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Uma imagem recorrente: Diomande a festejar um golo pelo Stabaek

Uma imagem recorrente: Diomande a festejar um golo

O actual segundo melhor marcador do principal campeonato norueguês é Adama Diomande, futebolista de 25 anos que vai evoluindo no Stabaek, vice-líder da prova, muito por culpa dos 15 golos do jovem atacante

Nascido a 14 de Fevereiro de 1990 em Oslo, Noruega, Adama Diomande passou pelas camadas jovens do Valerenga e do Lyn, tendo se estreado no futebol sénior precisamente neste último emblema, pelo qual somou uma partida oficial em 2009.

Posteriormente, passou pelo Skeid, da terceira divisão da Noruega, ainda que tenha sido em 2011, no segundo escalão, e ao serviço do Hødd, que teve a sua verdadeira temporada de explosão, ou não tivesse somado 17 golos em 31 jogos nessa mesma campanha.

Strømsgodset permitiu entrada na elite

Em 2012, todavia, o ponta de lança haveria de assegurar o bilhete para a carruagem da Tippeligaen, nomeadamente através do Strømsgodset, clube pelo qual haveria de somar 16 golos em 50 jogos, isto em dois anos com a camisola do “Godset”.

Perante esse relativo destaque, o internacional norueguês haveria de garantir uma transferência para o Dínamo Minsk, isto numa operação que haveria de se revelar nefasta para Adama Diomande, uma vez que este nunca se adaptou ao futebol bielorusso, tendo terminado a época de 2014 com apenas três golos apontados em 32 jogos.

Ora, perante este estado de coisas, o ponta de lança preferiu voltar ao ponto de partida, regressando então à Noruega, sendo claro que essa terá sido a melhor decisão que poderia ter tomado, uma vez que tem se assumido como um verdadeiro abono de família do seu novo clube, o Stabaek, emblema pelo qual soma 23 golos em 25 jogos oficiais.

Um atacante que permite diversas soluções

Adama Diomande, que é de etnia nigeriana, representa claramente o perfil do ponta de lança africano, uma vez que é rápido, tecnicista e muito móvel, sendo ainda de destacar a sua inteligência a lidar com a linha de fora de jogo e a sua excelente capacidade finalizadora, seja com os pés ou com a cabeça.

Não sendo um colosso (180 cm e 75 quilos), é ainda assim um ponta de lança que sabe usar o corpo nos confrontos com as defesas contrárias, percebendo-se que o muito físico futebol norueguês acabou por uma excelente escola para esse propósito, oferecendo-lhe clara embalagem para se destacar ainda mais em campeonatos não tão exigentes nesses parâmetros.

A evoluir, obviamente, existem ainda alguns aspectos importantíssimos, nomeadamente na sua tomada de decisão, uma vez que Adama Diomande exagera algumas vezes em iniciativas individuais insípidas, mas também na própria consistência das suas exibições (apaga-se inexplicavelmente por vezes).

De qualquer maneira, com um treinador que tenha a paciência necessária, poderá estar aqui um avançado para outros palcos, afigurando-se como um atleta ideal para jogar ao lado de uma referência mais posicional num qualquer esquema com dois pontas de lança.

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Elabdellaoui fez boa época no Olympiakos

Elabdellaoui fez boa época no Olympiakos

Com Maxi Pereira com pé e meio fora da Luz e com Mayke aparentemente a complicar-se, alguma imprensa desportiva portuguesa começa agora a apontar um lateral-direito norueguês ao Benfica, mais concretamente Omar Elabdellaoui, dos gregos do Olympiakos.

Trata-se de um futebolista nascido a 5 de Dezembro de 1991 em Oslo, Noruega, mas que tem ascendência marroquina, tendo começado a sua carreira no Skeid, ainda que cedo tenha rumado às camadas jovens dos ingleses do Manchester City.

