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Imbula é um grande talento

Imbula é um grande talento

Hoje o país futebolístico despertou com a surpreendente notícia de que o FC Porto estará prestes a assegurar a contratação do promissor médio-defensivo francês Giannelli Imbula, futebolista do Marselha que poderá merecer um investimento recorde de 25 milhões de euros por parte dos azuis-e-brancos.

Trata-se de um jovem nascido a 12 de Setembro de 1992 em Vilvoorde, Bélgica, mas que é filho de pais congoleses e que cresceu essencialmente em França, sendo mesmo internacional pelos gauleses nos escalões de sub-20 e sub-21.

Explodiu no Guingamp

Tendo passado pelas camadas jovens do US Argenteuil, Racing Club, Paris Saint Germain e Guingamp, foi precisamente ao serviço deste último clube que haveria de se estrear no futebol profissional em 2009/10.

Nessa temporada, valha a verdade, o “seis” pouco actuou, mas haveria de se assumir como titular logo na campanha seguinte, tendo, entre 2010 e 2013, somado um total de 99 jogos (quatro golos) pelo Guingamp e merecido um salto para o gigante Marselha.

Impôs-se imediatamente no Marselha

Ao serviço do Guingamp, Giannelli Imbula havia actuado apenas no National e na Ligue 2, ou seja, no terceiro e segundo escalão do futebol gaulês, mas a verdade é que o médio-defensivo não sentiu o salto para a Ligue 1, tendo impacto imediato na degrau mais alto do futebol francês.

Os números, afinal, não enganam, com o internacional sub-21 francês a somar um total de 76 jogos (três golos) pelo Marselha ao longo das últimas duas temporadas, num registo que é sintomático da sua importância.

Uma verdadeira parede

Giannelli Imbula é um médio-defensivo que destaca-se imediatamente pela sua capacidade física (1,86 metros e 78 quilos), assumindo-se como uma “parede” quase intransponível à frente do sector recuado.

Inteligente em termos posicionais e muito forte no capítulo do desarme e antecipação, o jovem de 22 anos destaca-se igualmente pela sua velocidade e pulmão, sendo capaz de estar em constante rotação durante os 90 minutos do jogo.

Não sendo tecnicamente fraco, a verdade é que o internacional sub-21 francês também não é propriamente um prodígio nesse capítulo, ainda que seja capaz de se integrar positivamente no processo ofensivo, até porque é um jogador que consegue embalar em velocidade, característica que, aliada à sua potência física e boa capacidade finalizadora, o torna especialmente perigoso.

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Alef tem potencial

Alef tem potencial

Um dos jogadores que vai evoluindo no Mundial de sub-20 e que está a ser apontado a clubes portugueses é o medio-defensivo brasileiro Alef dos Santos Saldanha, futebolista que começou por ser colocado na rota do Sporting de Braga, mas, agora, também estará na mira do Benfica.

Trata-se de um talento nascido a 28 de Janeiro de 1995 em Nova Odessa, Brasil, e que começou a sua carreira no Ponte Preta, emblema que representou profissionalmente entre 2013 e 2014, somando um total de 43 jogos oficiais.

Na temporada que agora termina, contudo, esteve emprestado aos franceses do Marselha, ainda que, nesse emblema orientado pelo argentino Marcelo Bielsa, apenas tenha actuado pelas reservas.

Força física e qualidade técnica

Alef é um jogador que se destaca imediatamente pela sua dimensão física, ou não medisse 186 cm, sendo por isso bastante eficaz no jogo aéreo e, também, nos duelos individuais, onde dificilmente é batido

Competente nas transições, destaca-se essencialmente na fase de construção, onde a sua boa técnica e visão de jogo permitem-lhe criar inúmeros lances de perigo. Ou seja, podemos dizer que estamos perante um “seis” que não se limita apenas a equilibrar a equipa, mas também é fundamental na criação de desequilíbrios no adversário.

Aos 20 anos, ainda assim, é natural que ainda tenha algumas questões para resolver, nomeadamente no capítulo do posicionamento e, acima de tudo, na intensidade de jogo, que terá de aumentar num eventual salto para o futebol europeu.

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Keita foi um fenómeno do Mali

Foi garantidamente o melhor jogador maliano de sempre, figurando, também, entre os melhores executantes que África já ofereceu ao Mundo do futebol. O estilo gingão e por vezes excessivamente individualista era sempre perdoado, pois o avançado rapidamente oferecia rasgos individuais assombrosos e golos de outro Mundo, o que deixava todos os adeptos num misto de espanto e perplexidade. Aos 29 anos, perto do final da carreira, viajou até Alvalade, onde durante três épocas maravilhou os sportinguistas e os portugueses em geral com o perfume do seu futebol, garantindo, com todo o merecimento, um lugar importante na história do Sporting Clube de Portugal.

