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Mexès parece criticar Totti pelo seu mau início de época

Como tiffosi fervoroso da Roma, já devia estar habituado a um comportamento estranho e muitas vezes incompreensível por parte da equipa romana, uma reviravolta cliché que não deixa de ser saborosa e comemorada efusivamente, mas deixa-me a questionar ” Porque é que isto está sempre a acontecer?”.

A Roma, nos últimos anos, começa o campeonato mal, mas, depois, num súbito despertar, as vitórias surgem e por consequente, acaba a Serie A quase sempre nos lugares de topo, ameaçando até à ultima o poderio do Inter de Milão.

Este ano, não tem sido excepção, derrotas atrás de derrotas marcaram o início da Roma, deixando-a nos últimos lugares da tabela, mas, no tal “súbito despertar” as vitórias começaram só agora a surgir e nos últimos 6 jogos, só por uma vez, a giallorossa sentiu o sabor da derrota.

Nesta temporada, é com muita tristeza que afirmo sem qualquer complexo, que a culpa da atitude derrotista é somente dos jogadores romanos! Ora vejamos, Francesco Totti, já no fim da carreira,  comporta-se de maneira inadmissível dentro de campo, ganhar ou perder um lance para ele é irrelevante, pois, não se vê garra, nem ambição num jogador que é aclamado como sendo um dos maiores símbolos do clube. Para não falar, das birras quando é substituído, na demonstração do mau carácter  contra o adversário, prejudicando claramente a equipa e os seus colegas de profissão.

Hoje, contra a Lazio e sem Totti em campo, vi uma Roma unida, forte e sem birras, no final, o resultado esteve à vista, dois golos, um de Mirko Vucinic, outro de Marco Borriello deram mais uma vitória num derby italiano sempre especial.

Outro jogador, que eu aponto como culpado, é Adriano, claramente foi uma má aposta por parte dos dirigentes romanos, o brasileiro está longe de outros tempos, pois, a droga, o álcool e as mulheres continuam a ser os companheiros predilectos de um Imperador sem honra, nem glória. Por um lado, ainda bem que aconteceu a continuação do declínio de Adriano, visto que a bela surpresa da época tem sido Marco Borriello, um avançado de garra, humilde, que não dá nenhum lance como perdido e que tem relevado um faro apurado para o golo, sendo até agora o goleador máximo da equipa.

” Lazio VS Roma “

Claramente, a Lazio era considerada como a favorita para o derby da cidade eterna, mas, a Roma provou que nos derbies quem manda é a Loba e quem marca é Mirko Vucinic, pois, nos últimos anos, o avançado montenegrino tem conseguido bater as redes de Muslera.

A Roma dominou na primeira parte, e teve algumas boas oportunidades para inaugurar o marcador, numa defesa da Lazio que revelou uma estranha amabilidade em deixar que os avançados romanos pudessem trocar a bola e rematar com perigo.

A Lazio, líder da Serie A, acusou a pressão e no início da segunda parte, viu-se em desvantagem num penalty bem assinalado cobrado por Marco Borriello, a castigar uma mão do defesa da lazio. Após, o golo da Roma, a Lázio reagiu e poderia ter chegado ao empate por diversas ocasiões e digamos que teria sido justo, visto que a equipa romana acabou por defender o resultado e abdicou de atacar, numa atitude que é normal observar em Itália.

No final do encontro, Júlio Baptista foi derrubado na área de Muslera, ao qual prontamente, o árbitro assinalou o segundo penalty do jogo, que Mirko Vucinic converteu e dedicou ao seu filho Alex.

A Roma, sobretudo pelo que fez na primeira parte mereceu ganhar e sem dúvida, que será a alavanca que os jogadores e Ranieri precisavam para continuarem na senda das vitórias.

De referir, que Lichtsteiner, lateral direito da Lázio revelou ser um jogador interessante, com bons pormenores e conseguiu sempre superiorizar-se ao norueguês Riise.

