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Possebon chegou a actuar na Premier League

Possebon chegou a actuar na Premier League

Rodrigo Possebon chegou ao Sporting de Braga em 2009/10 e com algum estatuto, uma vez que vinha cedido pelo poderoso Manchester United, clube pelo qual até se tinha estreado na Premier League. A verdade, contudo, é que o médio-centro que era visto como um reforço de peso para os “guerreiros” acabou por traduzir-se num gigantesco flop, limitando-se a fazer 34 minutos num duelo europeu de má memória diante dos suecos do Elfsborg (0-2).

Formado no Internacional

Rodrigo Pereira Possebon nasceu a 13 de Fevereiro de 1989 em Sapucaia, Brasil, e cresceu nas camadas jovens do Internacional de Porto Alegre, isto antes de ser monitorizado pelo Manchester United, que o recrutou no Verão de 2008.

Nos “red devils”, o jovem brasileiro conseguiu mesmo somar alguns jogos na equipa principal, acumulando três partidas na Premier League e outras cinco nas taças domésticas, isto sempre como suplente utilizado.

Insucesso absoluto em Braga

Ainda assim, aos 20 anos, entendeu-se em Old Trafford que o melhor para Rodrigo Possebon seria rodar num clube de menor exigência, surgindo assim a sua cedência ao Sporting de Braga em 2009/10.

Esse empréstimo, todavia, acabou por redundar num gigantesco fracasso, uma vez que o brasileiro apenas actuou num jogo, mais concretamente numa derrota dos arsenalistas na Suécia, diante do Elfsborg (0-2), num encontro em que entrou de início e saiu logo aos 34 minutos…

Continua sem se impor

Aliás, o (mau) impacto do brasileiro no Sporting de Braga foi tal, que o empréstimo de uma temporada até foi encurtado, tendo o médio-centro regressado ao Manchester United logo em Janeiro.

No Verão de 2010, contudo, Rodrigo Possebon haveria mesmo de abandonar os ingleses em definitivo, iniciando aí um périplo por inúmeros clubes como o Santos, Vicenza, Criciúma, Mirassol e Náutico, sempre sem se conseguir impor em nenhum e fazendo duvidar das capacidades do olheiro do Manchester United que, um dia, aprovou a sua contratação.

Ainda assim, há quem ainda pareça acreditar no jovem que também tem passaporte italiano e que até chegou a ser internacional sub-20 pelos transalpinos. Falamos do Al-Riffa, do Bahrein, que apostou recentemente na sua contratação.

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José Mourinho joga o presente e futuro na "Champions"

Mourinho joga o presente e futuro na “Champions”

O Sorteio dos oitavos de final da Liga dos Campeões colocou o Real Madrid no caminho do Manchester United naquele que, provavelmente, é o duelo mais interessante da prova, pois o outro grande desafio (BarcelonaxMilan), acaba por ser apenas um confronto entre dois nomes do passado, pois, actualmente, o Barça é uma equipa infinitamente superior aos “rossoneri”.

No entanto, mais que um grande jogo entre o actual líder da Premier League e o campeão em título da Liga Espanhola, defrontam-se dois antigos rivais da Liga Inglesa, José Mourinho e Alex Ferguson, além de que, mais do que tudo isso, este é um confronto entre o actual e o que muitos dizem futuro treinador do Manchester United.

De facto, existe uma crescente e forte corrente de opinião, entre jornalistas, futebolistas e treinadores do Reino Unido, que defende que José Mourinho é o homem ideal para abraçar o lugar de Alex Ferguson em 2013/14 (ou 2014/15) quando Sir Alex se retirar da sua extensa e gloriosa carreira.

Curiosamente, este duelo surge numa altura em que o Real Madrid já perdeu o campeonato (13 pontos não são recuperáveis no contexto actual da Liga Espanhola) e em que a posição de José Mourinho está cada vez mais fragilizada. De facto, e porque a Taça do Rei conta pouco para a exigente família merengue, só a Liga dos Campeões pode salvar a pele do treinador português.

