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Bojinov na infeliz passagem pelo Manchester City

Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um polivalente atacante búlgaro e que já foi uma das grandes promessas do futebol europeu: Valeri Bojinov.

Nascido a 15 de Fevereiro de 1986 em Gorna Oryahovitsa, Bulgária, Valeri Emilov Bojinov iniciou a sua carreira em Malta, para onde foi viver aos doze anos, nas camadas jovens do Pietà Hotspurs, tendo sido descoberto por emissários do Lecce quando tinha apenas catorze anos de idade.

Ascensão meteórica no Lecce

No Lecce, haveria de viver uma ascensão meteórica, estreando-se profissionalmente na Série A, a 22 de Fevereiro de 2002 com apenas 15 anos de idade. Ainda assim, foi só em 2003/04 que passou a ser peça fundamental do onze da equipa transalpina, efectuando 28 jogos (3 golos) nessa temporada.

Na época seguinte, apesar de ter apenas 18 anos, Bojinov explodiu definitivamente no Lecce, marcando 14 golos em 23 jogos e saltando a meio dessa mesma temporada para a Fiorentina, onde terminou 2004/05 de forma mais modesta (9 jogos, 2 golos).

Grande época no apoio a Luca Toni e empréstimo à Juventus

Em 2005/06, o internacional búlgaro haveria de efectuar uma das suas melhores épocas, efectuando 27 jogos (6 golos) e, mais que isso, fazendo uma dupla terrível com Luca Toni que, graças ao apoio de Bojinov, marcou 31 golos na Série A nessa temporada.

No ano seguinte, o avançado foi emprestado à Juventus, que havia sido relegada à Série B devido ao Calciocaos. Na “Vecchia Signora”, o internacional búlgaro não manteve a toada da temporada anterior, terminando 2006/07 com números modestos (18 jogos, 5 golos).

Lesão grave no joelho valeu insucesso absoluto no Manchester City

Após a experiência em Turim, Valeri Bojinov foi contratado pelo Manchester City que acreditou que poderia fazer crescer a promessa de leste. Todavia, a passagem do búlgaro por Inglaterra foi marcada por uma gravíssima lesão no joelho, que levou Bojinov a fazer apenas onze jogos e um golo em duas temporadas no clube de Manchester.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou emprestado ao Parma, onde, em 2009/10, fez uma época elogiada por adeptos e imprensa, marcando oito golos em trinta jogos e efectuando exibições de grande qualidade. Porém, na temporada transacta, após transferir-se em definitivo para o Parma, a inspiração não foi a mesma e o atacante búlgaro alternou o bom com o menos bom, acabando a época com três golos em trinta e um jogos pela equipa italiana.

Avançado polivalente que pode jogar em três posições

Valeri Bojinov é um atacante com elevado grau de polivalência, podendo actuar como extremo-esquerdo e segundo avançado (posições preferênciais) e, também, como extremo-direito.

Rápido, móvel e com um excelente remate de pé esquerdo, trata-se de um avançado com apurado sentido de baliza e enorme raça, raramente desistindo de um lance e dando enorme intensidade ao jogo ofensivo.

Tecnicamente evoluído e com capacidade de combinar facilmente com os colegas, será por certo um jogador importantíssimo para dar mais soluções ao ataque leonino.

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Julen Guerrero foi um símbolo do Athletic

Quando apareceu na alta roda do futebol espanhol, percebeu-se que podíamos estar na presença de um grande fenómeno futebolístico, sendo que a imprensa do país vizinho chegou mesmo a embandeirar em arco e a considerá-lo o “jogador espanhol do século XXI”. Médio-ofensivo com elevada qualidade técnica e de remate de meia distância, Julen Guerrero era o principal símbolo dos bascos do Athletic Bilbau, que viam nele a estrela junto da qual poderiam construir uma equipa que lhes devolvesse os êxitos do passado. Infelizmente para eles e para Espanha, Julen Guerrero entrou em declínio demasiado cedo, nunca atingindo o patamar que chegou a prometer.

Uma vida no Athletic Bilbau

Julen Guerrero López nasceu em Portugalete a 7 de Janeiro de 1974, tendo entrado para as camadas jovens do Athletic Bilbau em 1982, quando tinha apenas oito anos. Depois de fazer todo o seu percurso como jogador juvenil, estreou-se em 1991/92 ao serviço do Bilbau Athletic, a equipa secundária dos leões de Bilbau, equipa pela qual fez 6 golos em 12 jogos.

