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Neto nos tempos do Varzim

Uma das atracções da actual edição da Liga Zon Sagres é um jovem defesa-central português ex-Varzim e que tem brilhado com a camisola do Nacional: Neto.

Nascido a 26 de Maio de 1988 na Póvoa de Varzim, Portugal, Luís Carlos Novo Neto é um produto das escolas do Varzim, clube que representou entre 1998/99 (escolas) e a temporada transacta e onde efectuou um total de 53 jogos (3 golos) na Liga de Honra.

Após ser titular na equipa poveira que acabaria por descer de divisão em 2010/11, Neto transferiu-se para o Nacional, clube onde se estreou, esta época, no primeiro escalão do futebol português.

Nos madeirenses, o internacional sub-21 não tem sentido o choque do principal escalão, garantindo rapidamente a titularidade ao lado de Danielson e somando 32 jogos (1 golo) em todas as competições oficiais.

Defesa-central rápido e agressivo

Neto é um defesa-central com excelente presença na área, sendo inteligente na ocupação de espaços e efectivo tanto no capítulo da antecipação como do desarme.

Rápido e agressivo (no bom sentido), é um defesa muito forte nos duelos um contra um, sendo extremamente difícil de ultrapassá-lo em drible ou em velocidade.

Depois, com 1,86 metros, trata-se de um jogador que domina muito bem o jogo aéreo, limpando facilmente os lances de cabeça e sendo muito importante no controlo desse capítulo defensivo do jogo.

Por todas estas características, surge com naturalidade o interesse de clubes como o FC Porto no seu concurso, sendo previsível que dê um salto na carreira já no próximo defeso.

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Actual líder do campeonato russo, o Zenit São Petersburgo chega a este duelo dos oitavos de final da Liga dos Campeões diante do Benfica após ter ficado em segundo lugar no seu grupo, curiosamente, à frente de outra equipa portuguesa, o FC Porto. Clube milionário graças ao patrocínio da Gazprom (maior empresa de gás do Mundo), o Zenit tem conhecido um passado recente cheio de títulos, tendo conquistado inclusivamente a Taça UEFA em 2007/08 e procurando agora, pela primeira vez na sua história, o acesso aos quartos de final da prova mais importante do continente europeu.

O Zenit actua no Estádio Petrovsky

Quem é o Zenit?

O Zenit São Petersburgo foi fundado em 1925, mas nunca foi um gigante no futebol soviético, tendo apenas ganho uma Taça da União Soviética (1944) e um campeonato soviético (1984), numa fase em que o futebol da URSS era dominado pelos clubes moscovitas e pelo Dínamo Kiev.

No entanto, já depois da dissolução da União Soviética, o clube de São Petersburgo chegou mesmo a cair na nova segunda divisão da Federação Russa, tendo regressado em 1996 e recebido um grande incremento de qualidade quando beneficiou do patrocínio da Gazprom.

Esse enriquecimento haveria de garantir frutos em 2007 com o primeiro título russo, tendo ainda o Zenit conquistado a Taça UEFA em 2007/08, a Supertaça Europeia em 2008 e novo campeonato russo em 2010, assumindo-se, neste momento, como um dos grandes clubes da Rússia, tendo grandes jogadores como Bruno Alves, Danny, Kerzhakov e Criscito.

Luciano Spalletti é o treinador do Zenit

Como joga?

Treinado pelo italiano Luciano Spalletti, o Zenit é um conjunto que sabe praticar bom futebol, mas também é conservador quando necessário, podendo actuar com o bloco demasiado baixo em inúmeras partidas como foi exemplo o duelo diante do FC Porto na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Defensivamente é uma equipa bastante segura, destacando-se Bruno Alves como chave da boa qualidade do sector, tendo depois no ataque elementos rápidos e perigosíssimos como Lazovic ou Faizulin, ainda que esteja orfã por lesão daquele que é a grande estrela da companhia, o internacional português Danny.

