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Etock esteve dois anos no Sporting

Etock esteve dois anos no Sporting

Oriundo de “La Masia”, a renomada academia do poderoso Barcelona, o camaronês Gaël Etock chegou a Alvalade sob um espectro de elevadas expectativas, sendo esperado que pudesse vir a assumir-se como uma mais-valia para o plantel principal do Sporting num futuro próximo. A verdade, contudo, é que a realidade é muitas vezes cruel e aquilo que por vezes aparenta ser um sonho exequível acaba por traduzir-se num claro defraudar das esperanças de um clube e dos sonhos de um futebolista.

Produto do Barcelona

Gaël Junior Etock nasceu a 5 de Julho de 1993 em Douala, Camarões, mas cedo rumou à Catalunha e ao Barcelona, clube que representou entre 2006 e 2011, isto entre os escalões de iniciados e juniores.

Em 2011, contudo, mudou-se de armas e bagagens para o Sporting, tendo primeiro representado os juniores, em 2011/12, e depois a equipa B, em 2012/13, quando somou 29 jogos (10 como titular) e seis golos na Segunda Liga.

Sempre a descer depois do leão

A verdade, contudo, é que o camaronês não conseguiu cumprir com as expectativas nele depositadas pelos verde-e-brancos, tendo acabado por rumar ao Cercle Brugge, em 2013/14, sendo que essa passagem pela Bélgica também não correu bem, cifrando-se em apenas dois golos apontados em 18 jogos (cinco como titular).

Perante esse estado de coisas, nova mudança radical de ares no último Verão, desta feita para Israel, onde voltou novamente a fracassar no Hapoel Telavive (zero jogos) e Hapoel Petah-Tikva (três jogos).

É certo que, aos 22 anos, Etock ainda vai muito a tempo de dar a volta por cima e de cumprir com as elevadas expectativas que em tempos caíram sobre ele. Ainda assim, pelos sinais que se acumulam, parece que o camaronês terá mais condições de ser outro exemplo de como não saem apenas craques da “Fábrica”.

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Benítez participou na goleada sofrida pelo FC Porto diante do Arsenal (0-4)

Benítez participou na goleada sofrida pelo FC Porto diante do Arsenal (0-4)

Encontrar um bom lateral-esquerdo é muitas vezes uma missão (quase) impossível, em virtude de escassearem os alvos de qualidade para essa posição no espectro do futebol mundial, sendo muito caros aqueles que naturalmente ainda existem no mercado. Perante este estado de coisas, torna-se então quase natural que os principais clubes portugueses tantas vezes se tenham “reforçado” com elementos que apenas se traduziram em prejuízos desportivos e financeiros, sendo um claro exemplo o argentino Nélson Benítez, futebolista que poucas saudades deixou no Dragão.

Sucesso no Lanús

Nelson Fabián Benítez nasceu a 24 de Maio de 1984 em Córdoba, Argentina, e iniciou a sua carreira profissional no Lanús, em 2002, tendo permanecido nesse clube até 2008, isto com uma interrupção de duas temporadas, quando esteve no Talleres de Córdoba (2004/05) e Gimnasia Jujuy (2005/06).

Ao todo, somou 67 jogos e três golos pelo Lanús, em números que pareciam curtos para o longo período em que esteve no emblema argentino, mas que foram suficientes para convencer o FC Porto, que avançou para a sua contratação no Verão de 2008.

Insucesso em Portugal

As expectativas sobre Nélson Benítez, aquando da sua chegada a Portugal, estavam longe de ser muito elevadas, e o argentino fez questão de não as defraudar, somando apenas 13 jogos oficiais pelos azuis-e-brancos e sem nunca convencer adeptos e crítica.

Sem qualquer surpresa, abandonou o FC Porto no Verão seguinte, acabando emprestado ao Leixões, ainda que a permanência em Matosinhos tenha sido bastante curta, uma vez que, em Outubro, acabou por rumar ao San Lorenzo, do seu país natal, também por empréstimo dos azuis-e-brancos.

Em 2011, porém, a sua ligação contratual ao FC Porto haveria de terminar, com Nélson Benítez a rumar ao Estudiantes de La Plata, que representou sem sucesso por dois anos, isto antes de rumar novamente ao Talleres de Córdoba e posteriormente ao Olímpia de Assunção. Neste momento, depois de curta e pouco marcante pelo clube paraguaio, Nélson Benítez encontra-se novamente no Talleres, clube que disputa, imagine-se, a terceira divisão argentina.

