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Posts Tagged ‘Moldávia’

O percurso polaco em fases finais de campeonatos da Europa conta-se em poucas palavras ou, mais concretamente, em poucos desafios realizados, pois a Polónia apenas participou no Euro 2008, competição onde não passou da fase de grupos, tendo somado um empate com a Áustria (1-1) e derrotas com Alemanha (0-2) e Croácia (0-1). Agora, em 2012, o conjunto treinado por Franciszek Smuda regressa ao mais importante certame do futebol europeu com a responsabilidade de ser equipa anfitriã e a esperança de pelo menos superar a primeira fase, até porque, valha a verdade, o Grupo A é claramente o mais acessível deste Euro 2012.

Qualificação

Como país organizador em conjunto com a Ucrânia, a Polónia não foi obrigada a passar por nenhuma fase de qualificação, limitando-se, nessa fase, a disputar inúmeros jogos particulares.

Nesse período, a equipa polaca disputou 22 particulares, defrontando equipas modestas como a Moldávia, Lituânia ou Geórgia, mas também grandes colossos do futebol mundial como Argentina, França, Alemanha, Itália ou Portugal.

Nesses cinco super-testes, todos realizados em casa, a Polónia teve, todavia, um saldo negativo, pois apenas venceu os sul-americanos (2-1), tendo empatado com Portugal (0-0) e Alemanha (2-2) e perdido com França (0-1) e Itália (0-2).

Franciszek Smuda é o treinador da Polónia

O que vale a selecção polaca?

A Polónia é uma equipa que tem noção dos seus pontos fortes e fracos, percebendo que, no contexto actual do futebol europeu, é um conjunto modesto que terá de optar por uma abordagem algo conservadora para atingir os seus objectivos. Assim sendo, é esperado que o conjunto da Europa de Leste opte por um equilibrado 4x2x3x1 que procurará, acima de tudo, explorar o instinto matador do seu ponta de lança Lewandowski, para ultrapassar a fase de grupos.

Nesse seguimento, a Polónia deve entregar a baliza ao jovem mas muito talentoso Szczesny, guarda-redes do Arsenal, optando depois por um quarteto defensivo forte, com dois gigantes no centro (Glik e Jodlowiec) e dois laterais que também servirão principalmente para dar segurança defensiva ao sector: Wasilewski (à direita) e Boenisch (à esquerda). Para terem uma ideia do poderio físico do sector recuado polaco, temos que registar que o jogador mais baixo é Wasilewski e mede… 1,86 metros.

No meio-campo, a equipa treinada por Franciszek Smuda deve optar por um duplo-pivot, composto por Murawski e Blaszczykowski. Tratam-se de dois jogadores de boa qualidade, nomeadamente o segundo, conhecido no Borussia Dortmund por “Kuba” e que é um autêntico motor do meio-campo, sendo importantíssimo nas transições. Na frente deste duo, actuarão os extremos Grosicki e Rybus e o “dez” Obraniak, destacando-se a inteligência e criatividade do médio-ofensivo do Bordéus e, também, a imprevisibilidade de Rybus, jogador que actua bem colado ao flanco canhoto e que tivemos a possibilidade de comprovar o seu talento nos dois duelos que o Légia de Varsóvia fez diante do Sporting para a Liga Europa.

Por fim, no ataque, actuará solto Lewandowski, que é, nada mais, nada menos, que o maior talento da actual geração do futebol polaco. Goleador do Dortmund, pelo qual marcou 30 g0los em 2011/12, chega ao Euro 2012 com a satisfação de ter feito a dobradinha na Alemanha, podendo, quiçá, ser a chave de um hipotético apuramento da Polónia para os quartos de final.

O Onze Base

Assim sendo, o onze base da Polónia, escalado em 4x2x3x1 será composto por Szczesny (Arsenal) na baliza; um sector defensivo com Boenisch (Werder Bremen) à esquerda, Wasilewski (Anderlecht), à direita, e a dupla de centrais: Glik (Torino) e Jodlowiec (Polónia Varsóvia); depois, no meio-campo, “Kuba” (Borussia Dortmund) e Murawski (Lech Poznan) formarão o duplo-pivot, enquanto Grosicki (Sivasspor), Obraniak (Bordéus) e Rybus (Terek Grozny) jogarão na frente desse duo; por fim, no ataque, Lewandowski (Borussia Dortmund) será o perigo à solta.

