Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Matheus’

Matheus foi decisivo na vitória bracarense

Em Telavive, o Benfica fez um dos piores jogos da temporada e acabou vergado a uma pesada derrota (0-3) diante de um Hapoel que estava, perfeitamente, ao seu alcance. Falhando bastantes oportunidades e assistindo a uma eficácia a toda a prova da equipa israelita, o Benfica ficou, assim, afastado da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, ficar fora da Liga Europa, caso não vença o Schalke 04 na última jornada e o Hapoel Telavive triunfe em Lyon. Combinação pouco provável, mas possível. Por outro lado, o Braga conseguiu um grande resultado, vencendo o Arsenal, em casa, por 2-0. Ainda assim, apesar de ainda não estar fora da 2ª fase da Liga dos Campeões, terá, para se apurar, de vencer o Shakhtar por mais de três golos de diferença ou, em caso de o Arsenal não vencer, em casa, o Partizan, simplesmente vencer fora os ucranianos.

Sp. Braga 2-0 Arsenal

Durante grande parte do desafio e ao contrário do que o resultado possa fazer crer, a equipa bracarense não fez um grande jogo. Precipitada e nervosa, a equipa arsenalista não conseguia criar situações de perigo para a baliza londrina, beneficiando, inclusivamente, de boas intervenções de Felipe para manter o nulo.

De forma conservadora e beneficiando, também, da falta de alma do Arsenal, a equipa bracarense foi deixando o tempo passar e o nulo eternizar-se, esperando, provavelmente, um erro dos londrinos para procurarem a sua sorte.

Na verdade, foi exactamente isso que aconteceu, com a equipa bracarense a ver Elton a fazer um passe magistral para Matheus, que galgou muitos metros e acabou por bater Fabianski com um remate de belo efeito. Estávamos no minuto 83 e o sonho bracarense ficava bem mais perto.

A partir daqui, o Arsenal ainda procurou o empate, mais com o coração do que com a cabeça, mas o que conseguiu foi sofrer novo golo, novamente por Matheus, já nos descontos, que carimbou o resultado final em 2-0 para os bracarenses.

Ainda assim, apesar do triunfo histórico, só um milagre colocará os minhotos na segunda fase da “Champions”. Ainda assim, enquanto for possível, os bracarenses têm o direito a sonhar.

Hapoel Telavive 3-0 Benfica

Podia começar por dizer que o resultado é extremamente exagerado e até injusto para o que fizeram Benfica e Hapoel, ainda assim, importa dizer uma série de coisas. Este Benfica é, neste momento, uma equipa descrente, muitas vezes amorfa e que se coloca, dessa forma, a jeito para sofrer dissabores.

Em Israel, o Benfica até não começou mal, empurrando a equipa israelita para o seu último terço, ganhando bastantes cantos e tendo algumas oportunidades para abrir o activo.

No entanto, aos 24 minutos, contra a corrente do jogo, Era Zahavi fez o 1-0 na sequência de um livre e os encarnados acusaram imenso o golo sofrido.

A partir daí, a equipa encarnada, apesar de ter dominado territorialmente a partida e de ter conquistado inúmeros cantos, foi incapaz de reagir convenientemente à desvantagem. Ainda assim, mesmo aos repelões, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas principalmente Alan Kardec esteve desastrado.

Assim sendo, o Hapoel foi mantendo a vantagem e, com grande eficácia, foi mesmo capaz de a ampliar com tentos de Douglas da Silva (75′) e novamente Era Zahavi (90′) para uma vitória muito folgada da equipa de Telavive.

Com este desaire, o Benfica passou de poder chegar à segunda fase da “Champions” para correr o risco de nem sequer chegar à Liga Europa.

Anúncios

Read Full Post »

 

Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

Read Full Post »

Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

Read Full Post »

A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

Read Full Post »

Académica festeja golo da vitória

Benfica e Sporting entraram da pior maneira no campeonato nacional, após perderem com Académica (1-2) e Paços de Ferreira (0-1), respectivamente, na primeira jornada da Liga Zon Sagres. A derrota do campeão nacional torna-se ainda mais surpreendente, pois as águias jogaram na sua própria casa e, durante cerca de 40 minutos, estiveram com uma unidade a mais no terreno de jogo. Assim sendo, os grandes vencedores da ronda acabaram por ser o FC Porto (venceu na Figueira da Foz por 1-0) e Sp. Braga (venceu o Portimonense, em casa, por 3-1), que, assim, iniciam o campeonato com três pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores.


