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Malafeev segurou o nulo no FC Porto-Zenit

O FC Porto não conseguiu superar o Zenit de São Petersburgo em duelo da Liga dos Campeões e, dessa forma, ficou privado do apuramento para os oitavos de final da prova milionária, situação que para além do prestígio desportivo, também priva os dragões de conquistarem três milhões de euros. Todavia, tanto no plano desportivo como financeiro, será que se tratou de uma eliminação assim tão prejudicial?

Primeiro pensemos pelo plano desportivo. O FC Porto tem uma excelente equipa e, de facto, apenas Falcao está ausente da grande equipa que se exibiu por essa Europa fora na temporada transacta. Todavia, a saída do avançado colombiano não foi minimamente compensada pelos responsáveis azuis-e-brancos, que teriam ficado bem mais servidos com uma solução como a do Sporting (van Wolfswinkel), um atacante móvel, lutador, com sentido de baliza e capacidade de luta, do que com Kléber, que apesar do talento inegável, está a ter muitas dificuldades na transição psicológica de um clube médio para um clube de top.

Para além disso, Vítor Pereira também está a revelar-se um erro de casting, pois revela-se incapaz de motivar a equipa e impotente para oferecer ao FC Porto aquilo que de melhor os portistas ofereceram em 2010/11, uma excelente dinâmica posicional, que fazia com que todos os elementos soubessem o que fazerem dentro de campo. Ontem, diante do conjunto russo, o FC Porto até nem jogou propriamente mal, mas sentia-se que muitos elementos se escondiam do jogo, receosos, algo estranho e pouco habitual no clube azul-e-branco.

Nesse seguimento, partindo do princípio que Pinto da Costa não vai abdicar facilmente de Vítor Pereira e que, financeiramente, será difícil encontrar um avançado que faça a diferença neste mercado de Janeiro, dificilmente um apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões garantiria um percurso muito longo, pois mesmo sendo primeiro do grupo (Curiosamente a derrota do Apoel Nicósia diante do Shakhtar garantia isso ao FC Porto), teria sempre a possibilidade de encontrar equipas complicadas como o Milan, Manchester United (se o Benfica vencer e não houver surpresa na Suíça), Nápoles/Manchester City, etc. E mesmo que tivesse fortuna no sorteio e passasse aos quartos de final, esse seria garantidamente o último degrau para os azuis-e-brancos, pois, aí, só um milagre os faria resistir a um Barcelona, Real Madrid, Bayern ou Chelsea.

Assim sendo, uma passagem para a Liga Europa é muito mais interessante do ponto de vista de crescimento da equipa, pois o FC Porto terá a possibilidade de defrontar equipas exigentes, mas que estão ao seu alcance, podendo, nessa competição, ambicionar perfeitamente o que fez em 2010/11, ou seja, vencer o ceptro.

Por outro lado, em termos financeiros, o desastre também pode não ser assim tão notório, porque vejamos: na Liga dos Campeões, se os portistas passassem aos oitavos de final, recebiam mais 3 milhões de euros, enquanto que se fossem eliminados nos quartos de final, receberiam mais 3,3 milhões de euros, ou seja, um total de 6,3 milhões de euros.

Na Liga Europa, caso o FC Porto chegue às meias-finais, a equipa portista receberá 1,6 milhões de euros, valor que passa para 3,6 milhões caso seja finalista e 4,6 milhões caso vença a Liga Europa. A isso, terá sempre que juntar as receitas de bilheteira e lembre-se que, caso chegue às meias-finais, fará sempre quatro jogos em casa, ao contrário de um jogo caso fosse eliminado nos oitavos de final da “Champions” e dois no caso de ser eliminado nos quartos de final dessa mesma prova.

Depois, há ainda as questões do ranking português na UEFA. A eliminação do FC Porto priva-o imediatamente de cinco pontos bónus, mas, continuando na Liga dos Campeões, dificilmente faria muito mais que isso, ao contrário da Liga Europa. Para terem uma ideia, em 2008/09 o FC Porto chegou aos quartos de final da “Champions League” e somou 17, 3570 pontos. O ano passado, na Liga Europa, somou 31, 7600, ou seja, quase o dobro.

Como tal, só no final da temporada poderemos perceber se este 0-0 diante do Zenit foi negativo ou uma benesse para os portistas que, caso as coisas corram bem na segunda prova mais importante do futebol europeu, ainda podem agradecer a todos os santinhos as grandes intervenções de Malafeev no Estádio do Dragão.