Na época seguinte, com apenas 18 anos, o médio-ofensivo pegou logo de estaca na principal equipa do Athletic, somando dez golos em 37 jogos e assumindo-se como uma enorme promessa do futebol espanhol. De facto, desde essa temporada e até 2001/02, Julen Guerrero foi sempre titular do Athletic Bilbau e, provavelmente, a sua principal figura, pela enorme qualidade que colocava no jogo ofensivo da equipa basca.

Contudo, a partir de 2002/03, quando tinha apenas 28 anos, o internacional espanhol entrou em declínio, passando a ser menos vezes opção para o Athletic Bilbau e perdendo quase toda a preponderância que tinha ao serviço dos bascos. Assim sendo, e apesar de só ter terminado a carreira no final da época 2005/06, é honesto dizer-se que a sua verdadeira carreira terminou quatro anos antes.

Ainda assim, apesar de ter jogado pouco a partir dos 28 anos, o médio basco somou 116 golos em 430 jogos pelo Athletic Bilbau, que, de facto, são números fantásticos.

Participou em três grandes competições pela selecção espanhola

Julen Guerrero não conquistou qualquer título no Athletic Bilbau e não foi mais feliz nesse aspecto ao serviço de Espanha, ainda que tenha conseguido participar em três grandes competições internacionais pelos “nuestros hermanos” (Mundial 94, Euro 96 e Mundial 98).

Ao todo, o médio-ofensivo somou 41 jogos e 13 golos pela “Roja”, sendo que os momentos mais altos da sua carreira como internacional espanhol foi um hat-trick que fez a Malta (3-0) e outro a Chipre (8-0).

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Mifsud é um avançado talentoso

Está sem clube aquele que é, provavelmente, o jogador mais credenciado de sempre do futebol maltês e que jogou em clubes como o Kaiserslautern e o Coventry City: Michael Mifsud.

Nascido a 17 de Abril de 1981 em Pietà, cresceu futebolísticamente nas escolas do Sliema Wanderers, estreando-se na equipa principal desse clube maltês na temporada 1997/98. Após essa temporada de adaptação, tornou-se, rapidamente, na principal estrela do Sliema e, até 2001, fez 80 jogos e 60 golos pelo histórico clube de Malta.

Após ter estado perto do Manchester City, Mifsud acabou por, em 2001, transferir-se para o Kaiserslautern, que estava muito impressionado com as qualidades do ponta de lança. Ainda assim, durante três anos e meio, Michael Mifsud passou mais tempo na equipa B dos alemães do que na principal, terminando a sua estadia no Kaiserslautern com apenas dois golos marcados (21 jogos).

Posteriormente, regressou por meia época ao Sliema (12 jogos, 8 golos), antes de voltar a emigrar, desta feita para a Noruega e para o Lillestrom. Nos nórdicos, permaneceu duas temporadas (2005 e 2006), marcando 17 golos em 48 jogos e provando toda a sua qualidade de avançado móvel e com boa capacidade finalizadora.

Com o final do seu contrato com o Lillestrom, Mifsud, em Janeiro de 2007, transferiu-se para o Coventry City, onde, durante cerca de dois anos, foi quase sempre titular e um jogador importantíssimo, fazendo 16 golos em 86 jogos pelo clube inglês.

Contudo, a partir de 2009, o internacional maltês passou a ter dificuldades em arranjar um clube consentâneo com a sua qualidade e, ao longo deste tempo, apenas actuou durante poucos meses, primeiro nos ingleses do Barnsley (15 jogos, 2 golos) e, mais recentemente, no Valetta (7 jogos, 7 golos) do seu país natal.

Rápido, tecnicista, muito móvel e ideal para jogar ao lado de um avançado mais fixo num 4-4-2, é, também, um jogador que remata muito bem à baliza e que, por isso, marca muitos golos. Com a experiência de ter 29 anos, 76 internacionalizações (25 golos) por Malta e de ter passado por vários e diferentes campeonatos europeus, é um jogador a ter em conta por equipas da classe média em Portugal.

