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Posts Tagged ‘Mundial 1982’

"No pasa nada, tenemos a Arconada" era o que cantavam os adeptos da Real Sociedad

Um dos principais jogadores da história da Real Sociedad e da selecção espanhola foi o guarda-redes Luis Arconada, um atleta que marcou uma época no futebol europeu no final da década de 70 e durante toda a década de 80. Duas vezes campeão espanhol e vice-campeão europeu ao serviço de Espanha, Arconada era um guarda-redes de extraordinários reflexos que lhe permitiam fazer defesas (quase) impossíveis e efectuar exibições que vão ficar para sempre na memória dos adeptos da Real Sociedad e de Espanha. Afinal, não era por acaso que os adeptos donostiarras cantavam “No pasa nada, tenemos a Arconada”.

Arconada só conheceu um clube em toda a sua carreira

Produto das escolas da Real Sociedad, Luis Arconada actuou toda a sua carreira nesse clube de San Sebastián, tendo passado pelas camadas jovens, equipa secundária e, obviamente, conjunto principal.

Entre 1974 e 1989 (período em que representou a equipa A da Real Sociedad), Luis Arconada vestiu a camisola do clube basco por 551 ocasiões, tendo conquistado dois campeonatos espanhóis (1980/81 e 1981/82), uma Taça do Rei (1986/87) e uma Supertaça espanhola (1981/82). Individualmente, conquistou três troféus Zamora (1979/80, 1980/81 e 1981/82), prémio atribuído aos guarda-redes com menor rácio de golos sofridos por jogos efectuados no campeonato espanhol.

Desde que abandonou a Real Sociedad, todos os guarda-redes que vestiram a camisola do clube basco têm tido dificuldade em quebrar a lenda de Arconada, que, invariavelmente, leva adeptos e imprensa a estabelecerem constantes comparações que em nada facilitam a vida dos novos guarda-redes do clube de San Sebastián.

Grande figura da selecção espanhola

Luis Arconada representou Espanha por 68 ocasiões entre 1977 e 1985, tendo estado presente nos campeonatos do Mundo de 1978 (suplente não utilizado numa prova em que os espanhóis não passaram da primeira fase) e 1982 (titular e capitão de uma equipa eliminada na segunda fase de grupos).

Em termos de campeonato da Europa, esteve presente no de 1980, em que a Espanha não passou da primeira fase, e de 1984, onde ajudou “nuestros hermanos” a alcançarem a final, mas onde acabou por ficar ligado à derrota espanhola no duelo decisivo por duas bolas a zero diante da França, ao falhar uma defesa fácil a livre de Platini.

Era previsível que Luís Arconada fosse titular durante o Mundial 1986 a disputar no México, contudo, uma grave lesão sofrida ao serviço da Real Sociedad na época 1985/86, acabou por significar o fim precoce do seu reinado na baliza da selecção espanhola.

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Giresse com a camisola francesa

Durante 16 anos, foi um dos símbolos do Bordéus onde era um ídolo e jogava como um verdadeiro número dez. Baixote (1,63), dizia-se que esse factor, ao correr, causava a ilusão de que o esférico fazia parte do seu corpo, mas apesar de ser muito talentoso com a bola nos pés, jogou sempre em prol do colectivo, procurando sempre servir a equipa com critério e qualidade. Infelizmente, o final do seu percurso desportivo, no Olympique de Marselha, não foi tão brilhante como a longa passagem pelo Bordéus, todavia, a lenda de Giresse manteve-se até aos dias de hoje.

Alain Giresse nasceu a 2 de Agosto de 1952 em Langoiran e iniciou a sua carreira de futebolista profissional em 1970 no Bordéus. Durante dezasseis anos, o “dez” foi titularíssimo nos “girondinos”, alcançando os impressionantes números de 519 jogos e 168 golos por esse clube francês.

Jogador de grande talento, era o principal pólo de criatividade do Bordéus, que muito ganhava com o seu futebol fantasista e com a sua capacidade finalizadora.

