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Posts Tagged ‘Mundial sub-20’

Alef tem potencial

Alef tem potencial

Um dos jogadores que vai evoluindo no Mundial de sub-20 e que está a ser apontado a clubes portugueses é o medio-defensivo brasileiro Alef dos Santos Saldanha, futebolista que começou por ser colocado na rota do Sporting de Braga, mas, agora, também estará na mira do Benfica.

Trata-se de um talento nascido a 28 de Janeiro de 1995 em Nova Odessa, Brasil, e que começou a sua carreira no Ponte Preta, emblema que representou profissionalmente entre 2013 e 2014, somando um total de 43 jogos oficiais.

Na temporada que agora termina, contudo, esteve emprestado aos franceses do Marselha, ainda que, nesse emblema orientado pelo argentino Marcelo Bielsa, apenas tenha actuado pelas reservas.

Força física e qualidade técnica

Alef é um jogador que se destaca imediatamente pela sua dimensão física, ou não medisse 186 cm, sendo por isso bastante eficaz no jogo aéreo e, também, nos duelos individuais, onde dificilmente é batido

Competente nas transições, destaca-se essencialmente na fase de construção, onde a sua boa técnica e visão de jogo permitem-lhe criar inúmeros lances de perigo. Ou seja, podemos dizer que estamos perante um “seis” que não se limita apenas a equilibrar a equipa, mas também é fundamental na criação de desequilíbrios no adversário.

Aos 20 anos, ainda assim, é natural que ainda tenha algumas questões para resolver, nomeadamente no capítulo do posicionamento e, acima de tudo, na intensidade de jogo, que terá de aumentar num eventual salto para o futebol europeu.

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Podstawski é um

Podstawski é um “seis” com grande potencial

No último defeso, Rúben Neves agarrou a oportunidade que lhe foi oferecida e acabou por conseguir fazer parte do plantel do FC Porto para 2014/15, ainda que a lógica fizesse de Tomás Podstawski o futebolista que estaria na linha da frente para merecer essa aposta, até porque é dois anos mais velho e já tinha algumas rotinas de futebol sénior.

O médio-defensivo, contudo, encontrava-se ao serviço de uma selecção nacional de sub-19 que haveria de se sagrar vice-campeã no Europeu da categoria, perdendo então uma oportunidade, que poderá voltar a surgir um ano depois, potenciada pelo confirmado regresso de Casemiro ao FC Porto.

Muita experiência nas selecções jovens

Tomás Martins Podstawski nasceu a 30 de Janeiro de 1995 em Mozelos e o apelido explica-se pelo facto do médio-defensivo ser filho de pai polaco, tendo o atleta mesmo dupla-nacionalidade.

Apesar dessa ligação forte à Polónia, foi sempre nas selecções jovens portuguesas que Tomás Podstawski foi desenvolvendo o seu futebol, somando um total de 51 internacionalizações (quatro golos).

Aliás, neste momento, o jovem de 20 anos vai representando a selecção nacional de sub-20 no Mundial da Nova Zelândia, estando a ser peça fundamental num conjunto que, para já, encontra-se apurado para os quartos de final.

Dois anos a maturar na Segunda Liga

A nível clubístico, Tomás Podstawski iniciou o seu percurso no Boavista, mas cedo chegou ao FC Porto, clube que representa desde os 14 anos de idade, tendo percorrido os escalões de iniciado, juvenil, júnior e sénior.

Em 2011/12, ainda juvenil, chegou a estar mesmo presente no banco de um jogo da equipa principal do FC Porto, nomeadamente na pesada derrota averbada pelos azuis-e-brancos diante do Manchester City (0-4), isto em jogo dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Essa, contudo, foi a única vez que o internacional sub-20 português se aproximou da estreia na equipa principal, isto apesar de ter estado integrado no FC Porto B ao longo das últimas duas temporadas, tendo somado um total de 61 jogos na Segunda Liga.

Um “seis” que se desdobra em “oito”

Tomás Podstawski actua preferencialmente como médio-defensivo, posição onde exibe as suas maiores valências, que passam pela inteligente ocupação de espaços, excelente capacidade de antecipação e desarme.

Muito importante no equilíbrio defensivo das equipas onde actua, o jovem talento também é muito importante na primeira fase de construção, uma vez que tem uma boa técnica individual, sabendo tomar quase sempre as melhores decisões no capítulo do passe e/ou progressão com bola.

