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Posts Tagged ‘Mundial 1998’

Krpan festeja golo no Hajduk

Chegou ao Sporting já com a temporada 1998/99 em andamento e tinha como cartão de visita o facto de ter marcado dez golos pelo Osijek na temporada anterior. Para além disso, tinha estado com a Croácia no Mundial 1998, ainda que, nesse certame, pouco tivesse jogado. Com essas boas indicações, os adeptos leoninos rapidamente pensaram que podiam estar na presença de um jogador que resolvesse os seus problemas de finalização e confiaram no croata. Infelizmente, rapidamente se percebeu que, para além de ser um jogador rápido, Krpan ficava muito a dever ao talento em todos os outros aspectos que caracterizam um ponta de lança. Golos, então, eram quase tabu…

Boas exibições no Osijek valeram-lhe presença no Mundial 98

Petar Krpan nasceu a 1 de Julho de 1974 em Osijek, fazendo todo o seu percurso como jogador juvenil no clube da sua cidade natal. No Osijek, também se estreou no futebol profissional, na temporada de 1994/95, tendo, nessa época, feito 3 golos em 9 jogos.

Posteriormente, entre 1995 e 1998, o croata haveria de fazer 87 jogos (23 golos) pelo Osijek, assumindo-se como um dos bons valores do emergente futebol croata e chegando, inclusivamente, à selecção da Croácia.

Nessa selecção, haveria de disputar o Mundial 1998, ainda que, nessa competição em que a Croácia conquistou o terceiro lugar, apenas tenha feito quinze minutos no jogo dos oitavos de final diante da Roménia (1-0).

Pouco sucesso no Sporting

No rescaldo da presença no Mundial de França e já com a época 1998/99 em andamento, Petar Krpan transferiu-se para o Sporting, onde se esperava que resolvesse os problemas ofensivos leoninos. Contudo, em Alvalade, apesar da utilização regular (27 jogos), apenas fez três golos, mostrando ser um avançado rápido e esforçado, mas muito trapalhão e com um sentido de baliza muito duvidoso.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou por sair do Sporting na temporada seguinte, seguindo para Leiria, onde, durante duas épocas, voltou a ser bastante utilizado (46 jogos), mas onde os golos, esses, voltaram a ser escassos (5 golos).

De volta ao sucesso na sua Croácia natal

Após a experiência na União de Leiria, Krpan transferiu-se, em 2001/02, para o Osijek, onde fez 11 jogos (6 golos) em meia-época, transferindo-se depois para o NK Zagreb, onde terminou a temporada com quatro golos em doze jogos e ajudou o clube da capital croata a sagrar-se campeão.

Após ainda iniciar a temporada de 2002/03 no NK Zagreb, o internacional croata rapidamente se transferiu para o Hajduk Split, onde acabou por fazer as duas melhores épocas da sua carreira com excelentes exibições e uma média de golos nunca antes vista (55 jogos, 21 golos). No Hajduk, Krpan também teve a felicidade de conquistar um campeonato e uma Taça da Croácia.

Regresso ao Leiria e declínio da carreira

Em 2004/05, Krpan regressou ao Leiria e foi importante em ajudar o clube do Lis a manter-se na primeira divisão, marcando cinco golos em 26 jogos, sendo um deles importantíssimo, pois valeu um empate diante do FC Porto.

Contudo, o retorno à União e ao futebol português apenas durou uma temporada, pois o avançado croata, na temporada seguinte, seguiu novamente para a Cróacia, onde permaneceu uma época no Osijek, antes de ter uma experiência na China ao serviço do Jiangsu Sainty.

Após uma rápida estadia no futebol chinês, o internacional croata regressou ao seu país, actuando uma temporada (2006/07) no secundário Inter Zapresic. Depois, na época seguinte, desceu ainda outro escalão, terminando a sua carreira ao serviço do frágil Graficar Vodovoc.