No duelo diante do Benfica e apesar das ausências de Danny e Criscito, o clube russo deverá manter o 4x3x3, actuando com um onze que não deve andar longe do seguinte: Zhevnov; Anyukov, Bruno Alves, Hubocan e Lombaerts; Zyrianov, Shirokova e Denisov; Faizulin, Kerzhakov e Lazovic.

Kerzhakov é um avançado de qualidade

Quem é que o Benfica deve ter debaixo de olho? Kerzhakov

Na ausência de Danny, a grande estrela do Zenit é o ponta de lança internacional russo Kerzhakov, jogador que tem grande experiência internacional ao serviço de clubes como o de São Petersburgo, mas também o Sevilha e o Dínamo Moscovo. Produto das escolas do Zenit, o avançado-centro marcou 95 golos em 205 jogos entre 2001 e 2006 com a camisola do clube patrocinado pela Gazprom, tendo garantido depois uma transferência para Espanha e para o Sevilha.

No futebol espanhol, nunca brilhou ao nível que havia feito no Zenit e, assim, regressou à Rússia em 2008, transferindo-se para o Dínamo Moscovo onde, em duas épocas, efectuou excelente registo (59 jogos, 23 golos). De regresso ao Zenit desde 2010, o internacional russo já marcou 33 golos em 59 jogos, tendo sido peça importante na conquista do título russo no ano em que regressou a São Petersburgo.

Pelas suas características: mobilidade, capacidade técnica e enorme frieza na hora de atirar à baliza, trata-se de um jogador que os benfiquistas não deverão deixar respirar neste duelo dos oitavos de final, obrigando a dupla Garay-Luisão a atenções redobradas na marcação ao internacional russo.

Como chegou aos 8/final?

Fase de Grupos:

  • Zenit vs Apoel Nicósia (CHI) 0-0 e 1-2
  • Zenit vs FC Porto (POR) 3-1 e 0-0
  • Zenit vs Shakhtar Donetsk (UCR) 1-0 e 2-2
Classificação:
  1. Apoel Nicósia (CHI) 9 pontos
  2. Zenit 9 pontos
  3. FC Porto (POR) 8 pontos
  4. Shakhtar Donetsk (UCR) 5 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): Zenit vs V. Guimarães 2-1

Liga Europa (2009/10): Zenit vs Nacional 1-1 e 3-4

Liga dos Campeões (2011/12): Zenit vs FC Porto 3-1 e 0-0

As possibilidades do Sport Lisboa e Benfica

Por várias razões, entendo que o Benfica é superior ao clube russo, tanto a nível de plantel como das condicionantes que envolvem esta partida: o campeonato russo está parado e a grande estrela do Zenit (Danny) está impedido de actuar por lesão.

Ainda assim, os encarnados terão de ser uma equipa muito inteligente na forma como abordarão a eliminatória, pois o clube russo é uma equipa muito fria e eficaz e, se conseguir um bom resultado em São Petersburgo, não terá qualquer problema de “estacionar o autocarro” no Estádio da Luz para defender a vantagem.

Assim sendo, o Benfica terá de ser uma equipa muito concentrada e matreira o quanto baste, para que possa superar com naturalidade este adversário russo.

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A melhor época de Igor Pita foi em Aveiro

No Belenenses da Liga Orangina actua um defesa-esquerdo com capacidade para evoluir no Mundo do futebol caso lhe dêem oportunidades: Igor Pita.

Nascido a 31 de Maio de 1989 na Camacha, Madeira, Carlos Igor Silveira Pita é um produto das camadas jovens do Nacional da Madeira, tendo se estreado profissionalmente em 2007/08, quando efectuou dois jogos oficiais pelo Nacional.

Na temporada seguinte, o lateral-esquerdo foi utilizado em dez partidas, mas acabou por abandonar a equipa madeirense no final da época, transferindo-se para o Beira-Mar. Na equipa aveirense, fez uma espectacular época de 2009/10, efectuando 33 jogos e sendo quase sempre titular na equipa que haveria de garantir a subida ao principal escalão do futebol português nessa temporada.