Nunca actuou pelos “citizens”

A verdade, contudo, é que o internacional norueguês jamais actuou pelo Manchester City ao nível do futebol sénior, tendo sido emprestado a Strømsgodset (2011), Feyenoord (2012) e Braunschweig (2013), isto antes de ser comprado em definitivo pelo último emblema, isto num contexto de reforçar um grupo que havia subido à Bundesliga.

Aí, em 2013/14, a campanha do Eintracht Braunschweig acabou por não ser a mais feliz, uma vez que o emblema germânico acabou por descer de divisão, mas Omar Elabdellaoui destacou-se bastante, tendo sido considerado mesmo uma das revelações da prova.

Saltou para o Olympiakos

Sem surpresa, o lateral-direito acabou por continuar a actuar na elite do futebol europeu, não descendo novamente à 2. Bundesliga, mas, ao invés, rumando ao colosso grego Olympiakos, que representou na temporada passada, e onde conquistou a dobradinha.

Aí, o internacional norueguês criou novamente impacto, roubando o lugar no lado direito da defesa a Leandro Salino e completando 32 jogos oficiais pelo emblema do Pireu.

Lateral de perfil ofensivo

Quando falámos ontem de Javier Manquillo, sublinhámos que o espanhol era mais defesa do que lateral, num perfil que destoa por completo com o de Elabdellaoui, que tem no trabalho ofensivo precisamente o seu ponto forte.

Afinal, o jovem de 23 anos destaca-se pela velocidade e profundidade que oferece ao seu flanco, sendo de realçar a sua excelente técnica individual, algo que lhe apurou a capacidade de drible e a eficácia no passe e no cruzamento. Aliás, Elabdellaoui até pode jogar a médio/ala-direito, sem quaisquer problemas.

Já em termos defensivos, por outro lado, o internacional norueguês não é tão forte, até porque tem tendência para deixar algum espaço nas suas costas, fruto, obviamente do seu acentuado perfil ofensivo. De qualquer maneira, quando concentrado, é um jogador que faz bem a contenção e até revela inteligência na antecipação e eficácia no desarme.

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A criação da UEFA em 1954 foi o grande impulsionador para que se fizesse uma grande competição europeia de selecções, sendo que o sonho tornou-se realidade a 5 de Abril de 1958, altura em que República da Irlanda e Checoslováquia deram o pontapé de saída na fase preliminar da prova. Apesar de tudo, esta prova ainda começou de forma algo “coxa”, pois apenas dezassete selecções participaram no certame, contando-se as ausências de países como a Alemanha Ocidental, Bélgica, Itália e Inglaterra. Na fase final, disputada em França, destacou-se a União Soviética, equipa que contou com o genial Yashin e o cerebral Netto como grandes artífices do título europeu.

Matateu ajudou a eliminar a RDA

Portugal mostrou-se superior aos alemães de leste

O campeonato da Europa arrancou com uma fase preliminar onde apenas entraram checoslovacos e irlandeses, sendo que a Checoslováquia respondeu ao desaire da primeira mão (0-2), com um triunfo categórico (4-0) no duelo decisivo.

Finda essa ronda, chegou-se aos oitavos de final, onde a Roménia venceu a Turquia (3-0 e 0-2), a Espanha superou a Polónia (4-2 e 3-0), a URSS eliminou a Hungria (3-1 e 1-0), a França esmagou a Grécia (7-1 e 1-1), a Jugoslávia superiorizou-se à Bulgária (2-0 e 1-1), a Áustria triunfou diante da Noruega (1-0 e 5-2) e a Checoslováquia passeou diante da Dinamarca (3-2 e 5-1).

Portugal, que tinha como principais estrelas Coluna e Matateu, teve como adversário a República Democrática da Alemanha, tendo vencido as duas partidas diante dos germânicos e, dessa forma, conseguido o apuramento para os quartos de final. Em Berlim Oriental, a equipa das quinas venceu por 2-0, com golos de Matateu e Coluna, enquanto, no Porto, o triunfo foi por 3-2, com dois tentos de Coluna e outro de Cavém a superiorizarem-se aos golos de Vogt e Kohle.

