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Posts Tagged ‘Nuno André Coelho’

Os adeptos leoninos voltam a acreditar

Depois de duas épocas desastrosas em termos desportivos, o Sporting procura reassumir-se como um grande de pleno direito no contexto actual do futebol português. Após a vitória nas recentes eleições de Godinho Lopes, o duo de directores gerais: Luís Duque e Carlos Freitas lançaram as mãos à obra, dispensando jogadores como Nuno André Coelho, Maniche, Pedro Mendes ou Vukcevic e adquirindo jogadores de renome como Diego Capel, Bojinov, Schaars, Rodríguez ou Rinaudo, numa enorme revolução, mas que se exigia, devido ao triste passado recente do clube verde-e-branco. Agora, num ano em que muitos julgavam de transição, o Sporting até parece em condições de lutar pelo título, mas a pergunta exige-se: Qual será o melhor onze do Sporting?

Rodríguez tem tudo para ser o líder defensivo

Uma defesa segura e com mais centímetros

Na baliza e nas laterais do sector recuado não haveriam alterações a 2010/11 nem poderiam haver. Rui Patrício (guarda-redes) e João Pereira (lateral-direito) foram dos melhores elementos verde-e-brancos da temporada passada e Evaldo, mesmo sem ter feito uma temporada brilhante, não tem um verdadeiro concorrente do lado-esquerdo da defesa, pois o francês Turan ainda está demasiado “verde” para tamanha responsabilidade.

No entanto, no centro da defesa, a entrada de Onyewu e de Rodríguez é exigível, pois a dupla irá acrescentar muita qualidade aos verde-e-brancos, pelo poder físico e competência no jogo aéreo do norte-americano e, também, pela velocidade, capacidade de desarme e superior leitura de jogo do internacional peruano. Na verdade, estes dois jogadores poderão ser a chave para uma época bem mais descansada que a transacta em termos defensivos.

Schaars é uma clara mais-valia

Um duplo-pivot que já conquistou os adeptos

Apesar de existirem outras soluções de qualidade para as posições “seis” e “oito” como André Santos e Luís Aguiar, a titularidade deverá ser entregue ao internacional argentino Rinaudo e ao internacional holandês Schaars.

O ex-Gimnasia é um puro médio-defensivo que tem um pulmão inesgotável e que disputa cada lance como se fosse o último momento da sua vida, usando e abusando de uma agressividade (não confundir com maldade intencional) que tanto escasseou na temporada anterior. Esse futebol de Rinaudo será importantíssimo para as rápidas recuperações do esférico e para a segurança nas transições defesa-ataque e ataque-defesa.

Depois, na transição ofensiva, o jogador chave será o esquerdino Schaars. Um internacional holandês com uma capacidade táctica e técnica acima da média, que prima por uma extraordinária visão de jogo e uma qualidade fantástica na marcação de bolas paradas. O antigo jogador do AZ fará a ligação entre o “seis” (Rinaudo) e o “dez” (Matías), não havendo no plantel nenhum jogador que o possa fazer com a mesma competência e qualidade.

Matias deve jogar mais próximo da zona de tiro

Um trio de médios-ofensivos de luxo

À frente do duplo-pivot: Rinaudo/Schaars, surge uma linha de três jogadores, sendo dois deles alas/extremos (Diego Capel e Izmailov) e o outro (Matías) um puro “dez”.

Nas alas, optaria por dois jogadores de características diferentes. Do lado esquerdo, e porque Evaldo está cada vez mais um defesa-esquerdo e cada vez menos um lateral-esquerdo, colocava Diego Capel, que é um extremo mais puro e que pela sua velocidade e qualidade técnica se preocuparia mais em dar profundidade ofensiva à equipa com poucas preocupações defensivas, pois Evaldo e mesmo Schaars (excelente nas dobras no flanco esquerdo) seriam suficientes para esse desiderato.

Por outro lado, no flanco direito, colocava Izmailov, um jogador que para além de todas as suas inúmeras qualidades técnicas, é muito inteligente em termos tácticos, sendo capaz de dar profundidade ao lado direito do ataque, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio táctico ao centro, abrindo também espaços para as subidas do lateral-direito João Pereira.