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A equipa espanhola que ganhou 12-1 a Malta

A 21 de Dezembro de 1983, a Espanha recebia Malta em jogo a contar para o Grupo 7 de qualificação para o Euro 84. Para estar presente no campeonato europeu de França, a equipa castelhana tinha de vencer os malteses por onze golos de diferença, pois só assim superaria os holandeses no saldo de golos. A missão era quase impossível e mais complicada se tornou quando os malteses, picados por alguma arrogância dos meios de comunicação do país vizinho deram tudo em campo, colocando-se todos atrás da linha da bola e tentando, a todo o custo, evitar aquilo que seria uma escandalosa goleada de Espanha. No início, tudo lhes correu bem, com Malta a chegar, inclusivamente, ao 1-1, mas, depois, o milagre de Sevilha aconteceu, com os castelhanos a vencerem Malta por doze bolas a uma…

A Espanha chegava a este jogo decisivo a dois pontos da Holanda (a vitória valia dois pontos naquela altura), após ter obtido os seguintes resultados: duas vitórias diante da Islândia (1-0 e 1-0); uma vitória e um empate diante da República da Irlanda (2-0 e 3-3); uma vitória e uma derrota diante da Holanda (1-0 e 1-2); e uma vitória diante de Malta (3-2).

A confiança dentro da comitiva espanhola era mínima, pois se a equipa maltesa havia perdido, por exemplo, com a República da Irlanda por 8-0, também havia feito resultados bem mais interessantes como a derrota tangencial, com esta mesma Espanha (2-3).

Assim sendo, quando o jogo se iniciou, quase ninguém acreditava no milagre e os poucos que acreditavam deixaram de o fazer quando Degiorgio (24′), respondeu a um golo de Santillana (16′) para empatar a partida.

Até ao intervalo, a equipa espanhola ainda se colocou a vencer por duas bolas de diferença (3-1), graças a mais dois golos de Santillana, todavia, 0 3-1 era muito escasso para quem ainda precisava de marcar mais nove golos para estar no Euro 84.

Contudo, no segundo tempo, empurrados pelo público, os espanhóis foram carregando sobre os malteses e os golos foram surgindo a uma velocidade impressionante. Rincón (4), Maceda (2), novamente Santillana e Sarabia marcaram oito golos em trinta e cinco minutos e, a dez minutos do final, a Espanha estava a apenas um golo de cumprir o sonho.

Chegada a esta fase e ainda com dez minutos para jogar, seria uma enorme desilusão não conseguir o salvador décimo segundo golo e esse tento acabou mesmo por surgir, por intermédio de Señor, aos 83 minutos. Graças a esse tento, a Espanha venceu Malta por 12-1 e classificou-se para o Euro 84, às custas de uma incrédula Holanda, que rapidamente levantou muitas suspeitas sobre os números deste duelo.

Polémicas à parte, a Espanha disputou o campeonato da Europa em França e até teve participação de grande qualidade, atingindo a final, onde perdeu, diante da equipa anfitriã, por duas bolas a zero.

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A célebre mão de Vata

O Benfica havia perdido, em Marselha, por 2-1 na primeira mão da meia final da Taça dos Campeões (89/90) e, assim, tudo estava em aberto para a segunda mão a disputar em Lisboa. Num Estádio da Luz com 120000 espectadores, com aqueles ambientes que, dizia-se, faziam qualquer adversário encolher-se, o Benfica, ainda assim, via o tempo passar sem surgir o golo que lhes garantiria o apuramento para a final de Viena. Do outro lado, a equipa gaulesa havia chegado pleno de confiança, com o seu presidente Bernard Tapie a afirmar que, caso fosse eliminado, até lhe podiam chamar “Bernardette”. Pois bem, tudo correu bem a Tapie até ao minuto 83, quando, após um canto de Valdo, Vata, no centro da área e na ânsia de marcar o golo, meteu à bola o que estava mais à mão e, com a mão direita, fez o 1-0. Esse tento, além de colocar os encarnados na final europeia, eternizou-o como uma das figuras mais míticas de sempre do Sport Lisboa e Benfica. 

Vata iniciou a sua carreira no Progresso Sambizanga em 1980, quando tinha apenas 19 anos, permanecendo no clube angolano por três temporadas, destacando-se o suficiente para, em 1983, assinar contracto com o Recreio de Águeda, recém-promovido à primeira divisão portuguesa. 

Na estreia na primeira divisão, o internacional angolano jogou pouco e foi incapaz de evitar a descida do Águeda. Ainda assim, no final da época, os responsáveis do Varzim entenderam que o seu talento merecia permanecer na primeira divisão e, como tal, Vata foi adquirido pelo clube da Póvoa. 

