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O mágico mostra-se na África do Sul

Já não tem o fulgor de outros tempos, mas continua a ser um jogador de classe, capaz de desequilibrar uma partida. Anderson Luís de Souza, mais conhecido por Deco, tem 32 anos, e joga no centro do terreno, especialmente como número 10.

Começou a jogar no Nacional Atlético Clube, de São Paulo, onde deu nas vistas até se transferir para o Corinthians. A sua chegada a Portugal ocorreu em 1997, aos 18 anos, para jogar no Benfica. Mas, apesar das boas indicações dadas nos treinos, o clube decidiu emprestar Deco ao Alverca, para jogar na segunda liga. No seu regresso, foi dispensado do Benfica pelo treinador Graeme Souness, que não acreditava no seu potêncial, e acabou por rumar ao Salgueiros (1998/99), onde jogou 12 encontrou e despertou o interesse do FC Porto, para onde se tranferiu durante o mercado de inverno.

No FC Porto, afirmou-se sobre o comando de José Mourinho e foi figura importante na equipa durante as conquistas de 2003 e 2004 – dois campeonatos, uma taça de Portugal, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Transfere-se para o Barcelona em 2004 e volta a conhecer o sucesso, vencendo o campeonato espanhol por duas vezes e a liga dos campeões por uma. Após três épocas no onze inicial, perdeu espaço na equipa na época 2007/08 e desagradado com a situação, transfere-se na época seguinte (2008/09) para o Chelsea, onde joga à duas épocas e conquistou um campeonato de Inglaterra.

Apesar de ter nascido no Brasil, no momento em que adquiriu a nacionalidade portuguesa, Deco passou a ser uma opção válida para a selecção de Portugal. Após meses de debate público sobre a sua eventual chamada, Scolari convoca-o para um particular frente ao Brasil e Deco estreia-se na selecção com o golo da vitória de Portugal (2-1). Desde então, tem estado presente nas convocatórias da selecção portuguesa, tendo sido uma peça fundamental nas campanhas no Euro2004, Mundial 2006 e Euro2008.

Deco é um jogador de técnica apurada, visão de jogo e precisão no passe. Já não tem o pulmão, nem a velocidade de outros tempos, mas continua a ser uma mais valia difícil de substituir. Tem no seu drible curto e remate de meia distância, duas armas capazes de desequilibrar um jogo, mas a sua capacidade táctica e disponibilidade defensiva são também importantes para travar as iniciativas adversária, quando é necessário defender. O seu maior pecado dentro de campo é o nível de risco em coloca nos lances que protagoniza, muitas vezes perdendo a posse de bola por tentar efectuar passes de dificuldade elevada.

Será um titular indiscutível e pede-se que Deco dê a criatividade que o meio campo da selecção precisa. Devido à sua idade, esta competição poderá ser a sua última fase final, o que lhe poderá dar alguma motivação extra para uma despedida em grande – Portugal agradeceria.

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