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Raymond Kopa

Kopa, o “Napoleão do Futebol”

Filho de emigrantes polacos, Raymond Kopaszewski “Kopa” foi um dos primeiros foras de série do futebol francês, um verdadeiro mago com a bola nos pés e que brilhou com as camisolas do Reims, Real Madrid e selecção gaulesa. Apresentando grande visão de jogo e uma irresistível capacidade de passe, Kopa sempre gostou muito de fintar, algo que, por vezes, motivava as críticas da imprensa que o acusava de agarrar-se demasiado à bola. Aí, contudo, até Albert Batteux, seu treinador no Reims, saiu em sua defesa, ameaçando tirá-lo da equipa se parasse de driblar… Algo sintomático da grandeza deste fenómeno.

Começou no Angers

Raymond Kopa nasceu a 13 de Outubro de 1931 em Noeux-les-Mines, França, filho de imigrantes polacos, tendo evoluido nas camadas jovens do US Noeux-les-Mines e estreado-se profissionalmente em 1949, com a camisola do Angers.

Nesse clube, em duas temporadas, haveria de somar 60 jogos e 15 golos, merecendo então o salto para o Stade Reims, clube que, nessa altura, era um dos gigantes do futebol gaulês.

13 anos no Reims

No Stade Reims, o talentoso médio-ofensivo haveria de permanecer por 13 anos, divididos em dois ciclos: (1951-56) e 1959-67), períodos em que somou um total de 402 jogos e 84 golos e conquistou quatro campeonatos franceses e uma Taça Latina, isto sem esquecer uma final perdida da Taça dos Campeões Europeus.

Pelo meio, passou três fantásticas temporadas no Real Madrid, o grande colosso europeu da época, onde efectuou 79 jogos (24 golos) e ganhou dois campeonatos espanhóis, uma Taça Latina e três Taças dos Campeões Europeus.

Presente em dois mundiais

Ao serviço da selecção francesa, Kopa participou em dois campeonatos do Mundo (1954 e 58), sendo que no primeiro, de má memória para os gauleses, que foram eliminados logo na primeira fase, o médio-ofensivo entrou mesmo no onze do torneio.

Já em 1958, em Mundial disputado na Suécia, Kopa foi uma das grandes figuras de uma selecção francesa que haveria de se sagrar terceira classificada, tendo apontado dois golos e contribuído para muitos dos 13 apontados pelo goleador Just Fontaine.

Aliás, para a “France Football”, foi precisamente Kopa e não Fontaine o Bola de Ouro de 1958, numa decisão que premiou o génio do “Napoleão do Futebol” sobre a eficácia.


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Possebon chegou a actuar na Premier League

Possebon chegou a actuar na Premier League

Rodrigo Possebon chegou ao Sporting de Braga em 2009/10 e com algum estatuto, uma vez que vinha cedido pelo poderoso Manchester United, clube pelo qual até se tinha estreado na Premier League. A verdade, contudo, é que o médio-centro que era visto como um reforço de peso para os “guerreiros” acabou por traduzir-se num gigantesco flop, limitando-se a fazer 34 minutos num duelo europeu de má memória diante dos suecos do Elfsborg (0-2).

Formado no Internacional

Rodrigo Pereira Possebon nasceu a 13 de Fevereiro de 1989 em Sapucaia, Brasil, e cresceu nas camadas jovens do Internacional de Porto Alegre, isto antes de ser monitorizado pelo Manchester United, que o recrutou no Verão de 2008.

Nos “red devils”, o jovem brasileiro conseguiu mesmo somar alguns jogos na equipa principal, acumulando três partidas na Premier League e outras cinco nas taças domésticas, isto sempre como suplente utilizado.

Insucesso absoluto em Braga

Ainda assim, aos 20 anos, entendeu-se em Old Trafford que o melhor para Rodrigo Possebon seria rodar num clube de menor exigência, surgindo assim a sua cedência ao Sporting de Braga em 2009/10.

Esse empréstimo, todavia, acabou por redundar num gigantesco fracasso, uma vez que o brasileiro apenas actuou num jogo, mais concretamente numa derrota dos arsenalistas na Suécia, diante do Elfsborg (0-2), num encontro em que entrou de início e saiu logo aos 34 minutos…

Continua sem se impor

Aliás, o (mau) impacto do brasileiro no Sporting de Braga foi tal, que o empréstimo de uma temporada até foi encurtado, tendo o médio-centro regressado ao Manchester United logo em Janeiro.