Chegou ao Saint-Etienne com 20 anos

Salif Keïta Traoré nasceu a 8 de Dezembro de 1946 em Bamako, Mali, tendo chegado a França com 20 anos, após quatro épocas a actuar no seu país natal em clubes como o Stade Malien e o Real Bamako.

Em terras gaulesas, o seu destino foi o Saint-Etienne, onde permaneceu entre 1967 e 1972, sagrando-se tri-campeão francês (1968 a 1970) e vencedor da Taça de França em 1967/68 e 1969/70. Em “Les Verts”, o avançado maliano marcou 125 golos em 149 jogos, destacando-se a época de 1970/71, onde o ponta de lança marcou 41 golos no campeonato gaulês.

Saiu de França por não querer assumir nacionalidade gaulesa

No Verão de 1972, Salif Keita trocou o St. Etienne pelo Marselha, onde actuou durante a temporada de 1972/73, marcando 10 golos em 18 partidas. No final da época, os responsáveis do clube do sul de França pretendiam que o atacante se naturalizasse francês, todavia, o maliano rejeitou e preferiu abandonar o Marselha no final da temporada.

Além de abandonar Marselha, Keita também abandonou França, transferindo-se para os espanhóis do Valência. Na chegada ao clube “ché”, o atacante maliano foi brindado com manchetes algo racistas, pois um jornal espanhol brindou-o com o seguinte título: “El Valencia va a por alemanes y vuelve con un negro”, ou seja, “O Valência tenta ir comprar germânicos e volta com um negro.”

Apesar disso, o internacional pelo Mali haveria de permanecer três temporadas em Valência, sendo sempre adorado pelos adeptos valencianos e recebendo, inclusivamente, a alcunha de “Pérola Negra.” No período em que actuou em Espanha, Keita apontou 23 golos em 74 jogos, todavia, sempre se queixou que jogou fora da posição natural, o que o impediu de números ainda mais “gordos.”

Keita com a camisola do Sporting

Chegou ao Sporting ainda a tempo de maravilhar tudo e todos

Depois da experiência no futebol espanhol, Keita viajou ainda mais a oeste, transferindo-se para Lisboa e para o Sporting Clube de Portugal. No clube verde-e-branco, o atacante maliano haveria de permanecer entre 1976 e 1979, tendo a ingrata missão de esquecer Yazalde.

Por um lado, cedo se percebeu que o africano não tinha a mesma capacidade goleadora do argentino, todavia, todos ficaram maravilhados com a capacidade técnica e genialidade do internacional pelo Mali. De facto, nas três temporadas que esteve em Alvalade, Keita marcou aquilo que Yazalde costumava fazer numa época (32 golos), todavia, a classe e o perfume do seu futebol jamais serão esquecidos pelos adeptos sportinguistas, mesmo que, nesse período, Salif Keita só tenha conseguido conquistar uma Taça de Portugal.

Em 1979, após abandonar o Sporting, o atacante maliano transferiu-se para o campeonato norte-americano, onde terminou a carreira ao serviço do New England Tea Men, marcando 17 golos em 39 desafios.

Vice-campeão africano pelo Mali

Salif Keita foi internacional maliano entre 1963 e 1972, marcando 11 golos em 13 internacionalizações. Nesse percurso, o seu momento mais alto foi o vice-campeonato africano de 1972, quando o Mali chegou à final após empates com o Togo (3-3), Quénia (1-1) e Camarões (1-1) na fase de grupos e novo empate diante do Zaire (agora República Democrática do Congo) a um golo nas meias-finais.

Nesse desafio diante do Zaire, a equipa maliana teve a sorte de superar o seu adversário nas grandes penalidades (4-3), mas teve o azar de perder Salif Keita, por lesão, para o jogo decisivo com a República do Congo. Nessa final, sem a sua grande estrela, o Mali haveria de perder por 3-2, privando o país e a sua pérola negra de um grande título internacional…

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Marvin Martin é um talento do futebol gaulês

Na Liga Francesa, no atraente Sochaux, actua um médio criativo de grande talento e qualidade individual que poderá estar a um passo da selecção gaulesa: Marvin Martin.

Nascido a 10 de Janeiro de 1988 em Paris, Marvin Martin iniciou a sua carreira futebolística em 1994 no Paris-Charenton, tendo passado depois pelo Mountrouge, antes de estabilizar no Sochaux, clube que representa desde 2002.