Apesar do enorme sucesso individual, o sucesso colectivo não foi imediato, pois o primeiro título pelo Bordéus apenas surgiu em 1983/84, quando se sagrou campeão francês. Ainda assim, o internacional gaulês, nos dois anos seguintes, ainda conseguiu ganhar outro campeonato (1984/85) e uma Taça de França (1985/86), recuperando, assim, algum do tempo perdido.

No defeso de 1986, transferiu-se para o Marselha, onde foi opção regular durante dois anos, mas mostrou-se um pouco longe da sua melhor forma. Os adeptos do Bordéus, que o tratavam por Gigi, nunca compreenderam a decisão do criativo gaulês de terminar a carreira no Olympique.

Em termos de selecção francesa, Giresse cumpriu 47 internacionalizações (6 golos) e esteve presente nos campeonatos do Mundo de 1982 e 1986, assim como no Europeu de 1984, onde se sagrou campeão da Europa.

Uma carreira longa, intensa e cheia de bom futebol, à qual apenas faltaram mais alguns títulos para que mais pessoas se lembrassem do enorme talento de Alain Giresse.

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Apenas participaram uma vez num campeonato do mundo (Espanha 82), mas, apesar da eliminação logo na primeira fase, não estiveram particularmente mal, pois empataram com Espanha (1-1) e Irlanda do Norte (1-1), apenas perdendo com a Jugoslávia e pela margem mínima (0-1). Agora, 28 anos depois, os hondurenhos regressam à competição mais importante do futebol mundial e, curiosamente, até voltam a encontrar a Espanha. Ainda assim, a tarefa dos centro-americanos não se revela nada fácil e, mesmo os dois empates obtidos em 1982, serão, por certo, bem difíceis de repetir.

A Qualificação

Tirando a natural eliminação do Porto Rico (4-0 e 2-2) na 2ª eliminatória, as Honduras foram sempre surpreendendo ao longo da zona centro-americana de qualificação.

Na 3º Fase, integrada no Grupo 2 com México, Jamaica e Canadá, a equipa de David Suazo cometeu a proeza de terminar o agrupamento na primeira posição, obtendo excelentes resultados como a vitória caseira diante do México (1-0) e um sempre difícil triunfo no campo do Canadá (2-1).

Depois, no grupo final com EUA, México, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago, os hondurenhos garantiram o terceiro lugar e o consequente apuramento directo para a África do Sul. As Honduras lutaram até ao final com a Costa-Rica, chegando ao último jogo, em El Salvador, com a necessidade de vencerem para obterem o apuramento. Foi um jogo intenso, mas os hondurenhos foram mais felizes e, graças a um golo solitário de Pavón, venceram 1-0 e garantiram a presença no Mundial 2010.

2ª Fase – Eliminatória

Honduras 4-0 Porto Rico / Porto Rico 2-2 Honduras

3ª Fase – Grupo 2

  1. Honduras 12 pts
  2. México 10 pts
  3. Jamaica 10 pts
  4. Canadá 2 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção hondurenha? 

Não se devem esperar grandes feitos da equipa centro-americana. As Honduras são um conjunto solidário, têm alguns elementos de qualidade como Suazo, Palacios ou Pavón, mas, dificilmente estarão à altura de Espanha, Suíça ou Chile.

O sector recuado dos hondurenhos e composto por um guarda-redes competente, mas apenas mediano (Valladares) e um quarteto defensivo algo permeável e de onde apenas se destacam o rápido lateral esquerdo Izaguirre, e o polivalente defesa do Wigan, Figueroa.

Depois, no meio campo, a equipa deve jogar com um duplo pivot: Guevara-Wilson Palácios. Neste esquema, Amado Guevara, apesar da veterania, será o criativo, o jogador que tentará dar alguma criatividade ao miolo hondurenho. Por outro lado, o médio defensivo do Tottenham terá maiores preocupações no capítulo da recuperação de bolas e do equilíbrio táctico das Honduras. Nas alas, a equipa centro-americana deverá actuar com De Léon (à esquerda) e Turcios (à direita). Neste esquema, o ala esquerdo será mais ofensivo e aparecerá mais no apoio do ataque e Turcios será um elemento de maior contenção, ajudando, muitas vezes, nas tarefas defensivas.