Do lado romano, Greco, poderá ser o candidato a substituto de Totti, visto que o jovem de 24 anos, assumiu-se como o criativo e revelou uma maturidade que me deixou bastante impressionado. Continuarei, atentamente a seguir a evolução deste pequeno romano.

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Campeão do Mundo em 1930 e 1950, o Uruguai deixou, à muito, de ser uma potência do futebol mundial. A partir de 1970, a equipa azul celeste apenas participou em quatro mundiais, ficando pela primeira fase em três deles (1974, 86 e 02) e chegando aos oitavos de final na outra ocasião (1990). Esta qualificação para o campeonato do Mundo é um bom exemplo da quebra do futebol azul celeste pois, os uruguaios ficaram em quinto lugar na Zona sul-americana e precisaram de um playoff, sofrido, diante da Costa-Rica (1-0 e 1-1), para garantirem o apuramento para a África do Sul. Ainda assim, a selecção de Óscar Tabarez tem bons valores como Fórlan, Lugano ou Luís Suárez e deverá ter uma palavra a dizer no grupo A. Veremos se os uruguaios aproveitam a oportunidade para voltarem aos tempos de glória ou, ao invés, para prolongarem a depressão dos seus fiéis adeptos.

A Qualificação

Como todas as selecções sul-americanas, o Uruguai teve de disputar a Zona sul-americana de apuramento para o Mundial. Sabendo de antemão que apenas os quatro primeiros se apuravam para a África do Sul e que o quinto teria de disputar um playoff com o quarto classificado da CONCACAF, os uruguaios prepararam-se para um percurso longo e duro.

Ao longo de 18 jornadas, o Uruguai conseguiu alguns resultados interessantes como a vitória na Colômbia (1-0) ou na recepção ao Paraguai (2-0), mas também teve resultados depressivos como ter sido incapaz de vencer a Venezuela (dois empates 1-1 e 2-2) e ter perdido no campo do último Peru (0-1).

Ainda assim, a selecção celeste conseguiu terminar na quinta posição e, assim, apurar-se para o playoff diante do quarto classificado da CONCACAF, a Costa Rica.

Nesse playoff, depois de terem vencido 1-0 na Costa-Rica, acabaram por sofrer bastante em Montvideu, pois, após se terem colocado em vantagem com um golo de “Loco” Abreu, acabaram por sofrer a igualdade e terminaram o jogo em grande sofrimento para segurar a igualdade a uma bola. Ainda assim, a selecção azul celeste conseguiu, de forma sofrida, o apuramento para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

Playoff

Costa Rica 0-1 Uruguai / Uruguai 1-1 Costa Rica

O que vale a selecção uruguaia?

A equipa azul-celeste tem uma das melhores duplas de ataque do campeonato do mundo: Fórlan (Atl. Madrid) e Luís Suárez (Ajax) e o resto da equipa é competente, com destaque para os alas Maxi Pereira (Benfica) e Álvaro Pereira (FC Porto).

No entanto, o principal problema do Uruguai encontra-se no miolo do terreno, pois, se em termos de meio campo defensivo, Diego Pérez (Mónaco)  e Gargano (Nápoles) cumprem, o médio ofensivo Eguren (AIK) não passa de um trinco adaptado e não consegue criar os desiquilibrios necessários na construção ofensiva.

Assim sendo, a equipa deverá optar, no Mundial, por um esquema em 3-5-2, priveligiando a segurança defensiva e o jogo pelas alas. Para além disso, deverá apostar na mobilidade de Luis Suarez, que terá, muitas vezes, de recuar no terreno e disfarçar a ausência de um verdadeiro número 10.

Num grupo forte com duas selecções fortes (França e México) e a selecção anfitriã (África do Sul), os uruguaios não terão a vida facilitada.