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Onyewu é poderoso fisicamente

Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um gigante norte-americano de 29 anos que chegou para ajudar a suprimir as dificuldades verde-e-brancas no jogo aéreo: Onyewu.

Nascido a 13 de Maio de 1982 em Clemson, Estados Unidos, Oguchialu Chijioke Lambu Onyewu iniciou a sua carreira profissional nos franceses do Metz em 2002/02, ainda que só tenha se assumido como titular numa equipa sénior na temporada seguinte, na Bélgica, ao serviço do La Louvière (24 jogos, 1 golo).

Cinco épocas no Standard de Liège

Nas cinco temporadas seguintes, o internacional norte-americano haveria de vestir a camisola do clube mais emblemático da Valónia, o Standard de Liège, num percurso que o levou a fazer 139 jogos (11 golos) ao serviço do clube belga e que apenas foi interrompido na segunda metade de 2006/07, quando esteve emprestado ao Newcastle United (11 jogos).

No seu percurso na Bélgica, ajudou o clube a conquistar dois campeonatos e assumiu-se como o patrão do sector recuado do Standard, conseguindo, no defeso de 2009/10, uma natural transferência para um clube mais emblemático do futebol europeu, o AC Milan.

Sem sorte em Milão

Porém, a passagem de “Oguchi” (alcunha do jogar norte-americano) pelo Milan não foi famosa. Ao longo das duas últimas temporadas, o internacional pelos Estados Unidos pouco ou nada jogou na equipa italiana, devido a uma lesão no joelho.

Como tal, a meio da época transacta, o defesa-central foi emprestado aos holandeses do Twente, onde terminou a temporada fazendo oito jogos e ajudando o clube de Enschede a vencer a Taça da Holanda.

Defesa-central de grande poderio físico

“Oguchi” Onyewu é um gigante de 1,96 metros e 95 quilos, que é poderosíssimo no jogo aéreo, muito forte físicamente e tem um bom tempo de desarme, tornando-se facilmente num patrão do sector recuado.

Não sendo propriamente rápido, o defesa-central também não é lentíssimo, ainda que precise de estar a 100% para que não transpareçam dificuldades nesse aspecto específico do jogo. Na minha opinião, é aconselhável que actue ao lado de um central mais rápido como é o caso no Sporting do peruano Rodríguez.

Inteligente no posicionamento, é algo agressivo na abordagem aos lances, tendo que ter dificuldade nesse campo em Portugal, pois é usual apitar-se em demasia na nossa liga.

Apesar das muitas críticas que tem sofrido, estou crente que poderá ser um bom reforço para o Sporting, logo que atinja o seu pico de forma física e entrosamento total com a equipa verde-e-branca.

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Danilo é um talento brasileiro

Um dos reforços dos dragões para 2010/11, seja para vir já neste Verão ou apenas em Janeiro do ano que vem, é uma das grandes promessas do futebol brasileiro: Danilo.

Nascido a 15 de Julho de 1991 em Bicas, Brasil, Danilo Luiz da Silva iniciou a sua carreira no América Mineiro, clube pelo qual se estreou profissionalmente em 2009, participando em duas partidas do hexagonal final do campeonato estadual de Minas Gerais.

No ano seguinte, Disputou nove jogos no Campeonato Brasileiro da Série C (terceira divisão), nas quais colaborou como titular para o acesso do clube para a segunda divisão canarinha. Nesse mesmo ano, foi a grande revelação do campeonato estadual mineiro, tendo garantido uma transferência para o Santos.

Confirmou todas as suas qualidades no clube de Pelé

Chegado ao Santos, Danilo rapidamente se assumiu como um jogador importantíssimo do clube paulista, fosse a actuar no miolo do terreno ou a lateral-direito e foi peça fundamental da equipa que conquistou o campeonato paulista de 2011, para além da Taça dos Libertadores no mesmo ano.

Desde que chegou ao antigo clube de Pelé, Danilo efectuou 60 jogos e marcou nove golos, sendo o mais importante o alcançado na final da Taça dos Libertadores diante do Peñarol. Essas excelentes exibições, valeram-lhe o interesse de clubes como a Juventus, Milan e Benfica, mas o internacional sub-20 acabou por escolher o FC Porto para continuar a sua carreira.

Médio-centro ou lateral-direito ofensivo

Danilo é um jogador que costuma jogar em duas posições preferenciais: Médio-centro ou lateral-direito, sendo que tem qualidade e talento suficiente para ambas.

