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Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

Uvini não tem o perfil que os leões necessitam

A chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do Sporting parece trazer consigo uma mudança de paradigma no ataque ao mercado dos verde-e-brancos, que, em 2014/15, privilegiaram a contratação de jovens promessas.

Afinal, para a actual temporada, a ordem expressa parece passar essencialmente por contratações criteriosas e que obedeçam, acima de tudo, a dois pontos essenciais: experiência e capacidade de entrar imediatamente no onze verde-e-branco.

Ora, nesse seguimento, quero acreditar que o rumor de mercado: Bruno Uvini (Nápoles), não passará disso mesmo, uma vez que o brasileiro de 24 anos representa tudo aquilo que o Sporting já tem à catadupa, ou seja, um perfil de jovem promissor, mas ainda à espera de uma explosão definitiva.

O que o Sporting precisará é de outro defesa-central experiente que possa fazer dupla com Ewerton (nem equaciono a possibilidade dos leões não accionarem o direito de opção), ficando depois Paulo Oliveira (3.ª opção) e Tobias Figueiredo (4.ª opção), que naturalmente estão em diferentes fases evolutivas, como opções secundárias para o eixo.

É que, ainda para mais, Bruno Uvini, que em tempos já foi visto como um das grandes promessas do futebol brasileiro, pouco tem jogado nos últimos anos, sendo sintomático lembrar que, desde 2010, o campeão do Mundo de sub-20 soma apenas 25 jogos oficiais pelos clubes que representou nesse mesmo período.

Assim sendo, estarei muito mais inclinado para acreditar que será, de facto, Bruno Alves (Fenerbahçe) o verdadeiro alvo da estrutura técnica agora comandada por Jorge Jesus.

Afinal, será um jogador com essa experiência e qualidade comprovada que poderá dar o salto qualitativo e a voz de comando que o Sporting tanto precisa para o seu eixo defensivo. E se Vítor Pereira se recusar a abdicar do internacional português, a alternativa terá sempre de passar por outro alvo com o mesmo perfil e nunca por um qualquer Uvini desta vida.

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Malafeev segurou o nulo no FC Porto-Zenit

O FC Porto não conseguiu superar o Zenit de São Petersburgo em duelo da Liga dos Campeões e, dessa forma, ficou privado do apuramento para os oitavos de final da prova milionária, situação que para além do prestígio desportivo, também priva os dragões de conquistarem três milhões de euros. Todavia, tanto no plano desportivo como financeiro, será que se tratou de uma eliminação assim tão prejudicial?

Primeiro pensemos pelo plano desportivo. O FC Porto tem uma excelente equipa e, de facto, apenas Falcao está ausente da grande equipa que se exibiu por essa Europa fora na temporada transacta. Todavia, a saída do avançado colombiano não foi minimamente compensada pelos responsáveis azuis-e-brancos, que teriam ficado bem mais servidos com uma solução como a do Sporting (van Wolfswinkel), um atacante móvel, lutador, com sentido de baliza e capacidade de luta, do que com Kléber, que apesar do talento inegável, está a ter muitas dificuldades na transição psicológica de um clube médio para um clube de top.

Para além disso, Vítor Pereira também está a revelar-se um erro de casting, pois revela-se incapaz de motivar a equipa e impotente para oferecer ao FC Porto aquilo que de melhor os portistas ofereceram em 2010/11, uma excelente dinâmica posicional, que fazia com que todos os elementos soubessem o que fazerem dentro de campo. Ontem, diante do conjunto russo, o FC Porto até nem jogou propriamente mal, mas sentia-se que muitos elementos se escondiam do jogo, receosos, algo estranho e pouco habitual no clube azul-e-branco.