Lewandowski é o principal talento polaco

A Estrela – Robert Lewandowski

Com 23 anos, Robert Lewandowski é o grande talento do futebol polaco, tendo despontado no Lech Poznan (41 golos entre 2008 e 2010) e que, desde 2010/11, se encontra no Borussia Dortmund, clube onde apontou 30 golos esta temporada e nove na transacta.

Internacional polaco por 40 ocasiões (13 golos), trata-se de um jogador em rápida ascensão no contexto futebolístico europeu, assumindo-se como um ponta de lança extremamente perigoso pelo seu evoluído sentido de baliza.Possante e com um excelente jogo de cabeça, o atacante polaco também demonstra boa qualidade técnica, resolvendo bem os lances de um contra um, antes da finalização.

Em suma, trata-se de um jogador que todos os adversários da Polónia neste campeonato da Europa devem vigiar com a máxima atenção.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A conquista do título europeu é, obviamente, uma utopia (quase) irrealizável, pois a diferença de qualidade entre a Polónia e os principais candidatos à conquista do Euro 2012 é gigantesca. Ainda assim, perante o mais acessível agrupamento do Euro 2012 (Grécia, Rep. Checa e Rússia), a Polónia pode sonhar com o apuramento para os quartos de final, pois, quanto mais não seja, terá o factor casa a seu favor.

Assim sendo, veremos se os adversários vacilam e a Polónia consegue uma inédita qualificação para os quartos de final de um campeonato da Europa.

Calendário – Grupo A (Euro 2012)

  • Polónia x Grécia (8 de Junho – 17h00)
  • Polónia x Rússia (12 de Junho – 19h45)
  • Polónia x República Checa (16 de Junho – 19h45)

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Os helvéticos já participaram em oito campeonatos do mundo, todavia, nunca passaram dos quartos de final e, a última vez que alcançaram essa fase da prova, foi há 56 anos (1954). Nas últimas duas participações (1994 e 2006), a selecção suíça cumpriu com os serviços mínimos, passando a fase de grupos e caindo, logo a seguir, nos oitavos de final. Agora, na África do Sul, com uma selecção mediana e num agrupamento com espanhóis, chilenos e hondurenhos, a dúvida é se conseguem voltar a cumprir os serviços mínimos (oitavos de final), ou se, ao invés, não passam da primeira fase da prova.

A Qualificação

Inseridos num grupo acessível com Grécia, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, os suíços começaram muito mal a fase de apuramento com um empate em Israel (2-2) e, bem pior, com uma derrota caseira com o Luxemburgo (1-2).

Temeu-se o pior, mas os helvéticos, até final da fase de qualificação, estiveram bem melhor e apenas concederam dois empates (Letónia, fora, 2-2 e Israel, casa, 0-0), vencendo todas as restantes partidas.

Nesse percurso vitorioso, temos de destacar a dupla vitória diante da selecção helénica (2-0 e 2-1), decisiva para alcançarem o primeiro lugar do Grupo 2 e consequente apuramento directo para o Mundial sul-africano.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

O que vale a selecção helvética?

A equipa suíça vale, essencialmente, por ter um colectivo forte e, acima de tudo, muito experiente. Sem grandes estrelas, os helvéticos colocam todas as suas fichas na boa organização táctica e na eficácia.

O sector mais recuado da equipa de Ottmar Hitzfeld é composto por um grande guarda-redes, bem conhecido dos portugueses (Diego Benaglio) e por um quarteto defensivo muito sólido e seguro. Nessa defesa, a dupla de centrais será formada por Senderos e Grichting, dois jogadores que se completam, pois o jogador do Auxerre é muito forte pelo chão e o antigo defesa do Arsenal é poderoso no jogo aéreo. Por outro lado, nas laterais, deverão aparecer Zygler (à esquerda) e Lichtsteiner (à direita), dois defesas que correm o campo todo, defendendo e atacando com a mesma competência.