Por fim, o ataque tem dois jogadores de grande qualidade, ainda que na fase descendente da carreira. Suazo (30 anos) e Pavón (36 anos) são dois elementos que se completam na perfeição, pois o antigo atleta do Benfica é muito móvel e recua muitas vezes para criar desequilíbrios a partir de trás e, por outro lado, Pavón é um finalizador puro como provam os 56 golos que já fez pelas Honduras.

O Onze Base

Jogando num 4-4-2 clássico, as Honduras deverão apresentar Valladares (Olímpia) na baliza; Izaguirre (Motágua) na lateral esquerda, Sabillón (Hangzhou) na lateral direita e a dupla de centrais: Figueroa (Wigan) e Osman Chávez (Platense); Wilson Palácios (Tottenham) e Amado Guevara (Motágua) serão o duplo-pivot, De Léon (Torino) e Turcios (Olímpia) serão os alas; e, por fim, Suazo (Génova) e Pavón (Real España) serão os avançados.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

As Honduras não são uma selecção qualquer, daquelas que entram em campo para não serem goleadas, mas, ainda assim, terá imensas dificuldades contra equipas como a Espanha, Chile e, até, Suíça. A passagem aos oitavos de final não parece ser uma hipótese muito credível, todavia, os hondurenhos poderão ser muito importantes na definição do segundo lugar se forem capazes de tirar pontos a chilenos ou helvéticos.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Honduras vs Chile
  • 21 de Junho: Honduras vs Espanha
  • 25 de Junho: Honduras vs Suíça

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Owairan festeja o seu golo magnífico

Estava quente, muito quente como aquelas tardes do deserto a que Owairan costumava estar habituado e o relógio marcava cinco minutos do encontro: Arábia Saudita-Bélgica a contar para o Mundial 94. Os europeus, já apurados, estavam mais tranquilos e ainda estudavam o adversário quando Saeed Al-Owairan decidiu iniciar a sua corrida imparável no seu próprio meio campo. Passou um belga, passou dois, passou três e o quarto, bem o quarto foi recuando e recuando na expectativa de lhe tirar a bola, mas também foi ultrapassado. Por fim, à saída de Preud’Homme, o saudita sabia que não podia falhar, atirou forte e não falhou. Owairan tornava-se, instantaneamente, no novo Maradona e todos lhe auguravam o grande futuro, porém, a história acabaria por ser-lhe cruel.

Nunca uma equipa do golfo pérsico havia ultrapassado a fase de grupos. Tanto o Kuwait (1982) como o Iraque (1986) e os Emirados Árabes Unidos (1990) haviam sido eliminados precocemente, sendo que apenas o Kuwait havia conseguido fazer um ponto.

Assim sendo, ninguém esperava muito dos sauditas que estavam integrados num grupo com Holanda, Bélgica e Marrocos, pedindo-se apenas dignidade na sua participação.

No primeiro encontro, a Arábia Saudita defrontou a Holanda e criou o primeiro impacto no campeonato do mundo dos Estados Unidos. Após abrir o activo por Amin (19′), os sauditas chegaram ao intervalo a vencer e, mesmo depois de consentirem o empate (Jonk, 50′), foram aguentando a igualdade até ao minuto 86, quando Taument fez o 1-2 final.

Este resultado era um aviso que esta Arábia Saudita era diferente das outras equipas do golfo pérsico. Tratava-se de uma equipa com maior disciplina táctica e, acima de tudo, mais talentosa.

No segundo jogo, os sauditas defrontaram os marroquinos. Como ambas as equipas haviam perdido a primeira partida, era uma espécie de final em que quem vencesse continuava a lutar pelo apuramento e quem perdesse começaria a fazer as malas. Tratou-se de um desafio intenso, mas os Falcões Verdes venceram por 2-1 e, assim, iriam defrontar os belgas com possibilidades reais de chegarem aos oitavos de final.

