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Posts Tagged ‘Mundial 98’

Marius Lăcătuş com a camisola do Steaua

O grande símbolo futebolístico do Steaua de Bucareste  foi um avançado alto e esguio que serpenteava por entre os adversários e que dava pelo nome de Marius Lăcătuş. Um dos jogadores romenos mais credenciados das décadas de 80 e 90, somou 357 jogos e marcou 98 golos no campeonato da Roménia com a camisola do Steaua, o clube da sua vida, e no qual apenas não actuou durante cinco anos da sua carreira desportiva. Jogador de técnica refinada e de drible em corrida, fez com que o perfume do seu futebol se tornasse na imagem fiel do estilo de jogo romeno, sendo que os adeptos, ainda hoje, ecoam muitas vezes o seu nome no Arena Nationala.

Produto das escolas do FC Brasov, ajudou o Steaua a conquistar uma Taça dos Campeões

Marius Mihai Lăcătuş nasceu a 5 de Abril de 1964 em Brasov, Roménia, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do clube local, o FC Brasov.

No clube da Transilvânia, haveria de se estrear profissionalmente em 1981, tendo efectuado 45 jogos (5 golos) até se transferir para o Steaua de Bucareste em 1983. No gigante da capital romena, haveria de permanecer até 1990, fazendo 200 jogos (59 golos) e ajudando o Steaua a conquistar cinco campeonatos romenos, três taças da Roménia e, acima de tudo, uma Taça dos Campeões em 1985/86, vencida nas grandes penalidades diante do super-favorito Barcelona.

Sem grande impacto em Itália e Espanha

Em 1990/91, no rescaldo do Mundial 90, o avançado mudou-se de armas e bagagens para Itália, onde foi representar a Fiorentina. Todavia, após uma temporada apenas mediana ao serviço do clube de Florença, Marius Lăcătuş, transferiu-se para o Oviedo, onde haveria de permanecer durante duas épocas.

No clube asturiano, o internacional romeno foi utilizado em 51 jogos do campeonato espanhol, tendo marcado sete golos, mas nunca justificou o estatuto de estrela com que chegou ao país vizinho.

Regressou a Roménia para voltar a brilhar com intensidade

Em 1993/94, com 29 anos, Marius Lăcătuş regressou ao futebol romeno e ao seu Steaua Bucareste, na esperança de recuperar o brilho da sua carreira, algo perdido nos três anos em que andou pelo estrangeiro.

No clube da capital romena, o avançado voltou a não defraudar as expectativas dos adeptos do Steaua, tendo somado mais 157 jogos (39 golos) até 2000, altura em que deixou o histórico emblema. Nesse período, o internacional romeno conquistou mais cinco campeonatos da Roménia, três taças da Roménia e três supertaças locais.

Em 2000, ainda se transferiu para o National Bucareste, mas tratou-se duma curta experiência, pois o atacante retirou-se passado apenas 12 jogos pelo modesto emblema da capital romena.

Presente em dois campeonatos do Mundo e um campeonato da Europa

Marius Lăcătuş esteve presente nos Mundiais de 1990 e 1998, provas onde a equipa romena atingiu os oitavos de final da prova, estando ainda presente no Euro 96, competição onde a Roménia foi menos feliz, pois não passou sequer da primeira fase.

Internacional por 84 ocasiões (13 golos), o atacante actuou na selecção romena entre 1984 e 1998, sendo que nas grandes competições que a Roménia disputou nesse período, a lenda do Steaua apenas falhou o Euro 84 e o Mundial 94, assumindo-se, assim, como um dos melhores jogadores da sua geração.

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Julen Guerrero foi um símbolo do Athletic

Quando apareceu na alta roda do futebol espanhol, percebeu-se que podíamos estar na presença de um grande fenómeno futebolístico, sendo que a imprensa do país vizinho chegou mesmo a embandeirar em arco e a considerá-lo o “jogador espanhol do século XXI”. Médio-ofensivo com elevada qualidade técnica e de remate de meia distância, Julen Guerrero era o principal símbolo dos bascos do Athletic Bilbau, que viam nele a estrela junto da qual poderiam construir uma equipa que lhes devolvesse os êxitos do passado. Infelizmente para eles e para Espanha, Julen Guerrero entrou em declínio demasiado cedo, nunca atingindo o patamar que chegou a prometer.

Uma vida no Athletic Bilbau

Julen Guerrero López nasceu em Portugalete a 7 de Janeiro de 1974, tendo entrado para as camadas jovens do Athletic Bilbau em 1982, quando tinha apenas oito anos. Depois de fazer todo o seu percurso como jogador juvenil, estreou-se em 1991/92 ao serviço do Bilbau Athletic, a equipa secundária dos leões de Bilbau, equipa pela qual fez 6 golos em 12 jogos.

