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Posts Tagged ‘Miguel Veloso’

FC-Dynamo-Kyiv-Logo-3DNum agrupamento com um grande favorito ao primeiro lugar (Chelsea) e outro grande favorito ao último posto (Maccabi Telavive), deverá ser diante dos ucranianos do Dínamo de Kiev que o FC Porto disputará a segunda posição deste Grupo G, numa corrida pelo prestígio e dinheiro que advirá de um eventual apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Um adversário forte, é certo, mas ainda assim ao alcance de uma equipa azul-e-branca com uma superior qualidade individual e colectiva.

O líndissimo Olímpico de Kiev

O líndissimo Estádio Olímpico de Kiev

Quem é o Dínamo de Kiev

O Dínamo de Kiev foi fundado a 13 de Maio de 1927, ainda nos tempos da União Soviética, e sempre se assumiu como um dos grandes emblemas da antiga URSS, ou não tivesse conquistado 11 campeonatos soviéticos, nove taças da URSS e três supertaças.

Nesse mesmo período de tempo, há ainda que destacar o facto do Dínamo de Kiev ter triunfado em três competições continentais, vencendo a Taça das Taças em 1974/75 e 1985/86, assim como a Supertaça Europeia em 1975.

Posteriormente, desde que a Ucrânia se assumiu como um país independente, o Dínamo de Kiev continuou o seu percurso vitorioso, sendo desde aí o emblema com mais títulos do país, com 16 campeonatos, 11 taças e cinco supertaças.

Aliás, o clube da capital ucraniana é mesmo o actual campeão em título, isto mesmo que tenha sofrido nos últimos tempos com o crescimento exponencial do seu grande rival, Shakhtar Donetsk, equipa que venceu oito dos últimos 11 campeonatos.

Rebrov é o treinador do Dínamo

Rebrov é o treinador do Dínamo

Como joga o Dínamo de Kiev?

Prevendo-se que receba o FC Porto com uma abordagem prudente e de risco sempre muito calculado, é igualmente expectável que o Dínamo de Kiev se apresente neste duelo com o seu esquema habitual de 4x2x3x1/4x3x3 e precisamente com o mesmo onze que actuou no último jogo do campeonato ucraniano, diante do FK Oleksandria (3-0).

Nesse seguimento, o emblema orientado pelo antigo ponta de lança, Sergei Rebrov, deverá subir para o relvado do Estádio Olímpico de Kiev com o veteraníssimo guarda-redes: Shovkovskiy, seguindo-se um quarteto defensivo composto por Danilo Silva (lateral-direito); Antunes (lateral-esquerdo); Domagoj Vida e Khcheridi (defesas-centrais). Sendo um sector muito competente, e que tem sofrido poucos golos, restará ao FC Porto tentar explorar a dureza de rins de Khcheridi (actua em substituição do lesionado Dragovic), que não é especialmente forte junto ao relvado, e os momentos em que os laterais possam dar algum espaço nas suas costas.

Quanto ao meio-campo, este dá mais ênfase ao equilíbrio do sector do que propriamente em desequilibrar criativamente a equipa adversária, sendo composto por Rybalka e Miguel Veloso, que formam um duplo-pivot de tracção defensiva, e por Garmash, que, jogando um pouco mais adiantado, está longe de ser um jogador fantasista.

O perigo ofensivo deste Dínamo de Kiev, valha a verdade, parte quase sempre dos seus extremos, e principalmente por intermédio do internacional ucraniano Yarmolenko, futebolista que é letal nas venenosas diagonais que faz a partir do lado direito do ataque. A acompanhá-lo, muita atenção igualmente ao criativo e veloz ex-benfiquista Derlis González, que actua no flanco oposto, mas também ao ponta de lança brasileiro Junior Moraes, cuja mobilidade pode causar alguns problemas aos azuis-e-brancos.

Yarmolenko é a estrela do Dínamo

Yarmolenko é a estrela do Dínamo

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Yarmolenko

Quanto ao jogador que deverá ser visto como o perigo público deste Dínamo de Kiev, penso que não há dúvidas em apontar o dedo a Andriy Yarmolenko, avançado que soma seis golos e seis assistências nos seus primeiros nove jogos oficiais da época.

