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Valdés foi decisivo em Leiria

Quase nem se deu por ele e é certo que ainda continua a longínquos dez pontos do líder FC Porto (venceu em Coimbra, nesta jornada, por 1-0), mas o certo é que o Sporting, com duas vitórias consecutivas, alcançou o terceiro lugar no campeonato. Nesta jornada, num jogo em que podiam ter goleado, os leões acabaram por ser perdulários e terem de sofrer até ao fim para conquistarem uma magra vitória diante do U. Leiria (2-1). Nesta nona jornada, destaque, também, para a quinta vitória consecutiva das águias (2-0 na Luz ao Paços de Ferreira) e para a terceira derrota dos bracarenses (0-2 diante do Rio Ave), um resultado que, em caso de vitória do Guimarães, os pode empurrar para um inesperado sexto lugar na Liga Zon Sagres.

Académica 0-1 FC Porto

Num duelo patrocinado por uma intensa chuva que transformou o relvado em algo de quase impraticável, o FC Porto manteve a senda vitoriosa, ao ultrapassar a Académica por uma bola a zero.

Numa primeira parte em que foram inteligentes, frios e calculistas, os dragões conseguiram colocar-se em vantagem graças a um enorme golo de Silvestre Varela (42′) num remate à meia volta. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o campo quase parecia uma piscina, mas o FC Porto foi a equipa que mais procurou a baliza contrária e, assim, chegou ao descanso com o prémio da vantagem mínima.

Após o intervalo, a equipa portista continuou a controlar o jogo, mas, desta feita, perdeu frieza em relação à primeira metade. Na verdade, os azuis e brancos perderam mesmo algumas soberanas oportunidades, com destaque para uma grande penalidade desperdiçada por João Moutinho (75′).

Assim sendo, os portistas foram obrigados a sofrer nos últimos momentos, assistindo, inclusivamente, a uma bola a embater na trave da baliza de Helton. Ainda assim, os pupilos de Villas Boas souberam  aguentar o assédio da equipa de Coimbra e assegurarem a oitava vitória no campeonato, mantendo o Benfica a uma distância de sete pontos.

Benfica 2-0 Paços de Ferreira

Os encarnados conquistaram a quinta vitória consecutiva no campeonato após superiorizarem-se, em casa, ao Paços de Ferreira (2-0) num jogo marcado por um enorme golo de Pablo Aimar.

Curiosamente, o Benfica até entrou lento e pachorrento no desafio, permitindo, inclusivamente, que os visitantes fossem criando algum perigo, sempre superiormente rechaçado pelo guarda-redes Roberto.

Ainda assim, depois dos avisos pacenses, Pablo Aimar decidiu pegar na bola, passar por uma legião de defesas vistiantes e, ainda de longe, desferir um pontapé forte e indefensável que só parou no fundo das redes do Paços. Estavam decorridos catorze minutos e, contra a corrente do jogo, o Benfica colocava-se em vantagem.

A partir do golo, o filme do jogo sofreu uma viragem e, a partir deste momento, o Benfica passou a ser dono e senhor do desafio, criando e desperdiçando oportunidades, contudo, o segundo golo não surgiu e, assim, o Paços voltou a ganhar confiança, terminando a primeira metade a pressionar os encarnados.

Este filme inesperado (superiorização do Paços em pleno Estádio da Luz) manteve-se no início da segunda metade, todavia, o Benfica aguentou bem o assédio pacense e, aos 65 minutos, Kardec descansou as águias, após marcar uma grande penalidade que castigou falta sobre Fábio Coentrão.

A perder 2-0, o Paços de Ferreira baixou os braços e, assim, o jogo teve sentido único até final, apenas não se avolumando mais o resultado para os encarnados, porque a frente de ataque do Benfica esteve incrivelmente perdulária nos momentos finais.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se a sete pontos do líder FC Porto.

U. Leiria 1-2 Sporting

O Sporting está a crescer e, ontem, voltou a demonstrar isso mesmo após vencer a União de Leiria (2-1), num jogo em que até podia ter goleado.

Numa primeira parte globalmente equilibrada, o Sporting colocou-se em vantagem com um grande pormenor técnico de Jaime Valdés (14′), que matou a bola no peito e rematou sem deixar cair o esférico para o fundo da baliza leiriense.