Na verdade, a ironia começa aqui. José Mourinho dificilmente resistirá a uma eliminação nos oitavos de final da “Champions”, pois sem campeonato espanhol para ganhar e com o fim do percurso europeu, o “Special One” torna-se um treinador demasiado caro para as ambições reduzidas até ao final da temporada 2012/13. Além disso, será o segundo ano consecutivo sem conseguir o tão ambicionado sucesso europeu e isso, valha a verdade, deverá ser fatal para Mourinho.

Assim sendo, o treinador português pode acabar por cair na “Champions” e no Real Madrid com a equipa que muitos avançam que pode ser a sua futura equipa, criando um paradoxo que pode fomentar uma mudança de paradigma. De facto, uma coisa são os “red devils” avançarem para um treinador de sucesso presente e que se assuma como alternativa equiparada a Sir Alex, outra, ao invés, é avançarem para um treinador despedido e que, curiosamente, até caiu com o Manchester United.

Obviamente que tudo isto são suposições e o Real Madrid tem todas as condições para superar o conjunto inglês e, inclusivamente, avançar até à conquista da Liga dos Campeões, todavia, esta partida com o Manchester United acaba por ser muito mais que uma eliminatória da “Champions”, tendo o condão de jogar com o presente e futuro do melhor treinador português de sempre.

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Peseiro não tem o ADN dos vencedores

José Peseiro é um excelente treinador do panorama futebolístico português. Dotado de elevados conhecimentos e com uma visão abrangente do desporto rei, o actual técnico do Sporting de Braga é conhecido por colocar as equipas a jogarem um futebol romântico e bastante agradável à vista, todavia, falha em algo extremamente importante: ganhar nos momentos chave.

A situação já não é nova. No Sporting, muitos ainda idolatram o ano do quase, esquecendo que José Peseiro, em 34 jornadas, fez 61 pontos, ou seja, menos onze que Paulo Bento (entrou à sétima jornada) na época seguinte e menos doze que Fernando Santos em 2003/04. Para terem uma ideia do fraco desempenho global dos três grandes nessa temporada, lembre-se que o Benfica de Trapattoni foi campeão com 65 pontos, enquanto o FC Porto de Mourinho foi campeão em 2003/04 com 82 pontos e o de Co Adriaanse foi campeão em 2005/06 com 79 pontos.

Nessa temporada, o Sporting tinha tudo para ser campeão nacional, pois tinha muito melhor plantel que o Benfica e, tendo um plantel equivalente ao do FC Porto, beneficiava de uma maior estabilidade que uma equipa azul-e-branca ainda a digerir a saída de José Mourinho. Ao contrário do que muitos dizem, os leões não perderam esse campeonato graças à cabeçada de Luisão, mas, ao invés, por uma série de resultados impensáveis, como perder em casa com o Penafiel (0-2) e Marítimo (0-1) ou somar empates caseiros com equipas como o U. Leiria, V. Setúbal e Académica.

Também nessa altura, era habitual o Sporting perder pontos na recta final dos jogos, foi assim na derrota (2-3) na Choupana ou no empate (2-2) em Aveiro. Era um futebol apaixonante, ofensivo, mas que, quando tinha a presa dento do saco, muitas vezes não o sabia fechar, permitindo volte-faces dolorosos como o da final da Taça UEFA diante do CSKA Moscovo.

Ontem, mal vi Beto sair de forma disparatada no lance do golo de van Persie, disse em voz alta: “O Sp. Braga ainda vai perder este jogo.” Fui preconceituoso, admito, mas não me enganei e, mais grave do que isso, vejo que José Peseiro não mudou nada de há oito temporadas para cá. Continua o mesmo romântico que coloca sorrisos nos adeptos, apenas para depois transformar esses sorrisos em desespero, à medida que os minutos passam e a bonança se transforma em tempestade.

A falha de Beto no lance do empate dos “red devils” é gritante, mas o Sp. Braga não podia ter continuado com o mesmo esquema de jogo diante dos ingleses. José Peseiro não soube resguardar a equipa e não deixa de ser irónico que o Manchester United, a perder no recinto de uma equipa menos cotada, consiga empatar num lance em que os bracarenses estavam descompensados em zona defensiva. Convido o José Peseiro a ver o vídeo do Celtic-Barcelona de ontem e a tirar algumas ilações.

