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Posts Tagged ‘Mundial sub-17’

Zeferino era a estrela da selecção

De regresso a um Mundial de sub-17 após o terceiro lugar de 1989, Portugal surgia neste campeonato do Mundo com algumas figuras de proa como o goleador Vargas, o defesa-central Marco Caneira, o médio Pedro Hipólito e o atacante Zeferino, então jogador do Real Madrid. Ainda assim, apesar das elevadas expectativas que rodeavam a equipa das quinas, Portugal haveria de não fazer um grande mundial, tendo mesmo muita sorte na forma como superou a fase de grupos e  acabando por não passar pelo Gana nos quartos de final da prova equatoriana.

Dois primeiros jogos foram um desastre

Portugal foi integrado no Grupo B, juntamente com Argentina, República da Guiné e Costa-Rica, pensando-se que a equipa lusa passaria facilmente à segunda fase.

Contudo, os dois primeiros jogos não correram nada bem a Portugal, pois no primeiro, diante da Argentina, a equipa lusitana foi atropelada pelo conjunto sul-americano por 3-0, enquanto no segundo desafio, diante da supostamente frágil Guiné, Portugal até esteve a ganhar por 2-0, mas acabou por perder por 3-2 com a formação africana.

Milagre na última jornada garantiu passagem aos quartos

Assim sendo, à partida para o último jogo do grupo, Portugal precisava de um pequeno milagre para se apurar para os quartos de final: ganhar à Costa-Rica por pelo menos dois golos de diferença e esperar que a Guiné perdesse com a Argentina.

Ao minuto 87 do jogo com os costa-riquenhos, tudo parecia perdido, pois o 0-0 teimava em não sofrer alterações, contudo, um final de jogo electrizante com dois golos de Vargas e outro de Adolfo garantiu aos lusos uma vitória por 3-0, beneficiando ainda a equipa portuguesa do triunfo da Argentina diante da Guiné (2-0) para se apurar para os quartos de final.

Contudo, a alegria da equipa portuguesa acabou por não durar muito. Nos quartos de final, diante da forte selecção ganesa, Portugal acabou derrotado por 2-0, restando a consolação da equipa das quinas ter perdido com a equipa que se haveria de sagrar campeã mundial.

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Xhaka é uma pérola do Basileia

Um dos jogadores que mais me agradou ver nesta primeira fase da Liga dos Campeões foi um médio-centro do Basileia, o kosovar naturalizado suíço: Granit Xhaka.

Nascido a 27 de Setembro de 1992 no Kosovo, Granit Xhaka é o irmão mais novo de Taulant Xhaka (também ele futebolista) e encontra-se na Suíça desde muito novo, tendo iniciado a sua carreira em 2000 nas escolas de formação do Concordia Basileia.

Em 2002, transferiu-se para o Basileia, clube que representa até este momento, tendo se estreado profissionalmente na temporada 2010/11, mais concretamente a 4 de Agosto de 2010, num jogo diante dos húngaros do Debrecen (3-1) a contar para as eliminatórias da Liga dos Campeões.

Até este momento, o médio-centro já soma 45 jogos (3 golos) pelo Basileia, assumindo-se como peça fundamental do conjunto suíço e tendo inclusivamente conquistado o título nacional helvético em 2010/11.

Peça importante na selecção suíça

Internacional por todos os escalões de formação pela Suíça, o jovem jogador do Basileia teve o seu momento mais alto em 2009, quando se sagrou campeão mundial de sub-17 ao serviço da selecção helvética.

Com apenas 18 anos, em Junho de 2011, o médio-centro haveria de garantir a primeira internacionalização A pela Suíça, estreando-se em Wembley num empate (2-2) com a Inglaterra. Desde essa partida, Xhaka haveria de fazer mais cinco partidas pela equipa helvética, assumindo-se como peça muito importante do meio-campo suíço e marcando o seu primeiro golo pela “Nati” numa vitória diante do Luxemburgo (1-0).

Médio-centro de grande inteligência posicional

Granit Xhaka é um médio-centro de 1,83 metros, que faz da sua grande capacidade posicional e inteligência a ler o jogo os seus grandes recursos. Forte fisicamente e com bons recursos técnicos, trata-se de um jogador que garante segurança à frente da defesa, tanto pela forma como cobre bem os espaços como pela fácil recuperação de bola.

No último jogo diante do Manchester United, formando com Cabral o duplo-pivot defensivo, foi o elemento do duo com mais responsabilidades ofensivas, percebendo-se facilmente que tem boa capacidade de construção e é efectivo nas transições defesa/ataque.

Pelas suas caractéristicas, é ideal para actuar ao lado de um trinco de tracção mais defensiva num 4x2x3x1, mas também pode actuar como “seis” puro ou “oito” num 4x3x3.

Neste momento, com apenas 19 anos, trata-se de um jovem muito talentoso e que merece que qualquer clube português interessado num bom médio-centro esteja de olho nele.

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Federico Andrada festeja mais um golo pela Argentina

Nas categorias de base dos argentinos do River Plate, actua um atacante bastante promissor e que já é o segundo melhor marcador das camadas jovens do gigante de Buenos Aires após José Sand, refiro-me a Federico Andrada.

