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Eusébio foi o maior jogador português de sempre

Dispensa apresentações aquele que foi e ainda é o maior jogador de futebol português de todos os tempos: Eusébio da Silva Ferreira. Contratado ao Sporting de Lourenço Marques, após uma série de peripécias que chegaram a obrigar o Benfica a escondê-lo durante uns bons tempos, conquistou inúmeros títulos pelas águias, acabando por nunca se transferir para um grande clube internacional devido a António de Oliveira Salazar que o declarou “património nacional”. Já se retirou há cerca de 35 anos, mas continua bem presente nas memórias dos portugueses, pela força, velocidade, técnica apurada e por aquele poderoso pontapé que parecia, quase sempre, indefensável.

Eusébio a jogar pelo Sp. Lourenço Marques

Despontou no Sporting de Lourenço Marques e gerou luta entre leões e águias

Nascido a 25 de Janeiro de 1942, em Lourenço Marques (agora Maputo), e começou a jogar futebol numa pequena equipa local, “Os Brasileiros”, uma equipa formada em honra dos herois dos jogadores, os intervenientes da grande selecção brasileira da altura.

A admiração por esses jogadores canarinhos era tal, que cada jogador adoptou a alcunha de um jogador dessa selecção brasileira, sendo que Eusébio adoptou a alcunha de Cid, na altura, o grande estratega de todo o processo ofensivo da equipa verde-e-amarela.

Mais tarde, após ter tentado, sem sucesso, inscrever-se no Desportivo, Eusébio acabou por transferir-se para o Sporting de Lourenço Marques, onde, valha a verdade, teve sucesso imediato. Para terem uma ideia, durante os três anos em que actuou na filial leonina, o “Pantera Negra” fez 77 golos em 42 jogos, mostrando uma habilidade e uma capacidade finalizadora do outro mundo.

Esse enorme talento gerou uma enorme guerra entre Sporting e Benfica pela sua aquisição, sendo que essa luta fez com que os encarnados chegassem, inclusivamente, a esconder o jogador numa unidade hoteleira do Algarve, onde acabariam, por, finalmente, assegurar o reforço.

Eusébio num duelo Benfica-Ajax

O “Pantera Negra” rapidamente ganhou destaque no Benfica

Na estreia pelas águias, a 23 de Maio de 1961, num jogo particular diante do Atlético, Eusébio marcou três golos na vitória do Benfica (4-1), mostrando, imediatamente, que não se tratava apenas de uma promessa.

Nos quinze anos seguintes, Eusébio fez 301 jogos a contar para o campeonato nacional pelo Benfica, marcando 317 golos, ou seja, garantindo uma média superior a um golo por jogo. Nas competições europeias, marcou 57 golos em 75 jogos, números deveras impressionantes e difíceis de alcançar por qualquer jogador.

Em termos de títulos colectivos, Eusébio conquistou onze campeonatos nacionais, cinco taças de Portugal e uma Taça dos Campeões, diante do Real Madrid, numa final que o Benfica venceu por 5-3 e o “Pantera Negra” fez dois golos.

Salazar considerou-o tesouro nacional

Salazar nunca deixou que Eusébio emigrasse

Ao longo deste percurso pelo Benfica, o internacional português foi conquistando diversos títulos individuais, sendo duas vezes Bota de Prata da France Football (1962 e 1966), Bota de Ouro europeu em 1968 (42 golos) e 1973 (40 golos), melhor marcador do Mundial 66 (9 golos), entre outros títulos.

Esses títulos, eram apenas o eco do seu talento, que era elogiado por toda a Europa, sendo que, a qualquer momento, se esperava que um grande clube europeu avançasse para a sua aquisição.

Na verdade, vários clubes tentaram adquirir o “Pantera Negra”, sendo emblemática uma proposta da Juventus, em 1964, que obrigou o governo de Salazar a mandá-lo para a tropa e a declará-lo tesouro nacional.

Essa decisão do governo português de o defender como património do país, acabou por impedir Eusébio de atingir um patamar ainda maior no seio do futebol internacional.

Eusébio foi fundamental na reviravolta com a Coreia

Mundial 1966 foi momento alto na selecção das quinas

Durante doze anos (1961-73), Eusébio vestiu a camisola das quinas por 64 ocasiões e marcou 41 golos. Durante esse percurso, e porque os tempos eram outros, Portugal apenas participou numa grande competição, o Mundial 1966 em Inglaterra, mas, aí, o “Pantera Negra” deixou a sua marca.