A perder, a U. Leiria reagiu bem e acabou por chegar à igualdade num lance em que a defesa leonina teve muitas culpas, pois Panandetiguiri passou por uma legião de leões sem que ninguém lhe tirasse a bola e, depois, serviu Carlão para este repor a igualdade. Estavam decorridos 22 minutos no Municipal de Leiria.

Com o jogo empatado e a partida equilibrada, seria necessário um momento de grande inspiração para quebrar o marasmo e foi exactamente isso que aconteceu. Aos 41 minutos, descaído para o flanco esquerdo e ainda fora da grande área, Valdés fez um magnífico remate cruzado e marcou o segundo golo da noite, provando que, talvez, seja homem para jogar nas costas do atacante e não num dos flancos. O Sporting chegava assim ao descanso em vantagem (2-1).

Nos segundos quarenta e cinco minutos o jogo foi totalmente dominado pelos leões que, inclusivamente, falharam golos que podiam ter levado à goleada. De todos os lances desperdiçados pelos verde e brancos, destaque para um cabeceamento de Vukcevic salvo, sobre a linha, por… Hélder Postiga.

Ainda assim, o mais importante (a vitória e os três pontos) foi conseguido e, assim, o Sporting subiu à terceira posição do campeonato.

Rio Ave 2-0 Sp. Braga

A história do jogo entre vilacondenses e bracarenses teve na expulsão de Moisés (27′) o seu capítulo principal. Reduzidos a dez e com um penalti contra, a vida dos arsenalistas não se previa nada fácil e, na verdade, não foi.

Curiosamente, Felipe ainda defendeu o penalti de João Tomás, mantendo, ao menos, o equilíbrio no resultado, todavia, a inferioridade numérica sentiu-se e os bracarenses foram sempre incapazes de discutir o resultado.

Assim sendo, a única dúvida seria descobrir se o Braga iria, ao menos, suster a pressão vilacondense e, assim, segurar um precioso ponto. O tempo foi passando e os arsenalistas foram-se aguentando com maior ou menor dificuldade até que, aos 71 minutos, Zé Gomes, com um remate cruzado, fez o 1-0 para o Rio Ave.

A perder, o Braga ainda se lançou ao ataque em desespero, mas o melhor que conseguiu foi um remate de Elderson (82′) ao poste. Pouco depois, João Tomás fez o segundo golo do Rio Ave e colocou um ponto final no desafio, que terminaria, assim, com uma vitória dos vilacondenses por 2-0.

Com este desaire, o Sp. Braga caiu para a quinta posição, podendo, inclusivamente, descer ao sexto lugar, caso o V. Guimarães vença, esta noite, o Portimonense.

Nos outros jogos da nona ronda, destaque para o empate do Marítimo em Olhão (1-1) que demonstra a retoma madeirense e para os triunfos caseiros de Nacional (1-0 ao V. Setúbal) e Beira-Mar (3-1 à Naval). A jornada só se conclui hoje com o V. Guimarães-Portimonense.

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A festa leonina após mais um golo diante do Levski

Tratou-se de uma semana europeia a duas velocidades e, pode-se dizer, a duas felicidades. Na Liga dos Campeões, o Braga continua a cair com estrondo e, desta feita, acabou esmagado, na sua própria casa, pela matreira equipa ucraniana do Shakhtar Donetsk (0-3), no entanto, os maus resultados da “Champions”, desta feita, também contagiaram o Benfica, que, na deslocação a Genselkirchen, foi batido pelo Schalke 04 por duas bolas a zero. Porém, se a semana na principal competição europeia foi negra para as nossas cores, já a segunda ronda da Liga Europa não podia correr melhor, pois o Sporting esmagou, em Alvalade, o Levski Sófia (5-0) e o FC Porto, na deslocação à Bulgária, conquistou três preciosos pontos, após vencer o CSKA Sófia, por uma bola a zero.

Sp. Braga 0-3 Shakhtar Donetsk

Os arsenalistas, que vinham de uma pesada derrota no Emirates Stadium (0-6), nem entraram mal no jogo, beneficiando do bom posicionamento de Salino que, em boa hora, rendeu Hugo Viana e garantiu equilíbrio na estratégia bracarense. Durante a primeira metade, o Braga, apesar de ceder maior iniciativa de jogo aos ucranianos, até teve as melhores oportunidades, mas Moisés e o citado Leandro Salino não foram capazes de marcar.