No Sochaux, estreou-se na equipa principal a 30 de Agosto de 2008, num confronto com o Marselha, em que “Les Lionceaux” perderam por 1-2, tendo se estabilizado como importante jogador do Sochaux desde esse momento.

De facto, desde a temporada 2008/09, Marvin Martin já efectuou 83 jogos (6 golos), sendo claramente um dos atletas mais importantes do Sochaux e caminhando a passos largos para obter uma oportunidade ao serviço da selecção francesa.

Criatividade e alegria no jogo

Marvin Martin é daqueles jogadores que se divertem realmente a jogar, actuando sempre com um sorriso e com um enorme prazer em fazer parte do jogo. Médio criativo puro, sabe pautar o jogo como ninguém, acelerando e reduzindo a velocidade do mesmo com enorme mestria e inteligência.

Tecnicamente evoluído, é o jogador ideal para actuar no vértice mais avançado do meio-campo num 4-4-2 losango ou 4-3-3, sendo que a possibilidade de actuar como “box to box” também possa ser colocada, pois é um jogador com elevada resistência e pulmão.

Com apenas 23 anos, e internacional sub-21 por França, ainda é um talento ao alcance das bolsas dos nossos principais clubes.

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Wass pode chegar a custo zero

Já dizem os populares que “Ano novo, vida nova”. E a direcção do Benfica parece que quis ouvir o povo e com o novo ano veio também uma nova política de contratações para o futebol profissional.

Depois de alguns anos a apostar em jogadores reconhecidos internacionalmente e caros, como Saviola e Aimar, e em jovens promessas, mas com passes valorizados em mais de 5 milhões de Euros, como Jara, Di Maria, Roberto, entre outros, parece que o Benfica mudou de política.

Neste mercado de Inverno vemos uma mudança mesmo analisando os pequenos ajustes feitos no plantel. As únicas contratações de Inverno foram o José Luiz Fernandez, médio-esquerdo vindo do Racing de Avellaneda, que custou cerca de 2 milhões de Euros (barato comparando com Jaras, entre outros) e Jardel, defesa-central ex-Olhanense, que custou quase 400 mil.

Mas o início do ano fica também marcado pela preparação da época 2011/2012, que está a ser pensada de forma completamente diferente do que fazia num passado recente.

Para a próxima época fala-se de muitas contratações (até demais). Fala-se do Nuno Coelho da Académica de Coimbra, Nolito do Barcelona B, Rodrigo Mora do Defensor Sporting, Carole do Nantes, Wendt do Copenhaga, Taiwo do Marselha, entre muitos outros.

Nestas contratações e possíveis contratações vemos algumas grandes diferenças em relação à política de contratações dos últimos anos: são jogadores jovens, em fim de contrato (estratégia muito utilizada pelo Sporting de Braga) e alvos apetecíveis a nível financeiro (apesar de jogadores como Nolito ou Taiwo exigirem grandes prémios de assinatura).

Outro sinal positivo é que o Benfica voltou a apostar timidamente no mercado português (Jardel e Nuno Coelho) e nas camadas jovens (Luís Filipe Vieira falou da hipótese de termos 4 a 5 jogadores formados no clube no plantel principal na próxima época).

Analisando então esta mudança repentina de política, penso que esta justifica-se por 2 motivos:

•  a direcção do Benfica percebeu que a situação económica que atravessa o futebol coloca novos desafios e os clubes portugueses só podem cometer loucuras se venderem muito ou se fizerem boas campanhas na Champions League (e a do Benfica foi péssima);
• a UEFA começa a apertar o cerco e “vai” implementar o fair-play financeiro a partir da época 2013/2014: vai proibir clubes que tenham dívidas de participar nas competições europeias.

Sejam quais forem os motivos, considero esta notícia bastante positiva para o Benfica, desde que o trabalho de prospecção seja feito com qualidade. Acredito que com um bom trabalho de prospecção é possível formar uma equipa forte, com capacidade para lutar pelo título nacional e fazer boa figura nas competições europeias sem gastar muito dinheiro.

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Koke é o capitão e principal figura do Aris

Chegou a Alvalade a meio da temporada 2005/06 com o objectivo de ser uma opção importante para o ataque leonino. Oriundo do Marselha, onde até tinha sido utilizado com alguma regularidade, o avançado espanhol tinha algum cartel e deu alguma esperança aos adeptos verde-e-brancos que acreditavam que podia estar ali um verdadeiro reforço. Contudo, apesar de ter mostrado alguns pormenores, o dianteiro nascido na Andaluzia não convenceu os leões a manterem-no para a época seguinte e, dessa forma, o ponta de lança espanhol partiu de Lisboa quase tão rápido como chegou.