Na época seguinte, com apenas 18 anos, o médio-ofensivo pegou logo de estaca na principal equipa do Athletic, somando dez golos em 37 jogos e assumindo-se como uma enorme promessa do futebol espanhol. De facto, desde essa temporada e até 2001/02, Julen Guerrero foi sempre titular do Athletic Bilbau e, provavelmente, a sua principal figura, pela enorme qualidade que colocava no jogo ofensivo da equipa basca.

Contudo, a partir de 2002/03, quando tinha apenas 28 anos, o internacional espanhol entrou em declínio, passando a ser menos vezes opção para o Athletic Bilbau e perdendo quase toda a preponderância que tinha ao serviço dos bascos. Assim sendo, e apesar de só ter terminado a carreira no final da época 2005/06, é honesto dizer-se que a sua verdadeira carreira terminou quatro anos antes.

Ainda assim, apesar de ter jogado pouco a partir dos 28 anos, o médio basco somou 116 golos em 430 jogos pelo Athletic Bilbau, que, de facto, são números fantásticos.

Participou em três grandes competições pela selecção espanhola

Julen Guerrero não conquistou qualquer título no Athletic Bilbau e não foi mais feliz nesse aspecto ao serviço de Espanha, ainda que tenha conseguido participar em três grandes competições internacionais pelos “nuestros hermanos” (Mundial 94, Euro 96 e Mundial 98).

Ao todo, o médio-ofensivo somou 41 jogos e 13 golos pela “Roja”, sendo que os momentos mais altos da sua carreira como internacional espanhol foi um hat-trick que fez a Malta (3-0) e outro a Chipre (8-0).

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Rojas com a camisola do Paraguai

Nascido na Argentina, era, ainda assim, um internacional paraguaio que dispunha de algum cartel quando assinou pelo Benfica no defeso da época 1999/00. Capaz de jogar em qualquer dos flancos da defesa, era como lateral-esquerdo que o argentino de nascimento se sentia melhor, tendo, inclusivamente, disputado duas grandes competições internacionais pela selecção paraguaia: Copa América de 1997 e Mundial 1998. Assim sendo, quando chegou ao Benfica, os adeptos pensaram que poderiam ter ali um lateral de qualidade, todavia, o jogador que haveria de ficar conhecido por “vaselina” devido a um golo que marcou ao Boca Juniors pelo River Plate ficou bastante longe de conquistar o exigente terceiro anel…

Criado nas escolas do Cerro Corá, destacou-se no Estudiantes

Ricardo Ismael Rojas Mendonza nasceu a 26 de Janeiro de 1971 em Posadas, na Argentina, tendo se estreado nas lides futebolísticas ao serviço de um clube paraguaio, o Cerro Corá.

Entre 1991 e 1992, efectuou 15 jogos pelo clube paraguaio e as suas boas exibições levaram a que o jovem fosse contratado pelo Libertad, outro clube paraguaio, onde, nas três épocas seguintes, Rojas se impôs na primeira equipa e conseguiu, assim, uma transferência para um clube emblemático do futebol argentino, o Estudiantes de La Plata.

Entre 1995 e 1999, Ricardo Rojas viveu alguns dos seus momentos mais altos como futebolista, assumindo-se como titular indiscutível do Estudiantes (123 jogos efectuados nesse período) e participando em duas grandes competições internacionais pela selecção do Paraguai, a Copa América (1997) e o Mundial 98.

Época e meia no Benfica

Essa boa fase na carreira acabou por garantir ao internacional paraguaio uma transferência para o Benfica, tendo Ricardo Rojas chegado aos encarnados no defeso da temporada 1999/00, ou seja, aos 28 anos.

Durante essa época e a primeira metade da seguinte, o lateral foi utilizado com relativa regularidade nas águias e, mesmo sem mostrar ser um fora de série, assumiu-se sempre como um jogador razoável, ainda que sem a qualidade suficiente para envergar a camisola encarnada.

Assim sendo, numa fase em que o Benfica estava longe do momento actual (foi terceiro em 1999/00 e sexto (!!) em 2000/01), Rojas acabou por conseguir efectuar 32 jogos pelos encarnados antes de voltar ao futebol argentino, desta feita para o River Plate.

Cinco anos no River Plate

Regressado ao futebol argentino após época e meia no Benfica, Rojas foi utilizado com regularidade nas três primeiras épocas ao serviço do River Plate (63 jogos), tendo ficado inclusivamente conhecido por “vaselina” após marcar o seu único golo oficial pelos argentinos numa vitória 3-0 diante do arqui-inimigo Boca Juniors.

No entanto, nas duas últimas temporadas ao serviço do River (2004/05 e 2005/06), o internacional paraguaio quase não jogou, acabando por, aos 35 anos, se transferir para o Belgrano, onde fez a sua última época profissional, sem grande brilho, em 2006/07.

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