Depois, na segunda metade, a saída de Salino acabou por retirar coesão ao Braga e isso, aliado à saída de Rodríguez por lesão, ainda na primeira parte, foi fatal para a equipa portuguesa, que se tornou presa fácil para uma equipa ucraniana muito forte no contra-ataque. Assim sendo, foi sem surpresa que Luiz Adriano (57′ e 72′) e Douglas Costa (90+1′) fizeram os golos do Shakhtar e colocaram o Braga com tarefa quase impossível para chegar à segunda fase da liga milionária.

Schalke 04 2-0 Benfica

O Benfica entrou muito bem no jogo e até se pensou que pudesse ser o dia em que, finalmente, ganharia na Alemanha, todavia, a forte entrada acabou por ser sol de pouca dura. Com o passar dos minutos, a equipa germânica foi equilibrando a contenda e a melhor oportunidade da primeira parte até pertenceu ao Schalke 04 que viu o poste negar o golo a Raúl e Roberto negar o golo a Rakitic, tudo na mesma jogada.

Na segunda parte, o jogo teve menos intensidade, mas percebia-se que a equipa alemã estava mais segura dentro de campo, ainda que se conseguisse aproximar com perigo da baliza do espanhol Roberto. Assim sendo, foram precisos dois erros graves do Benfica para que o Schalke conquistasse o primeiro triunfo, em casa, em jogos da Bundesliga: primeiro, foi César Peixoto que foi incapaz de interceptar um cruzamento e, aos 72 minutos, deixou Farfán marcar; depois, foi David Luiz a escorregar junto à linha de meio-campo e a permitir que, na sequência do lance de contra-ataque, Huntelaar fizesse, aos 84 minutos, o 2-0. Este resultado não coloca em causa as possibilidades do Benfica seguir em frente, mas é um duro golpe na confiança encarnada.

CSKA Sófia 0-1 FC Porto

O FC Porto fez uma primeira parte de grande nível e se chegou ao intervalo a vencer por apenas um a zero, isso deveu-se a alguma infelicidade na finalização e a uma excelente exibição do guarda-redes do CSKA: M’Bolhi. Durante esse período, entre grandes defesas do guarda-redes local e outros lances desperdiçados, restou o golo de Falcao (16′) para dar vantagem ao dragão.

Na segunda metade, o FC Porto, que tantas oportunidades havia desperdiçado na primeira parte, esteve menos bem e acabou por permitir a reacção do CSKA Sófia. Ainda assim, os búlgaros foram incapazes de concretizar as boas oportunidades que dispuseram, com Sheridan, principalmente ele, em plano (negativo) de destaque. Com este resultado, os azuis e brancos dão um passo de gigante rumo à segunda fase.

Sporting 5-0 Levski Sófia

Apesar dos números gordos do triunfo leonino, a primeira parte esteve longe de encantar, com a equipa verde e branca a ser mais do mesmo, ou seja, muita posse de bola e pouca objectividade no último terço. Ainda para mais, a primeira oportunidade de golo até pertenceu a Dembelé, mas o avançado visitante, na cara de Rui Patrício, atirou fraco.

Porém, na primeira parte, o Sporting soube ser eficaz (uma raridade esta temporada) e, em duas das poucas oportunidades de golo, Carriço (31′) e Maniche (43′) colocaram os leões em vantagem.

Na etapa complementar, o golo de Salomão, logo ao minuto 53, acabou definitivamente com o jogo, sendo que, a partir desse momento, a única dúvida era saber por quantos golos de diferença iria vencer o Sporting. Acabaram por ser cinco, graças a um fenomenal golo de Postiga (61′) e a um tento de Matias Fernandez (79′). Com este resultado, os leões colocam-se em excelente posição para se apurarem para a 2ª fase e, inclusivamente, vencerem o Grupo C da Liga Europa.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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A equipa bracarense entrou da melhor forma na Liga dos Campeões, vencendo o Celtic de Glasgow por três bolas a zero e dando boas indicações para a época que se avizinha. No entanto, é indesmentível que este Sporting de Braga está mais fraco que a equipa da época passada, pois perdeu atletas do calibre de Hugo Viana, Luís Aguiar, Eduardo ou Evaldo, sendo que apenas o guarda-redes (Quim) e o lateral-esquerdo (Elderson) parecem ter substitutos à altura. Ainda assim, os arsenalistas têm, no seu plantel, jogadores de qualidade e com condições para fazerem mais uma excelente época.