Qualidade de Coluna não foi suficiente para superar a Jugoslávia

Lusos incapazes de contrariar poder jugoslavo

Os quartos de final haviam de ficar marcados pela recusa da Espanha de defrontar a União Soviética. A imposição do General Franco devia-se ao facto deste não concordar com o regime comunista praticado em Moscovo. Como tal, os soviéticos apuraram-se para a fase final sem jogar.

Portugal, por sua vez, teve como adversário a Jugoslávia e até teve um início auspicioso, marcado por um triunfo (2-1) no Estádio Nacional com golos de Santana e Matateu. Contudo, na segunda mão, Kostic comandou uma equipa jugoslava a uma vitória categórica por 5-1, num jogo em que o tento de Cavém teve pouca importância para o desenlace final.

Nos outros duelos desta ronda, a Checoslováquia superou a Roménia (2-0 e 3-0) e a França não deu hipóteses à Áustria (5-2 e 4-2).

Just Fontaine foi baixa de peso para a França

França desiludiu na fase final

A fase final do Euro 1960 foi disputada em França e contou com a presença da equipa gaulesa, URSS, Checoslováquia e o carrasco português: Jugoslávia.

O sorteio das meias-finais da prova colocou franceses em confronto com os jugoslavos e os soviéticos em confronto com os checoslovacos, sendo que os gauleses, orfãos das estrelas do Mundial 58 Kopa e Fontaine, até estiveram a vencer por 4-2, mas acabaram vergados a uma derrota por 5-4 com os jugoslavos, enquanto os soviéticos superaram tranquilamente os checoslovacos por três bolas a zero.

Desiludida por ter sido afastada de uma final que se iria disputar na sua capital, a França foi bastante desmoralizada para o encontro dos terceiros e quartos lugares, sendo que o desaire (0-2) nessa partida diante da Checoslováquia acabou por não surpreender.

Yashin era a estrela da URSS

Final * URSS 2-1 Jugoslávia

Na final, defrontavam-se duas selecções da Europa de Leste, mas que tinham abordagens distintas ao jogo. A Jugoslávia era uma equipa criativa e espectacular, com uma forma de jogar quase “brasileira”, enquanto os soviéticos eram um conjunto frio e eficaz que parecia obra de um qualquer laboratório de Moscovo.

A partida começou por se inclinar na direcção do conjunto mais espectacular, pois, ao minuto 41, Galic conseguia superar, finalmente, o mítico Yashin, guarda-redes que, entre as fases preliminares e final, apenas havia sofrido um golo até aquele momento.

Contudo, o terreno empapado beneficiava o maior poderio físico dos soviéticos que, ao quarto minuto do segundo tempo, chegaram ao empate por Metreveli.

Com o resultado empatado (1-1) a partida foi se desenrolando com alguma superioridade jugoslava, mas golos, esses, não apareceram até ao final dos noventa minutos, tendo o desafio que seguir para prolongamento. Aí, a superioridade física da URSS tornou-se evidente e, ao minuto 114, Ponedelnik correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Meskhi, para garantir a vitória soviética (2-1) e a conquista do primeiro campeonato da Europa.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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Agostinho Oliveira era o seleccionador

Após a nossa selecção ter conquistado o bicampeonato mundial de sub-20, a ideia era atacar o tricampeonato na longínqua Austrália, esperando, no mínimo dos mínimos, que Portugal superasse a primeira fase da prova. Contudo, a equipa treinada por Agostinho Oliveira e que contava com jogadores como Costinha, Litos, Andrade, Porfírio ou Bambo acabou por fazer uma prova deplorável, perdendo todos os jogos que disputou e abandonando a competição sem honra nem glória. Podemos sempre dizer que o grupo era complicado (Gana, Alemanha e Uruguai) e que nunca nos adaptámos ao facto dos jogos se disputarem nas manhãs portuguesas, todavia, para a história fica a pior participação portuguesa de sempre num Mundial sub-20.

