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Agostinho Cá a jogar por Portugal

Nos juniores do Sporting actua um médio-centro com enorme margem de progressão e que chamou à atenção do grande público após as boas exibições no NextGen Series: Agostinho Cá.

Nascido a 24 de Julho de 1993 na Guiné-Bissau, Agostinho Cá foi mais um dos guineenses que chegou a Portugal pela mão do empresário Catio Baldé, tendo o Oeiras como primeiro clube na nova experiência europeia e transferindo-se depois para o Sporting, que representou no último ano de juvenil e onde desde a temporada passada representa a equipa júnior.

Tem a alcunha de “Deschamps”

Agostinho Cá actua na posição “seis”, mas não se pense que se trata de um jogador sem capacidade técnica ou visão de jogo. Eximio recuperador de bolas e com grande inteligência posicional, o internacional sub-19 português é importantíssimo nas compensações e nas dobras, demonstrando grande maturidade nesses aspectos específicos do jogo.

Com a alcunha de “Deschamps” desde muito novo, Agostinho Cá é, à imagem do antigo volante francês, um jogador capaz de ser destruidor e construtor, assumindo-se como um farol de todo o meio-campo leonino e mostrando capacidade para muitas vezes empurrar toda a equipa para a frente.

Versátil (também pode jogar em posições mais avançadas do terreno), com grande pulmão e uma enorme margem de progressão, trata-se de um jogador que pode ser o motor do meio-campo do Sporting num futuro não muito distante.

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Rudy (ao centro) é um craque do Atlético

No recém-promovido à Liga de Honra, Atlético, actua um “dez”/avançado muito promissor e com condições para ser uma das surpresas na próxima edição do segundo escalão do futebol português: Rudy.

Nascido a 5 de Janeiro de 1989 em Angola, Carlos Wilson Cachicote Rocha “Rudy” passou pelas camadas jovens do Oeiras, Tires e Tourizense, antes de se estrear no futebol sénior em 2008/09, ao serviço do Linda-a-Velha.

As boas exibições ao serviço do clube do campeonato distrital de Lisboa, valeram-lhe uma transferência para o Praiense da II Divisão, clube onde, curiosamente, também só permaneceu uma temporada, marcando apenas um golo em 23 jogos.

Contudo, se o pecúlio de golos foi baixo ao serviço do Praiense, isso não se verificou ao serviço do Atlético, onde, esta temporada, o móvel atacante marcou 10 golos em 37 jogos, sendo peça importantíssima na equipa que assegurou a subida à Liga de Honra.

“Dez” ou avançado-centro que prima pela mobilidade e boa técnica individual

Rudy é um jogador que tanto pode actuar como “dez” como segundo avançado, sendo que as suas características me façam crer que ele rende mais nas costas de um ponta de lança mais fixo, bem ao jeito da forma como João Vieira Pinto actuava atrás de Mário Jardel.

Rápido e raçudo, Rudy é um futebolista muito móvel e com elevada capacidade técnica, sendo fortíssimo nos lances de um contra um e quando parte embalado a caminho da baliza adversária.

Inteligente nas movimentações e com boa capacidade finalizadora, trata-se de um jogador que apenas precisa de maior cultura táctica para atingir um patamar elevadíssimo no espectro do futebol português.

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Abel Camará desponta no Belenenses

Apesar de estar a fazer uma época bastante fraca na Liga Orangina, permanecendo bem perto dos lugares da descida, o Belenenses tem revelado alguns bons valores e, um deles, é o avançado-centro Abel Camará.

Nascido a 6 de Janeiro de 1990 na capital da Guiné-Bissau, o actual internacional sub-21 (2 jogos, 1 golo) começou a sua carreira em Portugal ao serviço do Oeiras em 2006.

Em 2008/09, transferiu-se para o Belenenses, onde foi desenvolvendo o seu futebol nos juniores e chegou a ser chamado para um jogo da equipa principal diante do Rio Ave, no entanto, não saiu do banco.

Na temporada seguinte, na transição para o futebol sénior, o Belenenses achou por bem colocar Abel Camará a rodar para que o avançado continuasse a sua evolução a jogar com regularidade e, nesse seguimento, emprestou-o ao Estrela da Amadora. Na equipa da Reboleira, a actuar na II Divisão, Abel Camará actuou com regularidade (29 jogos), marcando seis golos.

Após esse “estágio” no Estrela, os azuis acharam que estava na hora de integrá-lo no plantel principal e, assim, Abel Camará foi colocado no plantel principal do Belenenses para esta época de 2010/11. Essa opção acabou por revelar-se bastante acertada, pois o ponta de lança tem feito uma época bastante interessante, somando 5 golos em 27 jogos, mas, mais importante que isso, revelando-se um avançado talentoso e com uma enorme margem de progressão.

Avançado com grande presença na área

Abel Camará é um avançado que mede 1,85 metros e pesa 81 kg, sendo, dessa forma, um avançado que garante boa presença física na área, sendo bastante difícil de marcar. Apesar disso, trata-se de um jogador rápido e com bastante mobilidade, sendo usual que esteja em constante movimentação à procura de espaços para finalizar ou tabelar com os colegas.

Bom a finalizar tanto de cabeça como com o pé direito, é, dessa forma, um jogador bastante completo e que tanto pode jogar sozinho na frente, como num sistema de dois avançados.

Neste momento, com apenas 21 anos e actual internacional sub-21 português, trata-se de um jogador que devem seguir com atenção num qualquer jogo de Portugal ou do Belenenses.

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André Pires no Estádio do Restelo

Num Belenenses que está a passar uma fase complicada nos lugares baixos da Liga Orangina, actua um defesa-esquerdo que tem tido poucas oportunidades, mas que tem talento para se assumir como um dos bons valores de uma posição que costuma ter muitas carências no futebol português, a de defesa-esquerdo.

Nascido a 7 de Fevereiro de 1990 em Sobral de Monte Agraço, André Ferro Pires iniciou a sua carreira futebolística nas escolas do Encarnação e Olivais, tendo passado depois pelas camadas jovens do Sporting e do Oeiras, antes de chegar aos juniores do Belenenses em 2008/09.

Nessa mesma temporada, o lateral-esquerdo ainda fez dois jogos pela equipa principal dos azuis, pensando-se que pudesse com o tempo ganhar o seu espaço no lado canhoto da defesa azul. Contudo, tanto na época seguinte (8 jogos), como na actual (7 jogos), o internacional sub-20 nunca conseguiu assumir-se como titular indiscutível, pensando-se que o empréstimo a outro clube pode ser a solução para que não estagne a sua evolução.

Lateral de perfil ofensivo

André Pires iniciou a sua carreira futebolística como médio-esquerdo e isso percebe-se claramente no perfil ofensivo do seu jogo. Rápido e incisivo, é um jogador muito perigoso na transição defesa-ataque, ainda que também defenda com critério e seja uma jogador bastante interessante do ponto de vista táctico.

Apesar dessa capacidade defensiva, é preferível que tenha um lateral, do lado oposto, de perfil mais defensivo, para que possa subir com maior facilidade e à vontade pelo flanco, pois é com liberdade ofensiva que consegue dar tudo de si em prol da equipa.

Outra hipótese, caso o outro lateral também seja muito ofensivo, é optar por um esquema 5-3-2 ou mesmo 3-5-2, para que André Pires possa funcionar como ala, até porque tem pulmão para o constante vai e vem no flanco.

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