Nessa partida, os sauditas precisavam de apenas um empate para se apurarem para os oitavos e esse era o mesmo resultado que os europeus necessitavam para garantirem o primeiro lugar no grupo.

Aos cinco minutos, surgiu o momento mágico de Owairan que passou por quatro jogadores belgas e fez o golo inaugural da partida. Os sauditas rejubilaram, mas ao mesmo tempo pensaram que ainda faltavam muitos minutos para o final da partida, temendo que os belgas dessem, facilmente, a volta ao resultado.

No entanto, os sauditas foram heroicos e, inclusivamente, seguraram o triunfo, conquistando o segundo lugar no grupo e consequente apuramento para a 2ª Fase.

Não passaram dos oitavos de final (perderam com a Suécia, 1-3), mas o seu lugar na história estava garantido. Haviam sido a primeira equipa do golfo pérsico a atingir a 2ª Fase do campeonato do mundo. Além disso, Saeed Al-Owairan, graças ao golo “à Maradona”, havia garantido a atenção do mundo do futebol, falando-se, inclusivamente, de uma transferência para um grande clube europeu.

No entanto, existia uma lei na Arábia Saudita que impedia os jogadores locais de actuarem no estrangeiro e, como tal, Owairan via-se privado do sonho de jogar num clube europeu. Ainda assim, o azar do saudita não ficou por aqui.

No ano seguinte, o internacional da Arábia Saudita cometeu adultério, crime grave naquele país. Por isso, esteve um ano preso e levou 60 chicotadas na praça pública.

Depois de cumprir a pena, o “Maradona das Arábias” voltou a jogar futebol e, até, esteve presente no Mundial 1998, todavia, nunca mais foi o mesmo. Aquele grande golo, mais do que o ter catapultado para um plano superior do futebol mundial, acabou por diluir-se na história do futebol e, para Owairan, acabou por ser o início do declínio da sua carreira como jogador de futebol.

Uma crueldade que se agrava quando revemos esse grande golo apontado pelo internacional saudita.

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A Itália dispensa apresentações. Campeã do mundo por quatro ocasiões (1934, 38, 82 e 2006) e vice campeã por duas vezes (1970 e 1994), a selecção azzurra é sempre uma equipa a ter em conta. Com a habitual e quase sempre perfeita mistura entre experiência (Cannavaro, Pirlo, Camoranesi…) e jovens talentos (Marchisio, Criscito, Chiellini…), a equipa transalpina não teve dificuldades em apurar-se para o Mundial sul-africano e também não deverá ter problemas em conquistar o primeiro lugar no Grupo F. Se tudo correr pelo normal, com adversários como a Eslováquia, o Paraguai e a Nova Zelândia, o verdadeiro mundial dos italianos apenas começará nos oitavos de final.

A Qualificação

O apuramento dos italianos para o campeonato do mundo foi um autêntico passeio. Integrados no Grupo 8, com República da Irlanda, Bulgária, Chipre, Montenegro e Geórgia, os azzurri garantiram o primeiro lugar com sete vitórias e três empates, ou seja sem concederem qualquer derrota.

No entanto, há que destacar o facto dos italianos terem sido incapazes de surpreender a Irlanda de… Trapattoni, pois empataram em casa (1-1) e fora (2-2).

Ainda assim, o facto de terem terminado o agrupamento com seis pontos de avanço sobre os irlandeses (2º) é a prova cabal da superioridade italiana neste grupo da zona europeia de qualificação.

Grupo 8 – Classificação

  1. Itália 24 pts
  2. República da Irlanda 18 pts
  3. Bulgária 14 pts
  4. Chipre 9 pts
  5. Montenegro 9 pts
  6. Geórgia 3 pts

O que vale a selecção italiana?

A selecção italiana apresenta, neste campeonato do mundo, os seus habituais pontos fortes. Experiência, organização, talento e, acima de tudo, a sua habitual eficácia e frieza no momento da verdade.

A baliza transalpina será entregue aquele que, provavelmente, é o melhor guarda-redes do Mundo: Buffon. Trata-se de um jogador experiente, elástico e que é uma voz de comando para toda a defesa.

