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João Manuel marcou o primeiro golo leiriense na Taça UEFA

Derrotado pelo FC Porto (0-1) de José Mourinho na final da Taça de Portugal de 2002/03, o União de Leiria conseguiu um histórico apuramento para a Taça UEFA da época seguinte. Também motivados pelo quinto lugar obtido na Liga Portuguesa de 2002/03, a equipa lusitana foi com boas aspirações a fazer uma boa campanha europeia, todavia, acabou por esbarrar precocemente num adversário norueguês que todos os analistas indicavam que estava completamente ao alcance dos pupilos de Vítor Pontes.

Expulsão de Maciel não justificou desaire de Coleraine

Na época, Portugal estava numa posição bem mais baixa no ranking UEFA e, mesmo só levando duas equipas à Taça UEFA, uma delas tinha de disputar a pré-eliminatória da prova. Nessa ronda, o Leiria teve como adversário um frágil Coleraine, equipa norte-irlandesa que, supunha-se, não criaria quaisquer problemas aos portugueses.

Todavia, na Irlanda do Norte, um fraco jogo da equipa portuguesa acabou por redundar numa derrota (1-2) inesperada, sendo que nem a expulsão de Maciel (55 min.) justifica tudo, pois, nessa altura, já o Coleraine vencia por 2-1. Nesse desafio, valeu o golo do já falecido João Manuel para que o U. Leiria mantivesse boas aspirações de apuramento para a primeira eliminatória.

De facto, na segunda mão, o U. Leiria acabou por vencer por 5-0, num jogo em que a expulsão precoce de um defesa norte-irlandês também ajudou e muito a equipa portuguesa. Apesar de tudo, os golos portugueses só surgiram na segunda metade, cabendo a Ludemar (2), Edson (2) e Caíco.

Aventura leiriense esbarrou no pragmatismo escandinavo

Ao contrário da ronda com o Coleraine, o U. Leiria ia começar a primeira eliminatória a jogar em casa diante do Molde BK, um conjunto norueguês que, sendo mais forte que os norte-irlandeses, não assustava a equipa portuguesa.

Na primeira mão, num jogo amplamente dominado pelo Leiria, faltou eficácia para que os portugueses saíssem da partida com um resultado mais gordo que o 1-0 averbado. Nesse jogo, a diferença ficou vincada num extraordinário golo de Caíco (55 min.), através de um potente remate de longe.

Infelizmente, na segunda mão, a equipa portuguesa acabou por não resistir ao poderio físico do Molde, chegando ao minuto 51 a perder por 2-0, devido aos golos de Hoseth e Hestad.

Seis minutos depois, um golo de Maciel reduzia a desvantagem e colocava mesmo o Leiria em posição de se apurar para a ronda seguinte, todavia, a doze minutos do término da partida, Hoseth bisou e terminou, dessa forma, a aventura leiriense na Taça UEFA 2003/04.

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O Nacional é o primeiro clube português a entrar nas competições oficiais de 2011/12, defrontando o modesto FH islandês na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Campeão da Islândia por cinco ocasiões e vencedor da taça nacional por duas, o clube de Hafnarfjordur já esteve presente dez vezes nas competições europeias, sendo que os momentos mais altos foram sempre vividos diante equipas britânicas: a eliminação dos escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1) na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2004/05 e o empate obtido em Villa Park (1-1), diante do Aston Villa, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2008/09.

Quem é o FH?

O FH foi fundado em 1929, mas apenas se assumiu como um clube de topo no contexto do futebol islandês na década de 2000, que foi quando começou a conquistar títulos.

De facto, entre 2002 e 2010, o clube de Hafnardjordur conquistou cinco campeonatos, duas taças da Islândia, cinco taças da liga e cinco supertaças, assumindo-se como o clube islandês mais titulado deste período temporal.

Em termos europeus, o FH esteve presente em cinco edições da Liga dos Campeões e cinco edições da Taça UEFA, sendo que a melhor participação na “Champions” foi a presença na segunda pré-eliminatória em quatro ocasiões e, no caso da Taça UEFA, a participação na primeira eliminatória em 2004/05, alcançada após eliminarem os galeses do Haverfordwest (1-0 e 3-1) e os escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1). Infelizmente para o clube islandês, naquela que seria a última etapa antes da fase de grupos, o FH não resistiu aos alemães do Alemannia Aachen (1-5 e 0-0).

Como joga?

Costuma se dizer que o futebol islandês não passa de uma versão arcaica do futebol britânico e, valha a verdade, apesar da ideia ser algo simplista, existe algum ponto de verdade.

Normalmente, as equipas actuam em 4x4x2, num futebol que usa e abusa da força física e do jogo aéreo, numa clara exploração das poucas qualidades dos jogadores islandeses, bastante limitados em termos técnicos.

No caso do FH, o 4x4x2 também costuma ser a táctica utilizada, sendo que na última partida oficial (foram derrotados (1-3) na deslocação ao campo do IBV), o clube de Hafnardjordur actuou com: Gunnleifsson; Fredsgaard-Nielsen, Bjarnason, Vidarsson e Asgeirsson (Savarsson, 80m); Rúnarsson (Gudnason, 58m), Gunnlaugsson, Björnsson e Snorrason; Vilhálmsson e Hallfredsson (Sverrisson, 70m). O único tento do FH foi apontado por Vilhálmsson.

Gunnlaugsson é um internacional islandês

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Gunnlaugsson

O principal jogador deste clube islandês e cérebro do meio-campo, é o veterano internacional islandês de 38 anos: Bjarki Bergmann Gunnlaugsson.

Na sua longa carreira, Gunnlaugsson passou por clubes como o Feyenoord, Nuremberga, Molde ou Preston North End, sendo claramente um dos jogadores islandeses que passou por mais campeonatos e reuniu maior experiência internacional.

Com 38 anos, o médio-centro está longe de ser um jogador rápido, mas compensa essa lacuna com uma evoluída visão de jogo, bom posicionamento no campo e uma técnica que não sendo refinada, faz a diferença perante a maioria dos colegas de equipa.

27 vezes internacional pela Islândia, trata-se claramente do principal jogador que os madeirenses devem preocupar-se em anular no FH.

As hipóteses do Nacional

O Nacional é super-favorito para esta eliminatória europeia, pois defronta o actual quarto classificado de uma liga que está a anos luz da portuguesa em termos de qualidade.

Apesar do FH já se encontrar em competição há um mês (A liga islandesa devido a condicionantes meteorológicas disputa-se no Verão), trata-se de uma pequena vantagem perante a enorme diferença de talento entre os dois conjuntos, sendo previsível que a equipa madeirense supere os islandeses sem qualquer problema e inclusivamente natural que vença ambas as partidas da ronda.

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