Trata-se de um futebolista nascido a 23 de Outubro de 1989 em São Petersburgo, Rússia, ainda que seja de origem ucraniana, somando mesmo 51 internacionalizações A (20 golos) por esse país. Quanto ao nível clubístico, foi no Dínamo de Kiev que evoluiu na maior parte da sua carreira, representando esse clube profissionalmente desde 2007 e somando um total de 270 jogos, 101 golos e 70 assistências.

Muito inteligente nas movimentações, é um esquerdino que actua preferencialmente pelo lado direito, isto por forma a facilitar um dos aspectos em que é mais forte, nomeadamente as venenosas diagonais que faz para criar desequilíbrios em zonas centrais, sector onde é letal tanto no capítulo da criação como da finalização.

Possante (189 cm e 82 kg), o internacional ucraniano não é propriamente lento, sabendo igualmente oferecer verticalidade no flanco direito sempre que necessário. Ou seja, mesmo que especialmente talhado para ser um falso-ala, a verdade é que Yarmolenko também sabe quando deve assumir o papel de extremo puro.

ChampsQuais são as perspectivas do FC Porto?

O duplo-confronto com o Dínamo de Kiev terá tudo para se assumir como decisivo para um eventual apuramento do FC Porto para os oitavos de final da “Champions”, sendo que um resultado positivo no jogo de hoje, no Estádio Olímpico, seria meio-caminho andado para esse desiderato.

Sendo um conjunto forte, e algo cínico, o Dínamo Kiev é, ainda assim, uma equipa ao alcance do vice-campeão nacional, conjunto que é mais forte colectivamente e, acima de tudo, mais forte em termos individuais.

Nesse seguimento, e partindo do princípio que apresentará nos jogos com os ucranianos a sua melhor face, penso que o FC Porto terá todas as condições para pontuar na Ucrânia e vencer tranquilamente no Estádio do Dragão. Ainda assim, os azuis-e-brancos deverão ser pacientes e prudentes na abordagem a este Dínamo de Kiev, que é um conjunto que é muito perigoso na exploração dos erros do adversário.

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João Coimbra com a camisola do Estoril

No Estoril-Praia actua um jogador que, outrora, foi uma grande esperança do Benfica, mas, neste momento, se encontra algo distante dos grandes palcos: João Coimbra.

Nascido a 24 de Maio de 1986 em Santa Comba Dão, João Carlos Amaral Marques Coimbra destacou-se ao serviço das equipas juvenis do Benfica e da selecção nacional, tendo, inclusivamente, se sagrado campeão europeu de sub-17 em 2003, numa prova que se disputou em Portugal. Nessa equipa, João Coimbra brilhou ao lado de jogadores como Miguel Veloso, Carlos Saleiro, Vieirinha e Paulo Machado.

Teve bastantes dificuldades nos primeiros tempos como sénior

Na transição para o futebol sénior, o médio-centro passou uma temporada (2005/06) na equipa B do Sport Lisboa e Benfica, sendo, na épocaa seguinte, colocado na equipa principal dos encarnados. Contudo, nessa temporada de 2006/07, pouco jogou, ficando célebre por entrar muitas vezes apenas para queimar tempo, como se pode perceber pelo facto de ter feito 12 jogos como suplente utilizado, mas apenas completou setenta e dois minutos.

Nas duas temporadas seguintes, esteve emprestado ao Nacional e ao Gil Vicente (II Liga), contudo, não se impôs verdadeiramente em nenhum desses clubes, transferindo-se, em 2009/10 para o Estoril, clube onde permanece até hoje.

Depois de, na primeira temporada, ter jogado, pela primeira vez em muitos anos, com grande regularidade, tornou-se, em 2010/11, num dos “habitués” de Vinicius Eutrópio, actuando quase sempre como um médio-centro cerebral, numa posição mais recuada do que aquela que foi a sua nos tempos do Benfica.