Durante a competição que Portugal concluiu no terceiro lugar, Eusébio foi a principal figura, apontando nove golos, com destaque para os quatro que marcou nodesafio dos quartos de final com a Coreia do Norte (5-3), num jogo em que o “Pantera Negra” foi fundamental na recuperação de uma desvantagem inicial de três tentos.

Nessa prova, apenas faltou a Eusébio e a Portugal vencerem a Inglaterra, mas nessa fatídica meia-final, alguma matreirice dos ingleses, dentro e fora do campo, acabou por criar todas as condições para que os portugueses acabassem derrotados (1-2).

Eusébio foi campeão americano pelo Toronto

Terminou a carreira entre a América do Norte e pequenas equipas lusas

Quando abandonou o Benfica, em 1975, a democracia já estava instalada em Portugal e Eusébio pode, tardiamente, emigrar para o estrangeiro.

Massacrado pelas inúmeras lesões nos joelhos, Eusébio já não era o mesmo do início da sua carreira, todavia, num futebol menos intenso como o norte-americano, ainda conseguiu deixar a sua marca, sagrando-se, inclusivamente, campeão da NASL (Liga profissional norte-americana) em 1976 pelo Toronto Metros-Croatia.

Além de ter jogado em outras equipas da América do Norte e, inclusivamente, no México (Monterrey), Eusébio também actuou em Portugal na fase final da sua carreira, jogando em clubes como o Beira-Mar e o Sporting de Tomar.

Eusébio retirou-se em 1978, após actuar alguns meses numa frágil e modesta equipa americana (New Jersey Americans), terminando, de forma tímida, um percurso de sucesso que leva muita gente a considerá-lo, até hoje, no rei do futebol português.

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Trata-se apenas da segunda participação dos marfinenses no campeonato do mundo e, na primeira (Alemanha 2006), a Costa do Marfim nem sequer passou da primeira fase. Ainda assim, se bem se lembram, os africanos foram colocados no grupo da morte com Argentina, Holanda e Sérvia, acabando por ser eliminados com uma vitória (diante da Sérvia e Montenegro) e duas derrotas pela margem mínima. Quatro anos depois, os marfinenses regressam a um campeonato do mundo com muita qualidade e mais experiência internacional. Novamente num grupo complicado, atletas como Drogba, Yaya Touré, Kalou ou Kolo Touré têm qualidade suficiente para surpreender portugueses, norte-coreanos e brasileiros no Grupo G.

A Qualificação

A campanha marfinense nas duas fases de apuramento da zona africana de qualificação para o campeonato do mundo foi brilhante. A equipa africana fez, ao todo, doze jogos: venceu oito e empatou quatro, apurando-se facilmente para o Mundial da África do Sul.

Na segunda fase, integrada num grupo com Moçambique, Madagáscar e Botswana, a Costa do Marfim apurou-se vencendo os seus adversários em casa e empatando fora, terminando o agrupamento com quatro pontos de vantagem sobre Moçambique (2º).

Depois, na terceira e última fase, os marfinenses foram ainda mais impressionantes, pois tendo como adversários: Guiné-Conacri, Burkina Faso e Malawi, venceram cinco encontros e apenas empataram um (Malawi, fora, 1-1), terminando, novamente, com quatro pontos de avanço em relação ao segundo classificado (Burkina Faso).

2ª Fase: Grupo 7 – Classificação

  1. Costa do Marfim 12 pts
  2. Moçambique 8 pts
  3. Madagáscar 6 pts
  4. Botswana 5 pts

3ª Fase: Grupo E – Classificação

  1. Costa do Marfim 16 pts
  2. Burkina Faso 12 pts
  3. Malawi 4 pts
  4. Guiné-Conacri 3 pts

O que vale a selecção marfinense?

A Costa do Marfim é, neste momento, a mesma equipa talentosa que se deslocou à Alemanha para disputar o Mundial 2006, mas tem uma vantagem: muito mais experiência internacional.

Os marfinenses costumam apresentar um esquema 4-3-3 com tracção ofensiva, típica das selecções africanas. Apesar de ser uma equipa equilibrada em termos de soluções, o ponto mais forte dos elefantes é, claramente, o ataque.