Não teve sucesso nem em Chipre nem no Marítimo

2010/11 foi uma temporada que começou em Chipre para Igor Pita, pois o lateral-esquerdo transferiu-se para o Doxa Katokopia. No clube cipriota, o defesa madeirense não se impôs e, a meio da época, voltou a mudar de ares, transferindo-se para o Marítimo.

No regresso à Madeira também não foi feliz, sendo apenas utilizado na equipa B do Marítimo, sendo natural que no final da época tenha abandonado a equipa insular e se transferido por empréstimo para o continente e para o Belenenses.

Na equipa lisboeta, o lateral-esquerdo não tem sido titular indiscutível (tem dez jogos realizados), mas sempre que foi utilizado demonstrou grande competência, destacando-se a exibição sóbria e segura que fez em Alvalade em jogo da Taça de Portugal.

Lateral-esquerdo sério e competente

Igor Pita é um lateral-esquerdo de 1,84 metros que se destaca pelo bom pulmão, velocidade e segurança e competência no processo defensivo da equipa que defende.

Ofensivamente, é um jogador que sabe subir no flanco sendo incisivo e inteligente na forma como o faz, pois nunca coloca em causa a segurança defensiva quando sobe no terreno.

Neste momento, com 22 anos, trata-se de um jovem jogaodr português com condições para evoluir no futebol português, até porque actua numa posição onde, normalmente, existe muita escassez de valores nacionais.

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Vladan é uma promessa do Montenegro

Uma das grandes exibições individuais do último Sporting-Nacional, tratou-se da actuação de um jovem guarda-redes montenegrino que demonstrou uma enorme qualidade e margem de progressão: Vladan.

Nascido a 7 de Dezembro de 1989 em Niksic, Montenegro, Vladan Giljen iniciou a sua carreira no Sutjeska, clube montenegrino no qual se tornou titular em 2006/07, ou seja, quando tinha apenas 17 anos.

Durante três temporadas, o actual guarda-redes do Nacional foi titular do Sutjeska, tendo somado 92 jogos pelo clube montenegrino e conseguindo, inclusivamente, participar na Liga Europa em 2009/10, ainda que tenha sido logo eliminado na primeira ronda de qualificação pelos bielorussos do Partizan Minsk.

Desde a época passada, Vladan encontra-se no Nacional e se em 2010/11  não fez um único minuto, nesta temporada já leva seis jogos realizados (cinco para a taça e um para o campeonato), sendo figura importantíssima nos vários apuramentos que os madeirenses já levam nesta competição, nomeadamente pela frieza nos postes tanto durante o tempo regulamentar e prolongamento, como nos três desempates por grandes penalidades que o Nacional já teve de superar.

Guarda-redes frio e elástico

Aos 22 anos, Vladan é um guarda-redes que revela uma maturidade impressionante, situação a que não deve ser alheia ao facto de ter garantido a titularidade de uma equipa profissional aos 17 anos.

Muito frio, rápido e seguro entre os postes, o guarda-redes montenegrino destaca-se também pela elasticidade, que lhe permite ir buscar bolas que parecem aparentemente impossíveis.

Comandante do sector recuado, trata-se de um elemento que ainda dá os primeiros passos na sua ascensão como guarda-redes, todavia, será com certeza um jogador que os olheiros do Mundo do futebol deverão ter de olho.

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Candeias ajudou madeirenses a gelar Alvalade

A excelente exibição que o Nacional efectuou em Alvalade fez perceber que a equipa madeirense podia e devia ter muito mais pontos que os quinze que soma neste momento no campeonato nacional. Com boa matéria prima em todos os sectores, principalmente no meio-campo e no ataque, o Nacional tem um plantel com capacidade para ficar tranquilamente na primeira metade da tabela e, caso surpreenda o Sporting nesta semi-final da Taça de Portugal, torna-se, automaticamente, na equipa com mais condições de conquistar a prova rainha do futebol indígena.