Médio-centro de grande inteligência táctica

Originalmente conotado como um “dez”, João Coimbra tem, nos últimos tempos, recuado para uma posição “oito”, podendo jogar tanto como o jogador mais ofensivo de um duplo-pivot, ou, ao invés, entre o médio-defensivo e o médio-ofensivo como “box to box” num esquema 4-3-3.

Posicionando-se muito bem sobre o relvado, o internacional sub-21 é um médio-centro de grande inteligência táctica e boa técnica, que sabe pautar o jogo e, mais do que jogar, é daqueles que coloca toda a equipa a jogar, fruto da sua excelente capacidade de passe.

Apesar de lhe faltar um pouco de pulmão, é, aos 24 anos, um jogador que merece outra oportunidade no principal escalão do futebol português. Descubram-no num desafio do Estoril e confirmem a minha tese.

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Bruno Alves vai deixar saudades no FC Porto

Antes da verdadeira razão deste artigo, gostava de dar crédito a Pinto da Costa por mais um excelente negócio. A venda do central Bruno Alves por 22 milhões de euros é uma excelente manobra de gestão desportiva e que ganha maior impacto quando verificamos que o central portista caminha para os 29 anos e que, Miguel Veloso, uma promessa de apenas 24 anos, foi vendido pelo Sporting por menos de 10 milhões de euros. No entanto, se para o FC Porto este foi um grande negócio, custa-me a entender que o seja para o Bruno Alves. O central portista é um jogador maduro e, na verdade, estava na última oportunidade para dar o salto, mas será que ir para o Zenit pode ser considerado uma boa gestão pessoal da carreira?

Bruno Alves foi um jogador que soube esperar e que, acima de tudo, nunca deixou de trabalhar para alcançar uma posição de destaque no futebol português e internacional. Apesar de ter chegado à equipa principal do FC Porto em 2001, precisou de três empréstimos sucessivos a equipas como o Farense, V. Guimarães e AEK Atenas e, ainda, de uma época quase sem jogar nos dragões (2005/06) quando com Co Adriaanse ao leme, apenas fez sete jogos.

Contudo, na época seguinte, a chegada de Jesualdo Ferreira foi fundamental para Bruno Alves que passou a fazer dupla com Pepe e a destacar-se no centro da defesa portista. Apesar de muitas vezes apelidado de jogador demasiado duro, o central foi conquistando o respeito de colegas, adeptos e da própria imprensa em geral.

Com o passar dos anos, Bruno Alves foi refreando as suas emoções, tornando-se um defesa menos duro, sem, ainda assim, perder a sua eficácia. A sua fama foi galgando fronteiras e, após o excelente campeonato do mundo que fez na África do Sul, o interesse de grandes tubarões da Europa no seu concurso foi sendo publicitada.

Percebia-se, claramente, que o FC Porto não o conseguiria segurar e todos esperavam a transferência do internacional português para uma das principais ligas europeias, todavia, quem acabou por assegurar a contratação do defesa-central acabou por ser o Zenit do campeonato russo.

Sem colocar em causa o valor do clube de São Petersburgo que já ganhou uma prova europeia e vem de um campeonato em claro crescimento, penso que é uma mudança arriscada para o atleta português. Lembrem-se que, no passado, vários jogadores portugueses foram para o campeonato russo (Costinha, Maniche, Jorge Ribeiro, Custódio, etc…), sendo que o resultado foi quase sempre o insucesso e a inadaptação com a justa excepção de Danny, curiosamente futuro companheiro de Bruno Alves no Zenit.

Depois, mesmo que a adaptação seja um sucesso, a Liga russa é um campeonato distante e que tem pouca visibilidade para os grandes clubes europeus. Assim sendo, quando sabemos que o Bruno Alves está quase com 29 anos, a possibilidade de, um dia, cumprir o sonho de jogar num grande clube europeu, num Barça, Manchester United, Inter ou Real Madrid passa a ser quase uma utopia.

