perigosíssimos como Lazovic ou Faizulin, ainda que esteja orfã por lesão daquele que é a grande estrela da companhia, o internacional português Danny.

No duelo diante do Benfica e apesar das ausências de Danny e Criscito, o clube russo deverá manter o 4x3x3, actuando com um onze que não deve andar longe do seguinte: Zhevnov; Anyukov, Bruno Alves, Hubocan e Lombaerts; Zyrianov, Shirokova e Denisov; Faizulin, Kerzhakov e Lazovic.

Kerzhakov é um avançado de qualidade

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? Kerzhakov

Na ausência de Danny, a grande estrela do Zenit é o ponta de lança internacional russo Kerzhakov, jogador que tem grande experiência internacional ao serviço de clubes como o de São Petersburgo, mas também o Sevilha e o Dínamo Moscovo. Produto das escolas do Zenit, o avançado-centro marcou 95 golos em 205 jogos entre 2001 e 2006 com a camisola do clube patrocinado pela Gazprom, tendo garantido depois uma transferência para Espanha e para o Sevilha.

No futebol espanhol, nunca brilhou ao nível que havia feito no Zenit e, assim, regressou à Rússia em 2008, transferindo-se para o Dínamo Moscovo onde, em duas épocas, efectuou excelente registo (59 jogos, 23 golos). De regresso ao Zenit desde 2010, o internacional russo já marcou 33 golos em 59 jogos, tendo sido peça importante na conquista do título russo no ano em que regressou a São Petersburgo.

Pelas suas características: mobilidade, capacidade técnica e enorme frieza na hora de atirar à baliza, trata-se de um jogador que os benfiquistas não deverão deixar respirar neste duelo dos oitavos de final, obrigando a dupla Garay-Luisão a atenções redobradas na marcação ao internacional russo.

Como chegou aos 8/final?

Fase de Grupos:

  • Zenit vs Apoel Nicósia (CHI) 0-0 e 1-2
  • Zenit vs FC Porto (POR) 3-1 e 0-0
  • Zenit vs Shakhtar Donetsk (UCR) 1-0 e 2-2
Classificação:
  1. Apoel Nicósia (CHI) 9 pontos
  2. Zenit 9 pontos
  3. FC Porto (POR) 8 pontos
  4. Shakhtar Donetsk (UCR) 5 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): Zenit vs V. Guimarães 2-1

Liga Europa (2009/10): Zenit vs Nacional 1-1 e 3-4

Liga dos Campeões (2011/12): Zenit vs FC Porto 3-1 e 0-0

As possibilidades do Sport Lisboa e Benfica

Por várias razões, entendo que o Benfica é superior ao clube russo, tanto a nível de plantel como das condicionantes que envolvem esta partida: o campeonato russo está parado e a grande estrela do Zenit (Danny) está impedido de actuar por lesão.

Ainda assim, os encarnados terão de ser uma equipa muito inteligente na forma como abordarão a eliminatória, pois o clube russo é uma equipa muito fria e eficaz e, se conseguir um bom resultado em São Petersburgo, não terá qualquer problema de “estacionar o autocarro” no Estádio da Luz para defender a vantagem.

Assim sendo, o Benfica terá de ser uma equipa muito concentrada e matreira o quanto baste, para que possa superar com naturalidade este adversário russo.

Read Full Post »

A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

Read Full Post »

O mal-amado Peixoto é alternativa para a esquerda

Enquanto o FC Porto (até ver com a base do plantel 2010/11 sólida) e o Sporting (mesmo com muitas contratações, com o plantel quase definido neste início de Julho), o Benfica vive um enorme mar de indefinições em que o lado esquerdo da defesa é o ponto mais preocupante.

De facto, após a saída de Fábio Coentrão, o Benfica até tem três hipóteses para a posição de lateral-esquerdo, todavia, Carole, Shaffer e César Peixoto estão muito longe de agradar aos adeptos e, inclusivamente, a Jorge Jesus, que, no passado, apenas acreditou em Peixoto e mais para o colocar a ala-esquerdo do que, propriamente, no lado canhoto da defesa.

Esta situação preocupa consideravelmente os adeptos encarnados que vivem o paradoxo de terem quase uma dezena de alternativas atacantes e, depois, sentem que a defesa está a ser negligenciada. De facto, mesmo o centro da defesa poderá gerar preocupações neste início de temporada, pois Luisão e Garay encontram-se na Copa América e o Benfica corre o risco de perder Roderick para o Mundial sub-20, ficando apenas com Jardel e Miguel Vítor para o importante compromisso da terceira pré-eliminatória da “Champions League”, levando todos a pensar se o empréstimo de Sidnei não poderia ter esperado mais algumas semanas…

Para além de tudo isto, o Benfica ainda vive outro problema que passa pelo excesso de estrangeiros. Mesmo com um elevado número de jogadores a poderem ser inscritos (17 na UEFA e 19 na Liga de Clubes), os  encarnados vivem um problema enorme para encaixarem os vários estrangeiros que ainda estão no plantel, sendo muito por esta razão que Melgarejo (recém-contratado) deverá ser emprestado ao Paços de Ferreira e que Júlio César, caso Roberto não saia, também seja cedido, vindo um guarda-redes português para o seu lugar.