Na baliza, está claramente o elemento mais frágil da Costa do Marfim: Barry. O guarda-redes do Lokeren é muito inseguro e tem um nível muito inferior ao restante onze marfinense. Depois, o quarteto defensivo é composto por uma dupla de centrais com qualidade tanto pelo ar como pelo chão: Kolo Touré-Bamba e por dois laterais de motivações opostas. Boka, lateral esquerdo, é um elemento mais defensivo e que cola muitas vezes aos centrais para ajudar nos lances de bola parada. Por outro lado, o lateral direito Eboué é muito mais ofensivo e, apesar de defender com competência, será no capítulo atacante que o jogador do Arsenal será mais importante.

Depois, no meio campo, os marfinenses devem apresentar um duplo pivot defensivo: Zokora-Yaya Touré. São dois excelentes médios de contenção, que terão como principal missão dar consistência defensiva aos elefantes, libertando para as missões ofensivas,  o nº 10: Romaric, um atleta muito inteligente tacticamente e que saberá ser uma ajuda na defesa sempre que necessário.

Por fim, no ataque, os elefantes deverão apresentar dois extremos (Gervinho-Kalou) e um ponta de lança fixo (Drogba). Os extremos são atletas muito versáteis que podem jogar tanto à esquerda como à direita e que são exímios nas diagonais para o centro, procurando criar desequilíbrios nos últimos redutos contrários. Por outro lado, Drogba dispensa apresentações, pois trata-se de um dos melhores pontas de lança da actualidade, um jogador letal, que se movimenta como ninguém na área. Ainda assim, como tem estado lesionado, não é de colocar de parte a hipótese de não poder jogar e, assim, deverá avançar no seu lugar o goleador: Doumbia. Um jogador que, nas últimas épocas, brilhou ao serviço do Young Boys.

Integrada no Grupo G com Brasil, Portugal e Coreia do Norte, a Costa do Marfim aparenta ser muito superior aos norte-coreanos, mas, ao mesmo tempo, parece ainda estar abaixo do nível luso e canarinho.

O Onze Base

Esquematizada num 4-3-3, a Costa do Marfim deverá apresentar Barry (Lokeren) na baliza; Boka (Estugarda), Kolo Touré (Manchester City), Bamba (Hibernian) e Eboué (Arsenal) na defesa; Zokora (Sevilha), Yaya Touré (Barcelona) e Romaric (Sevilha) no meio campo; Kalou (Chelsea), Gervinho (Lille) e Drogba (Chelsea) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Superior aos norte-coreanos e aparentemente inferior a portugueses e brasileiros, os marfinenses seriam os favoritos a terminarem na terceira posição. Ainda assim, jogando no seu continente e sabendo que Portugal, costuma, muitas vezes, jogar abaixo das suas capacidades, os elefantes poderão surpreender e assegurar o apuramento para os oitavos de final do campeonato do mundo.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Costa do Marfim vs Portugal
  • 20 de Junho: Costa do Marfim vs Brasil
  • 25 de Junho: Costa do Marfim vs Coreia do Norte

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A Nigéria apresentou-se ao mundo do futebol no campeonato do mundo de 1994, disputado nos Estados Unidos. As super-águias tinham, então, uma selecção fantástica com Finidi, Amunike e Okocha e atingiram os oitavos de final, sendo apenas eliminadas, no prolongamento, diante da Itália. Quatro anos depois, com uma selecção mais madura, voltaram a cair nos oitavos de final, mas, dessa vez, com estrondo, pois perderam com a Dinamarca (1-4). A partir daqui, as super-águias entraram em declínio e, se em 2002 não passaram da 1ª fase, em 2006 nem sequer se apuraram para o Mundial. Assim sendo, de regresso ao campeonato do mundo, resta saber se a Nigéria regressa aos tempos de glória ou se, ao invés, prova que a geração de 1994/98 foi um fogacho sem continuidade. Jogadores como Martins, Odemwingie e Utaka irão dar a resposta nos relvados sul-africanos.

A Qualificação

Sendo surpreendida por Angola na qualificação para o Mundial 2006, os nigerianos, querendo prever outro dissabor do género, encararam todos os seus adversários na zona africana de qualificação com respeito. A prova disso é que, ao longo de duas fases de apuramento, conseguiram nove vitórias e três empates.

A primeira fase foi a mais impressionante, pois os nigerianos venceram todos os jogos de um grupo onde estavam África do Sul, Serra Leoa e Guiné Equatorial, terminando com mais onze pontos! que o segundo classificado.