Jara estreou-se a marcar em jogos oficiais

Benfica 1-2 Académica

Apesar da derrota na Supertaça, poucos acreditavam que o Benfica pudesse baquear, na sua própria casa, diante dos estudantes. No entanto, o Benfica, que nem entrou mal no desafio, viu a Académica adiantar-se no marcador, aos 26 minutos, na sequência de um livre apontado por Diogo Valente e finalizado com toda a tranquilidade por Miguel Fidalgo. Esse golo intranquilizou os encarnados e estes, até final da primeira parte, foram incapazes de reagir com clarividência, falhando muitos passes e não conseguindo qualquer jogada com princípio, meio e fim.

Após o descanso, esperava-se que o Benfica entrasse forte e com vontade de dar a volta ao marcador. Por volta dos 50 minutos, Addy foi expulso e pensou-se que esse seria o catalisador perfeito para a reviravolta no resultado, pois ninguém acreditava que a Académica pudesse suportar durante quarenta minutos a pressão de uns encarnados a jogarem em superioridade numérica.

A partir daqui, o Benfica, naturalmente, assumiu as despesas do jogo e, pela primeira vez, conseguiu encostar a Académica às cordas, começando-se a advinhar o golo da igualdade, que surgiu, sem surpresa, aos 62 minutos, quando Jara, a cruzamento de Fábio Coentrão, não perdoou.

Pensou-se que o segundo golo seria uma questão de tempo, todavia, o tempo foi passando e, apesar do Benfica jogar no meio campo da equipa de Coimbra, o golo não surgia. Curiosamente, nos descontos, quando já todos se resignavam ao empate, foi a Académica que, numa jogada de rápido contra-ataque, viu Laionel, de muito longe, desferir forte pontapé que passou por cima de um adiantado Roberto, tocou no poste, e entrou na baliza do Benfica.

Uma vitória que premiou o bom futebol da Académica, enquanto jogaram onze contra onze e a entreajuda dos estudantes quando passaram a ficaram em inferioridade numérica.

Rondon foge a Daniel Carriço

Paços de Ferreira 1-0 Sporting

O Sporting entrou mal no campeonato, muito por culpa da sua finalização que, em Paços de Ferreira, voltou a ser o calcanhar de Aquiles da equipa leonina. Principalmente na primeira parte, os verde e brancos falharam tentos que lhes permitiriam ganhar facilmente o jogo, com destaque para um remate à trave de Postiga e remates perigosos do mesmo Postiga, Carriço, Polga e Liedson.

Na segunda metade, os leões baixaram um pouco de produção e o P. Ferreira aproveitou a falta de rotinas da dupla de centrais (Polga-Nuno André Coelho), para, na sequência de um cruzamento bem medido de Manuel José, Mário Rondon fazer o 1-0 para a equipa da Capital do Móvel.

A partir do golo sofrido, os leões, apesar de terem terminado o jogo com quatro avançados, foram incapazes de terem o discernimento necessário para procurarem, com critério, a igualdade, acabando, naturalmente, por averbarem uma derrota que, por certo, terá consequências na moral da equipa verde e branca.

Hulk em luta com um navalista

Naval 0-1 FC Porto

O FC Porto entrou no campeonato a vencer, ainda que tenha feito uma exibição pouco inspirada na Figueira da Foz.

Depois de uma primeira metade muito fraca dos dragões, em que a Naval foi mesmo a equipa mais perigosa, os azuis e brancos subiram ligeiramente de produção após o descanso, começando a jogar mais no meio campo da Naval e criando algumas situações de perigo para a baliza de Salin.

Ainda assim, foi a equipa navalista que teve uma grande oportunidade para se colocar em frente no marcador, quando Previtali, a passe de Camora, ficou em excelente posição para fazer o golo, contudo, demorou tanto tempo para rematar, que permitiu a Álvaro Pereira o corte na hora H.

O jogo caminhava para o seu final e já todos se resignavam à igualdade, quando Jonathas colocou a mão na bola em plena área da Naval. Na sequência do castigo máximo, Hulk não perdoou e deu uma importante vitória aos dragões no arranque do campeonato nacional.

A festa do Sporting de Braga

Braga 3-1 Portimonense

Num bom jogo de futebol entre duas equipas de tracção ofensiva, o Braga aproveitou a sua maior experiência para levar de vencida a equipa algarvia por três bolas uma.