Acredito que, financeiramente, este contracto possa ser tão bom para o Bruno Alves como foi para o FC Porto, mas pergunto-me se, para a carreira desportiva do ex-jogador dos dragões, esta transferência possa ser tida como uma boa mudança ou se, ao invés, o defesa-central acabará por chorar o facto de, um dia, ter cedido à força dos rublos…

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A última época do Sporting foi um autêntico desastre que se resumiu a uma total ausência de títulos e a um triste quarto lugar na Liga Portuguesa. Ainda assim, penso que o futuro pode ser risonho, pois os ajustes do inverno passado e deste verão permitem que os verde e brancos tenham uma equipa mais equilibrada e com condições de fazerem um campeonato bem melhor que o transacto. Com bastantes soluções no meio campo e com o problema do lateral esquerdo resolvido, a integração de Stojkovic será, assim, o passo seguinte para que os leões possam ombrear pelo título nacional.

Pensando nessa integração e analisando todo o plantel leonino, este seria, na minha opinião, o melhor onze do Sporting Clube de Portugal.

 

Na baliza iria optar por Stojkovic, um jogador rápido, ágil, muito seguro e corajoso, que é, de longe, o melhor guarda-redes do plantel leonino. Graças ao atleta sérvio, o Sporting iria, por certo, conquistar muitos pontos, que seriam muito importantes no percurso verde e branco.

Quanto à defesa, penso que não há grandes dúvidas. Evaldo e João Pereira, nas laterais, dão garantias de serem competentes a defender e, acima de tudo, inteligentes e incisivos no ataque. Estes dois jogadores garantem ao Sporting uma profundidade ofensiva que nunca poderia ser dada por Leandro Grimi e Abel, podendo ser importantíssimos na nova época do futebol leonino. Por outro lado, no centro do reduto defensivo, o Sporting continua a não ser muito forte. Ainda assim, Daniel Carriço, mais liberto de marcações e com a possibilidade de subir no terreno com a bola controlada e Tonel, central mais de choque e de marcação, continuam a ser os jogadores que dão mais garantias.

No meio campo, o Sporting tem muitas e boas alternativas. No centro, optaria pelo duplo pivot: Miguel Veloso-Maniche, dois jogadores que são competentes a defender (principalmente Maniche) e que sabem lançar o ataque com enorme qualidade, pois são jogadores de boa visão de jogo e técnica apurada. Ainda assim, em jogos mais complicados, talvez fosse mais seguro retirar Miguel Veloso e colocar Pedro Mendes, pois o ex-Rangers é um jogador mais raçudo, que ocupa melhor os espaços e defende melhor.

Nas alas, colocaria Izmailov na esquerda e Sinama-Pongolle na direita. O russo seria um extremo mais puro, que procuraria mais a linha, ainda que também fizesse bastantes diagonais para o centro, ou para combinar com Liedson ou para fazer uso do seu forte pontapé de meia distância. Já o francês funcionaria, no flanco oposto, como um falso extremo, aparecendo várias vezes ao lado de Liedson e usando o seu posicionamento no flanco, apenas como uma armadilha para aparecer embalado no um contra um com os adversários. Este esquema, sem extremos puros, aproveita o facto do Sporting ter laterais com capacidade de dar profundidade ao jogo ofensivo, pois sempre que João Pereira não possa jogar na direita, será mais inteligente usar Valdes no lugar de Sinama Pongolle.

Por fim, no centro do ataque, optaria por colocar Matias Fernandez na posição dez, dando ao chileno liberdade total para libertar o seu futebol criativo. O chileno teria poucas preocupações defensivas e teria a missão tanto de criar jogo como de funcionar como muleta para o ponta de lança Liedson, um jogador que pareceria, em primeira instância que estaria sozinho na frente de ataque, mas teria sempre a companhia ou de Pongolle ou de Fernandez, para fazer combinações que o deixassem em posições privilegiadas para finalizar.

Com bons suplentes como Vukcevic (para o lugar de Izmailov, Pongolle ou, até, Matias Fernandez) e Postiga (Tanto pode jogar como ponta de lança como avançado centro), o Sporting, com esta base táctica, seria sempre uma equipa com condições para discutir o título nacional e fazer uma boa campanha na Liga Europa.

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É um jogador talentoso, , mas não era certo que estivesse entre os eleitos do seleccionador. Ainda assim, a sua chamada não deixou ninguém surpreendido.