No meio disto tudo, não podemos escamotear que Jorge Jesus é o treinador com maior responsabilidades dos três grandes, pois já terminou a temporada passada numa situação complicada com os adeptos encarnados, que não lhe perdoam uma época bastante abaixo das (elevadíssimas) expectativas criadas no início da temporada. Ora, pelo exemplo da época passada, todos percebemos que um início de época titubeante pode ser fatal para as aspirações do Sport Lisboa e Benfica.

Apesar de tudo, a pré-época ainda está no seu início e os encarnados saberão como agir, até porque será suposto que tenham aprendido com os erros cometidos em 2010/11. Para o bem do Benfica, dos adeptos encarnados e do futebol português em geral, todos esperamos que as águias superem as dificuldades e sejam uma equipa forte no contexto nacional e internacional em 2011/12.

Read Full Post »

Lacazette salvou o Benfica

Um golo de Alexandre Lacazette, perto do final do Lyon-Hapoel Telavive e que garantiu o empate (2-2) à equipa gaulesa, foi decisivo para que o Benfica se mantivesse nas competições europeias, pois os encarnados, em casa, num jogo muito pobre, perderam por duas bolas a uma com o Schalke 04. No outro jogo que aos clubes portugueses disse respeito, o Sp. Braga lutou muito em Donetsk, mas foi incapaz de alcançar um bom resultado, acabando vergado a uma derrota por duas bolas a zero. De qualquer maneira, mesmo que vencesse, só se apuraria para os oitavos de final caso o fizesse por quatro golos, pois o Arsenal, em casa, cumpriu a missão e despachou o Partizan por três bolas a uma.

Benfica 1-2 Schalke 04

Na Luz, os encarnados fizeram, claramente, um dos piores jogos da época. Sem alma, sem ideias e sem concentração, o Benfica foi quase sempre inferior ao Schalke na primeira metade, sendo que a desvantagem mínima (0-1), graças a um golo de Jurado (20′) até era um resultado lisonjeiro perante a pobreza da exibição das águias.

Na segunda metade, o Benfica subiu ligeiramente de produção, contudo, continuou a ser muito pouco para importunar seriamente o clube alemão. Ainda assim, Aimar ainda teve uma excelente oportunidade para empatar, mas, isolado perante Neuer, atirou ao lado da baliza.

Aos 81 minutos, Höwedes fez o 0-2 e deu o golpe fatal na águia que, sabendo que o Lyon perdia, em casa (1-2), começava a estar dependente de um golo dos franceses para continuar em prova.

Assim sendo, e apesar da redução de Luisão (87′), o golo mais festejado na Luz foi mesmo o de Lacazette, pouco depois, que garantiu o empate ao Lyon e, mais do que isso, o apuramento dos encarnados para a Liga Europa. Um apuramento triste, depois de uma campanha para esquecer do Benfica na “Champions”

Shakhtar Donetsk 2-0 Sp. Braga

Terminou a campanha bracarense na Liga dos Campeões e é justo dizer-se que terminou de forma honrosa, porque os arsenalistas, na sua estreia na prova, terminaram o Grupo com nove pontos, o que é de louvar.

Na Ucrânia, a equipa bracarense nunca se lançou de forma maluca para o ataque, preferindo jogar um jogo conservador, na esperança que os ucranianos cometessem um erro e rezando para que o Arsenal, no Emirates, não vencesse o Partizan.

O sonho tornou-se mais claro ao minuto 52, quando Cléo empatou a partida no Emirates (1-1), nesse momento bastava um golo, fosse do Braga ou do Partizan para que os bracarenses seguissem em frente na prova.

No entanto, entre o minuto 73 e 77, o Arsenal marcou por duas vezes e colocou-se a vencer por (3-1) e os arsenalistas, talvez conscientes desse facto, perderam um pouco da concentração nos minutos finais e acabaram vergados a dois golos dos ucranianos, apontados por Rat (79′) e Luiz Adriano (83′).

Apesar da derrota, o Sp. Braga tem razões para festejar, pois além do muito dinheiro que ganhou na competição, assegurou a posição de cabeça de série no próximo sorteio da Liga Europa.

Read Full Post »

Older Posts »