A equipa portuguesa que esteve na Austrália

Três jogos, três derrotas

Portugal estreou-se no Mundial de sub-20 diante da poderosa Alemanha, que contava com jogadores como Jancker, Hamann ou Ramelow. Num jogo extremamente disputado e equilibrado, a equipa lusitana haveria de sucumbir perto do final do jogo, graças a um tento do inevitável Carsten Jancker, iniciando a prova de forma negativa.

No segundo duelo, diante do Uruguai, Portugal estava obrigado a não perder para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final. Entrando a perder com um golo madrugador de Fabián O’Neill (esse mesmo que chegou a jogar na Juventus), a equipa portuguesa conseguiu igualar a contenda, graças a um golo de Bambo, que havia de ser o único golo que Portugal marcaria na competição. Perto do fim, quando já todos pareciam resignados à igualdade, o mesmo O’Neill haveria de bisar e dar a vitória à equipa sul-americana, levando a que o jogo de Portugal, na última jornada, diante do Gana, fosse meramente para cumprir calendário.

Desmotivada e sem nenhum objectivo desportivo, a equipa das quinas rapidamente sucumbiu à equipa africana, sofrendo dois golos na primeira parte e deixando o jogo escoar até final na segunda sem qualquer intensidade competitiva. A derrota (0-2) fez com que os portugueses abandonassem a competição sem qualquer ponto e garantiu o apuramento aos ganeses para a fase seguinte.

Jardel pouco jogou na prova

Brasil campeão com Marcelinho Paulista e… Mário Jardel

O Brasil conquistou o campeonato do Mundo graças às grandes exibições de Adriano um avançado que, na altura, representava os suíços do Neuchatel Xamax, marcou quatro golos na prova e foi considerado o melhor jogador do Mundial sub-20. Nessa equipa, também brilhava Marcelinho Paulista  e estava presente Mário Jardel que, porém, apenas fez 12 minutos durante toda a competição.

Na fase de grupos, o Brasil venceu o agrupamento D, empatando com a Arábia Saudita (0-0) e vencendo México (2-1) e Noruega (2-0). Depois, nos quartos de final, os canarinhos superaram os Estados Unidos (3-0) e, nas meias finais, foi a vez da equipa anfitriã (Austrália) sucumbir por duas bolas a zero.

Por fim, na final, a equipa brasileira defrontou a poderosa selecção do Gana, que contava com autênticas promessas como Samuel Kuffour, Nii Lamptey, Charles Akonnor ou o nosso bem conhecido Emmanuel Duah. Nesse duelo, o Brasil até esteve a perder graças a um golo de Duah (15′), todavia, Yan (50′) e Gian (88′) deram a volta ao marcador e garantiram o título mundial à equipa verde-e-amarela. Foi o terceiro título do Brasil no Mundial sub-20.

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Mikkel Diskerud é um médio de qualidade

Na Liga Norueguesa, mais concretamente no Stabaek, actua um polivalente médio, que é uma das promessas do futebol norte-americano: Mikkel Diskerud.

Nascido a 2 de Outubro de 1990, em Oslo, Mikkel “Mix” Morgenstar Pålssønn Diskerud só conheceu um clube em toda a sua carreira que foi o Stabaek, equipa que representa desde as camadas jovens.

Sénior desde 2008, o médio norte-americano já efectuou 60 jogos (10 golos) pelo clube norueguês, assumindo-se, desde 2009, como titular absoluto do Stabaek.

Apesar de ter nascido na Noruega e de até ter representado aquele país escandinavo em algumas provas internacionais a nível juvenil, Mikkel Diskerud acabou por, a nível sénior, ter escolhido a selecção norte-americana (já soma duas internacionalizações), equipa pela qual é elegível pelo facto da sua mãe ter nascido no Arizona.

Médio polivalente e de boa qualidade técnica

Mikkel Diskerud é um médio com bom posicionamento e visão de jogo, que tem boa qualidade de passe e que gosta de ter a bola nos pés. Preferencialmente um médio-centro talhado para a posição “oito”, também pode actuar como interior-esquerdo e, até, na posição dez.