Por outro lado, a segunda fase foi mais equilibrada, ainda assim, mesmo empatando os dois desafios com o grande rival do grupo (Tunísia) e empatando em Moçambique, as super-águias venceram o agrupamento com um ponto de avanço sobre os magrebinos.

Assim, sem qualquer derrota, os nigerianos qualificaram-se para o Mundial 2010.

2ª Fase: Grupo 4 – Classificação

  1. Nigéria 18 pts
  2. África do Sul 7 pts
  3. Serra Leoa 7 pts
  4. Guiné Equatorial 3 pts

3ª Fase: Grupo B – Classificação

  1. Nigéria 12 pts
  2. Tunísia 11 pts
  3. Moçambique 7 pts
  4. Quénia 3 pts

O que vale a selecção nigeriana?

A equipa nigeriana tem um conjunto com qualidade e com alguns bons valores individuais, todavia, globalmente, estão longe da qualidade das selecções de 94 e 98.

No baliza, têm um excelente guarda-redes: Enyeama. Um jogador com reflexos fantásticos e extremamente seguro que brilha nos relvados israelitas.

A defesa conta com um lateral mais ofensivo (Odiah) e um lateral mais defensivo (Taiwo), sendo que a dupla de centrais (Shittu e Yobo) é forte, mas, principalmente Joseph Yobo, é muito fraco quando apanha avançados rápidos pela frente. Na generalidade, é uma defesa que terá muitas dificuldades perante adversários matreiros e/ou com avançados de grande técnica individual.

Depois, no miolo, têm dois médios defensivos, muito fortes e que permitem aos avançados terem mais liberdade ofensiva: Etuhu e Kaita, ficando, posteriormente, Obi Mikel como médio mais ofensivo. Porém, o jogador do Chelsea, box to box por natureza, acaba por ser uma adaptação do seleccionador para o facto da Nigéria, neste momento, não ter nenhum 10 de eleição.

Por fim, no ataque, os nigerianos têm o seu ponto mais forte, pois têm um enorme leque de opções, tanto nas alas: Uche, Martins, Ogbuke e Odemwingie, como no centro: Yakubu, Utaka e Kanu. No entanto, o seleccionador deverá optar por Obasi Ogbuke na esquerda e Odemwingie na direita, ficando, no centro: Yakubu.

Integrados no Grupo B, com Argentina, Grécia e Coreia do Sul, as super-águias têm equipa para disputar o segundo lugar com asiáticos e europeus, tendo, inclusivamente, melhores individualidades que estes adversários. Todavia, a sua habitual indisciplina táctica e alguma fragilidade defensiva poderá ser fatal, nomeadamente no desafio com os helénicos.

O Onze Base

Os nigerianos deverão actuar num esquema de 4-2-1-3 com um duplo-pivot muito defensivo, dois extremos bem abertos e um ponta de lança muito forte fisicamente.

Na baliza, Enyeama (Hapoel Telavive) é indiscutível, ficando, depois, o quarteto defensivo entregue a Taiwo (Marselha), à esquerda, Odiah (CSKA Moscovo), à direita, e à dupla de centrais: Yobo (Everton) e Shittu (Bolton); No meio campo, Etuhu (Fulham) e Kaita (Alania) serão os trincos, enquanto Obi Mikel (Chelsea) será o médio ofensivo;  Por fim, no ataque, Obasi Ogbuke (Hoffenheim) deverá ser o extremo esquerdo, Odemwingie (Lokomotiv Moscovo) o extremo direito e Yakubu (Everton) deverá jogar no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Em termos de qualidade pura, seria a principal candidata ao segundo lugar do grupo B. Ainda assim, terá de corrigir alguma indisciplina táctica e tentar disfarçar algumas deficiências do seus centrais, pois, caso contrário, poderá ser surpreendida, nomeadamente pela matreira selecção grega.

 Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  •  12 de Junho – Nigéria vs Argentina
  •  17 de Junho – Nigéria vs Grécia
  •  23 de Junho – Nigéria vs Coreia do Sul

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Tratou-se de uma primeira fase que prometeu muitas surpresas, mas que acabou por não proporcionar quase nenhuma, com quase todos os favoritos a passarem com as excepções de Mali e Tunísia, ainda que, no caso dos malianos, nem será assim uma grande surpresa, pois defrontavam Angola (país organizador) e a mundialista Argélia.