Assim sendo, irei explanar, de seguida, aquele que deve ser, na minha opinião, o onze base dos bracarenses para a época 2010/2011.

Na baliza, a titularidade de Quim está assegurada, contudo, devido à grave lesão que sofreu, o internacional português terá de ser substituído por algum tempo na baliza bracarense. Nesse período, optaria por Artur, um guarda-redes brasileiro com experiência de futebol italiano (jogou no Siena, Cesena e Roma), que pode garantir tranquilidade ao sector recuado dos arsenalistas.

Na defesa, a dupla de centrais (Moisés-Rodríguez) seria a minha escolha. Tratam-se de dois jogadores que são competentes tanto pelo ar como pelo chão e que formam, provavelmente, a dupla mais segura da Liga Portuguesa. Por outro lado, nas laterais, optava por Elderson (à esquerda) e por Sílvio (à direita). O nigeriano é um lateral seguro a defender e muito bom a atacar, dinamizando o seu flanco e garantindo mais soluções ofensivas. Por outro lado, o jovem português é um lateral mais conservador que, não sendo mau no capítulo ofensivo é na defesa que se destaca, podendo ajudar imensamente no equilíbrio defensivo do Sp. Braga.

Depois, no centro do meio campo, optaria por um duplo pivot (Salino-Vandinho) e com Mossoró como nº10. Neste esquema, o ex-Nacional seria um jogador com obrigações defensivas e ofensivas, jogando como box to box e garantindo a ligação entre o trinco (Vandinho), jogador mais defensivo e posicional e o médio ofensivo (Mossoró), um jogador criativo e com liberdade ofensiva, que apareceria preferencialmente ao centro, mas também cairia nas alas, fazendo uso da sua mobilidade e polivalência.

Por fim, no ataque, optaria por um trio de jogadores móveis, rápidos e com bastante criatividade (Matheus-Meyong-Alan). Os extremos brasileiros iriam trocar constantemente de posições entre eles e com o próprio Mossoró, aparecendo preferencialmente nas alas, mas procurando constantemente as diagonais para o centro para criarem desequilíbrios e chegarem o golo. Por outro lado, o avançado camaronês também iria fazer uso da sua mobilidade para cair muitas vezes nos flancos, mas teria de ter a obrigação de estar mais vezes no centro, para servir tanto de referência nos cruzamentos e nas assistências dos colegas como para fazer tabelinhas com os três criativos (Alan-Mossoró-Matheus) para que estes pudessem aparecer em boas posições para concretizar.

Tendo ainda jogadores como Andrés Madrid, Lima ou Paulo César no banco, este Sp. Braga pode voltar a surpreender neste campeonato 2010/11.

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Sem brilhar mas com uma exibição personalizada, os encarnados venceram, em Coimbra, a Académica (3-2) e, a três jornadas do fim, colocaram o título à distância de quatro pontos. Por outro lado, apesar do título ser uma miragem, o Braga continua a fazer um excelente campeonato e, desta feita, recebeu e venceu o Leixões por três bolas a uma. Os arsenalistas, assim, mantêm o segundo lugar bem seguro, pois têm mais cinco pontos que o FC Porto (3º).

 

Académica 2-3 Benfica

As águias entraram praticamente a ganhar, pois, logo aos dois minutos, Weldon colocou os encarnados em vantagem. Com o golo madrugador, o Benfica parecia ter o jogo perfeitamente controlado, mas, em cima da meia hora, a Académica empatou a partida e colocou um ponto de interrogação no destino do desafio.

No entanto, o Benfica, esta época, tem sido uma equipa bastante personalizada e voltou a demonstrá-lo. Ainda antes do intervalo, os encarnados conseguiriam fazer o segundo golo, novamente por Weldon e chegaram ao descanso em vantagem.

Na segunda parte, o Benfica soube controlar o jogo e, aos 80 minutos, após excelente inciativa individual de Di Maria, ampliou a vantagem por Rúben Amorim. Se ainda restavam dúvidas sobre o vencedor, o 3-1 dissipou-as na totalidade e nem o golo de Tiero, que reduziu a diferença a dois minutos do final, conseguiu reanimar o desafio.

 A partida terminou logo a seguir com uma vitória justa dos encarnados que estão a apenas quatro pontos do título nacional.