Aliás, em muitas ocasiões, Tomás Podstawski consegue funcionar mesmo como um “box-to-box”, faltando-lhe apenas maior dinâmica nas transições e capacidade no remate de meia distância para se assumir igualmente como um “oito” de pleno direito.

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Riquicho tem evoluído bastante

Riquicho tem evoluído bastante

Um dos jogadores que mais tem progredido nos últimos tempos é o jovem lateral-direito do Sporting, Mauro Alves Riquicho, futebolista que tem sido titularíssimo na selecção nacional de sub-20 no Mundial que agora se vai disputando na Nova Zelândia.

Trata-se de um atleta nascido a 7 de Abril de 1995 em Cascais e que começou a sua carreira no Fontainhas, ainda que, logo em 2007/08, tenha rumado ao Sporting, clube que representa desde o escalão de infantil.

Ao nível sénior, estreou-se logo em 2012/13, com apenas 17 anos, na equipa do Sporting B, sendo que desde essa data já soma 56 jogos (um golo) na Segunda Liga.

Uma força da natureza

Mauro Riquicho é um lateral-direito que se destaca por ser uma verdadeira força da natureza, apresentando um pulmão inesgotável e mostrando-se fortíssimo nos duelos individuais e na capacidade de fazer todo o flanco.

Veloz e com uma razoável técnica individual, consegue ser competente no processo ofensivo, aspecto em que tem evoluído bastante, ainda que se destaque igualmente no capítulo defensivo, pela sua excelente capacidade de recuperação e de desarme.

Aos 20 anos, terá ainda aspectos para evoluir, nomeadamente ao nível do posicionamento e, também, na excessiva agressividade com que por vezes aborda alguns lances, mas, atendendo à (rápida) evolução recente, não duvido que essas lacunas serão igualmente corrigidas a breve trecho.

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Afif é o craque dos sub-20 do Qatar

Afif é o craque dos sub-20 do Qatar

Disputa-se mais uma edição do Campeonato do Mundo de sub-20, mais uma excelente oportunidade para identificar alguns dos futuros grandes talentos do futebol mundial, sendo que mesmo as selecções mais modestas podem apresentar algumas pérolas.

Aliás, um bom exemplo é precisamente o Qatar, que tem no extremo-esquerdo Akram Arif um futebolista com um grande talento e com condições para se impor entre a elite do futebol mundial.

Já joga na Bélgica

Akram Hassan Arif nasceu a 18 de Novembro de 1996 no Qatar e, aos 18 anos, até já vai evoluindo no futebol europeu, tendo somado nove jogos e dois golos pelo Eupen, da segunda divisão da Bélgica, na actual temporada de 2014/15.

Ao nível das selecções jovens do Qatar, o jovem extremo-esquerdo já foi a principal figura de uma equipa que foi campeã asiática de sub-19 em 2014, em Myanmar, tendo apontado quatro golos nessa prova.

Muito talento nos pés

Akram Arif é preferencialmente um extremo-esquerdo, ainda que de perfil híbrido, uma vez que a sua excelente técnica individual e capacidade criativa faz com que use várias vezes as diagonais para procurar as zonas centrais do terreno, isto para usar a sua capacidade desequilibradora e a sua boa meia-distância.

Com estas características, parece-me também claro que o jovem de 18 anos poderá fazer sem problemas a posição “dez” ou mesmo actuar nas costas de um ponta de lança, como avançado de suporte. Certo, de qualquer maneira, é que estamos na presença de um verdadeiro diamante por lapidar.


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A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Alex é um talento do Santa Clara

Um dos jogadores que fez boa campanha no Mundial de sub-20 na Colômbia foi um extremo-esquerdo do Santa Clara formado no FC Porto: Alex.

Nascido a 27 de Agosto de 1991 no Funchal, Madeira, Alexandre Henrique Gonçalves Freitas iniciou a sua carreira no Nacional em 2003, tendo passado para a equipa portista em 2005.

Nos azuis-e-brancos chegou, inclusivamente, a actuar durante 20 minutos num jogo da Taça de Portugal diante do Sertanense na temporada 2009/10, mas não conseguiu segurar um lugar no plantel portista, tendo abandonado definitivamente o clube no Verão de 2010.

Apesar do revés na carreira, Alex não baixou os braços e transferiu-se para os açorianos do Santa Clara, onde, na temporada transacta, foi um dos jogadores mais importantes da equipa, participando em 29 encontros oficiais e marcando um golo.