Os arsenalistas colocaram-se em vantagem no primeiro lance de grande perigo que dispuseram, quando Matheus, de cabeça, fez o 1-0.

Pensou-se que o golo libertaria os bracarenses para uma vitória fácil, no entanto, o Portimonense reagiu muito bem e o segundo tento do Sp. Braga, apontado por Paulo César em cima do intervalo, foi completamente contra a corrente do jogo.

Após o intervalo, o Portimonense continuou a procurar um golo que fizesse abalar a confiança do Braga e esse golo surgiu mesmo, aos 52 minutos, por Elias. No entanto, o tento não abalou uma equipa arsenalista que está com grande confiança e, assim, foram mesmo os bracarenses a fazerem o 3-1 final, com um golo de Salino.

Com esta vitória e exibição segura e personalizada, o Braga garantiu que vai, por certo, lutar pelo título nacional.

Nos outros jogos, destaque para as vitórias fora de Nacional (1-0 ao Rio Ave) e V. Setúbal (1-0 ao Marítimo) e para os nulos no Olhanense-V. Guimarães e Beira Mar-U. Leiria.

Read Full Post »

A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

Read Full Post »

Salino e Alan festejam o 1-0

A equipa do Sporting de Braga entrou com o pé direito na 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, após vencer os escoceses do Celtic Glasgow por três bolas a zero. Os arsenalistas foram uma equipa paciente, adulta, por vezes até chata, mas, no final, acabaram por provar que o esquema de Domingos Paciência tinha toda a razão de ser, pois além de adormecerem e reduzirem o Celtic a um zero absoluto, conseguiram uma ampla vantagem na eliminatória, que, mesmo no fervoroso Celtic Park, será quase impossível de anular. Uma vitória gorda e de números algo exagerados, mas que pune uma equipa escocesa que, mesmo a perder um a zero, apenas se preocupou em não sofrer mais golos.

O início do jogo foi equilibrado, com ambas as equipas a conseguirem chegar às defesas contrárias, mas sem criarem qualquer tipo de perigo para os dois guarda-redes. Até a meio da primeira parte, assistimos a alguns remates de parte a parte, mas tudo sem criar o mínimo de emoção ao público presente no Estádio AXA.

No entanto, quando ninguém o esperava, o Sporting de Braga haveria de se colocar em vantagem. Ao minuto 26, Ki Sung-Yong colocou a mão na bola na área de rigor e Alan, na conversão do castigo máximo, não perdoou e fez o 1-0 para os arsenalistas.

A vencer, o Braga continuou a procurar o golo, mas sempre com enorme tranquilidade e sem colocar em perigo o seu reduto mais recuado. Até ao intervalo, Salino e Alan estiveram em destaque, criando algumas dificuldades ao sector defensivo dos “católicos”, todavia, foram acções de perigo reduzido.

Após o descanso, a partida recomeçou muito lenta, dando mesmo a ideia que bracarenses e escoceses estavam contentes com o resultado. A segunda parte foi-se arrastando até que, aos 66 minutos, Domingos lançou Matheus em campo e, aí, o Sp. Braga cresceu imenso, passando a criar cada vez mais dificuldades para o Celtic.

Assim sendo, foi sem surpresa que, depois de Moisés e Salino terem espreitado o golo, o nigeriano Elderson, aos 76 minutos, na sequência de um canto apontado por Matheus, fez o 2-0.

Esse golo dava uma boa tranquilidade ao Sp. Braga para o jogo da segunda mão, contudo, o Celtic andava perdido em campo e quem assistia ao jogo sentia que até seria possível aos arsenalistas chegarem a um terceiro tento, que deixasse o Braga praticamente apurado para a 4ª pré-eliminatória.

Ainda assim, o tempo ia passando e percebia-se que os bracarenses estavam satisfeitos com o 2-0, preocupando-se mais em não criarem condições para que o Celtic chegasse ao golo (sinceramente, pela qualidade futebolística apresentada, só o fariam num lance fortuito) do que em procurarem o terceiro tento.

No entanto, quando já ninguém acreditava que o marcador pudesse sofrer outra alteração, Matheus, na marcação de um livre directo de muito longe, fez um golo de bandeira, que permitiu ao Braga fazer o 3-0 e, assim, encarar com grande tranquilidade o jogo da segunda mão, em Glasgow.

Se o Sp. Braga superar a equipa escocesa, ficará a uma eliminatória de se juntar ao Benfica na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Read Full Post »

Older Posts »