Sp. Braga 3-1 Leixões

Os arsenalistas venceram sem dificuldade um Leixões que pouco fez por merecer algo mais que esta derrota. Desde cedo se percebeu que iria ser um jogo de sentido único e, na primeira parte, o jogo resumiu-se ao Braga a atacar, o Leixões a defender e dois golos de Alan. Como tal, os bracarenses chegaram ao intervalo a vencer, com toda a justiça, por 2-0.

Na segunda parte, o Leixões ainda reduziu, aos 56 minutos, por Pouga e pensou-se que se pudesse revelar uma equipa mais atrevida nesse período. Todavia, isso não aconteceu e continuou a ser o Sp. Braga a equipa mais perigosa sobre o terreno de jogo. Assim sendo, foi sem surpresa que, a cinco minutos do fim, Moisés fez o 3-1 final e garantiu definitivamente os três pontos para os arsenalistas.

Com esta vitória, o Braga mantém-se a seis pontos do líder Benfica e mantém o segundo lugar seguro, pois tem cinco pontos de vantagem sobre o FC Porto.

FC Porto 3-0 V. Guimarães

Não foi um grande jogo dos portistas, contudo, quando se ganha por três bolas a zero, pouco há a questionar em relação à justiça do vencedor. Os dragões entraram de forma lenta no desafio, mas chegaram ao golo, aos 27 minutos, quase sem querer, por Hulk. A partir daqui, a história do encontro limitou-se a mais dois golos (Guarín e Falcao) e a uma vitória relativamente fácil do FC Porto.

Matemáticamente afastados do título, os portistas, com este triunfo, mantêm o sonho da “Champions” vivo, apesar de os cinco pontos que os separam dos bracarenses, parecerem, a três jornadas do fim, um caminho demasiado grande para percorrer.

Sporting 2-1 V. Setúbal

O Sporting não terá, jogo após jogo, tarefa fácil na motivação dos seus atletas. A equipa tem um treinador a prazo e, como único objectivo, a manutenção do quarto lugar. Assim sendo, foi sem surpresa que os leões entraram algo amorfos no jogo com o aflito V. Setúbal, temendo-se mesmo o pior quando os sadinos abriram o activo por Collin (11′).

Os leões chegaram mesmo ao intervalo a perder, mas, na segunda parte, mesmo sem fazerem um grande jogo, aproveitaram o excessivo recuo no terreno dos pupilos de Manuel Fernandes para darem a volta ao marcador com golos de Moutinho e Postiga. Com o 2-1 no marcador, os verde e brancos seguraram a vantagem até final sem grandes sobressaltos e conquistaram um triunfo que lhes garante, praticamente, o quarto lugar, pois o Guimarães está, agora, a sete pontos.

 

Nos outros jogos, destaque para as vitórias de Nacional (2-0 ao Leiria na Choupana) e Marítimo (2-1, fora, diante do Olhanense). Com estas vitórias, aliadas ao desaire do V. Guimarães, as equipas madeirenses podem sonhar com o acesso à Liga Europa, pois os vimarenenses estão à curta distância de um ponto (no caso do Nacional) e três pontos (no caso do Marítimo); Por outro lado, no Restelo, o Belenenses empatou com o Rio Ave (0-0) e apenas falta a confirmação matemática para a mais que provável descida azul; Por fim, num jogo entre equipas tranquilas, a Naval foi a P. Ferreira ganhar por três bolas a uma. 

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Os primeiros doze minutos do jogo na Figueira da Foz foram um pesadelo para os encarnados que se viram a perder 0-2 e surpreendentemente manietados pela Naval. Todavia, o Benfica reagiu bem e venceu 4-2, mantendo a diferença de seis pontos para o Braga, que, num jogo bastante polémico, venceu o V. Guimarães, em casa, por três bolas a duas. Quem continua a demonstrar que está a crescer neste final de época é o FC Porto (3º), que venceu, em casa, o Marítimo por quatro bolas a uma e continua a apenas cinco pontos do Sp. Braga.

 

Naval 2-4 Benfica

O jogo começou como ninguém, por certo, esperava. A Naval entrou sem medo num 4-5-1 e, graças à velocidade e qualidade do seu avançado Fábio Júnior, foi colocando a defesa encarnada em sobressalto. Rapidamente, a equipa da Figueira da Foz chegava à baliza encarnada e, nos primeiros doze minutos, marcou duas vezes. Primeiro, por Fábio Junior (2´) e depois por Bolívia (12′).