No Varzim, Vata destacou-se durante quatro temporadas e tornou-se num dos jogadores mais importantes do clube poveiro. Essas exibições, chamaram a atenção do Benfica que o contratou para a época 88/89, convencido que o angolano podia ter um grande impacto na sua equipa. 

Três épocas durou a estadia de Vata no Benfica. Uma estadia que lhe rendeu 2 campeonatos portugueses, 1 final da Taça dos Campeões e um título de melhor marcador (logo na primeira época, com 16 golos), além de lhe ter garantido o estatuto de lenda após o célebre golo, marcado com a mão, que valeu ao Benfica a presença na final da Taça dos Campeões de 1990. 

Trabalhador, raçudo e com algum faro de golo, Vata não era um portento de técnica, mas era um daqueles avançados que, mesmo quando se atrapalhava, era complicado de marcar. Um jogador útil e que provava que, muitas vezes, não é preciso ser-se um génio da bola para se ser importante, mesmo num clube de topo. 

Após sair do Benfica, Vata passou, sem sucesso, por E. Amadora e Torreense, seguindo depois para Malta, onde teve relativo sucesso nos poucos meses que passou no Floriana. 

De Malta seguiu para a Indonésia, onde voltou a encontrar-se com o sucesso e, mesmo numa idade avançada, (jogou até aos 38 anos) fez imensos golos pelo Gelora Dewata, onde até foi o melhor marcador do campeonato indonésio em 1995/96. 

Após retirar-se em 1999, Vata treinou várias equipas da Indonésia e, neste momento, tem um projecto nesse mesmo país chamado: Bali Beach Soccer (um projecto de futebol de praia na Ilha de Bali), tendo outro na Austrália, onde treina jogadores das camadas jovens. 

Ainda hoje, o internacional angolano continua na dúvida se marcou ou não com a mão… “Eu digo que não marquei com a mão, mas o lance foi tão rápido, estava tanto vento, que é melhor ficar o ponto de interrogação.” Revejam esse mítico lance no vídeo abaixo e tirem todas as dúvidas. 

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Portugal participou em quatro campeonatos do mundo e podemos dividir essas participações em dois tipos de presença: o oito e oitenta. Em 1966 e 2006, a equipa das quinas teve excelentes campanhas e apenas foi eliminado nas meias finais, terminando essas competições em terceiro e quarto lugar respectivamente. Por outro lado, em 1986 e 2002, Portugal viveu participações conturbadas com más fases de preparação e problemas graves como o Caso Saltillo (México 86) e o famigerado estágio de Macau (Japão/Coreia 2002), sendo eliminado logo na primeira fase. Agora, em 2010, a selecção lusitana irá desempatar e com atletas da qualidade de Pepe, Ronaldo, Ricardo Carvalho ou Deco, esperemos que o desempate seja para o lado das participações positivas.

A Qualificação

Esperava-se que Portugal, pela qualidade dos seus jogadores, tivesse vivido uma fase de apuramento bem mais simples do que viveu.

Integrada no Grupo 1 com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a equipa portuguesa foi incapaz de vencer a Dinamarca (2-3 e 1-1) e a Suécia (0-0 e 0-0), tendo tido mesmo um resultado patético que passou pelo empate caseiro diante da Albânia (0-0), num jogo em que os albaneses jogaram 60 minutos com apenas dez unidades.

Ainda assim, as vitórias diante da Hungria (3-0 e 1-0), Malta (4-0 e 4-0) e na Albânia (2-1), aliadas a uma mediana campanha dos suecos, permitiu aos lusos assegurarem o segundo lugar no agrupamento e o consequente apuramento para o playoff.

Defrontando a Bósnia nesse duelo decisivo, Portugal acabou por garantir o acesso ao Mundial 2010 graças a dois triunfos pela margem mínima (1-0), mas com exibições bem díspares. No primeiro jogo, em casa, Portugal foi feliz na vitória, pois os bósnios viram os postes devolverem-lhes três remates. Por outro lado, no segundo encontro, em Zenica, a equipa das quinas fez um excelente jogo e o 1-0 até acabou por ser um resultado lisonjeiro para os bósnios, tal o número de oportunidades falhadas pela selecção portuguesa.