O ex-treinador do Sporting continua a revelar os mesmos problemas. Excelente técnico a montar a equipa, é pouco lesto a alterá-la, denotando muitos problemas em reagir a alterações tácticas do adversário e acabando, invariavelmente, por permitir cambalhotas no marcador de jogos que, aparentemente, pareciam ganhos.

Enquanto isso se mantiver, dificilmente José Peseiro deixará de ser o treinador do “quase”, mantendo-se, ao invés, como um treinador que as pessoas simpatizam, mas que nunca será visto como um treinador ganhador. O futuro pode contrariar-me, mas, pelos últimos exemplos, a máxima parece manter-se “Uma vez Peseiro, para sempre Peseiro…”

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O último obstáculo verde-e-branco no sonho de chegar à final da Liga Europa é uma forte e dinâmica equipa basca que já teve o condão de ultrapassar equipas como o Manchester United ou o Schalke 04: Athletic Bilbau. Bandeira da comunidade basca (apenas podem actuar jogadores bascos, de origem basca ou formados desde cedo no escalões de formação do Athletic), “Los Leones” são um dos clubes com mais títulos em Espanha, sendo o quarto clube com mais ligas espanholas (oito) e o segundo com mais taças do rei (vinte e quatro). A nível europeu, todavia, o melhor que conseguiram foi uma final da Taça UEFA em 1976/77, feito que, espera-se, não voltem a repetir na actual temporada.

O San Mamés é um inferno

Quem é o Athletic Bilbau?

Fundado em 1898, o Athletic Bilbau é um clube com 114 anos de história e de títulos, tendo desde cedo se assumido como um dos grandes clubes de Espanha.

Desde que foi criado, o clube baseia a sua política na utilização exclusiva de jogadores bascos, sejam eles do País Basco, Navarra ou País Basco Francês, ainda que nos últimos tempos essa política tenha sido aligeirada e jogadores de origem basca mas de outros locais, assim como atletas não bascos mas formados desde muito cedo nas camadas jovens do Athletic também possam ser chamados à equipa principal.

Apesar dessa política restrita, o Athletic assumiu-se sempre como uma equipa que ombreava de igual para igual com os maiores de Espanha, tendo conquistado oito campeonatos domésticos e vinte e quatro taças do rei. Ainda assim, desde 1983/84, “Los Leones” nunca mais conseguiram conquistar um título, situação que também foi agravada com o advento da Lei Bosman e a proliferação de estrangeiros no seio da Liga Espanhola.

Tendo uma história rica em termos domésticos, o Athletic Bilbau, todavia, nunca conseguiu grandes feitos a nível europeu, sendo que a sua melhor campanha surgiu em 1976/77, quando alcançou a final da Taça UEFA, mas perdeu no duelo decisivo com a Juventus (2-1 e 0-1).

Bielsa é dos melhores treinadores do Mundo

Como joga?

Treinado pelo mago argentino Marcelo Bielsa, o Athletic Bilbau é uma equipa de grande qualidade individual e colectiva que, pelo seu estilo de jogo, é muitas vezes considerada uma espécie de pequeno barça.

Actuando num 4x3x3 pleno de mobilidade e criatividade, “Los Leones” são extremamente fortes do meio-campo para a frente, onde jogadores como o médio-ofensivo De Marcos, os extremos Susaeta e Muniain e o ponta de lança Llorente formam um quarteto de enorme qualidade atacante.

Mais atrás, a equipa basca tem menos qualidade individual, todavia, jogadores como o lateral-direito ofensivo Iraola e o trinco Javi Martinez (não pode jogar em Alvalade) também garantem talento ao conjunto de Bielsa.

Equipa sem medo de ter a bola e de assumir o jogo, é fortíssima nas transições, sendo assim um conjunto híbrido que tanto se sente à vontade numa estratégia de ataque continuado, como sabe ser letal em lances de contra-ataque.

Nesse seguimento estratégico e com essa ideologia de futebol de qualidade, o Athletic deverá aparecer em Alvalade com o seguinte onze: Gorka Iraizoz; Iraola, Ekiza, Amorebieta e Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain.