Por fim, numa posição intermédia entre o “dez” e o “nove”, numa posição tantas vezes desempenhada por João Pinto no Benfica ou no Sporting colocaria Matías Fernandez. O chileno é um “dez” com bastante sentido de baliza e deve jogar mais próximo do ponta de lança do que nas temporadas anteriores. Ali, mais perto da zona de tiro, penso que a qualidade técnica e de remate do internacional chileno poderá ser bem melhor aproveitada.

van Wolfswinkel marcou 20 golos a época passada

Uma referência de área

A ponta de lança, não se limitando a esperar que a bola lhe chegue aos pés, mas sempre preocupado em ser um farol para todo o futebol ofensivo dos verde-e-brancos actuaria van Wolfswinkel. Apesar de muito jovem, o internacional holandês é um jogador com uma qualidade técnica apreciável e que sabe movimentar-se muito bem na zona de tiro, sendo frio e letal na hora de atirar à baliza, seja com a cabeça ou com os pés.

Depois, bem servido por jogadores como Schaars, Capel, Matías ou Izmailov, tem todas as condições para explodir já nesta temporada e assumir-se como o principal goleador do Sporting 2011/12.

Porquê o 4x2x3x1?

Fala-se muito do Sporting poder actuar em 4x1x3x2, mas sem colocar essa táctica de parte para certo tipo de jogos, nomeadamente os de grau de dificuldade mais baixo, penso que os leões têm tudo a ganhar se usarem este 4x2x3x1. É uma táctica equilibrada, que permite segurança defensiva e profundidade ofensiva e, acima de tudo, mantém a equipa sempre equilibrada, facilitando as transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Por outro lado, o 4x1x3x2, muitas vezes, ou não garante segurança à frente da defesa, abrindo demasiados buracos entre a defesa e o meio-campo ou faz com que os dois médios-centro fiquem demasiado distantes dos dois avançados, obrigando a que um dos atacantes recue muito no terreno para ir buscar jogo e funcione quase como um dez. Quando isso acontece, a táctica acaba por se transformar num 4x2x3x1, mas muitas vezes com um “dez” a “oito” e um ponta de lança a “dez”… Lembram-se de quantas vezes isto aconteceu ao Sporting na temporada transacta?

Assim sendo, e tendo em conta o valioso banco que o Sporting teria, com jogadores do calibre de Luís Aguiar, Bojinov, Hélder Postiga ou André Santos, penso que este onze em 4x2x3x1 seria o mais indicado, ficando o 4x1x3x2 como esquema alternativo para quando a ocasião o exigisse.

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A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
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Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
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Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
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Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
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Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
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Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
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Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
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Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

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Dembelé deu trabalho aos defesas leoninos

Em dois jogos sem grande importância que não fosse a honra desportiva e os 120 mil euros em disputa, dragões e leões tiveram sortes diferentes nos seus duelos diante  adversários búlgaros. No Dragão, o FC Porto, mesmo com vários jogadores poupados, venceu o CSKA Sófia por 3-1 e terminou o Grupo L com impressionantes 16 pontos, ou seja, apenas concedeu um empate em seis jogos. Por outro lado, os verde-e-brancos, na neve de Sófia, não evitaram o desaire e perderam com o Levski (0-1). Este resultado, apesar de, aparentemente ser pouco importante, fez com que a Rússia se aproximasse de Portugal no Ranking UEFA, na luta pelo sexto lugar e consequente acesso de três equipas à “Champions” 2012/13.

FC Porto 3-1 CSKA Sófia

Mesmo poupando alguns jogadores, o FC Porto provou a força do seu plantel, vencendo, sem problemas, o CSKA Sófia (3-1) num jogo em que até podia ter goleado.

Na primeira parte, o golo de Otamendi (21′), na sequência de um canto, foi um magro pecúlio para o imenso domínio do FC Porto que não deu grandes hipóteses a um adversário muito modesto para estas andanças europeias.

Após o descanso, a equipa búlgara, ainda chegou ao empate, quando na sequência de um lançamento longo do seu guarda-redes, Delev (49′) empatou a partida.

No entanto, esse golo não abalou minimamente a equipa portuguesa que continuou a dominar totalmente o jogo, marcando dois tentos por Rúben Micael (54′) e James Rodríguez (90′) e vendo, inclusivamente, Falcao falhar um penalti.

Em suma, vitória tranquila de um FC Porto que provou, uma vez mais, que é muito mais do que apenas onze jogadores.

Levski 1-0 Sporting

Na neve de Sófia, o Sporting voltou a desiludir, acabando por não ser capaz de conseguir um resultado positivo diante do último classificado do Grupo C e que, na primeira volta, havia perdido cinco a zero em Alvalade.

Num jogo com poucos motivos de interesse, o Levski acabou por marcar o único golo do jogo em cima do intervalo e por intermédio de Mladenov, num lance em que Dembelé fez gato sapato de Nuno André Coelho.