Desde que terminou a carreira, não se sabe nada do avançado croata, presumindo-se que tenha voltado a ser um anónimo cidadão de Osijek.

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Le Tissier amava o Southampton

Neste momento o Southampton definha na League One, que é como quem diz na terceira divisão inglesa, mas, até há poucos anos atrás, o clube do sul de Inglaterra estava estável na Premier League, muito graças às capacidades de um médio ofensivo que, jogo após jogo, fazia a diferença: Matthew Le Tissier. Conhecido entre os adeptos do Southampton como “Le God”, o internacional inglês não conheceu outra equipa ao longo da sua longa carreira, recusando todas as propostas de clubes com outros pergaminhos por amor ao Southampton. Jogador com uma qualidade técnica fantástica, um carácter acima de qualquer suspeita e com um amor à camisola pouco habitual para a época em que jogou, “Le God” merecerá sempre um grande destaque na história do futebol.

Matthew Le Tissier nasceu a 14 de Outubro de 1968 em Guernsey, iniciando-se, no futebol, nas camadas jovens de um dos clubes dessa ilha do Canal da Mancha, o Vale Recreation.

Depois de falhar um teste no Oxford United, Le Tissier acabou por assinar, em 1986, pelo Southampton, estreando-se no principal escalão do futebol inglês com uma derrota diante do Norwich City (3-4). Até final da temporada 1986/87, o inglês, com apenas 18 anos, efectuou 24 jogos e 6 golos, assumindo-se como um importante jogador dos “Saints”.

No Southampton, Le Tissier haveria de permanecer toda a sua carreira, ou seja, até ao final da época 2001/02, contabilizando os impressionantes números  de 162 golos em 443 jogos do principal escalão inglês e impedindo sempre que os “Saints” fossem relegados. Parecendo sempre com peso a mais, “Le God” era dotado de uma técnica impressionante, parecendo que tudo o que fazia com a bola era simples. Com uma capacidade finalizadora impressionante e uma força que o faziam resistente a quase todas as entradas dos adversários, Le Tissier era um médio ofensivo quase imparável.

A sua qualidade era tão elevada que, mesmo sem ter jogado por um grande clube inglês, Le Tissier serviu de inspiração para diversos jogadores do actual contexto do futebol mundial. Um bom exemplo é Xavi que, um dia, disse que o internacional inglês tinha uma qualidade que estava para além do expectável, pois era capaz de fintar seis e sete jogadores sem correr, recorrendo, simplesmente, à elevada técnica que possuía.

Le Tissier apenas falhou na selecção, não por falta de qualidade, mas por ter sido quase sempre ignorado pelos seleccionadores da equipa dos três leões. Contabilizando apenas oito internacionalizações, Le Tissier, na véspera do Mundial 98, fez um hat-trick num jogo da selecção B de Inglaterra, mas, ainda assim, Glenn Hoddle recusou-se a levá-lo à fase final do campeonato do mundo numa decisão que destroçou “Le God”

Ainda assim, selecção à parte, Le Tissier teve uma carreira recheada de sucesso e de bons momentos e será, para sempre, lembrado por todos os que gostam de futebol como um dos jogadores com mais qualidade técnica que passou pelos relvados do futebol mundial.


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Banco iraquiano no jogo com o Paraguai (México 86)

Presente no Mundial 1986, o Iraque apostava muito forte na presença no campeonato do mundo de 1998 em França. A Federação iraquiana tentou dotar os atletas de todos os meios para que, doze anos depois, a selecção árabe voltasse a um Mundial de futebol. No entanto, as coisas nem sempre ocorrem como se deseja e a selecção do Iraque não passou do primeiro grupo de qualificação que tinha as, teoricamente acessíveis, selecções do Cazaquistão e Paquistão. Ainda assim, para os jogadores, pior do que a desilusão de não estarem num campeonato do mundo, foi o que veio depois…

A equipa do golfo pérsico havia estado presente no campeonato do mundo em 1986, no México e, apesar de sido eliminada logo na fase de grupos, tinha feito exibições bastante agradáveis, perdendo todos os jogos pela margem mínima: Paraguai (0-1), Bélgica (1-2) e México (0-1).