Fernando Llorente é um matador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Llorente

Aquele que talvez seja o jogador mais decisivo da equipa de Bilbau é um ponta de lança alto e possante que funciona como referência ofensiva do conjunto basco: Fernando Llorente.

Aos 27 anos, o avançado basco já soma 20 internacionalizações (7 golos) pela selecção espanhola e leva (quase) todo o seu percurso desportivo ao serviço do Athletic Bilbau, clube onde concretizou por 81 vezes em 232 jogos da liga espanhola.

Jogador com 1,95 metros, trata-se, naturalmente, de um jogador com forte presença na área, sendo muito difícil de marcar e que em cada duas ocasiões que lhe chegam aos pés ou à cabeça, factura pelo menos uma.

Ainda assim, caso o seu marcador directo esteja atento na marcação e não deixe que o esférico chegue em condições ao poderoso avançado basco, este não reúne características que lhe permitam contornar essa situação, acabando por desaparecer um pouco do jogo. Para bem do Sporting, esperemos que assim aconteça.

Como chegou às semi-finais?

Playoff: Athletic Bilbau vs Trabzonspor (TUR) 0-0, não se realizando a segunda mão, pois o Trabzonspor foi repescado para a “Champions”

Fase de grupos:

  • Athletic Bilbau vs PSG (FRA) 2-0 e 2-4
  • Athletic Bilbau vs Red Bull Salzburgo (AUT) 2-2 e 1-0
  • Athletic Bilbau vs Slovan Bratislava (ESL) 2-1 e 2-1

Classificação:

  1. Athletic Bilbau 13 pontos
  2. Red Bull Salzburgo (AUT) 10 pts
  3. PSG (FRA) 10 pts
  4. Slovan Bratislava (ESL) 1 pt

16/Final: Athletic Bilbau (ESP) vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 1-0 e 1-2

8/Final: Athletic Bilbau vs Manchester United (ING) 2-1 e 3-2

4/Final: Athletic Bilbau vs Schalke 04 (ALE) 2-2 e 4-2

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O último obstáculo para o Sporting chegar à final da Liga Europa é um osso duro de roer, mas o grande Sporting que eliminou o Manchester City e Metalist terá condições mais que suficientes para superar uma equipa que, apesar da excelente campanha europeia, se encontra apenas na sétima posição da Liga Espanhola e a quarenta!! pontos do líder Real Madrid.

Será, no entanto, necessário manietar a linha de construção ofensiva do Athletic composta por jogadores como Muniain e De Marcos, mas, também, anular o forte ponta de lança internacional espanhol Llorente. Depois, se os leões aliarem esse factor à exploração da mais frágil linha defensiva, nomeadamente o lateral-esquerdo Aurtenetxe, tudo poderá estar alinhado para vermos os verde-e-brancos na final de Bucareste.

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Xhaka é uma pérola do Basileia

Um dos jogadores que mais me agradou ver nesta primeira fase da Liga dos Campeões foi um médio-centro do Basileia, o kosovar naturalizado suíço: Granit Xhaka.

Nascido a 27 de Setembro de 1992 no Kosovo, Granit Xhaka é o irmão mais novo de Taulant Xhaka (também ele futebolista) e encontra-se na Suíça desde muito novo, tendo iniciado a sua carreira em 2000 nas escolas de formação do Concordia Basileia.

Em 2002, transferiu-se para o Basileia, clube que representa até este momento, tendo se estreado profissionalmente na temporada 2010/11, mais concretamente a 4 de Agosto de 2010, num jogo diante dos húngaros do Debrecen (3-1) a contar para as eliminatórias da Liga dos Campeões.

Até este momento, o médio-centro já soma 45 jogos (3 golos) pelo Basileia, assumindo-se como peça fundamental do conjunto suíço e tendo inclusivamente conquistado o título nacional helvético em 2010/11.

Peça importante na selecção suíça

Internacional por todos os escalões de formação pela Suíça, o jovem jogador do Basileia teve o seu momento mais alto em 2009, quando se sagrou campeão mundial de sub-17 ao serviço da selecção helvética.