No sector recuado, a squadra azzurra deverá apresentar um quarteto com dois centrais: Cannavaro-Chiellini, sendo que o experiente Fabio Cannavaro será o patrão do centro da defesa, um jogador forte no um contra um e imbatível pelo chão, enquanto Chiellini será um central mais posicional, mais de choque e importante na segurança aérea do último reduto italiano. Por outro lado, nas alas, os azzurri deverão apresentar Criscito (à esquerda) e Zambrotta (à direita). Neste esquema, o atleta do Milan deverá ser um lateral que fará todo o corredor, enquanto Criscito será um verdadeiro defesa-esquerdo, mais defensivo e com a obrigação de encostar aos centrais sempre que necessário.

No meio campo, a Itália deverá apresentar o duplo-pivot: Marchisio-De Rossi. Tratam-se de dois elementos de enorme pulmão e com condições tanto para assegurar a segurança defensiva como a construção ofensiva. Depois, à frente deles, deverá actuar Pirlo. Mais que um médio ofensivo puro, Pirlo aparecerá um pouco mais recuado que um número 10, mas essa será uma estratégia para o libertar das marcações e criar condições para os seus magníficos passes de ruptura. Por fim, nas alas do meio campo, deverão aparecer Di Natale (à esquerda) e Camoranesi (à direita). Tratam-se de dois elementos com missões bastante diferentes, pois enquanto Di Natale funcionará como falso extremo, aproveitando o facto de Criscito ser um lateral muito defensivo para praticamente só atacar e fazer imensas diagonais para o centro, Camoranesi será um ala direito que irá aparecer muitas vezes no ataque, mas também irá fechar ao centro e compensar as subidas de Zambrotta pelo flanco destro.

Por fim, no ataque, a Itália deve optar por actuar apenas com Gilardino, um avançado rápido, com muita mobilidade e com excelente capacidade de finalização. Ainda assim, não será de colocar de parte a hipótese de Lippi abdicar de Marchisio, recuar Pirlo para o duplo-pivot e lançar Iaquinta ou Quagliarella ao lado de Gilardino.

Em suma, trata-se de uma equipa experiente e talentosa, que não deverá dar hipóteses aos seus adversários no Grupo F do Mundial 2010.

O Onze Base

A Itália deverá usar o esquema: 4-2-3-1 com Buffon (Juventus) na baliza; Criscito (Génova), Cannavaro (Al Ahli), Chiellini (Juventus) e Zambrotta (Milan) na defesa; Marchisio (Juventus), De Rossi (Roma), Pirlo (Milan), Camoranesi (Juventus) e Di Natale (Udinese) no meio campo; Gilardino (Fiorentina) será o ponta de lança.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A equipa italiana é muito mais experiente que os seus adversários. Para além disso, a squadra azzurra é muito evoluída tacticamente e, mesmo em termos de talento puro, superioriza-se a Paraguai e Eslováquia e está anos luz acima da Nova Zelândia. Assim sendo, se os italianos não terminarem o Grupo F no primeiro lugar, será uma enorme surpresa.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Itália vs Paraguai
  • 20 de Junho: Itália vs Nova Zelândia
  • 24 de Junho: Itália vs Eslováquia

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A equipa neozelandesa limitou-se a participar num campeonato do mundo (Espanha 82) e, nessa competição, perdeu todas as partidas, fez dois golos e sofreu doze. 28 anos depois, os “all whites” regressam a um Mundial, mas as expectativas não são muito elevadas. A equipa da Oceânia é muito frágil e a principal razão do seu apuramento foi a passagem da Austrália para a Zona Asiática. De facto, não são jogos diante de selecções como a Nova Caledónia ou mesmo o playoff com o Bahrain que podem dar a ideia de uma equipa em evolução e real crescimento. Assim sendo, os objectivos para a África do Sul devem passar por ganhar experiência internacional e, também, por evitar ser goleado nos três desafios.

A Qualificação

Devido ao frágil panorama competitivo da zona oceânica de apuramento, os neozelandeses são imediatamente colocados no agrupamento final. Trata-se de um grupo de quatro equipas em que o vencedor defronta o quinto classificado da zona asiática num playoff de acesso ao campeonato do mundo.