Ainda assim, penso que por não ser um jogador extremamente rápido e, por lhe faltar a criatividade exigível a um número dez, é na posição “oito” que irá render mais, seja como elemento mais móvel de um duplo-pivot, ou como “box to box” num 4-3-3.

Com apenas 20 anos e já internacional pelos Estados Unidos, trata-se de um jogador a merecer grande atenção pelos olheiros internacionais.

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Svenssen foi um grande futebolista norueguês

Morreu ontem um atleta que, há cerca de cinquenta anos e oriundo de um país com poucas tradições futebolísticas, consagrou-se como o segundo jogador de todo o Mundo a conseguir 100 internacionalizações: Thorbjørn Svenssen. Defesa-central norueguês de grande talento individual, revelou sempre uma enorme fidelidade ao Sandefjord, único clube que representou durante a sua longa carreira de vinte e duas épocas.

22 anos de muitos jogos mas zero títulos

Thorbjørn Svenssen nasceu a 22 de Abril de 1924 e, durante todo o seu percurso como jogador de futebol, só conheceu um clube, o Sandefjord. Nesse clube norueguês, esteve entre 1945 e 1966, fazendo mais de 600 jogos em 22 épocas como sénior.

Apesar de ter jogado mais de vinte anos no Sandefjord, Svenssen nunca conquistou nenhum título ao serviço do clube escandinavo, sendo que, ainda assim, esteve perto de o fazer por três ocasiões: em 1955/56, quando foi segundo classificado no campeonato norueguês; em 1957, quando perdeu a final da Taça da Noruega com o Fredrikstad (0-4); e em 1959, quando voltou a perder a final da Taça da Noruega, dessa feita com o Viking (1-3).

O primeiro grande símbolo da selecção norueguesa

O defesa-central estreou-se pela selecção da Noruega a 11 de Junho de 1947, num duelo com a Polónia. Bastante talentoso e grande líder dentro de campo, assumiu a braçadeira de capitão quando cumpriu a décima segunda internacionalização num jogo diante do Egipto na noite de Natal de 1948.

Conhecido como “Klippen” (Rocha) por ser muito forte e rigoroso na marcação, Svenssen, durante catorze anos (1947-61), foi presença constante na selecção norueguesa, ao ponto de fazer 104 internacionalizações. Na altura, foi apenas o segundo jogador a fazê-lo, seguindo as pisadas do inglês Billy Wright.

Apesar da longa carreira internacional, o defesa-central norueguês acabou por ser prejudicado pela fraca qualidade do colectivo escandinavo e, assim, nunca actuou em nenhum campeonato da Europa ou do Mundo.

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Vadim Demidov ao serviço do Rosenborg

Nos gélidos relvados da Tippeligaen actua um defesa-central de grande segurança e qualidade individual que, apesar de ser de etnia russa, nasceu na Noruega e representa as cores norueguesas: Vadim Demidov.

Nascido a 10 de Outubro de 1986, Vadim Sergeievich Demidov iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Runar, passando, em 2004 e com apenas 17 anos para o Sandefjord, onde se estreou profissionalmente, ainda que, em duas temporadas, apenas tenha feito um jogo.

Na temporada de 2006, transferiu-se, por empréstimo, para outra equipa da segunda divisão, o Manglerud Star, onde fez uma época de grande sucesso, pois concluiu a temporada com 33 jogos efectuados e quatro golos apontados. Essas exibições convenceram o Hønefoss, também da segunda divisão norueguesa, a avançar para a contratação do defesa-central para a época de 2007 e Demidov não defraudou as expectativas, pois fez mais uma época de bom nível na Addecoligaen.

Com 21 anos e com muita experiência no futebol profissional, estranhava-se que ainda nenhum clube de maior nomeada tivesse avançado para a contratação do defesa norueguês e foi nesse momento que surgiu o interesse e a aquisição de Demidov por parte do gigante Rosenborg.