Na verdade, nos anos 80, o Iraque revelou-se, em termos futebolísticos, uma potência regional, pois além de ter estado no México 86, também esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988 e venceu os Jogos Asiáticos de 1982. No entanto, a Guerra do Golfo criou imensos problemas ao país e impediu que o futebol mantivesse a sua ascensão.

Ainda assim, a Federação do Iraque apostava tudo no renascimento do seu futebol e, para tal, apostava fortíssimo na presença no Mundial 1998 que iria ter lugar em França.

Integrados, numa primeira fase, num grupo de qualificação com Cazaquistão e Paquistão, os iraquianos acreditavam que seria fácil passar à fase decisiva, ou seja, aquela que os podia apurar para o Mundial 2010.

Realmente, o Paquistão não causou qualquer embaraço aos iraquianos, que brindaram o seu adversário com duas goleadas (6-1 e 6-2), todavia, o Cazaquistão revelou-se bem mais forte do que se esperava e venceu a selecção do golfo pérsico, tanto em casa (3-1) como fora (2-1) e eliminou-os da fase decisiva.

Essas derrotas e a consequente eliminação do Iraque deixaram Qusay Hussein, Presidente da Federação Iraquiana de Futebol, desesperado e, este, em cólera, ordenou que todos os jogadores passassem por um quartel do seu Pai (Saddam Hussein).

Nesse local, os jogadores foram presos e torturados, sendo que no final desse momento de terror, os atletas iraquianos ainda foram brindados com uma fria frase do filho do ditador: “Joguem melhor da próxima vez”.

Curiosamente, em 2003, Qusay Hussein foi morto na invasão americana. No entanto, as profundas marcas que deixou nos jogadores daquela selecção iraquiana irão ficar, para sempre, marcadas nas suas piores memórias.

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O Chile já participou em sete campeonatos do mundo, todavia, tirando um terceiro lugar conquistado em casa (1962), o melhor que conseguiu foi alcançar os oitavos de final no França 98, numa competição em que, curiosamente, não venceu nenhum jogo (três empates e uma derrota). Ainda assim, a equipa chilena está bastante motivada para o Mundial da África do Sul, pois tem uma das melhores gerações de jogadores de sempre e, para além disso, fez uma excelente fase de qualificação, terminando na segunda posição, apenas um ponto atrás do vencedor do agrupamento: Brasil. Agora, em terras sul-africanas, tudo o que seja abaixo dos oitavos de final terá de ser encarado como uma grande desilusão para os sul-americanos.

A Qualificação

Os chilenos fizeram uma fase de apuramento de grande qualidade na zona sul-americana de qualificação, acabando na segunda posição a apenas um ponto do Brasil (1º) e terminando o agrupamento com uma vantagem de nove pontos em relação à primeira equipa que não se qualificou directamente para a África do Sul (Uruguai).

Durante o seu percurso, o Chile teve resultados brilhantes como a dupla vitória diante da Colômbia (4-2 e 4-0) ou triunfos em campos difíceis como o do Paraguai (2-0), Bolívia (2-0) ou Venezuela (3-2).

Assim sendo, foi mesmo com algum brilhantismo que a selecção chilena garantiu o passaporte para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção chilena?

A equipa chilena é uma equipa de grande qualidade,vocacionada para o ataque e usando um esquema muito ofensivo em 4-3-3 será, por certo, garantia de futebol atractivo em terras sul-africanas.