Miguel Veloso, de 24 anos, é um jogador polivalente (actua a defesa central ou lateral), mas é no centro do terreno que demonstra todo o seu talento.

Após ser campeão de juniores nas camadas jovens do Sporting (2004/05), foi emprestado ao Olivais e Moscavide (2005/06), onde ajudou a promover o clube à Liga de Honra e ganhou o seu primeiro título nacional. Na época seguinte (2006/07) regressou ao Sporting e cedo demonstrou capacidades para ser titular e afirmar-se na primeira equipa, despertando o interesse de grandes clubes de outros campeonatos.

Na selecção, estreou-se pela mão de Scolari, em 2007, e esteve presente no Euro2008. Este ano volta a marcar presença numa grande competição de selecções, mesmo tanto sido pouco utilizado na fase de apuramento.

Veloso é um jogador de técnica apurada, bom toque de bola e uma capacidade de passe fora do comum – sendo os passes longos uma das suas qualidades. Tem um remate forte e preciso e um posicionamento em campo muito interessante, que lhe permite preencher os espaços de forma a compensar a sua falta de velocidade. As bolas paradas são também um dos seus trunfos – sejam cantos ou livres, e o seu pé esquerdo, nesse aspecto, a ser uma mais valia para a selecção.

Pode desempenhar outras funções dentro de campo, mas, perante as suas características e o esquema táctico da selecção, Miguel Veloso deverá ser utilizado, por Queirós, no meio campo, à frente do trinco (Pepe ou Pedro Mendes) e atrás do Nº10 (Deco). Veloso será um número (8) que trará equilíbrio ao meio campo defensivo e procurará desequilibrar nas transições ofensivas – pela sua visão de jogo e remate de meia distância.

Existem dúvidas se o seleccionador o irá premiar com a titularidade, mas perante a má forma de Meireles (o mais usado nessa posição durante a qualificação) e a dúvida sobre a possibilidade de utilizar Tiago (devido a lesão), Veloso pode ter a hipótese de se afirmar em definitivo como uma pedra chave na selecção nacional, convencer de vez quem ainda tenha dúvidas sobre o seu valor e valorizar a sua (aparentemente inevitável) ida para um campeonato de maior dimensão.

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O Benfica recebe a Taça de campeão nacional

O Sport Lisboa e Benfica conquistou o trigésimo segundo campeonato da sua história, após vencer o Rio Ave, no Estádio da Luz, por duas bolas a uma. Numa noite feliz para os encarnados, Cardozo fez os dois golos dos encarnados e ultrapassou Falcao, sagrando-se o melhor marcador da Liga Sagres com 26 golos. Tratou-se de um título que assenta bem à equipa mais regular durante a época e bastante valorizado pela excelente campanha do segundo classificado: Sp. Braga; Assim sendo, sem golpe de teatro na questão do título, a surpresa veio do Estádio Afonso Henriques, onde o Vitória foi batido pelo Marítimo (1-2), perdendo o acesso à Liga Europa para os maritimistas… 

 

Benfica 2-1 Rio Ave 

Podia-se esperar que o Benfica entrasse com algum nervoso miudinho neste desafio, mas tudo se facilitou nos primeiros dez minutos. Nesse período, Cardozo aproveitou uma fífia de Gaspar para fazer o 1-0 e Wires acabou expulso por entrada dura sobre Ramires. A partir desse momento, pensou-se que o Benfica iria ganhar com facilidade e que a única questão que se manteria era se Cardozo conseguia ser o melhor marcador. 

Contudo, o Benfica mostrou que, em termos físicos, está muitos furos abaixo de outras alturas da época e não foi capaz de criar grande volume ofensivo perante um bem organizado Rio Ave. Ainda assim, os benfiquistas, que apenas precisavam de um empate, mantiveram-se tranquilos até aos 72 minutos, quando Ricardo Chaves, na sequência de um livre directo, fez o 1-1 e colocou os encarnados à beira de um balde de água fria. 