Luís Neto tem sido uma revelação

Uma defesa de qualidade à qual só faltará um defesa-esquerdo que dê mais garantias

A equipa madeirense conta com um excelente guarda-redes montenegrino (Vladan) que se destaca pela excelente ocupação dos postes, boa capacidade de saída aos cruzamentos, frieza e grande elasticidade que lhe permite fazer defesas quase impossíveis.

Na sua frente, optava por um quarteto defensivo com a dupla de centrais: Luís Neto e Danielson, um duo que combina muito bem, sendo o brasileiro um jogador mais fixo e poderoso fisicamente, que domina o seu sector tanto pelo ar como pelo chão, enquanto o ex-poveiro é um elemento mais rápido e que é preferencial para as dobras.

Por outro lado, nas alas, Claudemir é um lateral que fecha muito bem o seu flanco e sabe subir com critério pelo flanco, enquanto Stojanovic é um jogador com boa capacidade defensiva, mas que tem de corrigir a sua agressividade, pois vê demasiados cartões e acaba por correr muitas vezes o risco de expulsão. De facto, para a lateral-esquerda talvez fosse melhor o Nacional recrutar um elemento que lhe desse mais garantias (Terá Marçal, ex-Torreense, essa capacidade?), todavia, neste momento, não existe melhor alternativa que o croata.

Skolnik seria importante nesta táctica

Triângulo de meio-campo com capacidade de recuperação e construção ofensiva

No miolo, optaria por um duplo-pivot defensivo composto pelo recém-contratado Moreno, um elemento com excelente capacidade posicional e de recuperação de bolas e que tem a capacidade de colar aos centrais sempre que a equipa disso necessite, e pelo ex-bracarense Andrés Madrid, um jogador que sabe funcionar bem como “seis”, mas também tem a capacidade de subir no terreno, sendo bastante efectivo nas transições defesa/ataque.

Na frente da dupla, optaria pelo croata Skolnik, um jogador muito talentoso e tecnicista, que demonstra boa visão de jogo e capacidade de ser a ponte entre o meio-campo ofensivo e o ataque nacionalista.

O talento de Mateus seria imprescindível

Ataque rápido, móvel e letal

Na frente de ataque, optaria pela utilização de três elementos: Mateus, Mário Rondon e Candeias. Estes três jogadores, apesar de partirem das posições que estão definidas no gráfico táctico supra-citado, teriam bastante liberdade na frente de ataque, nomeadamente o angolano e o venezuelano que jogariam em constantes trocas de posição, tal como Rondon fez com Diego Barcellos no último Sporting-Nacional.

Na minha opinião, a velocidade e boa capacidade de construção de Mateus e Candeias semearia o pânico nas defesas contrárias, cabendo depois a Mário Rondon ser o finalizador de excelência que, valha a verdade, o venezuelano tem mostrado que pode ser.

Porquê este 4x2x1x3?

A grande qualidade do trio de ataque madeirense, claramente o ponto mais forte da equipa nacionalista, obriga o Nacional a nunca abdicar de um sistema com três avançados, seja contra uma equipa grande ou com uma equipa do seu campeonato.

A variação que pode surgir e consoante o grau de dificuldade do jogo, passa pela liberdade dada aos laterais e, também, ao duplo-pivot do meio-campo, sendo que obviamente num jogo diante de um “grande” terá de haver muito maiores cuidados defensivos desses elementos.

Nesta estratégia, o muito inteligente Skolnik também teria papel fundamental, pois terá de ser o elemento construtivo do meio-campo, mas, em muitos jogos, terá de ter também a capacidade para quase colar aos médios defensivos na ausência de posse de bola.

Usando este tipo de estratégia associada a uma defesa segura como a que o Nacional tem (tirando a nuance já referida do lateral-esquerdo), faria com que a equipa madeirense estivesse a lutar por um lugar europeu no campeonato sem qualquer problema.

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Renato Neto brilhou na Bélgica

O primeiro reforço de inverno do Sporting Clube de Portugal foi um produto da casa que, há ano e meio, rodava com enorme sucesso nos belgas do Cercle Brugge. Falo, obviamente, de Renato Neto.