Ainda assim, o facto de ser um jogador extremamente vertical e ofensivo, obrigam cautelas na sua utilização imediata como lateral, pois o jogador terá de se habituar a um futebol mais rápido como o português e poderá ter mais dificuldades nas transições ataque-defesa em contraste com o mais pausado futebol brasileiro.

Como futebolista, Danilo apresenta imensas qualidades que vão desde a grande velocidade, excelente pulmão, boa capacidade técnica e física, evoluída visão de jogo e bom capacidade no remate de meia-distância, características que assentam-lhe bem tanto na posição “oito” como a lateral-direito, ainda que nesta última terá de se ter em conta a pequena nuance que referi no parágrafo anterior.

Em suma, trata-se de um excelente reforço para o plantel azul-e-branco e que, por certo, irá acrescentar muita qualidade à equipa portista.

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Tomé desperdiçou ocasião soberana em Magdeburgo

Na temporada de 1973/74, o Sporting haveria de fazer uma das melhores épocas da sua história. Contando com elementos da qualidade de Yazalde, Dinis ou Damas, os leões conquistaram o campeonato nacional e a Taça de Portugal, tendo ficado a um pequeníssimo passo da final da Taça das Taças. De facto, após eliminarem os galeses do Cardiff City, os ingleses do Sunderland e os suíços do FC Zurique, os verde-e-brancos foram emparelhados nas meias-finais com a equipa do Magdeburgo, um dos principais conjuntos da Alemanha Oriental. Numa eliminatória em que o Sporting foi mais forte, foi a falta de pontaria dos avançados leoninos que impediu o Sporting de, na altura, alcançar a sua segunda final europeia.

Eliminatórias renhidas com Cardiff City e Sunderland antes de um passeio à Suíça

A primeira eliminatória colocou os leões a actuarem com a frágil equipa galesa do Cardiff City e pensava-se que o Sporting iria eliminar os britânicos sem problemas, todavia, não foi bem assim. Após uma igualdade no País de Gales (0-0), o Sporting suou para vencer o Cardiff City em Alvalade por 2-1 e, assim, passar à segunda ronda.

Nessa segunda eliminatória, novo adversário britânico e novo duelo bem disputado. Diante do Sunderland, o Sporting até perdeu a primeira mão (1-2) em terras inglesas, todavia, em Alvalade, houve frieza para dar a volta ao resultado e os verde-e-brancos acabaram por vencer o Sunderland por 2-0, garantindo o apuramento para os quartos de final.

Favorito diante do FC Zurique, o Sporting não deu quaisquer hipóteses ao conjunto helvético nos quartos de final, superando os suíços por três bolas a zero em Alvalade e empatando, sem grandes problemas, em Zurique (1-1).

Finalização desinspirada roubou final europeia aos leões

Nas meias-finais, o Sporting defrontou os alemães do Magdeburgo, uma das prinicipais equipas da antiga RDA. Na primeira mão, disputada em Alvalade, os leões falharam golos que dariam para ganhar duas eliminatórias, chegando ao cúmulo de desperdiçarem um penalti por intermédio de Dinis. Nesse encontro, os alemães adiantaram-se com um auto-golo de Carlos Pereira e apenas um golo de Manaca a treze minutos do final garantiu o empate aos leões (1-1).

Depois, em Magdeburgo, o Sporting privado de Dinis e Yazalde, entrou mal na partida e chegou a estar a perder por 2-0, graças aos golos de Pommerank e Sparwasser, todavia, a treze minutos do final, Marinho reduziu para 2-1 e deu esperança à equipa portuguesa.

O tempo ia passando até que, bem perto do final, Tomé teve uma ocasião soberana para fazer 0 2-2 e garantir o apuramento verde-e-branco para a final da prova europeia. No entanto, quando já todos os adeptos leoninos esperavam o tento salvador, Tomé falhou o que não podia desperdiçar e os alemães de leste garantiram o acesso à final que haveriam de vencer, ao superarem o Milão por 2-0.

Curiosamente, este jogo disputou-se na véspera do 25 de Abril e, devido à revolução, os jogadores do Sporting só conseguiram regressar a Portugal no dia 26 de Abril de 1974.

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Coluna levanta uma Taça de Portugal

Muito se fala de Eusébio da Silva Ferreira e, muitas vezes, se esquece de um médio-centro que, na altura, foi claramente um dos melhores jogadores do Mundo, pelo seu pulmão, qualidade técnica e posicionamento táctico perfeito. Enchendo o campo e nunca fazendo nada ao acaso, Mário Coluna, ou o “Monstro Sagrado” como ficaria eternamente conhecido, era um líder e um criativo, que equilibrava a sua equipa e desequilibrava o adversário, assumindo-se como um grande fenómeno futebolístico pela beleza e eficiência do seu futebol.