A baliza deverá estar entregue a Bravo, guarda-redes de qualidade. Depois, o quarteto defensivo deverá ser composto pela dupla de centrais: Medel-Vidal e pelos laterais: Ponce (à esquerda) e Isla (à direita). Neste sector, temos de destacar a curiosidade de os dois centrais serem, normalmente, usados como médios defensivos nos seus clubes. Tratam-se de dois jogadores de excelente qualidade pelo chão, mas que, por vezes, têm alguma dificuldade no jogo aéreo, nomeadamente Medel que é muito baixo. Por outro lado, nas laterais, encontramos dois jogadores muito diferentes, pois Ponce é mais defensivo, ajudando muitas vezes o centro da defesa, enquanto Isla é muito ofensivo, sendo, muitas vezes, quase um extremo.

No meio campo, a equipa chilena deverá optar por um duplo-pivot composto por dois jogadores que tanto sabem defender e recuperar bolas como iniciar o processo ofensivo: Carmona e Millar. Depois, mais à frente, deverá jogar o bem conhecido Mátias Fernández. No esquema da selecção sul-americana, o papel do jogador do Sporting é extremamente importante, pois é por ele que passa quase toda a construção ofensiva do Chile.

Por fim, no ataque, os chilenos deverão optar por dois extremos: Beauséjour (à esquerda) e Alexis Sánchez (à direita). Estes dois atletas devem ter missões ligeiramente diferentes, pois enquanto Beauséjour será um extremo puro, que se preocupará mais em criar desequilíbrios no flanco esquerdo, Sánchez será um falso extremo que aproveitará o facto de Isla subir muito pelo flanco direito para fazer diagonais para o centro e aparecer, muitas vezes, colado ao ponta de lança. Esse avançado centro será, obviamente, a estrela do futebol chileno (Humberto Suazo), um atacante rápido e explosivo, que, na hora da verdade, raramente falha.

Em suma, podemos dizer que o Chile apresenta, neste mundial, uma equipa equilibrada e talentosa com reais condições de fazer uma excelente campanha.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a selecção sul-americana deverá apresentar um 4-3-3 de pensamento ofensivo com Bravo (Real Sociedad) na baliza; Ponce (Universidad Católica), Medel (Boca Juniors), Vidal (Leverkusen) e Isla (Udinese) na defesa; Carmona (Reggina), Millar (Colo Colo) e Mátias Fernández (Sporting) no meio campo; Beauséjour (América), Alexis Sánchez (Udinese) e Humberto Suazo (Saragoça) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Integrada no Grupo H com Espanha, Suíça e Honduras e partindo do principio que o primeiro lugar (Espanha) e o último (Honduras), parecem, aparentemente entregues, espera-se que a selecção de Marcelo Bielsa lute com a Suíça pelo segundo posto. Nessa disputa, apesar da boa qualidade helvética, o Chile, com mais talento natural, deverá ter uma ligeira vantagem.

Calendário – Grupo H (Mundial 2010)

  • 16 de Junho: Chile vs Honduras
  • 21 de Junho: Chile vs Suíça
  • 25 de Junho: Chile vs Espanha

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As duas primeiras participações dos Camarões em campeonatos do mundo foram inesquecíveis. No Mundial 1982, apesar de terem sido eliminados na primeira fase, não perderam qualquer desafio, empatando com as selecções italiana (1-1), peruana (0-0) e polaca (0-0). Depois, no Mundial 1990, os camaroneses fizeram uma campanha excepcional que passou por vencerem Argentina, Roménia e Colômbia, apenas caindo, nos quartos de final, diante da Inglaterra. No entanto, os últimos campeonatos mundiais não têm sido particularmente agradáveis para os africanos, que ficaram pela fase de grupos em três ocasiões (94, 98 e 2002) e, em 2006, nem sequer se apuraram para o Mundial da Alemanha. Agora, de volta ao campeonato do mundo e integrados num agrupamento com Holanda, Dinamarca e Japão, cabe a Paul Le Guen tentar levar o barco camaronês a bom porto, que é como quem diz, tentar o apuramento para a segunda fase.

