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Candeias ajudou madeirenses a gelar Alvalade

A excelente exibição que o Nacional efectuou em Alvalade fez perceber que a equipa madeirense podia e devia ter muito mais pontos que os quinze que soma neste momento no campeonato nacional. Com boa matéria prima em todos os sectores, principalmente no meio-campo e no ataque, o Nacional tem um plantel com capacidade para ficar tranquilamente na primeira metade da tabela e, caso surpreenda o Sporting nesta semi-final da Taça de Portugal, torna-se, automaticamente, na equipa com mais condições de conquistar a prova rainha do futebol indígena.

Luís Neto tem sido uma revelação

Uma defesa de qualidade à qual só faltará um defesa-esquerdo que dê mais garantias

A equipa madeirense conta com um excelente guarda-redes montenegrino (Vladan) que se destaca pela excelente ocupação dos postes, boa capacidade de saída aos cruzamentos, frieza e grande elasticidade que lhe permite fazer defesas quase impossíveis.

Na sua frente, optava por um quarteto defensivo com a dupla de centrais: Luís Neto e Danielson, um duo que combina muito bem, sendo o brasileiro um jogador mais fixo e poderoso fisicamente, que domina o seu sector tanto pelo ar como pelo chão, enquanto o ex-poveiro é um elemento mais rápido e que é preferencial para as dobras.

Por outro lado, nas alas, Claudemir é um lateral que fecha muito bem o seu flanco e sabe subir com critério pelo flanco, enquanto Stojanovic é um jogador com boa capacidade defensiva, mas que tem de corrigir a sua agressividade, pois vê demasiados cartões e acaba por correr muitas vezes o risco de expulsão. De facto, para a lateral-esquerda talvez fosse melhor o Nacional recrutar um elemento que lhe desse mais garantias (Terá Marçal, ex-Torreense, essa capacidade?), todavia, neste momento, não existe melhor alternativa que o croata.

Skolnik seria importante nesta táctica

Triângulo de meio-campo com capacidade de recuperação e construção ofensiva

No miolo, optaria por um duplo-pivot defensivo composto pelo recém-contratado Moreno, um elemento com excelente capacidade posicional e de recuperação de bolas e que tem a capacidade de colar aos centrais sempre que a equipa disso necessite, e pelo ex-bracarense Andrés Madrid, um jogador que sabe funcionar bem como “seis”, mas também tem a capacidade de subir no terreno, sendo bastante efectivo nas transições defesa/ataque.

Na frente da dupla, optaria pelo croata Skolnik, um jogador muito talentoso e tecnicista, que demonstra boa visão de jogo e capacidade de ser a ponte entre o meio-campo ofensivo e o ataque nacionalista.

O talento de Mateus seria imprescindível

Ataque rápido, móvel e letal

Na frente de ataque, optaria pela utilização de três elementos: Mateus, Mário Rondon e Candeias. Estes três jogadores, apesar de partirem das posições que estão definidas no gráfico táctico supra-citado, teriam bastante liberdade na frente de ataque, nomeadamente o angolano e o venezuelano que jogariam em constantes trocas de posição, tal como Rondon fez com Diego Barcellos no último Sporting-Nacional.

Na minha opinião, a velocidade e boa capacidade de construção de Mateus e Candeias semearia o pânico nas defesas contrárias, cabendo depois a Mário Rondon ser o finalizador de excelência que, valha a verdade, o venezuelano tem mostrado que pode ser.

Porquê este 4x2x1x3?

A grande qualidade do trio de ataque madeirense, claramente o ponto mais forte da equipa nacionalista, obriga o Nacional a nunca abdicar de um sistema com três avançados, seja contra uma equipa grande ou com uma equipa do seu campeonato.

A variação que pode surgir e consoante o grau de dificuldade do jogo, passa pela liberdade dada aos laterais e, também, ao duplo-pivot do meio-campo, sendo que obviamente num jogo diante de um “grande” terá de haver muito maiores cuidados defensivos desses elementos.

Nesta estratégia, o muito inteligente Skolnik também teria papel fundamental, pois terá de ser o elemento construtivo do meio-campo, mas, em muitos jogos, terá de ter também a capacidade para quase colar aos médios defensivos na ausência de posse de bola.

Usando este tipo de estratégia associada a uma defesa segura como a que o Nacional tem (tirando a nuance já referida do lateral-esquerdo), faria com que a equipa madeirense estivesse a lutar por um lugar europeu no campeonato sem qualquer problema.

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Ao contrário do que muitos pensavam, Paulo Sérgio veio provar que o Vitória de Guimarães sempre teve um bom plantel e que poderá, facilmente, se intrometer na luta por um lugar na Liga Europa.
Com uma equipa com boas soluções para quase todas as posições, os minhotos estão, finalmente, a encontrar uma boa regularidade exibicional e, também, de resultados. A essa situação não se pode negar o mérito a Paulo Sérgio que trabalhou muito bem a equipa e colocou-a uns bons furos acima.
Ainda assim, existe sempre um onze, que, acreditamos, é o melhor onze e aquele que potencia todas as qualidades de uma equipa. Na minha opinião este seria o do Vitória:

Os vimarenenses, com este onze, teriam um guarda-redes muito seguro e experiente (Nilson), um lateral mais defensivo (Milhazes), que poderia ajudar no centro da defesa, em situações em que um dos centrais (Moreno ou Sereno) tivesse que dobrar, à direita, as subidas do lateral ofensivo (Andrezinho). Um cinco defensivo muito equilibrado e que garantia tanto uma defesa segura como um bom início do processo ofensivo, pois, por exemplo, Moreno é um jogador que sobe muito bem com a bola controlada.
No miolo, um trinco totalmente defensivo (Custódio) um jogador “box to box” que descairia um pouco para a esquerda para compensar o facto de Milhazes ser pouco ofensivo (João Alves) e um nº 10 puro que teria toda a liberdade para “inventar” o jogo ofensivo do Vitória (Nuno Assis). Um meio campo equilibrado e compacto, que teria no posicionamento de João Alves (mais à frente ou mais recuado) a nuance táctica para jogos contra equipas mais ou menos defensivas.
No ataque, tudo muito simples, dois extremos rápidos e tecnicistas que iriam fazer a vida negra aos laterais contrários (Desmarets e Targino) e um ponta de lança forte, possante, de remate fácil e com bom jogo de cabeça (Douglas) que pudesse tanto corresponder às assistências de Nuno Assis como a cruzamentos dos extremos e/ou laterais.
Com este onze como base, dificilmente o Guimarães terminaria o campeonato abaixo do quinto lugar.

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