Em suma, foi com uma campanha irregular e sinuosa que os portugueses se apuraram para o campeonato do mundo.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

Playoff

Portugal 1-0 Bósnia / Bósnia 0-1 Portugal

O que vale a selecção portuguesa?

Em termos individuais e mesmo com as ausências por lesão de Bosingwa e Nani, Portugal tem uma equipa de grande qualidade, recheada de elementos habituados à alta roda do futebol europeu. No entanto, a principal preocupação para a equipa técnica portuguesa passa por criar um colectivo forte e tirar melhor partido de alguns elementos que, quando jogam na selecção, não costumam render ao nível do que fazem nos seus clubes como Ronaldo ou Liedson.

A equipa das quinas deve apresentar Eduardo na baliza, um guarda-redes globalmente seguro, mas algo instável nos cruzamentos e um quarteto defensivo composto por uma excelente dupla de centrais: Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Neste esquema, o jogador do FC Porto será o central de marcação e o atleta do Chelsea, muito inteligente tacticamente, ficará mais livre no centro da defesa. Depois, nas laterais, Queirós deve actuar com Fábio Coentrão (à esquerda), um jogador muito competente a defender, mas cujo ponto forte é a sua capacidade de subir no flanco e criar desequilíbrios no ataque, sendo que, no flanco oposto, deverá actuar Paulo Ferreira, um jogador mais defensivo e com inteligência táctica, ideal para o equilíbrio defensivo de Portugal. Ainda assim, com a chegada de Rúben Amorim ao lote dos 23, não será de excluir a possibilidade de o jogador do Benfica substituir o atleta do Chelsea no flanco direito da selecção nacional.

Depois, no meio campo, Portugal deve jogar com três elementos: um trinco, um box to box e um número 10. No vértice mais defensivo do meio campo, Pepe será a escolha natural do seleccionador português, todavia, se não tiver em condições, avançará Pedro Mendes, que, não tendo a altura do atleta do Real Madrid para a ajuda aos centrais, tem mais mobilidade e, defendendo bem, cria mais soluções ofensivas para a equipa nacional. À frente do trinco, surge outra dúvida: Raúl Meireles ou Tiago? No entanto, neste caso, a maior inteligência táctica e, acima de tudo, a bravura do médio do FC Porto deverá garantir-lhe a titularidade. A médio ofensivo jogará, naturalmente, Deco, que, mesmo com 32 anos, mantém uma criatividade e imaginação sem rival na selecção nacional.

Por fim, no ataque, Queirós, após a lesão de Nani, deverá apresentar Simão e Ronaldo nas alas e Liedson a ponta de lança. Neste esquema, pede-se, apesar das posições definidas em campo, bastante mobilidade do trio, situação facilitada pelas características dos três atacantes. Assim sendo, Ronaldo, partindo da direita, irá muitas vezes colar a Liedson no centro do ataque; Simão irá fazer muitas diagonais da esquerda para o centro como tanto gosta e, também, irá trocar várias vezes de flanco com Ronaldo; Já Liedson irá, como sempre, deambular por todo o reduto ofensivo de forma a criar espaços tanto para ele como, inclusivamente para os outros dois avançados.

Em suma, se Portugal revelar consciência colectiva e souber aliá-la ao seu natural talento individual, terá todas as condições para fazer um bom campeonato do mundo.

O Onze Base

Partindo do princípio que Pepe estará em condições de ser titular, Portugal deverá apresentar o seguinte onze: Eduardo (Sp. Braga) na baliza; Fábio Coentrão (Benfica), Bruno Alves (FC Porto), Ricardo Carvalho (Chelsea) e Paulo Ferreira (Chelsea) na defesa; Pepe (Real Madrid), Raúl Meireles (FC Porto) e Deco (Chelsea) no meio campo; Ronaldo (Real Madrid), Simão (Atl. Madrid) e Liedson (Sporting) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Habituado ao oito e ao oitenta, Portugal nunca é um país fácil para se prever uma classificação num campeonato do mundo. Ainda assim, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, é credível que Portugal dispute o primeiro lugar com os brasileiros, sendo que a equipa canarinha, pela sua enorme experiência em campeonatos do mundo, deverá ter, à partida, ligeira superioridade sobre a equipa das quinas.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Portugal vs Costa do Marfim
  • 21 de Junho: Portugal vs Coreia do Norte
  • 25 de Junho: Portugal vs Brasil

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A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

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