Nesse seguimento, partindo do princípio que Pinto da Costa não vai abdicar facilmente de Vítor Pereira e que, financeiramente, será difícil encontrar um avançado que faça a diferença neste mercado de Janeiro, dificilmente um apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões garantiria um percurso muito longo, pois mesmo sendo primeiro do grupo (Curiosamente a derrota do Apoel Nicósia diante do Shakhtar garantia isso ao FC Porto), teria sempre a possibilidade de encontrar equipas complicadas como o Milan, Manchester United (se o Benfica vencer e não houver surpresa na Suíça), Nápoles/Manchester City, etc. E mesmo que tivesse fortuna no sorteio e passasse aos quartos de final, esse seria garantidamente o último degrau para os azuis-e-brancos, pois, aí, só um milagre os faria resistir a um Barcelona, Real Madrid, Bayern ou Chelsea.

Assim sendo, uma passagem para a Liga Europa é muito mais interessante do ponto de vista de crescimento da equipa, pois o FC Porto terá a possibilidade de defrontar equipas exigentes, mas que estão ao seu alcance, podendo, nessa competição, ambicionar perfeitamente o que fez em 2010/11, ou seja, vencer o ceptro.

Por outro lado, em termos financeiros, o desastre também pode não ser assim tão notório, porque vejamos: na Liga dos Campeões, se os portistas passassem aos oitavos de final, recebiam mais 3 milhões de euros, enquanto que se fossem eliminados nos quartos de final, receberiam mais 3,3 milhões de euros, ou seja, um total de 6,3 milhões de euros.

Na Liga Europa, caso o FC Porto chegue às meias-finais, a equipa portista receberá 1,6 milhões de euros, valor que passa para 3,6 milhões caso seja finalista e 4,6 milhões caso vença a Liga Europa. A isso, terá sempre que juntar as receitas de bilheteira e lembre-se que, caso chegue às meias-finais, fará sempre quatro jogos em casa, ao contrário de um jogo caso fosse eliminado nos oitavos de final da “Champions” e dois no caso de ser eliminado nos quartos de final dessa mesma prova.

Depois, há ainda as questões do ranking português na UEFA. A eliminação do FC Porto priva-o imediatamente de cinco pontos bónus, mas, continuando na Liga dos Campeões, dificilmente faria muito mais que isso, ao contrário da Liga Europa. Para terem uma ideia, em 2008/09 o FC Porto chegou aos quartos de final da “Champions League” e somou 17, 3570 pontos. O ano passado, na Liga Europa, somou 31, 7600, ou seja, quase o dobro.

Como tal, só no final da temporada poderemos perceber se este 0-0 diante do Zenit foi negativo ou uma benesse para os portistas que, caso as coisas corram bem na segunda prova mais importante do futebol europeu, ainda podem agradecer a todos os santinhos as grandes intervenções de Malafeev no Estádio do Dragão.

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Giannini era um "dez" de classe

Antes de Totti, as últimas grandes referências da Roma foram o internacional brasileiro Falcão, o mago italiano Bruno Conti e “O Príncipe”, um “dez” à antiga que revelava uma técnica e visão de jogo muito acima da média: Giuseppe Giannini. Autêntico poeta com a bola nos pés, o internacional italiano fazia o jogo mudar num ápice logo que o esférico surgia na sua posse, tornando a superioridade moral da Roma uma verdade absoluta e indiscutível. Apesar de ter jogado ao lado de craques como Hassler, Caniggia, Aldaír, Völler ou Thern, Giuseppe Giannini apenas conquistou um campeonato e três taças de Itália no seu longo percurso de quinze anos ao serviço da equipa principal romana, mas garantiu algo muito mais importante que uma mão cheia de títulos, assegurou a eternidade nos corações dos adeptos “Giallorossi.”

Dezoito anos ao serviço da Roma

Giuseppe Giannini nasceu a 20 de Agosto de 1964 em Roma e iniciou a sua carreira em 1978 no modesto Almas Roma, antes de se transferir em 1980 para “La Maggica.”

O antigo internacional italiano estreou-se na equipa principal da Roma em 1981/82, mas só assegurou a titularidade na equipa da capital de Itália em 1984/85, tendo efectuado 436 jogos e marcado 75 golos ao longo de um extenso percurso de quinze anos nos “giallorossi.”