Com o Nacional-Braga empatado, os benfiquistas temeram a possibilidade de um final trágico que passaria pelo segundo golo de bracarenses e vilacondenses, todavia, nada disso aconteceu, pois apenas seis minutos depois do golo do Rio Ave, Cardozo aproveitou um ressalto e fez o 2-1. Um tento que além de garantir o título das águias, garantia o título de melhor marcador ao atacante paraguaio. 

Já com as bancadas em festa, o jogo terminou pouco depois, permitindo aos adeptos do Sport Lisboa e Benfica festejarem um título que lhes fugia desde 2005. Um título, que foi o fruto do trabalho de um excelente plantel e de alguém que potenciou como ninguém a equipa encarnada: Jorge Jesus. 

Nacional 1-1 Braga 

No Estádio da Madeira, a tarefa do Sp. Braga era hercúlea. A equipa bracarense tinha de vencer o Nacional e esperar por um desaire encarnado, na Luz, diante do Rio Ave. Além disso, pareceu que o Sp. Braga sentiu bastante a pressão do momento e notou-se uma anormal intranquilidade no seio arsenalista, situação que explica as várias oportunidades que desperdiçou no primeiro tempo. 

Se a situação já parecia, por si só, difícil, tornou-se ainda pior com o golo de Edgar Silva, aos 50 minutos. Ainda assim, o Braga não baixou os braços e, sete minutos depois, Rentería aproveitou um passe de Hugo Viana para empatar a partida e dar alguma esperança aos bracarenses. 

Contudo, após o segundo golo do Benfica, os arsenalistas perceberam que o título seria tarefa impossível, baixaram ligeiramente os braços e, assim, o resultado não sofreu mais alterações. Este 1-1  por ser azedo também para o Nacional, que, se tivesse vencido, teria-se qualificado para a Liga Europa 2010/11. 

U. Leiria 1-4 FC Porto 

Este jogo conteve duas histórias distintas. A primeira durou uma hora em que o Leiria marcou um golo por Cássio (23′) e controlou totalmente o desafio; A segunda durou trinta minutos, em que os dragões puxaram dos galões e dominaram totalmente o encontro, acabando por vencer por 4-1, graças a dois golos de Falcao, um de Guarín e um de Rodríguez. Este resultado permitiu aos portistas despedirem-se de forma algo feliz de uma época triste e os dois golos de Falcao permitiram-lhe ter esperança em ser o melhor marcador do campeonato. Infelizmente para o colombiano, no dia seguinte, Cardozo destruiu-lhe esse sonho. 

Leixões 1-2 Sporting 

Em Matosinhos defrontaram-se duas equipas que tiveram uma época para esquecer e o jogo foi a imagem da época de ambas. Num duelo desinteressante e mal jogado, acabou por vencer a equipa leonina, que beneficiou dos golos de Miguel Veloso (16′) e Pedro Silva (55′), diante de um Leixões que apenas fez um golo por João Paulo (82′). Um desafio que apenas serviu para leixonenses e leões colocarem um ponto final numa época para esquecer. 

V. Guimarães 1-2 Marítimo 

O Vitória entrou para este jogo a saber que lhe bastava empatar para se qualificar para a Liga Europa da próxima temporada e tudo pareceu ainda mais fácil quando Valdomiro, na sequência de um livre de Teles, fez, aos 15 minutos, o 1-0 para o Guimarães. No entanto, os vimarenenses falharam o golo da tranquilidade e, em cima do intervalo, Kléber fez o 1-1 que abalou a confiança da equipa local. 

Apercebendo-se desse factor, os pupilos de Van der Gaag foram jogando com o nervosismo vimarenense e, aos 80 minutos, num lance rápido, Kléber bisou e colocou os maritimistas em vantagem. 

Com o empate no Nacional-Sp. Braga, bastava aos madeirenses segurarem a vantagem, situação que foi alcançada, mesmo terminando com Paulo Jorge na baliza devido à expulsão de Peçanha. Uma vitória que colocou o Marítimo no quinto lugar e lhes garantiu a qualificação para a Liga Europa 2010/11. 