Nascido a 27 de Setembro de 1991 em Camacan, Brasil, Renato Neto é um produto da Academia Catarinense de Futebol, tendo chegado ao futebol português e ao Sporting em 2007.

Entre 2007/08 e 2009/10, o médio evoluiu nas camadas jovens verde-e-brancas, tendo se assumido como figura importante da equipa no meio-campo ofensivo e sendo inclusivamente chamado algumas vezes à equipa principal, participando na última jornada de 2008/09 (vitória por 3-1 diante do Nacional) e na última jornada de 2009/10 (vitória por 2-1 diante do Leixões).

Em 2010/11, o brasileiro foi emprestado ao Cercle Brugge e a aventura belga foi uma etapa de grande sucesso na carreira de Renato Neto. De facto, em época e meia, o jovem canarinho efectuou 54 jogos e marcou 5 golos pelo clube belga e assumiu-se como uma das principais estrelas do segundo clube mais representativo de Brugge, granjeado imensos elogios e conseguindo, neste inverno, o regresso aos leões de Alvalade.

Faz três posições no miolo

Renato Neto é um médio polivalente, podendo actuar na posição “seis”, “oito” e “dez”, ainda que seja a “oito” que se sente mais peixe na água, pois é fortíssimo nas transições.

Jogador com elevada qualidade técnica, bastante alto (1,87 metros) e forte fisicamente, trata-se de um elemento possante e com grande pulmão, muito importante para fortalecer a zona central do meio-campo.

A tudo isso, soma um bom remate e apenas peca por não ser um elemento muito rápido, apesar de compensar essa situação com um excelente posicionamento, qualidade que refinou durante o ano e meio que esteve na Bélgica.

Com 20 anos, trata-se de um elemento com elevado potencial e que, certamente, irá crescer ainda mais nesta nova etapa da sua vida desportiva.

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Alex é um talento do Santa Clara

Um dos jogadores que fez boa campanha no Mundial de sub-20 na Colômbia foi um extremo-esquerdo do Santa Clara formado no FC Porto: Alex.

Nascido a 27 de Agosto de 1991 no Funchal, Madeira, Alexandre Henrique Gonçalves Freitas iniciou a sua carreira no Nacional em 2003, tendo passado para a equipa portista em 2005.

Nos azuis-e-brancos chegou, inclusivamente, a actuar durante 20 minutos num jogo da Taça de Portugal diante do Sertanense na temporada 2009/10, mas não conseguiu segurar um lugar no plantel portista, tendo abandonado definitivamente o clube no Verão de 2010.

Apesar do revés na carreira, Alex não baixou os braços e transferiu-se para os açorianos do Santa Clara, onde, na temporada transacta, foi um dos jogadores mais importantes da equipa, participando em 29 encontros oficiais e marcando um golo.

Extremo rápido e talentoso

Alex é um esquerdino de grande qualidade, fazendo da velocidade e da sua boa técnica individual os seus maiores predicados dentro do terreno de jogo.

Muito incisivo e objectivo com a bola nos pés, é um daqueles extremos desequilibradores que as equipas gostam de ter nos seus planteis, pois garante largura e verticalidade ao jogo ofensivo.

Preferencialmente um extremo-esquerdo, Alex também pode actuar no flanco oposto, ou, inclusivamente, numa zona central do campo, seja a “dez” ou a segundo avançado. Ainda assim, é claramente no lado esquerdo do ataque que o madeirense rende mais.

Aos 20 anos, pós um bom Mundial de sub-20 e preparando-se para a segunda temporada no Santa Clara, Alex tentará que esta seja a época da sua afirmação e, quiçá, do salto para uma equipa com outras ambições.