O Onze Base

A equipa uruguai deverá jogar com Muslera (Lázio) na baliza e um trio de centrais composto por Cáceres (Juventus), Lugano (Fenerbahçe) e Godín (Villarreal); Depois, no meio campo, deverão jogar dois trincos: Gargano (Nápoles) e Diego Pérez (Mónaco), dois alas: Álvaro Pereira (FC Porto) e Maxi Pereira (Benfica) e um box to box: Eguren (AIK); Por fim, no ataque será entregue à dupla temível: Diego Fórlan (Atl. Madrid) e Luís Suárez (Ajax).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é a grande candidata ao primeiro lugar e a selecção sul-africana a grande candidata ao último posto, os uruguaios deverão disputar com o México o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final. Apesar de se prever um duelo equilibrado, a selecção azteca é ligeiramente favorita.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho: Uruguai vs França
  • 16 de Junho: Uruguai vs África do Sul
  • 22 de Junho: Uruguai vs México

 

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Campeão do mundo por duas ocasiões (30 e 50), o Uruguai não tem conhecido, nos últimos tempos, o sucesso de outrora. Desde 1990, a equipa sul-americana apenas esteve presente no Mundial 2002 e, aí, não passou da primeira fase. Ainda assim, com dificuldade (venceu a Costa-Rica no playoff), a selecção uruguaia apurou-se para o Mundial 2010 e tem bons jogadores como Fórlan, Cristian Rodríguez e Suarez, podendo fazer um bom campeonato do mundo. Assim sendo, irei expor aquele que, para mim, será o melhor onze a ser utilizado pelos uruguaios na África do Sul.

Na baliza não teria qualquer tipo de dúvidas e iria entregá-la ao guarda-redes da Lazio, Muslera. Apesar de ter apenas 23 anos, é um atleta muito experiente, com excelentes reflexos e imperial no jogo aéreo.

Depois, nas laterais defensivas, iria jogar com dois jogadores do FC Porto, Álvaro Pereira (à esquerda) e Fucile (à direita). Tratam-se de dois jogadores que defendem bem, mas que também são bastante perigosos no processo ofensivo, pois sobem bem no terreno, ganham bem a linha e cruzam com qualidade. Por outro lado, no centro, jogariam Diego Lugano (Fenerbahçe) e Godín (Villarreal). Dois centrais habituados ao futebol europeu, muito fortes tanto pelo ar como junto à relva e, principalmente no caso de Lugano, muito perigosos em lances de bola parada.

No meio campo, o Uruguai tem um problema grave que é a ausência de um 10 de excelência e, como tal, optaria por utilizar Diego Pérez (Mónaco) e Eguren (AIK). Na sua génese, são dois trincos, todavia, Eguren, na Suécia, joga como nº 10 ou mesmo segundo avançado e, assim, poderia funcionar como um “Box to Box”, disfarçando a ausência de um verdadeiro médio ofensivo e baralhando, posicionalmente, o adversário. Por outro lado, nas alas, optaria pelo portista Rodríguez e pelo benfiquista Maxi Pereira. O “Cebola”, à esquerda, funcionaria como um extremo ofensivo, procurando tanto a linha, como a diagonal para dentro e, à direita, Maxi seria um médio interior mais conservador, que teria de compensar tanto as subidas de Eguren, no miolo, como de Fucile pelo flanco direito.

Por fim, no ataque, jogaria uma dupla que dispensa apresentações: Luis Suarez (Ajax) e Diego Fórlan (Atl. Madrid). Dois goleadores que se completam, pois Fórlan é um ponta de lança mais puro e posicional que, quando tem oportunidade de finalizar, raramente perdoa e Suarez é um avançado centro mais móvel, que sabe ir buscar jogo atrás e que até pode funcionar como falso nº 10, o que, no caso da selecção uruguaia, é muito importante, devido à ausência de um jogador nessa posição.

Uma equipa conservadora, mas  que dificilmente seria eliminada na 1ª fase (defronta França, México e África do Sul) com este onze base.

 

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