Com apenas 18 anos, em Junho de 2011, o médio-centro haveria de garantir a primeira internacionalização A pela Suíça, estreando-se em Wembley num empate (2-2) com a Inglaterra. Desde essa partida, Xhaka haveria de fazer mais cinco partidas pela equipa helvética, assumindo-se como peça muito importante do meio-campo suíço e marcando o seu primeiro golo pela “Nati” numa vitória diante do Luxemburgo (1-0).

Médio-centro de grande inteligência posicional

Granit Xhaka é um médio-centro de 1,83 metros, que faz da sua grande capacidade posicional e inteligência a ler o jogo os seus grandes recursos. Forte fisicamente e com bons recursos técnicos, trata-se de um jogador que garante segurança à frente da defesa, tanto pela forma como cobre bem os espaços como pela fácil recuperação de bola.

No último jogo diante do Manchester United, formando com Cabral o duplo-pivot defensivo, foi o elemento do duo com mais responsabilidades ofensivas, percebendo-se facilmente que tem boa capacidade de construção e é efectivo nas transições defesa/ataque.

Pelas suas caractéristicas, é ideal para actuar ao lado de um trinco de tracção mais defensiva num 4x2x3x1, mas também pode actuar como “seis” puro ou “oito” num 4x3x3.

Neste momento, com apenas 19 anos, trata-se de um jovem muito talentoso e que merece que qualquer clube português interessado num bom médio-centro esteja de olho nele.

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Malafeev segurou o nulo no FC Porto-Zenit

O FC Porto não conseguiu superar o Zenit de São Petersburgo em duelo da Liga dos Campeões e, dessa forma, ficou privado do apuramento para os oitavos de final da prova milionária, situação que para além do prestígio desportivo, também priva os dragões de conquistarem três milhões de euros. Todavia, tanto no plano desportivo como financeiro, será que se tratou de uma eliminação assim tão prejudicial?

Primeiro pensemos pelo plano desportivo. O FC Porto tem uma excelente equipa e, de facto, apenas Falcao está ausente da grande equipa que se exibiu por essa Europa fora na temporada transacta. Todavia, a saída do avançado colombiano não foi minimamente compensada pelos responsáveis azuis-e-brancos, que teriam ficado bem mais servidos com uma solução como a do Sporting (van Wolfswinkel), um atacante móvel, lutador, com sentido de baliza e capacidade de luta, do que com Kléber, que apesar do talento inegável, está a ter muitas dificuldades na transição psicológica de um clube médio para um clube de top.

Para além disso, Vítor Pereira também está a revelar-se um erro de casting, pois revela-se incapaz de motivar a equipa e impotente para oferecer ao FC Porto aquilo que de melhor os portistas ofereceram em 2010/11, uma excelente dinâmica posicional, que fazia com que todos os elementos soubessem o que fazerem dentro de campo. Ontem, diante do conjunto russo, o FC Porto até nem jogou propriamente mal, mas sentia-se que muitos elementos se escondiam do jogo, receosos, algo estranho e pouco habitual no clube azul-e-branco.

Nesse seguimento, partindo do princípio que Pinto da Costa não vai abdicar facilmente de Vítor Pereira e que, financeiramente, será difícil encontrar um avançado que faça a diferença neste mercado de Janeiro, dificilmente um apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões garantiria um percurso muito longo, pois mesmo sendo primeiro do grupo (Curiosamente a derrota do Apoel Nicósia diante do Shakhtar garantia isso ao FC Porto), teria sempre a possibilidade de encontrar equipas complicadas como o Milan, Manchester United (se o Benfica vencer e não houver surpresa na Suíça), Nápoles/Manchester City, etc. E mesmo que tivesse fortuna no sorteio e passasse aos quartos de final, esse seria garantidamente o último degrau para os azuis-e-brancos, pois, aí, só um milagre os faria resistir a um Barcelona, Real Madrid, Bayern ou Chelsea.