Nesse período (1981-1996), o “dez” conquistou um campeonato italiano e três taças de Itália, tendo ainda disputado uma final da Taça UEFA (1990/91), perdida diante do Inter (0-2 e 1-0).

Giannini festeja o golo aos EUA

Presente no Mundial 90 ao serviço de Itália

Giuseppe Giannini apenas representou a “Squadra Azzurra” durante quatro anos (1987-1991), mas foi o suficiente para conquistar 47 internacionalizações e para estar presente nas fases finais do Euro 88 e Mundial 90.

No campeonato da Europa disputado na antiga Alemanha Ocidental, o então jogador da Roma foi titular nos quatro jogos da Itália na competição, tendo auxiliado a equipa transalpina a atingir as meias-finais da prova, onde foi derrotada pela União Soviética (0-2).

Dois anos depois, num campeonato do Mundo disputado no seu país natal, Giannini foi titular nos sete jogos da Itália na prova, tendo inclusivamente marcado o golo da vitória diante dos Estados Unidos (1-0) na fase de grupos. Nesse certame, a “Squadra Azzurra” classificou-se na terceira posição, apesar de não ter perdido qualquer jogo (foi eliminada nas meias-finais pela Argentina no desempate por grandes penalidades).

Giannini com a camisola do Lecce

Terminou a carreira no Lecce

Após abandonar a Roma, o internacional italiano transferiu-se para o Sturm Graz, mas nunca se adaptou à Áustria, tendo regressado a Itália em 1997/98 para representar o Nápoles.

Não se conseguindo impor nos napolitanos, Giannini transferiu-se em Janeiro de 1998 para o Lecce, onde ao longo de época e meia e mesmo no ocaso da carreira, ainda conseguiu efectuar cinquenta jogos oficiais (quatro golos).

Depois, no Verão de 1999, e após ter ajudado o Lecce a regressar à Série A, o médio-ofensivo retirou-se dos relvados, com quase 35 anos e dezoito épocas de futebol profissional.

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O Pro Vercelli é um clube italiano com uma história muito rica, ainda que, nas últimas décadas, tenha caído no esquecimento geral, pois tem andado perdido nas ligas inferiores do calcio. Este clube da cidade de Vercelli, sozinho, conquistou tantos campeonatos de Itália (7), como a AS Roma, o Nápoles e a Fiorentina juntos, o que é impressionante.

O nascimento e primeiros passos no Calcio

Fundado em 1892, só viu a sua secção de futebol criada em 1903, fazendo, nesse mesmo ano, o primeiro jogo oficial diante do Forza e Costanza de Novara. Em 1907, a equipa conquistou a Liga Secundária, subindo, assim, à primeira divisão do futebol italiano, onde teve imediato sucesso, conquistando os título em 1908 e 1909.

Os anos de ouro

Em 1910, os “camisolas brancas” tiveram a hipótese de conquistarem o tricampeonato, quando voltaram a apurar-se para a final da Liga Italiana, desta feita, diante do Internazionale. No entanto, a Federação italiana, acabou por marcar esse jogo para uma data em que o Pro Vercelli já tinha um jogo agendado. Fieis aos seus princípios, os “camisolas brancas” não abdicaram de participar no jogo que já tinham previamente agendado, enviando a sua equipa juvenil para defrontar o Inter, acabando por perder o jogo e a possibilidade de alcançarem o tricampeonato.

No entanto, o sucesso não demorou a regressar e o Pro Vercelli rapidamente voltou a assumir-se como o grande dominador do futebol italiano. Entre 1911 e 1913, os “leões” (também conhecidos dessa forma, pela forma viril de jogar) conquistaram três campeonatos de Itália seguidos, graças, em grande parte, à “linha média maravilhosa”, composta por jogadores da classe de Ara, Milano I and Leone. Nesta altura, para terem uma noção da importância do Pro Vercelli no calcio, nove jogadores da squadra azzurra vinham dos “camisolas brancas”.