A Qualificação

O apuramento dos leões indomáveis para o Mundial 2010 foi feito de forma simples e sem grandes sobressaltos.

Na 2ª Fase, os camaroneses tiveram um grupo bastante acessível com Cabo Verde, Tanzânia e Maurícias e, verdade seja dita, não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Ao longo de seis jogos, venceram cinco e apenas empataram um, na Tanzânia (0-0), terminando o agrupamento com sete pontos de avanço sobre o segundo classificado: Cabo Verde.

Depois, na 3ª Fase, num grupo complicado com selecções como o Togo (esteve no Alemanha 2006), Marrocos ou Gabão, os camaroneses, demonstraram ser a melhor equipa do agrupamento, apenas deixando de vencer dois dos seis encontros realizados. Ainda assim, mesmo empatando, em casa, com Marrocos (0-0) e perdendo no Togo (0-1), os leões indomáveis conseguiram vencer esta fase de apuramento com quatro pontos de avanço sobre o Gabão (2º).

2ª Fase: Grupo 1 – Classificação

  1. Camarões 16 pts 
  2. Cabo Verde 9 pts
  3. Tanzânia 8 pts
  4. Ilhas Maurícias 1 pt

3ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Camarões 13 pts
  2. Gabão 9 pts
  3. Togo 8 pts
  4. Marrocos 3 pts

O que vale a selecção camaronesa?

A equipa camaronesa não tem falta de talento individual. Aqui, a missão do treinador Paul Le Guen passa por agarrar em elementos como Alex Song, Assou-Ekoto, Emana ou Eto’o e transformar todos esses grandes talentos num conjunto forte.  Trata-se de uma missão difícil, mas, se o treinador francês conseguir concretizá-la, estes leões indomáveis podem tornar-se um caso sério.

A baliza dos camaroneses está muito bem entregue, pois o seu guarda-redes é o bem conhecido e extremamente seguro: Kameni. Depois, a lateral esquerda vai ser entregue ao extremamente veloz e ofensivo: Assou-Ekoto e a lateral direita ao experiente Geremi. Este último, é um jogador mais defensivo e que permite maior liberdade ao defesa-esquerdo, sem que a defesa saia comprometida. Por fim, no centro da defesa teremos uma mescla de experiência (Song) e jovialidade (N’ Koulou), sendo que Rigobert Song será o central de marcação e o jovem atleta do Mónaco usará a sua velocidade, tanto para dobrar o companheiro como para subir no terreno e iniciar jogadas de ataque. Trata-se de uma dupla que, bem trabalhada por Le Guen, poderá ser uma excelente surpresa no Mundial.

Passando para o meio campo, os camaroneses deverão utilizar um trio de elementos no centro: Alex Song, Mandjek e Makoun. O atleta do Arsenal é importantíssimo no esquema africano, pois além de ser um trinco recuperador de bolas, também recua bem no terreno usando, sempre que necessário, a sua altura (1,85 metros) e força para ajudar a dupla de centrais. Depois, tanto Mandjek como Makoun, mais talentosos, jogarão ambos como box to box, sendo que Makoun deverá aparecer mais vezes junto do ponta de lança e Mandjek deverá ficar numa posição intermédia entre Alex Song e o jogador do Lyon.

Por fim, o ataque, deverá ser entregue a Emana, Webó e Eto’o. Neste esquema, Emana deverá ser um extremo direito puro, pois como o lateral direito Geremi é muito defensivo, isso permite-lhe maior liberdade de movimentos podendo limitar-se, praticamente, a atacar. Depois, no outro flanco, Pierre Webó será uma espécie de falso extremo que, muitas vezes, irá aparecer lado a lado com o ponta de lança (Eto’o) na zona de finalização. Esta situação é potenciada pelo facto do lateral esquerdo (Assou-Ekoto) fazer todo o corredor. Por fim, Samuel Eto’o jogará preferencialmente no centro, mas, sabendo da enorme qualidade do jogador do Inter, será usual vê-lo a deambular por todo o ataque, procurando espaços para fazer aquilo em que é mais perigoso: embalar em velocidade para a baliza adversária.