No Grupo A, apuraram-se Angola e Argélia e ficaram pelo caminho Mali e Malawi. Todavia, após a primeira jornada, nada levava a crer que assim fosse.
Os palancas negras, que até ganharam o grupo, entraram a desperdiçar uma vantagem de quatro golos para empatarem (4-4) com o Mali, todavia, uma vitória sobre o Malawi (2-0) e um empate com a Argélia bastou para chegarem ao primeiro lugar.
Os norte-africanos ainda conseguiram começar pior, pois foram copiosamente derrotados (0-3) pelo Malawi. Ainda assim, uma vitória por 1-0 diante do Mali e o referido empate com os angolanos acabou por ser suficiente para o apuramento dos argelinos no 2º lugar.
O Mali apesar da vitória no último jogo (3-1) sobre o Malawi acabou por pagar a irregularidade e, acima de tudo, aquele desaire diante da Argélia, acabando, tal como o Malawi (não deu continuidade à vitória diante da Argélia) por ficar precocemente pelo caminho.
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No Grupo B, a desistência do Togo, deixava o agrupamento com apenas três equipas. Duas mundialistas (Costa do Marfim e Gana) testavam a capacidade do Burkina Faso de Paulo Duarte.
Curiosamente, o B. Faso até começou muito bem, ao empatar com os marfinenses (0-0). Depois, a equipa de Drogba venceu o Gana por 3-1, deixando o Burkina Faso a precisar apenas de um empate com o Gana para se apurar.
No entanto, um golo de Ayew foi suficiente para o Gana eliminar o Burkina Faso (1-0) e se apurar no segundo lugar. Este resultado permitiu também que a Costa do Marfim vencesse o grupo.
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O Grupo C foi claramente o menos emocionante. Duas equipas (Egipto e Nigéria) mostraram ser muito superiores às outras duas (Benim e Moçambique).
O Egipto conseguiu vencer mesmo todos os jogos (Nigéria (3-1); Moçambique (2-0) e Benim (2-0)) acabando por vencer o grupo.
A Nigéria, por seu lado, e à excepção do desaire com os Faraós, também passeou superioridade nos jogos com Benim (1-0) e Moçambique (3-0), acabando por se apurar facilmente no segundo lugar.
O Benim e os Mambas acabaram eliminados sem qualquer surpresa, terminando esta CAN com apenas um ponto, fruto do empate entre ambos (2-2) na primeira jornada.
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Por fim, o Grupo D, o mais emocionante da 1ª fase da CAN. À partida para a última jornada, o Gabão tinha uma vitória sobre os Camarões (1-0) e um empate com a Tunísia (0-0) e liderava o agrupamento com quatro pontos. Por outro lado, a Zâmbia tinha um empate com a Tunísia (1-1) e uma derrota com os Camarões (2-3) e estava em último lugar.
Todavia, a Zâmbia venceu o Gabão (2-1) e, com o empate no Camarões-Tunísia (2-2), acabou por vencer o grupo, ficando os camaroneses no segundo lugar e os gaboneses acabaram por descer a um impensável terceiro lugar. Todas estas equipas acabaram com quatro pontos e o desempate acabou por ser os golos marcados nos confrontos directos.
Em último acabou a Tunísia, que se despede da CAN sem ter perdido nenhum jogo (três empates).
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Destaques da primeira fase:
Melhor equipa: Egipto
Equipa desilusão: Mali
Melhor jogador de campo: Flávio (Angola)
Melhor marcador: Flávio (Angola) e S. Keita (Mali) 3 golos
Melhor guarda-redes: Ovono (Gabão)
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Quartos de Final: 
Angola-Gana
Costa do Marfim-Argélia
Egipto-Camarões
Zâmbia-Nigéria

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A chegada deste moçambicano ao Sporting surpreendeu muito boa gente em Portugal. Antigo defesa-central do Desp. Maputo, Mexer era um completo desconhecido e acabou por gerar grande desconfiança entre adeptos leoninos, que, ainda hoje, têm dificuldade em assumi-lo como reforço de inverno ao contrário de Pongolle ou João Pereira.
Ainda assim, e após visionar o encontro com o Egipto, posso garantir que, aos 24 anos, Mexer é um excelente central. Um líder natural com velocidade, posicionamento, capacidade de desarme e uma cultura táctica que surpreende vindo de um jogador que apenas conhece o Moçambola…
Assim sendo, convido-os, hoje, a verem o Nigéria-Moçambique e a procurarem por ele no centro da defesa dos moçambicanos. Se forem adeptos do Sporting, pode ser que acabem o desafio surpreendentemente entusiasmados.

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