Após a conquista do tricampeonato, a equipa do Pro Vercelli perdeu algum impacto no futebol italiano, ainda que continuasse a fazer excelentes prestações. Na verdade, foi necessário chegar ao fim da Primeira Guerra Mundial para que o Pro Vercelli voltasse aos títulos, conquistando o bicampeonato (1920/21-1921/22). Surpreendentemente, acabaram por ser os últimos dois títulos dos “leões”.

O declínio

A partir do último título, o Pro Vercelli começou a fazer campanhas cada vez mais modestas e, em 1935, desceu mesmo à Série B. Pensou-se que pudesse ser uma descida passageira, todavia, o tombo foi ainda mais acentuado quando em 1941 a equipa desceu à Série C.

Apesar de, no final da década de 40, ainda terem regressado à Série B por duas temporadas, rapidamente caíram à Série C, sendo que, nos anos 70, caíram mesmo ao quarto escalão do futebol italiano, designado, nessa altura, por Série C2.

Nos anos recentes, a equipa havia estabilizado no quarto escalão do futebol italiano, todavia, o ano transacto, desceram mesmo à Série D (quinto escalão), que vão disputar esta temporada. Uma divisão nada consentânea com a história de um clube que, em tempos, foi o grande dominador do futebol italiano.

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O Marítimo, acabado de eliminar o Sporting Fingal, ficou também a saber que o seu adversário voltará a surgir das Ilhas Britânicas, ainda que, desta vez, do País de Gales. O Bangor City é um clube histórico de um campeonato com pouca história nas provas da UEFA, mas que proporcionou um dos maiores escândalos do futebol português, quando, em 1984/85, o Wrexham eliminou o FC Porto na extinta Taça das Taças. Ainda assim, trata-se de uma equipa acessível que não é superior ao Sporting Fingal e, como tal, deve ser superada sem problemas de maior pela turma madeirense. 

Quem é o Bangor City 

Fundado em 1876 como Bangor FC, a equipa galesa, por não haver um campeonato nacional do País de Gales, passou mais de 100 anos da sua história a jogar nas ligas inferiores do futebol inglês. 

Ao longo desses anos, além de títulos menores em competições amadoras, o clube galês acabou por vencer três vezes a Taça do País de Gales (1889, 1896 e 1962). Graças a esse último título, o Bangor City pode participar na Taça das Taças (1962/63), onde foi sorteado para defrontar o poderoso Nápoles. No primeiro jogo, a equipa galesa venceu, em casa, por 2-0, perdendo depois o segundo jogo, em Itália (1-3). Na actualidade, a equipa galesa garantiria a qualificação no desempate por golos fora, mas, naqueles tempos, em situações similares, jogava-se um jogo de desempate e, aí, o Bangor City perdeu (1-2), acabando eliminado. 

A partir de 1992/93, o País de Gales passou a ter um campeonato próprio e o Bangor City foi um dos membros fundadores, terminando essa época na quarta posição. Ainda assim, nas duas temporadas seguintes, o clube galês venceu o campeonato, tornando-se num dos clubes mais respeitados do panorama futebolístico daquela nação. 

Apesar de, depois do bicampeonato, jamais ter voltado a vencer a Liga Galesa, o Bangor City continuou a exibir-se em bom nível, vencendo a Taça de Gales em 1998, 2000, 2008, 2009 e 2010. Graças a esses títulos e a algumas boas prestações no campeonato, a equipa galesa participou diversas vezes nas competições europeias, ainda que nunca tenha passado uma única eliminatória. 

Na época passada, o Bangor City, além da conquista da Taça de Gales, terminou o campeonato na quinta posição e, este ano, nas competições europeias, eliminou o Honka da Finlândia (1-1 e 2-1). Foi apenas a segunda eliminação que o Bangor City infligiu nas provas da UEFA (a primeira foi na Taça das Taças (1984/85) quando eliminou o Fredrikstad da Noruega, sendo depois eliminado na ronda seguinte pelo Atl. Madrid). 