Assim sendo, uma passagem para a Liga Europa é muito mais interessante do ponto de vista de crescimento da equipa, pois o FC Porto terá a possibilidade de defrontar equipas exigentes, mas que estão ao seu alcance, podendo, nessa competição, ambicionar perfeitamente o que fez em 2010/11, ou seja, vencer o ceptro.

Por outro lado, em termos financeiros, o desastre também pode não ser assim tão notório, porque vejamos: na Liga dos Campeões, se os portistas passassem aos oitavos de final, recebiam mais 3 milhões de euros, enquanto que se fossem eliminados nos quartos de final, receberiam mais 3,3 milhões de euros, ou seja, um total de 6,3 milhões de euros.

Na Liga Europa, caso o FC Porto chegue às meias-finais, a equipa portista receberá 1,6 milhões de euros, valor que passa para 3,6 milhões caso seja finalista e 4,6 milhões caso vença a Liga Europa. A isso, terá sempre que juntar as receitas de bilheteira e lembre-se que, caso chegue às meias-finais, fará sempre quatro jogos em casa, ao contrário de um jogo caso fosse eliminado nos oitavos de final da “Champions” e dois no caso de ser eliminado nos quartos de final dessa mesma prova.

Depois, há ainda as questões do ranking português na UEFA. A eliminação do FC Porto priva-o imediatamente de cinco pontos bónus, mas, continuando na Liga dos Campeões, dificilmente faria muito mais que isso, ao contrário da Liga Europa. Para terem uma ideia, em 2008/09 o FC Porto chegou aos quartos de final da “Champions League” e somou 17, 3570 pontos. O ano passado, na Liga Europa, somou 31, 7600, ou seja, quase o dobro.

Como tal, só no final da temporada poderemos perceber se este 0-0 diante do Zenit foi negativo ou uma benesse para os portistas que, caso as coisas corram bem na segunda prova mais importante do futebol europeu, ainda podem agradecer a todos os santinhos as grandes intervenções de Malafeev no Estádio do Dragão.

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Gadi Brumer é uma referência

Podia ter sido o primeiro e único jogador israelita a actuar no Manchester United, no entanto, apesar de ter feito um excelente “trial” ao serviço dos “Red Devils”, acabou por não ficar no clube inglês que, na altura, preferiu o norueguês Ronny Johnsen. Esse teste aconteceu no ano de 1996 e, após essa data, Gadi Brumer esteve muitas vezes perto de clubes da Premier League, todavia, preferiu sempre manter-se no clube de sempre e no qual se tornou um ídolo e uma referência para todos os jovens israelitas que lá chegam, ambicionando seguir-lhe as pisadas, o Maccabi Telavive.

Uma vida ao serviço do Maccabi Telavive

Nascido a 5 de Novembro de 1973 em Joanesburgo, África do Sul, Gadi Brumer apenas conheceu um clube durante toda a sua carreira: o Maccabi Telavive, que representou entre 1991 e 2004.

Durante esse período, o líbero israelita efectuou 316 jogos (7 golos), conquistando três campeonatos de Israel, quatro taças de Israel e uma “Toto Cup” (Taça da Liga de Israel).

As suas constantes boas exibições ao serviço do gigante da capital israelita, valeram-lhe o interesse de vários clubes europeus no seu concurso, tendo, inclusivamente, o tal teste no Manchester United, que quase levou o jogador a assinar pelos “Red Devils”

Ainda assim, nunca nada se concretizou e o israelita foi permanecendo no Maccabi Telavive, tornando-se num dos poucos futebolistas mundiais que apenas conheceram um clube na sua carreira.

Um líbero de qualidade

Internacional israelita por 24 ocasiões, Gadi Brumer era um líbero à maneira antiga, que jogava sempre de cabeça levantada e comandava todo o sector defensivo do Maccabi Telavive.

Muito inteligente em termos posicionais, tratava-se de um jogador raçudo e com enorme espírito de combate, nunca dando um lance por perdido e nunca facilitando minimamente a tarefa aos adversários.

O seu amor pelo Maccabi Telavive e pelo jogo, fez com que jogasse inúmeras vezes lesionado, funcionando como exemplo tanto para colegas como adversários que sempre admiraram a sua entrega e talento.

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