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Carlos Bueno não vingou em Alvalade

Foi uma passagem fugaz, de apenas uma época desportiva, e acabou por estar longe de cumprir com as elevadas expectativas que rodearam o avançado uruguaio à chegada a Portugal. Avançado de renome e que tinha se assumido como grande goleador no Peñarol, Carlos Bueno apostava forte neste empréstimo ao Sporting após o fracasso na primeira incursão no futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. No entanto, a temporada ao serviço do clube de Alvalade foi marcada por muitos golos desperdiçados e apenas uma noite de glória, diante do Nacional, quando marcou quatro golos e ficou conhecido, momentaneamente, por “Kinder Bueno!”

Produto das escolas do Peñarol

Carlos Heber Bueno Suárez nasceu a 10 de Maio de 1980 em Artigas, Uruguai, e iniciou a sua carreira desportiva no Peñarol, clube que representou até 2005.

No gigante de Montevideu, Carlos Bueno actuou na equipa principal durante seis anos, tendo apontado 73 golos em 135 jogos e assumindo-se como uma das grandes figuras do Peñarol. Essas boas exibições, valeram a transferência para o futebol europeu e para o PSG, clube que o anunciou como reforço para a época 2005/06.

Fracasso na Europa em PSG e Sporting

A experiência do internacional uruguaio em Paris foi um fracasso absoluto, pois Carlos Bueno apenas fez 12 jogos e não conseguiu marcar qualquer golo pelo clube gaulês. Assim sendo, entendeu-se por bem emprestar o avançado uruguaio e, assim, Carlos Bueno foi emprestado ao Sporting, que precisava de um goleador e não tinha dinheiro para se aventurar de forma mais efectiva no mercado de transferências.

Em Alvalade, todavia, o (in)sucesso foi o mesmo, com o jogador a destacar-se mais pelos golos que falhou que pelos que marcou, ainda que ao contrário da passagem pelos franceses, Bueno ainda tenha feito golos no Sporting.

No entanto, o “poker” ao Nacional, os dois golos ao Pinhalnovense para a Taça de Portugal e um golo diante do Spartak Moscovo, em jogo da “Champions”, foi manifestamente pouco para as expectativas que se criaram à volta do internacional uruguaio que, assim, abandonou a equipa portuguesa sem grande glória no final da temporada 2006/07.

Só o Peñarol fez renascer Carlos Bueno

Depois de uma má experiência no Boca Juniors, o internacional uruguaio regressou ao Peñarol, onde voltou a reencontrar o caminho do golo e do sucesso.

Entre Janeiro de 2008 e o Verão de 2009, Carlos Bueno marcou 17 golos em 35 jogos pelo gigante uruguaio, transferindo-se em 2009/10 para a Real Sociedad, então no segundo escalão do futebol espanhol.

No clube basco, Bueno foi importantíssimo na campanha que levou a Real Sociedad de volta ao primeiro escalão, marcando 12 golos em 33 jogos e tornando-se um dos preferidos dos adeptos donostiarras.

Depois do País Basco, o atacante actualmente com 31 anos ainda esteve seis meses no Universidad do Chile e, desde Dezembro de 2010, representa os mexicanos do Querétaro, onde já soma 12 golos em 22 jogos, mantendo a elevada veia atacante que o tem caracterizado nos últimos tempos.

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Depois de afastar um clube islandês (FH), o Nacional terá de voltar ao norte da Europa e superar os suecos do Hacken para manter vivo o sonho de chegar à fase de grupos da Liga Europa. Apesar de apenas se ter qualificado via prémio fair-play (foi oitavo no campeonato sueco transacto), o Hacken já superou os luxemburgueses do Kaerjeng e os finlandeses do Honka nesta prova, preparando-se agora para tentar surpreender a turma portuguesa, provavelmente fazendo valer o facto do campeonato sueco já ir a meio e, como tal, o seu ritmo competitivo ser naturalmente superior ao dos madeirenses.

O Hacken actua no Rambergsvallen

Quem é o Hacken?

O Hacken é um clube de Gotemburgo que foi fundado em 1940, mas apenas chegou ao Allsvenskan (principal campeonato sueco) na temporada de 1983, ainda que nessa época tenha descido imediatamente, pois foi último.