No Verão de 2010, contudo, Rodrigo Possebon haveria mesmo de abandonar os ingleses em definitivo, iniciando aí um périplo por inúmeros clubes como o Santos, Vicenza, Criciúma, Mirassol e Náutico, sempre sem se conseguir impor em nenhum e fazendo duvidar das capacidades do olheiro do Manchester United que, um dia, aprovou a sua contratação.

Ainda assim, há quem ainda pareça acreditar no jovem que também tem passaporte italiano e que até chegou a ser internacional sub-20 pelos transalpinos. Falamos do Al-Riffa, do Bahrein, que apostou recentemente na sua contratação.

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Tostão faz parte da história gloriosa do futebol brasileiro

Tostão faz parte da história gloriosa do futebol brasileiro

O risco de ficar cego obrigou-o a retirar-se do futebol aos 26 anos e no auge das suas capacidades, mas a verdade é que o médio-ofensivo que chegou a merecer a alcunha de “Pelé Branco” já tinha feito mais do que o suficiente para atingir a imortalidade no futebol brasileiro e mundial. Pentacampeão mineiro e campeão brasileiro pelo Cruzeiro, Tostão foi ainda campeão do Mundo de 1970 pelo “escrete” e ao lado do “Rei Pelé”, apresentando sempre o mesmo futebol pleno de inteligência e brilhantismo técnico.

Um símbolo do Cruzeiro

Eduardo Gonçalves de Andrade, conhecido no meio futebolístico por “Tostão”, nasceu a 25 de Janeiro de 1947 em Belo Horizonte, Brasil, e começou a sua carreira profissional no América Mineiro, emblema onde, entre 1962 e 63, e quando ainda era extremamente jovem, somou 16 golos em 26 jogos.

Em 1964, contudo, regressou ao clube onde havia feito a sua formação, o Cruzeiro, emblema que ficaria para sempre ligado ao internacional brasileiro, uma vez que foi aí que passou quase a totalidade da sua carreira. Ao todo, foram cerca de oito anos de glória na “Raposa”, com Tostão a somar 378 jogos e 249 golos, e conquistando cinco campeonatos mineiros e um campeonato brasileiro.

Problema na retina afastou-o dos relvados

Depois de tempos muito marcantes no Cruzeiro, onde ainda é o melhor marcador de sempre, Tostão transferiu-se para o Vasco da Gama em Abril de 1972 e naquela que, na altura, foi a maior transferência do futebol brasileiro.

Nesse clube carioca, que passava por uma crise, Tostão foi importantíssimo para devolver a confiança a colegas e adeptos, tendo somado 19 golos em 30 jogos, num registo que poderia ter sido muito mais marcante se o internacional brasileiro não tivesse de se retirar dos relvados com 26 anos, isto devido ao agravamento de um problema na retina que ameaçava deixá-lo cego.

Sucesso também no “Escrete”

O futebol rendilhado e pleno de classe que foi apresentando ao nível dos clubes por onde passou e que lhe valeram alcunhas como a de “Pelé Branco” e “Rei Branco”, também foi transposto para a selecção brasileira, pela qual somou 65 jogos e 36 golos.

Ao longo dessa passagem pelo “escrete”, Tostão viveu naturalmente inúmeros momentos altos, ainda que os mais marcantes foram obviamente a conquista do Campeonato do Mundo de 1970, numa campanha onde somou dois golos; e a vitória no Torneio da Independência de 1972, uma espécie de mini-Mundial em que os brasileiros venceram Portugal (1-0) na final.

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Keirrison foi um flop no Benfica

Keirrison foi um flop no Benfica

O futebol mundial é pródigo em apresentar jovens talentos que prometem assumir-se como futuros craques internacionais, mas, na verdade, acabam por nunca passar da mediania, ainda que existam exemplos especialmente supreendentes como é o caso do ponta de lança Keirisson. Afinal, este brasileiro que chegou a estar vários anos vinculado ao Barcelona e ainda passou pelo Benfica e Fiorentina foi quase como que um meteorito no futebol mundial, acabando por desaparecer assim que a poeira do seu impacto inicial assentou.

Destacou-se no Coritiba

Keirrison de Souza Carneiro nasceu a 3 de Dezembro de 1988 em Dourados, Brasil, e começou a sua carreira profissional no Coritiba, clube onde se destacou como um verdadeiro “matador” ao marcar 21 golos em 2007 e 23 no ano seguinte

Em 2009, o ponta de lança brasileiro mudou-se para o Palmeiras, onde a sua veia goleadora continuou bem viva, ou não tivesse feito 23 golos em 35 jogos oficiais. Graças a esse desempenho, aliás, acabou por transferir-se em Julho do mesmo ano para o Barcelona, que pagou 14 milhões de euros pelo seu concurso.