 

Os restantes três jogos apenas serviram para definir algumas posições na tabela e tinham pouco interesse. Em Setúbal, o Belenenses venceu a equipa local (2-1) e subiu ao penúltimo lugar; Na Figueira da Foz, a Académica venceu a Naval (1-0) e garantiu o 11º posto; Por fim, Paços de Ferreira e Olhanense despediram-se da Liga Sagres com um empate a duas bolas num bom jogo de futebol. 

  

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Todos nós conhecemos o chamado “efeito borboleta”: o simples bater de asas de uma borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e assim provocar um tufão do outro lado do mundo. No mundo do futebol, este fenómeno acontece mais vezes do que seria de esperar e nem sempre de forma aleatória.

Na passada terça-feira jogou-se o derby lisboeta entre os dois eternos rivais. O Sporting estava a fazer um bom jogo e bastou uma borboleta bater as asas para influenciar o rumo dos acontecimentos. Não querendo entrar em debate sobre quem mereceu ganhar ou se o resultado foi justo, centro o meu texto em torno de como um só fenómeno pode mudar o rumo de um jogo.

Aos 47 minutos de jogo (logo no início da segunda parte), o árbitro faz vista grossa a uma entrada a pés juntos, com o jogo interrompido e pelas costas, do jogador Luisão sobre Liedson. O arbitro vê o lance e mostra o cartão amarelo em vez do cartão vermelho – que segundo as regras se aplicava, implicando a expulsão do referido jogador. A partir daí o jogo decorre de forma (a)normal.

Durante o jogo, houve mais lances para expulsão (para ambos os lados) – como a agressão do mesmo Luisão a Tonel, ou a entrada agressiva de Veloso sobre Ramires, mas o que este lance tem de diferente?

Em primeiro lugar, a forma como o arbitro faz vista grossa e não aplica as regras: foi à frente do arbitro que vê e pune o lance; ao ver o lance tinha obrigatoriamente de expulsar o jogador já que a entrada é clara e não deixa margem para dúvidas; e, se o lance está interrompido não podia punir uma falta para amarelo porque não há disputa de bola num lance, mas sim uma agressão e correspondente vermelho. Em segundo lugar, o efeito psicológico que este lance tem nas duas equipas: no início de uma parte o arbitro decide, de forma escandalosa, não aplicar as leis de jogo e esta decisão inibe uma equipa que se vê descriminada, enquanto relaxa a outra que se sente protegida. Um lance que condiciona o desenrolar de um jogo.

Acrescentemos que na jornada anterior o jogador Izmailov tinha sido expulso, justamente, por uma entrada semelhante e o Sporting é condicionado por não poder contar com o russo na partida seguinte. Na meia final da Taça da Liga, o jogador João Pereira foi expulso no início da partida por uma entrada violenta sobre o jogador Ramires e o Sporting encontra-se condicionado durante quase toda a partida.

Parece-me óbvio que pequenas coisas fazem grandes diferenças sobre o desenrolar de um jogo de futebol. Mas, é deveras preocupante que “o bater das asas das borboletas” não seja uniforme. Mais preocupante ainda é que as entidades responsáveis façam vista grossa e legitimem determinadas situações para uns e as punam para outros.

Sou um grande adepto da inclusão das novas tecnologias no futebol para reduzir a entropia de determinadas decisões, mas há situações que ultrapassam a mera questão do erro humano.

PS: Três notas importantes,

1- As declarações como as do jogador Luisão sobre o lance, em que diz que escorregou, são absurdas. Toda gente viu que foi deliberado, se queremos seriedade no futebol não podemos legitimar este condutas.

2 – O caso de Luisão não é o único caso de protecção que influencia a verdade desportiva e as “virgens ofendidas” que tanto falaram do caso de Bruno Alves na final da taça da liga deviam de ter o mesmo discurso sobre o jogador Luisão.

3 – Uma palavra para Costinha que esteve muito bem ao assumir para si a responsabilidade da conferência de imprensa para falar sobre a dualidade de critérios sobre jogadas semelhantes. Ao mesmo tempo que disse a verdade, protegeu Carlos Carvalhal de um possível castigo por este tipo de declarações. Bom trabalho.

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