Como joga 

Apesar de ser uma típica equipa britânica e que, como tal, costuma jogar num 4-4-2 clássico, vimos, diante do Honka, a aplicação de um 3-5-2 que acabou por trazer bons frutos, que é como quem diz, o apuramento para a 3º pré-eliminatória da Liga Europa. 

Com poucas soluções técnicas, o Bangor City faz uso do enorme coração dos atletas e de alguma rigidez táctica para dificultar ao máximo a vida dos seus adversários. Com um plantel globalmente frágil, há que ter atenção aos dois alas (Chris Roberts e Peter Hoy) que conseguem fazer todo o corredor, defendendo bem e atacando com competência e ao central David Morley, um jogador com muita experiência de futebol inglês e que comanda, quase como um líbero, o sector recuado da turma galesa. 

Partindo do princípio que Neville Powell volta a utilizar o 3-5-2 diante da equipa madeirense, este deverá ser o onze escalado. 

 

Morley é experiente

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – David Morley 

Poderá ser entendida como bizarra a ideia do Marítimo ter de se preocupar com um defesa central, mas David Morley, aos 32 anos, é bem mais que isso nesta formação galesa. A sua experiência faz com que ele tenha a missão de comandar todo o sector recuado e preocupar-se em impedir a existência de erros posicionais graves, tendo, também, qualidade quando sobe no terreno, sabendo lançar o ataque sempre que tem oportunidade. Em suma, trata-se de um jogador com experiência e qualidade para a atenção de Mitchell Van der Gaag. 

As hipóteses maritimistas 

Se considerámos o Marítimo favorito diante dos irlandeses do Sporting Fingal, temos, também, de dar o favoritismo aos madeirenses nesta eliminatória com o Bangor City. O clube galês não passou do quinto lugar num campeonato que está a anos luz do português e tem uma equipa que tirando um ou outro jogador e uma enorme raça, tem pouco para dar. Assim sendo, espera-se um apuramento sem problemas da equipa madeirense para a eliminatória seguinte da Liga Europa.

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A Eslováquia estreia-se num campeonato do mundo, ainda que possa sempre fazer referência às oito presenças mundialistas da Checoslováquia. Com uma equipa jovem e com muito talento, os eslovacos surpreenderam na fase de apuramento ao deixarem para trás selecções do gabarito da República Checa e Polónia, vencendo o grupo e conseguindo o apuramento directo para a África do Sul. Veremos, agora, se atletas como Hamsik, Stoch ou Sestak continuam a brilhar e ajudam a Eslováquia a ultrapassar Itália, Paraguai e Nova Zelândia, apurando-a para os oitavos de final do campeonato do mundo de futebol.

A Qualificação

Integrada no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com Eslovénia, Rep. Checa, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, não se previa uma tarefa nada fácil para os eslovacos.

Contudo, a equipa eslovaca surpreendeu tudo e todos e venceu o agrupamento com sete vitórias, um empate (Rep. Checa, casa, 2-2) e duas derrotas (Eslovénia 0-2 e 1-2).

Apesar das duas derrotas com a Eslovénia, a Eslováquia fez um excelente apuramento e bons exemplos são as vitórias na Rep. Checa (2-1), Irl. Norte (2-0) e, principalmente, na Polónia (1-0), que foi o último jogo e o que significou o apuramento directo do eslovacos para a África do Sul.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

O que vale a selecção eslovaca?

A equipa da Eslováquia tem um colectivo forte, mas também tem talentos individuais que se destacam como os extremos Weiss e Stoch e, ainda, o médio ofensivo: Hamsik.

O sector mais frágil do conjunto europeu é claramente a defesa e a prova disso foram os dez golos sofridos na fase de qualificação. Apesar disso, trata-se de um reduto com jogadores de qualidade e que, com um bom trabalho do seleccionador Vladimir Weiss, pode evoluir e catapultar a Eslováquia para um plano superior.