Depois de passar o resto da década de 80 na segunda divisão, o Hacken iniciou a década de 90 em grande, não pelo regresso à primeira divisão, mas pelo momento mais alto da sua história, que passou pela presença na final da Taça da Suécia de 1989/90, ainda que tenha perdido esse duelo (0-3) com o Djurgardens.

Em 1993, a equipa de Gotemburgo voltou ao primeiro escalão, mas desceria após duas épocas no Allsvenskan, tendo se assumido como uma equipa “yo-yo” até aos dias de hoje, nunca se mantendo muito tempo na principal divisão sueca.

Ainda assim, o Hacken parece estar a estabilizar-se nos últimos anos e desde 2009 que se encontra no Allsvenskan, tendo conquistado o oitavo lugar em 2010 e encontrando-se neste momento em sexto após dezoito jornadas disputadas no actual campeonato.

Os adeptos do Hacken tentarão ser o 12º jogador

Como joga?

O Hacken é uma equipa escandinava e isso pode fazer com que se pense que se trata de um conjunto rudimentar em termos técnicos, algo que é algo distante da verdade, pois a equipa conta com diversos elementos de outras paragens que lhe dão um toque refinado no trato com a bola.

De facto, jogadores como o médio nigeriano John Chibuike ou o avançado congolês René Makondele dão alguma imprevisibilidade a uma equipa de processos simples, mas bastante arrumada em termos tácticos.

Para além disso, e aqui obedecendo à regra dos clubes escandinavos, trata-se de uma equipa muito forte no jogo aéreo, destacando-se nesse aspecto o ponta de lança sueco Mathias Ranégie que mede uns impressionantes 196 centímetros.

Esta noite, o onze provável dos suecos para o jogo diante do Nacional deverá ser esquematizado em 4x3x3 e qualquer coisa como: Kallqvist; Ostberg, Söderberg, Frolund e Elvby; Chibuike, Nystrom e Arkivuo; Chatto, Makondele e Ranegie.

Ranégie é um ponta de lança muito forte pelo ar

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Mathias Ranégie

Uma das principais fontes de perigo da equipa sueca é um ponta de lança gigante (1,96 metros) e com apetência para o golo: Mathias Ranégie.

Nascido a 14 de Junho de 1984 em Gotemburgo, Mathias Ranégie destacou-se apenas em 2006, quando marcou 25 golos em 22 jogos pelo modesto Lärje/Angered e garantiu uma transferência para o IFK Gotemburgo.

Todavia, não foi feliz no gigante de Gotemburgo e, entre 2007 e 2008, apenas marcou um golo, acabando por mudar de clube sem trocar de cidade em 2009, quando se transferiu para o Hacken.

Essa mudança acabou por fazer bem ao avançado sueco que marcou seis golos na primeira temporada ao serviço do Hacken, doze na época de 2010 e já leva treze na actual temporada, assumindo-se como uma das razões pelas quais o clube de Gotemburgo vai perdendo o estatuto de clube “yo-yo”.

Com 1,96 metros, o internacional sueco trata-se do puro ponta de lança posicional que não prima pela técnica apurada ou pela grande mobilidade, mas que é muito perigoso na zona de tiro. Denotando um sentido de baliza apurado e naturalmente forte no jogo aéreo, trata-se de um jogador com o qual o Nacional terá de se preocupar bastante.

As possibilidades do Nacional

O Nacional é superior ao Hacken tanto em termos colectivos como individuais, ainda que as diferenças entre os dois conjuntos não sejam abismais.

No entanto, o clube sueco tem a vantagem de estar no auge da sua temporada competitiva, situação que aproxima ainda mais os dois conjuntos e dificulta a vida à equipa portuguesa, que ainda só fez dois jogos oficiais em 2011/12.

Ainda assim, tendo em conta que se defrontam o quinto classificado do anterior campeonato português e o oitavo do campeonato sueco transacto, acredito que o Nacional irá superar este obstáculo e seguir para o playoff da Liga Europa.