Nascido a 13 de Março de 1994, Federico Andrada é um produto das escolas do River Plate, onde já marcou 125 golos, estando a apenas 13 do mítico José Sand, atacante que, neste momento, representa a equipa galega do Deportivo da Corunha.

Além do sucesso ao serviço dos “Millionarios”, Andrada também já começa a marcar uma era nas selecções jovens da Argentina, brilhando, por exemplo, no último sul-americano de sub-17, onde marcou quatro golos e ajudou a Argentina a atingir o terceiro lugar e consequente apuramento para o campeonato do Mundo da categoria.

Avançado móvel e com excelente sentido de baliza

Federico Andrada é um puro homem de área, mas que se sabe mover na mesma, não se limitando a fixar fixo à espera que lhe chegue o esférico. Com 1,79 metros e 71 kg, é um jogador possante e que dá muito trabalho a quem é designado para fazer-lhe a marcação durante os jogos.

Rápido e letal, seja com a cabeça, pé direito (preferencial) ou pé esquerdo, trata-se de um jogador que encaixa tanto num esquema de um como dois avançados, sendo, nesse sentido, um jogador que garante imensas alternativas aos seus treinadores.

Neste momento, com apenas 17 anos de idade, é uma enorme promessa do futebol argentino e que, certamente, não tardará a chegar ao futebol europeu.

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Robaina nos tempos do Tenerife

Dez minutos foi tudo quanto jogou em Portugal, dez minutos divididos por três desafios do campeonato nacional permitiram ao espanhol Antonio Robaina sagrar-se campeão português de 1999/00 ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Ala-esquerdo divorciado de grande qualidade ou talento individual, ninguém compreendeu porque é que chegou aos verde-e-brancos, não sendo nenhuma surpresa que tenha durado pouco em Alvalade, acabando por regressar, na época seguinte, ao clube que o havia despachado por empréstimo aos leões, o Tenerife.

Produto das escolas do Las Palmas

Antonio Segura Robaina nasceu a 30 de Novembro de 1974 em Las Palmas e começou a dar os primeiros pontapés na bola no clube da sua cidade natal, o UD Las Palmas.

Nesse clube, estreou-se no futebol sénior em 1991/92 (6 jogos), ainda que só tenha garantido a titularidade nas épocas 1993/94 e 1994/95 quando fez quinze golos em 61 jogos e chamou à atenção do maior clube das Ilhas Canárias, o Tenerife.

Nos insulares, foi peça importantíssima na época 1995/96, fazendo 39 jogos (1 golo) e ajudando o Tenerife a conquistar um surpreendente quinto lugar nesse campeonato espanhol, no entanto, nas épocas seguintes, foi perdendo espaço no clube canário, acabando por ser emprestado ao Las Palmas em Janeiro de 1999, acabando, aí, a temporada de 1998/99.

Tentou relançar a carreira em Alvalade mas não teve sucesso

Após o empréstimo ao Las Palmas, o Tenerife recebeu novamente o pobre Robaina, mas achou melhor não ficar com o pouco talentoso ala-esquerdo, procurando, rapidamente, um clube a quem despachá-lo, pelo menos temporariamente.

Surpreendentemente, o clube que manifestou interesse em receber o jogador por empréstimo foi o Sporting, que, por algum motivo, acreditou que o espanhol podia ser uma boa opção para o flanco esquerdo do ataque.

Contudo, em Alvalade, não existiram milagres e Robaina apenas provou que não passava de um jogador com muito pouca qualidade para a alta roda do futebol europeu. Assim sendo, tanto Materazzi como Inácio ignoraram-no por completo e o espanhol terminou a temporada com apenas dez minutos de jogo. Suficiente, ainda assim, para que Robaina pudesse se consagrar como campeão nacional de futebol.

Regresso a Tenerife foi fugaz

Após a (má) experiência verde-e-branca, Robaina regressou ao Tenerife, apenas para ser novamente emprestado, desta vez ao Universidad de Las Palmas, um clube então na II Divisão espanhola. Nesse clube, foi utilizado com regularidade, mas acabou por ver o modesto clube das Canárias descer à II Divisão B e, pior que isso, viu o seu contrato com o Tenerife terminar sem que, como é óbvio, os insulares tivessem qualquer vontade de o renovar.

Assim sendo, a partir desse momento, Robaina vestiu a camisola de clubes como o Ceuta (2001/02), Pajara Playas (2002/03), Universidad de Las Palmas (2003/04), Guijuelo (2004/05), Castillo (2005/06), Santa Brígida (2006/08) e Breña Alta (2009), clubes da II B ou III Divisão espanhola, até ao final da sua carreira.

Um final bem distante dos grandes palcos, para um jogador que chegou a prometer muito (ganhou o campeonato da Europa de sub-16, em 1991 e foi finalista vencido do Mundial de sub-17, no mesmo ano, pela Espanha), mas que rapidamente mostrou que, na verdade, não passava de um jogador banal.

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