A perder dois a zero, pensou-se que o Benfica iria ter muitas dificuldades em reagir até porque nunca havia recuperado de uma diferença de dois golos esta temporada, contudo, Weldon, no espaço de dois minutos (16′ e 18′) fez dois golos à ponta de lança e colocou o Benfica empatado a dois golos. A partir daqui, o cariz do jogo mudou completamente e passou o Benfica a dominar completamente o desafio. Assim sendo, foi sem surpresa que as águias, ao minuto 38, viram Di Maria fazer o 2-3, resultado com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, o Benfica foi uma equipa concentrada e cedo ampliou a vantagem para 2-4, com um golo de Cardozo (55′). A partir desse momento, os encarnados perceberam que a vitória não lhes iria fugir e limitaram-se a controlar o encontro até final sem grandes sobressaltos.

O Benfica está, assim, mais perto do título, pois mantém os seis pontos de vantagem sobre o Braga, quando apenas faltam cinco encontros para disputar.

Braga 3-2 V. Guimarães

Jogo muito polémico em Braga entre o Sporting local e o V. Guimarães. Cedo se percebeu que o árbitro não estava bem, pois, logo no início do encontro viu um penalti de Moisés que não existiu e só a intervenção do fiscal de linha evitou o erro crasso. Ainda assim, no que a futebol diz respeito, o jogo foi intenso, com Rui Miguel a colocar os vimarenenses em vantagem e Alan, de penalti, e antes do intervalo a fazer o 1-1.

Na segunda parte, os bracarenses procuraram a vitória que lhes permitiria continuar a lutar pelo título e defender a segunda posição. Nesse seguimento, o Braga chegaria à vantagem na sequência de um penalti cuja falta parece ser feita fora da área. Ainda assim, alheio à polémica, Meyong não desperdiçou a hipótese e fez o 2-1, aos 79 minutos.

No entanto, as trapalhadas de Artur Soares Dias continuaram e, já nos descontos, o árbitro entendeu que uma carga normal de Moisés na área era caso para penalti e, Andrezinho, chamado à marcação fez o 2-2.

Pensava-se que já nada de mais podia acontecer, todavia, um minuto depois, Rentería simulou de forma escandalosa dentro da área e o árbitro voltou a marcar penalti. Gerou-se a confusão, mas, no meio de muitas expulsões de jogadores do Vitória, Meyong manteve a calma e fez o 3-2 final, que permite aos bracarenses continuarem a sonhar com o título.

FC Porto 4-1 Marítimo

Os portistas até nem entraram bem no desafio, pois, logo aos 15 segundos, Taka abriu o activo para os madeirenses. Todavia, em pouco tempo, Falcao (4′) e Raúl Meireles (8′) deram a volta ao resultado. Os dragões continuaram a dominar o jogo e, até ao final do mesmo, Falcao ainda bisou e Hulk fez o 4-1 final. Com este resultado, o FC Porto prova que está em claro crescimento e mantém-se na luta pelo segundo lugar, pois encontra-se a apenas cinco pontos do Sp. Braga.

Sporting 5-0 Rio Ave

O Sporting solidificou o quarto lugar com uma goleada diante do Rio Ave por cinco bolas a zero. A equipa leonina dominou totalmente o encontro e Yannick foi o jogador em destaque ao fazer um hat-trick. Liedson e João Moutinho também faturaram num desafio marcado por grandes golos, nomeadamente o quinto, que surgiu num pontapé acrobático de Yannick Djaló. Os leões aproveitaram, ainda, o desaire do V. Guimarães em Braga e têm, agora, cinco pontos de vantagem sobre os vimaranenses

 

Nos outros jogos destaque para o empate do Beleneneses em P. Ferreira (0-0) num resultado que afunda ainda mais os azuis e coloca o Paços longe da Europa; Destaque para a derrota do Leixões na Madeira, diante do Nacional (0-1), que aliado ao empate entre Vitória de Setúbal e Olhanense (2-2), coloca a equipa de Matosinhos em situação cada vez mais delicada; E, por fim, destaque para o empate do Leiria em Coimbra (0-0), que mantém os leirienses na luta pelo acesso à Liga Europa.

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