Depois, num meio campo típico do 4-4-2 clássico, deverão jogar Huggel e Inler como duplo pivot. Neste esquema, Huggel será um trinco puro, muito forte fisicamente e com a capacidade de encostar aos centrais sempre que necessário, enquanto Inler será um box to box, muito criativo, que sabe aparecer com perigo nas zonas mais adiantadas do terreno. Por outro lado, nas alas, deverão jogar Barnetta (à esquerda) e Padalino (à direita), dois jogadores criativos (principalmente Barnetta), mas que sabem defender, dando, assim, muita consistência à equipa helvética.

Por fim, no ataque, deverão jogar os veteranos: Nkufo e Frei. Tratam-se dois elementos bem diferentes, pois Nkufo é um avançado muito forte fisicamente, que desgasta muito os defesas e serve de elemento de referência ofensiva, enquanto Frei, é mais leve e móvel, ainda que se trata de um finalizador nato, que raramente falha no momento de definição. Ainda assim, se Hitzfeld pretender um ataque com dois elementos móveis, pode sempre abdicar de Nkufo e lançar o também veterano jogador do Lucerna: Hakan Yakin.

O Onze Base

A equipa helvética deve apresentar um 4-4-2 clássico com Diego Benaglio (Wolfsburgo) na baliza; Zygler (Sampdória), Senderos (Everton), Grichting (Auxerre) e Lichtsteiner (Lázio) na defesa; Barnetta (Leverkusen), Huggel (Basileia), Inler (Udinese) e Padalino (Sampdória) no meio campo; Nkufo (Twente) e Frei (Basileia) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo com Espanha, Chile e Honduras, o primeiro lugar estará, desde logo, totalmente de parte, pois salvo um escândalo, esse irá pertencer à pátria de Cervantes. Assim sendo, tendo em conta que as Honduras deverão ficar na última posição, caberá aos suíços disputar o segundo lugar com os chilenos, num duelo que se advinha muito equilibrado e intenso.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Suíça vs Espanha
  • 21 de Junho: Suíça vs Chile
  • 25 de Junho: Suíça vs Honduras

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Os helénicos apenas participaram num campeonato do mundo (Estados Unidos 1994). Nessa altura, a equipa grega qualificou-se em primeiro lugar num grupo onde estava a Rússia e a Hungria e tinham jogadores como Saravakos, Nioplias e Apostolakis. Com a confiança em alta, viajaram até à América do Norte para defrontarem, na primeira fase, Nigéria, Argentina e Bulgária. Nesse campeonato do mundo ficaram conhecidos como a equipa do 4-4-2, não por terem jogado nessa táctica, mas porque perderam com a Argentina por quatro a zero, com a Bulgária por quatro a zero e com a Nigéria por dois a zero, regressando, rapidamente a casa. Agora, dezasseis anos mais tarde, regressam a um campeonato do mundo e voltam a encontrar a Argentina e a Nigéria no grupo. Todavia, o Euro 2004 provou que os gregos já não são os santos de outrora e, assim, o “4-4-2” dificilmente se irá repetir.

A Qualificação

Inserida no grupo 2 da zona europeia com Suíça, Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, percebeu-se, desde o início, que os helénicos iriam disputar o primeiro lugar com a selecção helvética.

Nesta qualificação, os gregos não foram surpreendidos nos jogos com os adversários mais frágeis, pois diante de Letónia, Israel, Luxemburgo e Moldávia, venceram seis jogos e apenas empataram dois (Israel, fora, 1-1; e Moldávia, fora, 1-1).

No entanto, diante da Suíça, a equipa grega foi incapaz de fazer um ponto que fosse, perdendo os dois jogos. Assim sendo, a equipa helénica acabou na segunda posição do agrupamento e foi obrigada a disputar um playoff, diante da Ucrânia, para ir à África do Sul.