No clube de Trondheim, esteve três temporadas, sagrando-se campeão nas duas últimas (2009 e 2010) e sendo sempre um esteio do último reduto do Rosenborg. Jogador rápido, forte pelo ar e muito seguro defensivamente, Demidov, ao contrário do normal defesa-central daquelas paragens, mostrou ter qualidade técnica, saindo várias vezes com a bola controlada e a driblar os adversários.

Nessas três épocas em que actuou no Rosenborg, o internacional noruguês somou 87 jogos e quatro golos e as boas exibições que efectuou já lhe valeram um contracto com a Real Sociedad da Liga Espanhola, sendo que Demidov irá começar uma nova fase na sua carreira no País Basco já em Janeiro de 2011.

Internacional norueguês por seis ocasiões, trata-se de um jogador muito interessante que podem descobrir ou num jogo da selecção norueguesa ou, ao invés, a partir de Janeiro, num duelo da Real Sociedad na La Liga.

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A saída de Queiroz surgiu com meses de atraso

Antes de mais, devo admitir que esperei pela inevitabilidade do despedimento de Carlos Queiroz para, finalmente, dar a minha opinião sobre uma novela que, infelizmente, se arrastou demasiado com os terríveis custos de dois desaires incompreensíveis em termos desportivos, como foi o empate caseiro com Chipre (4-4) e a derrota na Noruega (0-1).

O agora ex-seleccionador nacional é, na minha opinião, um profissional competente e com grande talento na criação e implementação de projectos de fundo em termos organizacionais como foi bem patente no projecto de futebol jovem que, nos anos 80, foi criado e com o sucesso que se reconhece. No entanto, durante muito tempo, caiu-se, perigosamente, no erro de  esse talento organizacional de Queiroz ser confundido, várias vezes, com uma suposta capacidade técnica acima do comum, situação que, na verdade, o ex-adjunto de Alex Ferguson não tem.

Queirós, tirando os dois títulos mundiais de sub-20, foi, ao longo da sua carreira, um treinador que pouco conquistou, tendo, inclusivamente, ficado ligado a uma das mais humilhantes derrotas dos leões diante do seu eterno rival Benfica (3-6) e a perda de dois campeonatos por parte do Sporting, em duas temporadas (1993/94 e 1994/95) em que os verde e brancos tiveram dos melhores plantéis da sua história com nomes como Balakov, Figo, Valckx, Paulo Sousa, entre outros. Antes disso, Queirós já havia falhado o apuramento para o Mundial 94, ao serviço da selecção nacional, tendo, nessa altura, sido superado pela Itália e pela…Suíça.

Depois do insucesso total em Portugal em termos de futebol sénior, Queirós encetou um percurso pelo Mundo do futebol, onde passou por campeonatos e selecções menores e onde teve o único momento de algum sucesso na África do Sul, quando apurou os “bafana bafana” para o Mundial 2002. Essa proeza levou-o ao Manchester United, onde permaneceu bastante tempo como adjunto de Alex Ferguson, apenas quebrando essa ligação na temporada 2003/04, quando abraçou a liderança do Real Madrid, numa temporada em que fez os “merengues” terminarem a Liga Espanhola na quarta posição.

Curiosamente, apesar de nunca ter sido um treinador de grande sucesso, Queiroz conseguiu sempre criar uma imagem de grande prestígio no mundo do futebol como treinador e, assim, encarou-se com naturalidade a sua chamada para seleccionador nacional para a caminhada para o Mundial 2010.

Na minha opinião, nunca se deve dar uma segunda hipótese a um treinador que já falhou ao serviço de uma selecção, até porque a pressão dos adeptos sobre ele será sempre superior a um estreante. Ainda assim, quis esperar para ver se Queiroz, para além de por a equipa a jogar (bom) futebol conseguia criar elan, tanto com a equipa, como com os portugueses, situação que Scolari, mesmo não sendo um grande treinador, sempre soube fazer na perfeição.