Neste grupo, os “all whites” não deram quaisquer hipóteses, pois venceram cinco partidas e apenas perderam uma, com Fiji (0-2), quando já estavam apurados. Ainda assim, ultrapassar selecções como a Nova Caledónia, Ilhas Fiji e Vanuatu não se pode considerar um feito de grande registo.

Após vencerem esse agrupamento, faltava eliminarem o quinto da zona asiática, o Bahrein e, aqui, os neozelandeses conseguiram uma meia surpresa.

Apesar do Bahrain não ser uma equipa da fina flor do futebol mundial, trata-se de uma equipa competente, que havia deixado para trás selecções como a Arábia Saudita. No entanto, no primeiro duelo, no Bahrain, os neozelandeses defenderam muito bem e impediram que o Bahrain chegasse ao golo, terminando o desafio com um nulo.

Depois, em casa, na partida decisiva, os “all whites” foram mais felizes e marcaram um tento (Fallon 45′), vendo ainda o seu guarda-redes Mark Paston defender um penalti na segunda metade.

Graças a este triunfo por uma bola a zero, os neozelandeses apuraram-se para o seu segundo campeonato do mundo de futebol.

Oceânia – Torneio Final

  1. Nova Zelândia 15 pts
  2. Nova Caledónia 8 pts
  3. Ilhas Fiji 7 pts
  4. Vanuatu 4 pts

Playoff Ásia/Oceânia

Bahrain 0-0 Nova Zelândia / Nova Zelândia 1-0 Bahrain

O que vale a selecção neozelandesa?

A equipa da Nova Zelândia não tem nenhuma estrela e, mesmo em termos colectivos, padece de falta de experiência e qualidade para uma competição desta importância.

Com plena consciência desta situação, o seu treinador, Ricki Herbert, deverá optar por um cauteloso: 5-3-2, que terá como missão impedir que os neozelandeses sejam goleados nos duelos com Itália, Paraguai e Eslováquia.

Começando no sector recuado, a equipa deve actuar com um dos heróis da qualificação, o guarda-redes: Mark Paston (o tal que defendeu o penalti na segunda mão do playoff) e uma defesa de cinco elementos, de onde se destaca o líbero: Ryan Nelson. Este jogador, que actua no Blackburn, é a grande estrela da equipa e, de facto, graças ao seu comando, o melhor sector dos “all whites” é a defesa.

Depois, no meio campo, deve surgir a habitual dupla de box to box, trabalhadores mas com pouco talento: Brown-Barron e, nas suas costas, deverá aparecer o trinco: Simon Elliot, um jogador experiente (35 anos) e com alguma qualidade na recuperação de bolas.

Por fim, no ataque, Richard Herbert deverá utilizar a dupla Killen-Smeltz. Tratam-se de dois pontas de lança possantes e com bom jogo de cabeça, ideais para o mais que provável futebol directo dos neozelandeses.

O Onze Base

Os “all whites” devem actuar no campeonato do mundo com Mark Paston (Wellington Phoenix) na baliza; Uma defesa com Lochhead (Wellington Phoenix), na esquerda, Bertos (Wellington Phoenix), na direita, Ryan Nelson (Blackburn), como líbero e Sigmund (Wellington Phoenix) e Vicelich (Auckland City) como dupla de centrais; Um trio de meio campo composto por Brown (Wellington Phoenix), Barron (Team Wellington) e Elliot (Sem clube); E, na frente, deverá aparecer a dupla: Killen (Middlesbrough) e Smeltz (Gold Coast).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada no Grupo F com Itália, Paraguai e Eslováquia, os neozelandeses não têm quaisquer hipóteses reais de apuramento para a fase seguinte. Na verdade, se conseguirem sair da África do Sul com um ponto que seja, esse será um enorme feito dos “all whites”.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Nova Zelândia vs Eslováquia
  • 20 de Junho: Nova Zelândia vs Itália
  • 24 de Junho: Nova Zelândia vs Paraguai

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As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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