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Tomé desperdiçou ocasião soberana em Magdeburgo

Na temporada de 1973/74, o Sporting haveria de fazer uma das melhores épocas da sua história. Contando com elementos da qualidade de Yazalde, Dinis ou Damas, os leões conquistaram o campeonato nacional e a Taça de Portugal, tendo ficado a um pequeníssimo passo da final da Taça das Taças. De facto, após eliminarem os galeses do Cardiff City, os ingleses do Sunderland e os suíços do FC Zurique, os verde-e-brancos foram emparelhados nas meias-finais com a equipa do Magdeburgo, um dos principais conjuntos da Alemanha Oriental. Numa eliminatória em que o Sporting foi mais forte, foi a falta de pontaria dos avançados leoninos que impediu o Sporting de, na altura, alcançar a sua segunda final europeia.

Eliminatórias renhidas com Cardiff City e Sunderland antes de um passeio à Suíça

A primeira eliminatória colocou os leões a actuarem com a frágil equipa galesa do Cardiff City e pensava-se que o Sporting iria eliminar os britânicos sem problemas, todavia, não foi bem assim. Após uma igualdade no País de Gales (0-0), o Sporting suou para vencer o Cardiff City em Alvalade por 2-1 e, assim, passar à segunda ronda.

Nessa segunda eliminatória, novo adversário britânico e novo duelo bem disputado. Diante do Sunderland, o Sporting até perdeu a primeira mão (1-2) em terras inglesas, todavia, em Alvalade, houve frieza para dar a volta ao resultado e os verde-e-brancos acabaram por vencer o Sunderland por 2-0, garantindo o apuramento para os quartos de final.

Favorito diante do FC Zurique, o Sporting não deu quaisquer hipóteses ao conjunto helvético nos quartos de final, superando os suíços por três bolas a zero em Alvalade e empatando, sem grandes problemas, em Zurique (1-1).

Finalização desinspirada roubou final europeia aos leões

Nas meias-finais, o Sporting defrontou os alemães do Magdeburgo, uma das prinicipais equipas da antiga RDA. Na primeira mão, disputada em Alvalade, os leões falharam golos que dariam para ganhar duas eliminatórias, chegando ao cúmulo de desperdiçarem um penalti por intermédio de Dinis. Nesse encontro, os alemães adiantaram-se com um auto-golo de Carlos Pereira e apenas um golo de Manaca a treze minutos do final garantiu o empate aos leões (1-1).

Depois, em Magdeburgo, o Sporting privado de Dinis e Yazalde, entrou mal na partida e chegou a estar a perder por 2-0, graças aos golos de Pommerank e Sparwasser, todavia, a treze minutos do final, Marinho reduziu para 2-1 e deu esperança à equipa portuguesa.

O tempo ia passando até que, bem perto do final, Tomé teve uma ocasião soberana para fazer 0 2-2 e garantir o apuramento verde-e-branco para a final da prova europeia. No entanto, quando já todos os adeptos leoninos esperavam o tento salvador, Tomé falhou o que não podia desperdiçar e os alemães de leste garantiram o acesso à final que haveriam de vencer, ao superarem o Milão por 2-0.

Curiosamente, este jogo disputou-se na véspera do 25 de Abril e, devido à revolução, os jogadores do Sporting só conseguiram regressar a Portugal no dia 26 de Abril de 1974.

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Naval espera voltar aos tempos de festa

O campeonato da Naval 1º Maio tem sido um desastre absoluto, com a equipa da Figueira da Foz a encontrar-se na última posição com apenas cinco pontos em catorze jornadas. Permeável na defesa, a equipa navalista não tem qualquer fio de jogo e, no processo ofensivo, é uma equipa insípida e que apenas faz cócegas aos adversários. Assim sendo, numa altura em Carlos Mozer vai pegar na equipa e mesmo sabendo que o plantel é fraco e desequilibrado, gostava de explanar aquela que, na minha opinião, seria o melhor “onze” dos figueirenses, sendo que tenho a certeza que jogando neste esquema e com esta equipa base, dificilmente a Naval estaria com tão poucos pontos na classificação.

A defesa possível

Na baliza, opto pelo guarda-redes francês Salin, um jogador que tem sido dos melhores da Naval, sendo que não é por ele que a equipa se encontra na deplorável posição em que está.

Depois, nos alas defensivas, selecciono  dois laterais rápidos e que sabem atacar: Camora (esquerda) e Carlitos (direita), ainda que fosse aconselhável a contratação de um lateral mais consistente a defender, pois tanto Camora como Carlitos, apesar de serem as melhores opções para as laterais recuadas, são algo permeáveis no processo defensivo.

Por fim, no centro do último reduto, escolho a dupla de centrais: Daniel Cruz/Orestes. Uma dupla que não sendo brilhante é aquela que dá mais garantias à equipa navalista, garantindo um mínimo de segurança à defesa figueirense.

Um meio-campo combativo mas com talento

No miolo, opto por um duplo-pivot em que Godemèche é o jogador mais posicional e defensivo, enquanto Hugo Machado, mais evoluido tecnicamente, será o elemento com a missão de defender, mas, também de lançar o ataque, sendo dessa forma preponderante na transição defesa-ataque.

Na frente deles, numa espécie de posição “dez”, ainda que, pela fragilidade da equipa, sempre com obrigação de recuar e encostar aos outros médios na transição ataque-defesa, escolho o francês Alex Hauw, um jogador criativo e com boa visão de jogo.

No ataque, a palavra chave é mobilidade

Ao contrário do que seria de esperar num 4-3-3, o ataque que escolhi para a Naval não terá um ponta de lança fixo. A fragilidade dos elementos que a equipa tem para esta posição, aconselham a utilização de um tridente de jogadores rápidos e talentosos (Davide, Marinho e João Pedro) que, em constante movimento na frente de ataque, provocarão dificuldades aos adversários, pois estes terão dificuldades em saber como marcá-los e anulá-los.

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