Extremo rápido e talentoso

Alex é um esquerdino de grande qualidade, fazendo da velocidade e da sua boa técnica individual os seus maiores predicados dentro do terreno de jogo.

Muito incisivo e objectivo com a bola nos pés, é um daqueles extremos desequilibradores que as equipas gostam de ter nos seus planteis, pois garante largura e verticalidade ao jogo ofensivo.

Preferencialmente um extremo-esquerdo, Alex também pode actuar no flanco oposto, ou, inclusivamente, numa zona central do campo, seja a “dez” ou a segundo avançado. Ainda assim, é claramente no lado esquerdo do ataque que o madeirense rende mais.

Aos 20 anos, pós um bom Mundial de sub-20 e preparando-se para a segunda temporada no Santa Clara, Alex tentará que esta seja a época da sua afirmação e, quiçá, do salto para uma equipa com outras ambições.

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Agostinho Oliveira era o seleccionador

Após a nossa selecção ter conquistado o bicampeonato mundial de sub-20, a ideia era atacar o tricampeonato na longínqua Austrália, esperando, no mínimo dos mínimos, que Portugal superasse a primeira fase da prova. Contudo, a equipa treinada por Agostinho Oliveira e que contava com jogadores como Costinha, Litos, Andrade, Porfírio ou Bambo acabou por fazer uma prova deplorável, perdendo todos os jogos que disputou e abandonando a competição sem honra nem glória. Podemos sempre dizer que o grupo era complicado (Gana, Alemanha e Uruguai) e que nunca nos adaptámos ao facto dos jogos se disputarem nas manhãs portuguesas, todavia, para a história fica a pior participação portuguesa de sempre num Mundial sub-20.

A equipa portuguesa que esteve na Austrália

Três jogos, três derrotas

Portugal estreou-se no Mundial de sub-20 diante da poderosa Alemanha, que contava com jogadores como Jancker, Hamann ou Ramelow. Num jogo extremamente disputado e equilibrado, a equipa lusitana haveria de sucumbir perto do final do jogo, graças a um tento do inevitável Carsten Jancker, iniciando a prova de forma negativa.

No segundo duelo, diante do Uruguai, Portugal estava obrigado a não perder para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final. Entrando a perder com um golo madrugador de Fabián O’Neill (esse mesmo que chegou a jogar na Juventus), a equipa portuguesa conseguiu igualar a contenda, graças a um golo de Bambo, que havia de ser o único golo que Portugal marcaria na competição. Perto do fim, quando já todos pareciam resignados à igualdade, o mesmo O’Neill haveria de bisar e dar a vitória à equipa sul-americana, levando a que o jogo de Portugal, na última jornada, diante do Gana, fosse meramente para cumprir calendário.

Desmotivada e sem nenhum objectivo desportivo, a equipa das quinas rapidamente sucumbiu à equipa africana, sofrendo dois golos na primeira parte e deixando o jogo escoar até final na segunda sem qualquer intensidade competitiva. A derrota (0-2) fez com que os portugueses abandonassem a competição sem qualquer ponto e garantiu o apuramento aos ganeses para a fase seguinte.

Jardel pouco jogou na prova

Brasil campeão com Marcelinho Paulista e… Mário Jardel

O Brasil conquistou o campeonato do Mundo graças às grandes exibições de Adriano um avançado que, na altura, representava os suíços do Neuchatel Xamax, marcou quatro golos na prova e foi considerado o melhor jogador do Mundial sub-20. Nessa equipa, também brilhava Marcelinho Paulista  e estava presente Mário Jardel que, porém, apenas fez 12 minutos durante toda a competição.

Na fase de grupos, o Brasil venceu o agrupamento D, empatando com a Arábia Saudita (0-0) e vencendo México (2-1) e Noruega (2-0). Depois, nos quartos de final, os canarinhos superaram os Estados Unidos (3-0) e, nas meias finais, foi a vez da equipa anfitriã (Austrália) sucumbir por duas bolas a zero.

Por fim, na final, a equipa brasileira defrontou a poderosa selecção do Gana, que contava com autênticas promessas como Samuel Kuffour, Nii Lamptey, Charles Akonnor ou o nosso bem conhecido Emmanuel Duah. Nesse duelo, o Brasil até esteve a perder graças a um golo de Duah (15′), todavia, Yan (50′) e Gian (88′) deram a volta ao marcador e garantiram o título mundial à equipa verde-e-amarela. Foi o terceiro título do Brasil no Mundial sub-20.

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