Na primeira mão desse duelo decisivo, os gregos, em casa, não foram além de um empate a zero e pensou-se que dificilmente se apurariam em Kiev.

Contudo, na Ucrânia, aos 31 minutos, Samaras isolou Salpingidis e o atacante do Panathinaikos, à saída do guarda-redes ucraniano, não perdoou e colocou a Grécia pela segunda vez na sua história, num campeonato do mundo de futebol.

Grupo 2 – Classificação

  1. Suíça 21 pts
  2. Grécia 20 pts
  3. Letónia 17 pts
  4. Israel 16 pts
  5. Luxemburgo 5 pts
  6. Moldávia 3 pts

Playoff

Grécia 0-0 Ucrânia / Ucrânia 0-1 Grécia

O que vale a selecção grega?

A equipa helénica não tem grandes valores individuais e joga um futebol conservador num esquema táctico: 4-2-1-3.

A defesa é algo frágil e, por isso, o seleccionador Rehhagel costuma colocar Vyntra, um central, à direita, para que muitas vezes possa servir como terceiro central. Na verdade, o único jogador do quarteto defensivo que consegue entrar na manobra ofensiva é o lateral esquerdo Spyropoulos.

Por outro lado, o meio campo é composto por dois trincos: Tziolis e Katsouranis e o médio ofensivo Karagounis. Trata-se, assim, de um meio campo sólido, que preenche muito bem os espaços e sabe defender ou atacar conforme a necessidade. Aqui, o antigo jogador do Benfica, Kostas Katsouranis é fundamental, pois demonstra toda a sua inteligência na forma como sabe fazer a união entre Tziolis e Karagounis, impedindo que haja um fosso entre a defesa e o ataque helénico.

Por fim, no ataque, reside o grande poder do futebol grego. Curiosamente, Otto Rehhagel costuma alinhar com três pontas de lança: Samaras, Charisteas e Gekas, sendo que Samaras (à esquerda) e Charisteas (à direita) jogam como extremos. Esta atitude leva a que os gregos sejam muito fortes nas bolas paradas e que levem vantagem em jogos diante de equipas mais frágeis fisicamente. No entanto, os vencedores do Euro 2004 têm no banco o avançado rápido Salpingidis e o extremo que é uma grande promessa do futebol grego: Ninis, para jogos em que é necessário um futebol um pouco mais criativo.

Integrada no Grupo B com Argentina, Nigéria e Coreia do Sul, não deverá ter hipóteses diante dos sul-americanos, todavia, deverá disputar o segundo lugar com africanos e asiáticos. No entanto, terá de saber aliar a rigidez táctica do seu futebol (principalmente diante da Nigéria) com a sua capacidade física (os sul-coreanos dão se mal com adversários fortes fisicamente) para se apurar para os oitavos de final.

O Onze Base

A equipa grega deve jogar com Chalkias (PAOK) na baliza; um quarteto defensivo composto por Spyropoulos (Panathinaikos), à esquerda, Vyntra, à direita (Panathinaikos), e a dupla de centrais: Kyrgiakos (Liverpool) e Moras (Bolonha); no miolo deverá jogar o trio: Tziolis (Siena), Katsouranis (Panathinaikos) e Karagounis (Panathinaikos); enquanto na frente jogarão Samaras (Celtic), à esquerda, Charisteas (Nuremberga), à direita, e Gekas (Hertha) no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A equipa grega deverá disputar o segundo lugar com nigerianos e sul-coreanos e deverá ter alguma dificuldade para garantir o apuramento para os oitavos de final. Os helénicos são inferiores, em termos técnicos, aos nigerianos e, em relação aos sul-coreanos, estão, nesse aspecto, ao mesmo nível.

No entanto, os pupilos de Rehhagel são muito mais evoluídos em termos tácticos do que esses adversários e, assim, mesmo que o primeiro lugar seja uma utopia (A Argentina deve consegui-lo sem problemas), o segundo lugar poderá ser uma realidade.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: Grécia vs Coreia do Sul
  • 17 de Junho: Grécia vs Nigéria
  • 23 de Junho: Grécia vs Argentina

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