Um produto das escolas do Málaga

Sérgio Contreras Pardo “Koke” nasceu a 27 de Abril de 1983 em Málaga e fez todo o seu percurso como jogador juvenil nas categorias de base do clube da sua cidade local, o Málaga CF.

Em 2002/03, o avançado espanhol foi integrado na equipa B do Málaga, ainda que, esporadicamente, já jogasse pela equipa principal dos andaluzes, terminando a temporada com 25 jogos (3 golos) efectuados pela equipa secundária e seis jogos (um golo) pela equipa A do Málaga.

Contratado pelo Marselha acabou emprestado ao Sporting

Na temporada seguinte, o ponta de lança andaluz encontrava-se na equipa B do Málaga, quando, a meio da temporada e de forma inesperada, foi contratado pelos franceses do Marselha. No clube francês, foi utilizado com alguma regularidade durante dois anos, com destaque para a única temporada que completou no Marselha (2004/05) em que fez cinco golos em vinte e quatro partidas, formando um ataque marcado pela grande velocidade com Luyindula e Marlet.

Ainda assim, a meio de 2005/06, já com Niang e Maoulida no plantel, Koke perdeu espaço na equipa francesa e, como tal, acabou emprestado ao Sporting, onde se estreou da melhor maneira, com um golo diante do Paredes (2-1) num encontro a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal.

Apesar da estreia promissora, o avançado espanhol apenas marcou mais dois golos pelo Sporting e curiosamente no mesmo jogo (diante do Gil Vicente (2-0) para o campeonato), terminando a época de 2005/06 sem honra nem glória com sete jogos e três golos.

Um ídolo do Aris desde 2006/07

Regressado a França, mas sem espaço no Marselha, Koke transferiu-se no início de 2006/07 e de forma definitiva para o Aris Salónica, clube que representa até hoje.

No Aris, o irrequieto atacante rapidamente se assumiu como uma peça fulcral do processo ofensivo da equipa helénica, marcando golos e fazendo imensas assistências e ganhando muito carinho dos fanáticos e exigentes adeptos do clube de Salónica.

Capitão do Aris desde 2009/10, Koke tem sido quase sempre titular e já leva quase quarenta tentos pelo clube grego, mostrando que o seu futebol de mobilidade e raça encontrou, em terras helénicas, o seu habitat natural.

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Giresse com a camisola francesa

Durante 16 anos, foi um dos símbolos do Bordéus onde era um ídolo e jogava como um verdadeiro número dez. Baixote (1,63), dizia-se que esse factor, ao correr, causava a ilusão de que o esférico fazia parte do seu corpo, mas apesar de ser muito talentoso com a bola nos pés, jogou sempre em prol do colectivo, procurando sempre servir a equipa com critério e qualidade. Infelizmente, o final do seu percurso desportivo, no Olympique de Marselha, não foi tão brilhante como a longa passagem pelo Bordéus, todavia, a lenda de Giresse manteve-se até aos dias de hoje.

Alain Giresse nasceu a 2 de Agosto de 1952 em Langoiran e iniciou a sua carreira de futebolista profissional em 1970 no Bordéus. Durante dezasseis anos, o “dez” foi titularíssimo nos “girondinos”, alcançando os impressionantes números de 519 jogos e 168 golos por esse clube francês.

Jogador de grande talento, era o principal pólo de criatividade do Bordéus, que muito ganhava com o seu futebol fantasista e com a sua capacidade finalizadora.

Apesar do enorme sucesso individual, o sucesso colectivo não foi imediato, pois o primeiro título pelo Bordéus apenas surgiu em 1983/84, quando se sagrou campeão francês. Ainda assim, o internacional gaulês, nos dois anos seguintes, ainda conseguiu ganhar outro campeonato (1984/85) e uma Taça de França (1985/86), recuperando, assim, algum do tempo perdido.

No defeso de 1986, transferiu-se para o Marselha, onde foi opção regular durante dois anos, mas mostrou-se um pouco longe da sua melhor forma. Os adeptos do Bordéus, que o tratavam por Gigi, nunca compreenderam a decisão do criativo gaulês de terminar a carreira no Olympique.

Em termos de selecção francesa, Giresse cumpriu 47 internacionalizações (6 golos) e esteve presente nos campeonatos do Mundo de 1982 e 1986, assim como no Europeu de 1984, onde se sagrou campeão da Europa.

Uma carreira longa, intensa e cheia de bom futebol, à qual apenas faltaram mais alguns títulos para que mais pessoas se lembrassem do enorme talento de Alain Giresse.

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