Em suma, trata-se de uma equipa com um enorme talento, que deverá ter condições para um confronto de estilos com uma mais fria e mecânica Dinamarca.

O Onze Base

Jogando em 4-3-3, os camaroneses deverão actuar com Kameni (Espanhol) na baliza; Assou-Ekoto (Tottenham), Rigobert Song (Trabzonspor), N’Koulou (Mónaco) e Geremi (Ankaraguçu) na defesa; Alex Song (Arsenal), Mandjek (Kaiserslautern) e Makoun (Lyon) no meio campo; Emana (Betis), Webó (Maiorca) e Eto’o (Internazionale) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Os camaroneses têm, em termos de talento, todas as condições para terminarem em segundo lugar, logo a seguir à selecção holandesa. Todavia, a habitual indisciplina táctica dos leões indomáveis, aliada à, por vezes, difícil coabitação das diversas estrelas, poderá empurrar os africanos para o terceiro ou, até, quarto lugar do grupo.

Ainda assim, é provável que a enorme qualidade do seleccionador Paul Le Guen crie uma equipa forte que dispute o segundo lugar com a Dinamarca e que deixe o Japão na última posição do Grupo E.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Camarões vs Japão
  • 19 de Junho: Camarões vs Dinamarca
  • 24 de Junho: Camarões vs Holanda

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Trata-se apenas da quarta presença do Japão num campeonato do mundo. Nas três anteriores, a equipa ficou pela fase de grupos em duas ocasiões (1998 e 2006) e chegou aos oitavos de final em 2002, ainda que, nessa ocasião, o factor casa foi crucial. Apesar de ser a quarta presença consecutiva da selecção nipónica no Mundial, faltam sinais de evolução à equipa do sol nascente. O Japão demonstra ser uma equipa que trata bem a bola, que tem um ou outro bom jogador, mas falta-lhe sempre algo para dar o passo para o nível seguinte. Este ano, na África do Sul, num grupo com Holanda, Dinamarca e Camarões, veremos se os japoneses dão o passo em frente, ou se, ao invés, veremos mais do mesmo, que é como quem diz, uma eliminação precoce na primeira fase.

A Qualificação

Os japoneses não tiveram dificuldades para se apurarem na zona asiática de apuramento para o Mundial 2010, todavia, fizeram-no sem grande brilho.

Na 3ª Fase, integrados no Grupo 2 com Bahrain, Omã e Tailândia, os nipónicos terminaram na primeira posição, mas sofreram uma derrota inesperada no Bahrain (0-1) e ainda empataram na deslocação a Omã (1-1). Ainda assim, os japoneses foram claramente superiores e venceram o grupo com três pontos de avanço sobre o Bahrain (2º).

Depois, na última fase, apesar de se terem apurado sem dificuldades, foram incapazes de vencer a Austrália (0-0 e 1-2) e ainda tiveram empates comprometedores em casa com selecções como a do Uzbequistão (1-1) e Qatar (1-1).

Ainda assim, o país do sol nascente terminou na segunda posição (última que dava acesso directo ao Mundial) com cinco pontos de vantagem sobre o Bahrain (3º).

3ª Fase: Grupo 2 – Classificação

  1. Japão 13 pts
  2. Bahrain 11 pts
  3. Omã 8 pts
  4. Tailândia 1 pt

4ª Fase: Grupo A – Classificação

  1. Austrália 20 pts
  2. Japão 15 pts
  3. Bahrain 10 pts
  4. Qatar 6 pts
  5. Uzbequistão 4 pts

O que vale a selecção nipónica?