Um símbolo do Sport Lisboa e Benfica

Mário Esteves Coluna nasceu a 6 de Agosto de 1935 em Inhaca, Moçambique, tendo iniciado a sua carreira bem cedo no Desportivo de Lourenço Marques, clube histórico da antiga colónia portuguesa.

Em 1954/55, com 19 anos, transferiu-se para o Benfica, clube que representaria até 1969/70. Durante essas longas dezasseis épocas, o “Monstro Sagrado” efectuou 677 jogos (150 golos) pelos encarnados, assumindo-se como o grande líder do meio-campo das águias, ainda que nos primeiros tempos tenha sido testado como avançado-centro por Otto Glória.

Pelo Benfica, conquistou duas taças dos campeões, dez campeonatos nacionais e sete taças de Portugal, tendo estado também presente em outras três finais da Taça dos Campeões, perdidas para o Milan (1963), Inter (1965 e Manchester United (1968).

Após ter dezasseis anos de Benfica, Mário Coluna ainda actuou dois anos pelos franceses do Lyon, antes de se retirar definitivamente no final da temporada 1971/72, à beira de completar 37 anos.

Capitão da selecção nacional no Mundial 66

Entre 1955 e 1968, Mário Coluna efectuou 57 jogos (8 golos) pela selecção nacional portuguesa, tendo sido o capitão da equipa das quinas entre 1966 e 1968.

O seu momento mais alto ao serviço da equipa lusitana, foi ter capitaneado Portugal durante o Mundial 66, quando a equipa de todos nós alcançou o terceiro lugar na prova. Até hoje, a melhor classificação portuguesa num campeonato do Mundo.

Seria um “box to box” de eleição no futebol moderno

Mário Coluna era um médio-centro/interior-esquerdo de grande talento individual, que era capaz de manter os mesmos níveis físicos e exibicionais durante os noventa minutos do jogo. Rápido e com um posicionamento no terreno irrepreensível, era um atleta extraordinário nas transições defesa-ataque e ataque-defesa, sendo aquilo que hoje se chama usualmente de “box to box”.

Autêntico líder dentro de campo, criativo e com um excelente remate de meia distância, tratava-se de um fenómeno que, neste momento, encaixaria em qualquer equipa de topo do futebol mundial.

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Timofte era uma estrela desse FC Porto

Disputava-se a quinta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 1993/94 e o FC Porto, após duas vitórias e duas derrotas, sabia que precisava de um resultado positivo para continuar a sonhar com as semi-finais da competição mais importante do futebol europeu. O jogo era extremamente difícil, pois os portistas defrontavam o campeão alemão em título, todavia, o facto de o terem vencido, em casa, por 3-2, dava confiança à equipa azul e branca de, pelo menos, alcançar um empate em Bremen. No entanto, se uma igualdade já deixaria os portistas satisfeitos, o que aconteceu na Alemanha foi muito melhor do que os melhores sonhos do FC Porto. Numa exibição segura, sublime e magistral, os dragões cilindraram o Werder Bremen por cinco bolas a zero, escrevendo, por certo, uma das páginas mais bonitas do FC Porto.

Naquela altura, antes de se chegar à fase de grupos (só com campeões e com apenas oito equipas), as equipas tinham de disputar duas eliminatórias e, assim, o FC Porto teve, como adversários, os malteses do Floriana (1ª eliminatória), que afastou com vitória caseira por 2-0 e empate fora (0-0) e os holandeses do Feyenoord (2ª eliminatória), que afastou com vitória nas Antas (1-0) e nulo na banheira de Roterdão.

Chegados à fase de grupos, os dragões iniciaram a prova da melhor maneira, vencendo, em casa, o Werder Bremen (3-2). No entanto, depois perderam gás, sendo derrotados em San Siro, diante do Milan (0-3) e em Bruxelas, diante do Anderlecht (0-1), este último com o golo do desaire a surgir apenas a dois minutos do fim pelo inevitável Luc Nilis.

Assim sendo, a equipa portuguesa estava sobre enorme pressão no início da segunda volta, sendo obrigada a, pelo menos, conquistar sete pontos para estar segura da qualificação. Na quarta jornada, tudo começou bem, pois o FC Porto recebeu e venceu o Anderlecht por 2-0, seguindo-se, assim, a difícil e decisiva deslocação a Bremen.

