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Posts Tagged ‘Nolito’


Nolito é um desequilibrador nato

Numa fase em que se fala com bastante frequência na possibilidade do avançado Nolito se mudar para o Benfica, entendo que será importante analisar as capacidades do espanhol do Barcelona B.

Nascido a 15 de Novembro de 1986, Manuel Agudo Durán “Nolito” iniciou-se no futebol nas camadas jovens do Algaida, passando, posteriormente para o Sanluqueño, onde se estreou no futebol sénior na época 2005/06.

Em 2006, mudou-se para o Ecija, onde, durante duas épocas, fez 17 golos em 77 jogos, destacando-se claramente dos seus companheiros e assumindo-se como a grande estrela da equipa andaluza da 2ª Divisão B espanhola.

No Barcelona desde 2008

As excelentes exibições de Nolito ao serviço do Ecija, levaram o Barcelona a apostar no atacante espanhol, integrando-o na sua equipa B, onde se mantém de há duas épocas e meia para cá.

Durante esse período, o jogador foi sempre titular na equipa secundária do Barça, contabilizando 24 golos em 91 jogos e já conseguiu, inclusivamente, fazer cinco jogos (um golo) pela equipa principal dos “blaugrana”.

Um avançado polivalente

Apesar de ser dito, de forma quase incessante, que Nolito é um extremo-esquerdo, essa é uma definição bastante redutora para o atacante espanhol.

O espanhol é um avançado rápido, tecnicista e desequilibrador que pode jogar tanto na posição de ala-extremo esquerdo como de avançado de suporte, jogando de forma extremamente competente em qualquer das posições.

É aconselhável que jogue como avançado de suporte num 4-4-2 ou como extremo-esquerdo se a táctica escolhida for o 4-3-3, sendo que, neste caso, deve ser um jogador com clara liberdade para fazer diagonais da ala para o centro, para que possa aplicar o seu excelente pontapé.

Lutador, raçudo e muito generoso na entrega ao jogo, tratar-se à de um excelente reforço para o Benfica caso se confirme a sua aquisição pelas águias.

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Wass pode chegar a custo zero

Já dizem os populares que “Ano novo, vida nova”. E a direcção do Benfica parece que quis ouvir o povo e com o novo ano veio também uma nova política de contratações para o futebol profissional.

Depois de alguns anos a apostar em jogadores reconhecidos internacionalmente e caros, como Saviola e Aimar, e em jovens promessas, mas com passes valorizados em mais de 5 milhões de Euros, como Jara, Di Maria, Roberto, entre outros, parece que o Benfica mudou de política.

Neste mercado de Inverno vemos uma mudança mesmo analisando os pequenos ajustes feitos no plantel. As únicas contratações de Inverno foram o José Luiz Fernandez, médio-esquerdo vindo do Racing de Avellaneda, que custou cerca de 2 milhões de Euros (barato comparando com Jaras, entre outros) e Jardel, defesa-central ex-Olhanense, que custou quase 400 mil.

Mas o início do ano fica também marcado pela preparação da época 2011/2012, que está a ser pensada de forma completamente diferente do que fazia num passado recente.

Para a próxima época fala-se de muitas contratações (até demais). Fala-se do Nuno Coelho da Académica de Coimbra, Nolito do Barcelona B, Rodrigo Mora do Defensor Sporting, Carole do Nantes, Wendt do Copenhaga, Taiwo do Marselha, entre muitos outros.

Nestas contratações e possíveis contratações vemos algumas grandes diferenças em relação à política de contratações dos últimos anos: são jogadores jovens, em fim de contrato (estratégia muito utilizada pelo Sporting de Braga) e alvos apetecíveis a nível financeiro (apesar de jogadores como Nolito ou Taiwo exigirem grandes prémios de assinatura).

Outro sinal positivo é que o Benfica voltou a apostar timidamente no mercado português (Jardel e Nuno Coelho) e nas camadas jovens (Luís Filipe Vieira falou da hipótese de termos 4 a 5 jogadores formados no clube no plantel principal na próxima época).

Analisando então esta mudança repentina de política, penso que esta justifica-se por 2 motivos:

•  a direcção do Benfica percebeu que a situação económica que atravessa o futebol coloca novos desafios e os clubes portugueses só podem cometer loucuras se venderem muito ou se fizerem boas campanhas na Champions League (e a do Benfica foi péssima);
• a UEFA começa a apertar o cerco e “vai” implementar o fair-play financeiro a partir da época 2013/2014: vai proibir clubes que tenham dívidas de participar nas competições europeias.

Sejam quais forem os motivos, considero esta notícia bastante positiva para o Benfica, desde que o trabalho de prospecção seja feito com qualidade. Acredito que com um bom trabalho de prospecção é possível formar uma equipa forte, com capacidade para lutar pelo título nacional e fazer boa figura nas competições europeias sem gastar muito dinheiro.

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