A baliza será, quase de certeza, entregue a Mucha, um guarda-redes seguro e talentoso, que, na próxima época, jogará no Everton. Depois, a Eslováquia apresentará a dupla de centrais: Skrtel-Durica. São dois atletas muito fortes pelo ar e com boa leitura posicional, mas que pecam um pouco nos confrontos um contra um, pois não são propriamente rápidos e são duros de rins. Por fim, nas laterais, a Eslováquia deverá apresentar Zabavnik (à esquerda) e Pekarik (à direita). São dois atletas que apresentarão, principalmente, preocupações defensivas, pois como os alas são muito ofensivos, só assim conseguirão equilibrar o sistema táctico.

No meio campo, a Eslováquia deverá apresentar um esquema em losango. Nesse sistema, Strba será o trinco, pois trata-se de um atleta muito alto, que é um experiente destruidor de jogo e que encosta aos centrais sempre que é necessário. Depois, nas alas deverão actuar Weiss e Stoch, dois atletas muito rápidos, tecnicistas e desequilibradores. Por fim, a nº 10, jogará a estrela da equipa, o fabuloso médio ofensivo do Nápoles: Hamsik. Trata-se de um jovem de 22 anos, que rapidamente se distinguiu no exigente futebol italiano pela sua criatividade e maturidade competitiva.

Concluímos a análise à Eslováquia nos dois elementos que jogam no ataque: Sestak e Vittek. São dois atletas que se completam, pois apesar de serem dois finalizadores e que não perdoam no momento chave, são bastante diferentes na forma como se posicionam no campo. Sestak é um elemento mais móvel, que gosta de flectir nas alas e que tenta confundir as marcações, enquanto Vittek é um ponta de lança puro, um elemento fixo que funciona como elemento de referência tanto para os cruzamentos dos alas, como das aberturas de Hamsik e, inclusivamente, do próprio Sestak.

Integrada no Grupo F com Itália, Paraguai e Nova Zelândia, a Eslováquia, pela qualidade do seu conjunto, deverá disputar o segundo lugar com os sul-americanos.

O Onze Base

A Eslováquia deverá apresentar, tal como foi referido anteriormente, um esquema 4-4-2 losango com Mucha (Légia Varsóvia) na baliza; Uma defesa com Zabavnik (Mainz), Skrtel (Liverpool), Durica (Hannover) e Pekarik (Wolfsburgo); Depois, no meio campo, Strba (Xanthi) será o vértice defensivo, Stoch (Twente) o ala esquerdo, Weiss (Bolton) o ala direito e Hamsik (Nápoles) o número 10; Por fim, no ataque, deverá jogar a dupla: Sestak (Bochum) e Vittek (Ankaraguçu).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A inexperiência normal de uma equipa que nunca participou num campeonato do mundo deverá impedir a Eslováquia de colocar em causa o primeiro lugar dos italianos no Grupo F. Ainda assim, a boa disciplina táctica do colectivo, aliada à boa qualidade individual de grande parte dos jogadores eslovacos deverá ser mais do que suficiente para a Eslováquia lutar, de igual para igual, com a selecção paraguaia na luta pelo acesso aos oitavos de final.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Eslováquia vs Nova Zelândia
  • 20 de Junho: Eslováquia vs Paraguai
  • 24 de Junho: Eslováquia vs Itália

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Campeão do Mundo em 1930 e 1950, o Uruguai deixou, à muito, de ser uma potência do futebol mundial. A partir de 1970, a equipa azul celeste apenas participou em quatro mundiais, ficando pela primeira fase em três deles (1974, 86 e 02) e chegando aos oitavos de final na outra ocasião (1990). Esta qualificação para o campeonato do Mundo é um bom exemplo da quebra do futebol azul celeste pois, os uruguaios ficaram em quinto lugar na Zona sul-americana e precisaram de um playoff, sofrido, diante da Costa-Rica (1-0 e 1-1), para garantirem o apuramento para a África do Sul. Ainda assim, a selecção de Óscar Tabarez tem bons valores como Fórlan, Lugano ou Luís Suárez e deverá ter uma palavra a dizer no grupo A. Veremos se os uruguaios aproveitam a oportunidade para voltarem aos tempos de glória ou, ao invés, para prolongarem a depressão dos seus fiéis adeptos.