A equipa japonesa é uma selecção de topo no panorama futebolístico da Ásia, ainda assim, em provas como o campeonato do mundo, denota alguma inexperiência e falta de talento para ombrear com as boas e, até, razoáveis selecções europeias e sul-americanas.

O país do sol nascente tem alguns talentos como o excelente lateral direito: Atsuto Uchida, o experiente médio: Shunsuke Nakamura ou os atacantes: Honda e Okazaki, mas, se pensarmos na equipa em termos globais, é provável que termine o seu grupo mundialista na última posição.

Não se pode dizer que a defesa não tenha qualidade, mas esta é composta na sua totalidade por jogadores que actuam na J-League e que têm pouca experiência na alta roda do futebol mundial. Ainda assim, temos de destacar o lateral direito Uchida. Um jogador de apenas 22 anos, muito rápido, excelente no capítulo do cruzamento e que ataca e defende com a mesma competência.

Depois, no meio campo, a equipa nipónica sobe tanto em termos de qualidade como de experiência internacional. Actuando com os quatro médios em linha, o Japão coloca Endo e Hasebe como duplo pivot. Endo é um jogador experiente, mais defensivo e excelente recuperador de bolas, enquanto Hasebe é polivalente e funciona como box to box. Por outro lado, nas alas, aparecem os dois Nakamura. Shunsuke, na direita, dispensa apresentações, pois trata-se de um criativo com experiência europeia (jogou no Reggina, Celtic e Espanhol), que vai procurar tanto a linha como as diagonais para o centro para criar desequilíbrios no um contra um. Kengo, por sua vez, actua na esquerda e é um atleta que é mais interior, fechando muito no centro do terreno. No banco, a equipa ainda conta com a qualidade do experiente Inamoto, um jogador talentoso e com anos de futebol europeu.

Por fim, no ataque, o Japão deve utilizar Honda como avançado de suporte. Trata-se de um jogador talentoso, muito veloz e tecnicista, que cria desequilíbrios e gosta de flectir para as alas, nomeadamente a esquerda, para compensar o facto de Kengo Nakamura ser um atleta mais interior. Depois, na frente de Keisuke Honda, surge o finalizador: Okazaki, um atleta frio, rápido e que marca muitos golos. O ataque também tem opções de qualidade no banco, sendo um bom exemplo: Okubo, outro avançado móvel e com experiência de futebol europeu.

O Onze Base

O Japão deverá apresentar uma espécie de 4-4-1-1 com Narazaki (Nagoya Grampus Eight) na baliza; Uma defesa com Nagamoto (FC Tokyo) a lateral esquerdo, Uchida (Kashima Antlers) a lateral direito e a dupla de centrais: Marcos Tanaka (Nagoya Grampus Eight) e Nakazawa (Yokohama Marinos); Depois, no meio campo, surge o duplo pivot: Endo (Gamba Osaka) e Hasebe (Wolfsburgo) e os alas: K. Nakamura (Kawasaki Frontale) e S. Nakamura (Yokohama Marinos); Por fim, no ataque, Honda (CSKA Moscovo) será o atacante mais móvel e jogará nas costas do ponta de lança: Okazaki (Shimizu S-Pulse).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A equipa nipónica não parece apresentar condições suficientes para se apurar para a próxima fase, pois, na sua globalidade, é inferior à Holanda e, até, à Dinamarca. Ainda assim, diante dos Camarões, poderá ser capaz de surpreender, pois a equipa africana é capaz do oito e do oitenta e se, no Mundial, apresentar a sua pior face, os nipónicos podem aproveitar para se superiorizarem.

Em suma, no Grupo E, tanto o quarto como o terceiro lugar serão lugares naturais, mas um segundo lugar terá de ser sempre encarado como uma grande surpresa e um grande feito da equipa do seleccionador: Takeshi Okada.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Japão vs Camarões
  • 19 de Junho: Japão vs Holanda
  • 24 de Junho: Japão vs Dinamarca

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A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

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