Na segunda parte, os leões tentaram reagir à desvantagem, mas foram incapazes de ultrapassar a muito bem organizada linha defensiva do Levski que, assim, garantiu a pequena consolação de ter terminado invencível em casa neste Grupo C.

Com este desaire (0-1), os leões terminaram este agrupamento da Liga Europa com 12 pontos, mais quatro que o segundo, o Lille.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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Académica festeja golo da vitória

Benfica e Sporting entraram da pior maneira no campeonato nacional, após perderem com Académica (1-2) e Paços de Ferreira (0-1), respectivamente, na primeira jornada da Liga Zon Sagres. A derrota do campeão nacional torna-se ainda mais surpreendente, pois as águias jogaram na sua própria casa e, durante cerca de 40 minutos, estiveram com uma unidade a mais no terreno de jogo. Assim sendo, os grandes vencedores da ronda acabaram por ser o FC Porto (venceu na Figueira da Foz por 1-0) e Sp. Braga (venceu o Portimonense, em casa, por 3-1), que, assim, iniciam o campeonato com três pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores.


Jara estreou-se a marcar em jogos oficiais

Benfica 1-2 Académica

Apesar da derrota na Supertaça, poucos acreditavam que o Benfica pudesse baquear, na sua própria casa, diante dos estudantes. No entanto, o Benfica, que nem entrou mal no desafio, viu a Académica adiantar-se no marcador, aos 26 minutos, na sequência de um livre apontado por Diogo Valente e finalizado com toda a tranquilidade por Miguel Fidalgo. Esse golo intranquilizou os encarnados e estes, até final da primeira parte, foram incapazes de reagir com clarividência, falhando muitos passes e não conseguindo qualquer jogada com princípio, meio e fim.

Após o descanso, esperava-se que o Benfica entrasse forte e com vontade de dar a volta ao marcador. Por volta dos 50 minutos, Addy foi expulso e pensou-se que esse seria o catalisador perfeito para a reviravolta no resultado, pois ninguém acreditava que a Académica pudesse suportar durante quarenta minutos a pressão de uns encarnados a jogarem em superioridade numérica.

A partir daqui, o Benfica, naturalmente, assumiu as despesas do jogo e, pela primeira vez, conseguiu encostar a Académica às cordas, começando-se a advinhar o golo da igualdade, que surgiu, sem surpresa, aos 62 minutos, quando Jara, a cruzamento de Fábio Coentrão, não perdoou.

Pensou-se que o segundo golo seria uma questão de tempo, todavia, o tempo foi passando e, apesar do Benfica jogar no meio campo da equipa de Coimbra, o golo não surgia. Curiosamente, nos descontos, quando já todos se resignavam ao empate, foi a Académica que, numa jogada de rápido contra-ataque, viu Laionel, de muito longe, desferir forte pontapé que passou por cima de um adiantado Roberto, tocou no poste, e entrou na baliza do Benfica.

Uma vitória que premiou o bom futebol da Académica, enquanto jogaram onze contra onze e a entreajuda dos estudantes quando passaram a ficaram em inferioridade numérica.

Rondon foge a Daniel Carriço

Paços de Ferreira 1-0 Sporting

O Sporting entrou mal no campeonato, muito por culpa da sua finalização que, em Paços de Ferreira, voltou a ser o calcanhar de Aquiles da equipa leonina. Principalmente na primeira parte, os verde e brancos falharam tentos que lhes permitiriam ganhar facilmente o jogo, com destaque para um remate à trave de Postiga e remates perigosos do mesmo Postiga, Carriço, Polga e Liedson.

Na segunda metade, os leões baixaram um pouco de produção e o P. Ferreira aproveitou a falta de rotinas da dupla de centrais (Polga-Nuno André Coelho), para, na sequência de um cruzamento bem medido de Manuel José, Mário Rondon fazer o 1-0 para a equipa da Capital do Móvel.

A partir do golo sofrido, os leões, apesar de terem terminado o jogo com quatro avançados, foram incapazes de terem o discernimento necessário para procurarem, com critério, a igualdade, acabando, naturalmente, por averbarem uma derrota que, por certo, terá consequências na moral da equipa verde e branca.

Hulk em luta com um navalista

Naval 0-1 FC Porto

O FC Porto entrou no campeonato a vencer, ainda que tenha feito uma exibição pouco inspirada na Figueira da Foz.

Depois de uma primeira metade muito fraca dos dragões, em que a Naval foi mesmo a equipa mais perigosa, os azuis e brancos subiram ligeiramente de produção após o descanso, começando a jogar mais no meio campo da Naval e criando algumas situações de perigo para a baliza de Salin.