A Qualificação

Como todas as selecções sul-americanas, o Uruguai teve de disputar a Zona sul-americana de apuramento para o Mundial. Sabendo de antemão que apenas os quatro primeiros se apuravam para a África do Sul e que o quinto teria de disputar um playoff com o quarto classificado da CONCACAF, os uruguaios prepararam-se para um percurso longo e duro.

Ao longo de 18 jornadas, o Uruguai conseguiu alguns resultados interessantes como a vitória na Colômbia (1-0) ou na recepção ao Paraguai (2-0), mas também teve resultados depressivos como ter sido incapaz de vencer a Venezuela (dois empates 1-1 e 2-2) e ter perdido no campo do último Peru (0-1).

Ainda assim, a selecção celeste conseguiu terminar na quinta posição e, assim, apurar-se para o playoff diante do quarto classificado da CONCACAF, a Costa Rica.

Nesse playoff, depois de terem vencido 1-0 na Costa-Rica, acabaram por sofrer bastante em Montvideu, pois, após se terem colocado em vantagem com um golo de “Loco” Abreu, acabaram por sofrer a igualdade e terminaram o jogo em grande sofrimento para segurar a igualdade a uma bola. Ainda assim, a selecção azul celeste conseguiu, de forma sofrida, o apuramento para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

Playoff

Costa Rica 0-1 Uruguai / Uruguai 1-1 Costa Rica

O que vale a selecção uruguaia?

A equipa azul-celeste tem uma das melhores duplas de ataque do campeonato do mundo: Fórlan (Atl. Madrid) e Luís Suárez (Ajax) e o resto da equipa é competente, com destaque para os alas Maxi Pereira (Benfica) e Álvaro Pereira (FC Porto).

No entanto, o principal problema do Uruguai encontra-se no miolo do terreno, pois, se em termos de meio campo defensivo, Diego Pérez (Mónaco)  e Gargano (Nápoles) cumprem, o médio ofensivo Eguren (AIK) não passa de um trinco adaptado e não consegue criar os desiquilibrios necessários na construção ofensiva.

Assim sendo, a equipa deverá optar, no Mundial, por um esquema em 3-5-2, priveligiando a segurança defensiva e o jogo pelas alas. Para além disso, deverá apostar na mobilidade de Luis Suarez, que terá, muitas vezes, de recuar no terreno e disfarçar a ausência de um verdadeiro número 10.

Num grupo forte com duas selecções fortes (França e México) e a selecção anfitriã (África do Sul), os uruguaios não terão a vida facilitada.

O Onze Base

A equipa uruguai deverá jogar com Muslera (Lázio) na baliza e um trio de centrais composto por Cáceres (Juventus), Lugano (Fenerbahçe) e Godín (Villarreal); Depois, no meio campo, deverão jogar dois trincos: Gargano (Nápoles) e Diego Pérez (Mónaco), dois alas: Álvaro Pereira (FC Porto) e Maxi Pereira (Benfica) e um box to box: Eguren (AIK); Por fim, no ataque será entregue à dupla temível: Diego Fórlan (Atl. Madrid) e Luís Suárez (Ajax).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que a França é a grande candidata ao primeiro lugar e a selecção sul-africana a grande candidata ao último posto, os uruguaios deverão disputar com o México o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final. Apesar de se prever um duelo equilibrado, a selecção azteca é ligeiramente favorita.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho: Uruguai vs França
  • 16 de Junho: Uruguai vs África do Sul
  • 22 de Junho: Uruguai vs México

 

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