Salto para a Europa foi um fracasso

Sem sequer vestir a camisola do Barcelona em jogos oficiais, Keirrison foi imediatamente emprestado ao Benfica, clube onde nunca conseguiu criar impacto, somando apenas sete jogos (zero golos) e saindo logo a meio da temporada de 2009/10, rumo à Fiorentina.

Em Florença, em plena Série A, mais um fracasso, com o atacante brasileiro a marcar apenas dois golos em 12 jogos e a não justificar a aposta da Fiorentina no seu empréstimo.

Regresso ao Brasil sem o retorno do sucesso

Continuando ligado contratualmente ao Barcelona, Keirisson regressou ao Brasil no Verão de 2010, e para representar o Santos, clube onde ainda conseguiu um desempenho aceitável, somando 10 golos em 31 jogos.

Seguiu-se o Cruzeiro (2011) e o Coritiba, que representa até aos dias de hoje, sendo que o atacante jamais conseguiu voltar a apresentar o desempenho que, em tempos, fez o gigante Barcelona apostar forte na sua contratação.

Aliás, em 2014, quando terminado o vínculo contratual de Keirisson com o Barça, foi com naturalidade que os catalães não fizeram qualquer questão numa possível renovação, convictos que estavam de que o brasileiro jamais poderia cumprir com as elevadas expectativas que criou na génese da carreira.


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O Fafe em 1988/89

Um onze do Fafe na histórica época de 1988/89

Histórico emblema com quase 57 anos de existência, o Fafe teve como momento mais alto na sua história a presença na Primeira Divisão em 1988/89, numa participação fugaz, é certo, mas ainda com algumas boas memórias, como o emblemático empate averbado nas Antas (0-0). Campeão nacional da Terceira Divisão em 1995/96, o Fafe será ainda lembrado para sempre como o clube em que Rui Costa deu os primeiros passos numa brilhante e gloriosa carreira.

Subida na secretaria

A Associação Desportiva de Fafe foi fundada a 14 de Junho de 1958, tendo demorado precisamente 30 anos para atingir o principal escalão, obtido após o clube nortenho ter ficado em terceiro lugar na Segunda Divisão Zona Norte de 1987/88, mas beneficiado da desclassificação do campeão Famalicão.

Afinal, apenas primeiro e segundo classificado subiriam à Primeira Divisão, mas um protesto do Fafe referente à utilização irregular de um jogador do Famalicão num duelo com o Macedo de Cavaleiros, aliado a uma posterior declaração do presidente do Macedo de Cavaleiros a revelar um suposto suborno dos famalicenses nesse mesmo duelo acabou por redundar na desclassificação administrativa do Famalicão e na estreia do Fafe no escalão mais importante do futebol português.

Passagem fugaz pela Primeira Divisão

Essa passagem pela Primeira Divisão, ainda assim, acabou por ser passageira, uma vez que o Fafe terminou essa época de 1988/89 na décima sexta posição, tendo sido precisamente o primeiro dos cinco clubes que acabaram despromovidos.

Nessa campanha, ainda assim, existiram alguns momentos de destaque, nomeadamente um surpreendente empate averbado nas Antas, diante do FC Porto (0-0).

Rui Costa começou aqui

Formado no Benfica, Rui Costa foi emprestado ao Fafe na sua primeira época no futebol sénior, em 1990/91, precisamente duas épocas depois da única presença deste clube nortenho na Primeira Divisão.

Aí, o médio-ofensivo acabou por tornar-se numa das grandes figuras de uma equipa que roçou a subida à recentemente criada Segunda Divisão de Honra, tendo feito 36 jogos (seis golos) numa campanha que redundou no segundo lugar do Fafe na Zona Norte da Segunda Divisão, isto a apenas a dois pontos do promovido Rio Ave.

Aliás, desde 1989/90, o Fafe jamais voltou a disputar o segundo escalão do futebol luso, encontrando-se neste momento a disputar o terceiro escalão (Campeonato Nacional de Seniores), onde foi terceiro classificado na fase de subida da Zona Norte, e sendo de salientar ainda a conquista do antigo campeonato nacional da Terceira Divisão (quarto escalão) em 1995/96.

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