Ainda assim, foi a equipa navalista que teve uma grande oportunidade para se colocar em frente no marcador, quando Previtali, a passe de Camora, ficou em excelente posição para fazer o golo, contudo, demorou tanto tempo para rematar, que permitiu a Álvaro Pereira o corte na hora H.

O jogo caminhava para o seu final e já todos se resignavam à igualdade, quando Jonathas colocou a mão na bola em plena área da Naval. Na sequência do castigo máximo, Hulk não perdoou e deu uma importante vitória aos dragões no arranque do campeonato nacional.

A festa do Sporting de Braga

Braga 3-1 Portimonense

Num bom jogo de futebol entre duas equipas de tracção ofensiva, o Braga aproveitou a sua maior experiência para levar de vencida a equipa algarvia por três bolas uma.

Os arsenalistas colocaram-se em vantagem no primeiro lance de grande perigo que dispuseram, quando Matheus, de cabeça, fez o 1-0.

Pensou-se que o golo libertaria os bracarenses para uma vitória fácil, no entanto, o Portimonense reagiu muito bem e o segundo tento do Sp. Braga, apontado por Paulo César em cima do intervalo, foi completamente contra a corrente do jogo.

Após o intervalo, o Portimonense continuou a procurar um golo que fizesse abalar a confiança do Braga e esse golo surgiu mesmo, aos 52 minutos, por Elias. No entanto, o tento não abalou uma equipa arsenalista que está com grande confiança e, assim, foram mesmo os bracarenses a fazerem o 3-1 final, com um golo de Salino.

Com esta vitória e exibição segura e personalizada, o Braga garantiu que vai, por certo, lutar pelo título nacional.

Nos outros jogos, destaque para as vitórias fora de Nacional (1-0 ao Rio Ave) e V. Setúbal (1-0 ao Marítimo) e para os nulos no Olhanense-V. Guimarães e Beira Mar-U. Leiria.

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Moutinho já não tinha alegria a jogar pelo Sporting

A saída de João Moutinho para o FC Porto por 11 milhões de euros (mais Nuno André Coelho) pode ter surpreendido muita gente e, até, ter deixado em cólera alguns adeptos leoninos, mas, na verdade, é algo que tem de ser encarado como uma medida legítima da SAD leonina. Desde há uns anos para cá, Moutinho limitava-se a arrastar a si e ao futebol leonino para um deserto de ideias, criatividade e fluidez futebolística, o que prejudicava o jogador João Moutinho e o clube Sporting Clube de Portugal. O declínio do seu futebol foi tão notório que o capitão do Sporting acabou preterido das escolhas de Carlos Queirós para o Mundial 2010.

Muito se falou, ainda em tempos de Paulo Bento, de bufos de balneário e de jogadores que punham em causa a saúde do plantel. Estranhava-se que muitos acontecimentos de foro interno surgissem tão rápido na imprensa e com tantos detalhes que só podiam ter origem em elementos do próprio plantel. Na altura, os nomes de Anderson Polga ou Liedson foram dados como hipóteses, mas, de forma mais tímida, já se sussurrava a possibilidade das fugas de informação virem de João Moutinho.

Ao mesmo tempo, o capitão leonino era cada vez mais uma sombra do jogador que encantou nos tempos de José Peseiro e nas primeiras épocas de Paulo Bento. João Moutinho errava em campo, triste, abatido, quase dando a ideia que apenas ali estava por obrigação. Alguns adeptos começavam a questionar a sua titularidade, até porque, jogadores queridos do plantel como Vukcevic ou Matias Fernandez não eram opção, situação que se tornava incompreensível perante tão pobres exibições de Moutinho.

Assim sendo, tem de ser entendida como legítima a atitude da SAD do Sporting. O jogador podia ter sido vendido a outro clube que não o FC Porto? Bem, supostamente nenhum clube europeu fez uma proposta tão vantajosa e, assim, o Sporting Clube de Portugal limitou-se a vendê-lo ao melhor preço. Se aos 11 milhões de euros, juntarmos 30% de uma futura venda, 50% do passe de Nuno André Coelho e o perdoar da restante dívida de Hélder Postiga, não me parece que tenha sido um mau negócio.

Para além de tudo isto, a possibilidade de Moutinho ser o tal bufo ou, como disse José Eduardo Bettencourt, a tal “maçã podre” que minava o balneário leonino, a sua saída pode ser revelar bem mais valiosa do que o simples valor da transferência e tornar-se um ponto de partida para uma nova era no Sporting Clube de Portugal, uma era com um balneário unido, limpo e blindado ao exterior. Afinal, esse é sempre um ponto de partida para as grandes conquistas, ou estamos enganados?

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