Na Alemanha, para a quinta jornada, o FC Porto fez, provavelmente, a melhor exibição da época. Com um futebol rápido e envolvente e uma eficácia impressionante, os golos foram-se sucedendo na baliza de Oliver Reck, que mal podia acreditar no que lhe estava a acontecer.

Rui Filipe, Kostadinov, Timofte, Domingos e Secretário fizeram os golos de uma goleada impressionante por cinco bolas a zero e que colocava o FC Porto com possibilidades, inclusivamente, de vencer o grupo e evitar o Barcelona nas meias-finais.

Infelizmente para os portistas, no último jogo, não foram capazes de superar o Milan (0-0) e, assim, teriam de jogar as semi-finais com o Barcelona e com uma agravante. Na altura, as meias-finais eram a apenas uma mão, na casa do vencedor do grupo. Assim sendo, o FC Porto disputava o acesso à final, diante do super-Barça e em Nou Camp.

Nesse jogo, dois golos de Stoichkov e um grande golo de Koeman destruiram o sonho portista, contudo, não apagaram a memorável noite de Bremen, onde o FC Porto, uma vez mais, havia mostrado que se havia tornado um grande clube europeu.

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Germano foi sinónimo de títulos

Dele dizia-se que jogava em qualquer posição com a mesma qualidade, defesa-central de origem, era incapaz de negar-se a jogar fosse em que posição fosse, chegando, inclusivamente, a jogar à baliza numa final da Taça dos Campeões diante do Inter de Milão. Diz quem o viu jogar que era sinónimo de qualidade, uma explosão de classe com percepção notável de jogo, sentido posicional irrepreensível, dois pés de sonho e, como se não bastasse, um fabuloso e temível jogo de cabeça. Esse era Germano, grande estrela de Portugal e do Benfica.

Nascido a 23 de Dezembro de 1932, Germano, apesar de ser eternamente ligado às águias, não iniciou a carreira no Benfica, tendo, até, chegado relativamente tarde aos encarnados. Na génese da sua carreira esteve o Atlético, onde esteve entre 1951/52 e 1959/60, tendo, inclusivamente, disputado a segunda divisão entre 1957 e 1959. Mesmo num clube de menor impacto em Portugal (ainda que, naquele tempo, o Atlético fosse um clube de respeito), Germano já dava mostras de um talento muito grande e, assim, foi sem surpresa que, ao serviço do clube de Alcântara, tenha conquistado as primeiras sete internacionalizações da sua carreira.

No verão de 1960, percebeu-se, claramente, que a qualidade de Germano, então com 27 anos, era demasiado grande para permanecer no Atlético e, assim, foi sem surpresa que o defesa-central se transferiu para o Benfica. Nos encarnados, esteve seis temporadas, o suficiente para conquistar quatro campeonatos nacionais, duas taças de Portugal e, mais importante do que isso, duas taças dos campeões europeus, a primeira em 1960/61, diante do Barcelona (3-2) e a segunda, em 1961/62 diante do Real Madrid (5-3).

Além das duas taças dos campeões conquistadas, Germano também esteve perto de conquistar outras duas, mas perdeu a final de 1963 diante do Milan (1-2) e a de 1965 diante do Inter (0-1), sendo que nesta última de forma completamente dramática, pois após o guarda-redes titular (Costa Pereira) ter dado um valente frango e saído por lesão, Germano teve de assumir a baliza dos encarnados até ao final do jogo, pois, na altura, não eram permitidas substituições. Nesse jogo, mesmo em inferioridade numérica e com Germano na baliza, o Benfica massacrou o Inter que, imagine-se, até jogava em casa, todavia, a sorte não quis nada com as águias que acabaram vergadas a uma derrota tangencial.

Além da carreira de grande qualidade no Atlético e no Benfica, Germano também foi importantíssimo na selecção nacional, tendo alcançado 24 internacionalizações e participado na excelente carreira que Portugal efectuou no Mundial 1966, em Inglaterra (3º lugar). Infelizmente para Germano e para Portugal, o defesa-central lesionou-se logo no primeiro jogo (3-0 à Bulgária) e, assim, foi incapaz de dar um maior contributo à selecção das quinas nesse certame. Há quem diga que, se Germano tivesse disputado todo o campeonato do Mundo, Portugal teria sido campeão do Mundo. Talvez sim, talvez não, mas certo é que Germano terá sempre direito a uma página muito bonita na história do futebol português.

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