Na verdade, o percurso de Queiroz na fase de qualificação roçou o medíocre, com Portugal a empatar com a Albânia em casa e a ser incapaz de vencer um simples jogo dos quatro que fez com Suécia e Dinamarca. Ainda assim, uma feliz combinação de resultados fez com que garantíssemos o segundo lugar no grupo e, posteriormente, num playoff diante da pouco cotada da Bósnia, conseguimos o apuramento para o Mundial da África do Sul.

Curiosamente, até acho que os resultados de Portugal no Mundial 2010 foram dignos, pois empatámos com duas boas selecções, goleámos a Coreia do Norte e apenas perdemos, nos oitavos de final, diante da equipa que se sagraria campeã do Mundo: Espanha.

Ainda assim, as exibições, tirando a segunda parte diante da Coreia, foram sempre muito pobres, percebendo-se que Queiroz não havia conseguido incutir na selecção o bom futebol que os adeptos esperam e que, ao longo dos tempos, sempre foi a imagem da equipa lusa.

Mas, se o percurso desportivo no Mundial até podia garantir a Queiroz a permanência na equipa das quinas, os acontecimentos ocorridos na Covilhã com o comité anti-dopagem, obrigavam a que, mal Portugal terminasse a presença no campeonato do Mundo, fosse feita uma reunião de emergência na Federação. Se antes do Mundial, essa situação não se podia por em causa, pois iria colocar em xeque a nossa participação no Mundial 2010, era necessário que se tomassem medidas logo após o certame, pois o apuramento para o Euro iniciava-se logo em Setembro e havia que criar condições para que a equipa portuguesa tivesse sucesso.

Infelizmente, foi tudo mal feito, arrastando-se o caso Queirós por meses a fio e custando-nos, em dois jogos, que Portugal fosse orientado por telemóvel e à distância, por um seleccionador que, na verdade, todos sabíamos que deixaria de o ser.

Agora, após termos feito dois resultados deploráveis e de estarmos, à segunda jornada, a fazer contas para chegarmos ao Euro 2012, é que se tomou a decisão de despedir Queiroz, numa decisão que, além de tardia, apenas prova que a Federação Portuguesa de Futebol é uma organização totalmente desorganizada e que, tal como a selecção, necessita de uma mudança de 180º para que possa, novamente, merecer o respeito dos portugueses.

Vamos esperar pelas eleições e, sinceramente, por sangue novo que possa dar outra alma à Federação. Até lá, esperemos que a escolha do novo treinador seja criteriosa e, acima de tudo, de risco baixo, pois, neste momento, o apuramento para o europeu já se encontra, infelizmente, na corda bamba.

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Skjelbred é a nova estrela do Rosenborg

Longe vão os tempos em que o futebol norueguês apenas nos presenteava com jogadores altos, louros e, invariavelmente, toscos. Neste momento, a globalização do desporto rei faz com que as características dos futebolistas se comecem a baralhar e, assim, mesmo na Noruega se consegue descobrir médios ofensivos com criatividade, técnica, imaginação e qualidade para vencerem em qualquer campeonato.

Per Ciljan Skjelbred é um excelente exemplo. O internacional norueguês de 23 anos actuou sempre no Rosenborg, onde se estreou com apenas 17 anos, na época de 2004. No clube de Trondheim, já fez 128 jogos (8 golos) e conquistou dois campeonatos da Noruega.

Médio ofensivo de qualidade, Skjelbred destaca-se pela sua criatividade, inteligência táctica e técnica apurada. Não marca muitos golos, mas faz imensas assistências, sendo ideal para jogar como vértice mais ofensivo num esquema 4-4-2 em losango.

Apesar de ser muito jovem, já revela uma grande maturidade competitiva, contando com 15 internacionalizações pela selecção principal do seu país.

Um jogador para procurarem num jogo da selecção da Noruega (lembrem-se que defronta Portugal na corrida ao Euro 2012) ou num qualquer jogo do Rosenborg.

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