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O Nacional é o primeiro clube português a entrar nas competições oficiais de 2011/12, defrontando o modesto FH islandês na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Campeão da Islândia por cinco ocasiões e vencedor da taça nacional por duas, o clube de Hafnarfjordur já esteve presente dez vezes nas competições europeias, sendo que os momentos mais altos foram sempre vividos diante equipas britânicas: a eliminação dos escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1) na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2004/05 e o empate obtido em Villa Park (1-1), diante do Aston Villa, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA 2008/09.

Quem é o FH?

O FH foi fundado em 1929, mas apenas se assumiu como um clube de topo no contexto do futebol islandês na década de 2000, que foi quando começou a conquistar títulos.

De facto, entre 2002 e 2010, o clube de Hafnardjordur conquistou cinco campeonatos, duas taças da Islândia, cinco taças da liga e cinco supertaças, assumindo-se como o clube islandês mais titulado deste período temporal.

Em termos europeus, o FH esteve presente em cinco edições da Liga dos Campeões e cinco edições da Taça UEFA, sendo que a melhor participação na “Champions” foi a presença na segunda pré-eliminatória em quatro ocasiões e, no caso da Taça UEFA, a participação na primeira eliminatória em 2004/05, alcançada após eliminarem os galeses do Haverfordwest (1-0 e 3-1) e os escoceses do Dunfermline (2-2 e 2-1). Infelizmente para o clube islandês, naquela que seria a última etapa antes da fase de grupos, o FH não resistiu aos alemães do Alemannia Aachen (1-5 e 0-0).

Como joga?

Costuma se dizer que o futebol islandês não passa de uma versão arcaica do futebol britânico e, valha a verdade, apesar da ideia ser algo simplista, existe algum ponto de verdade.

Normalmente, as equipas actuam em 4x4x2, num futebol que usa e abusa da força física e do jogo aéreo, numa clara exploração das poucas qualidades dos jogadores islandeses, bastante limitados em termos técnicos.

No caso do FH, o 4x4x2 também costuma ser a táctica utilizada, sendo que na última partida oficial (foram derrotados (1-3) na deslocação ao campo do IBV), o clube de Hafnardjordur actuou com: Gunnleifsson; Fredsgaard-Nielsen, Bjarnason, Vidarsson e Asgeirsson (Savarsson, 80m); Rúnarsson (Gudnason, 58m), Gunnlaugsson, Björnsson e Snorrason; Vilhálmsson e Hallfredsson (Sverrisson, 70m). O único tento do FH foi apontado por Vilhálmsson.

Gunnlaugsson é um internacional islandês

Quem é que o Nacional deve ter debaixo de olho? – Gunnlaugsson

O principal jogador deste clube islandês e cérebro do meio-campo, é o veterano internacional islandês de 38 anos: Bjarki Bergmann Gunnlaugsson.

Na sua longa carreira, Gunnlaugsson passou por clubes como o Feyenoord, Nuremberga, Molde ou Preston North End, sendo claramente um dos jogadores islandeses que passou por mais campeonatos e reuniu maior experiência internacional.

Com 38 anos, o médio-centro está longe de ser um jogador rápido, mas compensa essa lacuna com uma evoluída visão de jogo, bom posicionamento no campo e uma técnica que não sendo refinada, faz a diferença perante a maioria dos colegas de equipa.

27 vezes internacional pela Islândia, trata-se claramente do principal jogador que os madeirenses devem preocupar-se em anular no FH.

As hipóteses do Nacional

O Nacional é super-favorito para esta eliminatória europeia, pois defronta o actual quarto classificado de uma liga que está a anos luz da portuguesa em termos de qualidade.

Apesar do FH já se encontrar em competição há um mês (A liga islandesa devido a condicionantes meteorológicas disputa-se no Verão), trata-se de uma pequena vantagem perante a enorme diferença de talento entre os dois conjuntos, sendo previsível que a equipa madeirense supere os islandeses sem qualquer problema e inclusivamente natural que vença ambas as partidas da ronda.

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