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Pedras na final da Taça que garantiu o apuramento do Leixões para a Taça UEFA

Em 2001/02, o Leixões fez uma campanha excepcional na Taça de Portugal, eliminando várias equipas de escalões superiores (a mais emblemática foi o Sp. Braga, derrotado no 1º Maio por 3-1 nas meias-finais) e apenas caindo na final, perdendo por uma bola a zero, diante do novo campeão nacional: Sporting. Assim sendo, e tendo em conta que os leões estavam apurados para a Liga dos Campeões, o Leixões, então a militar na II Divisão B, apurou-se para as competições europeias, disputando a Taça UEFA com bastante brio e, até, superando as expectativas depositadas no clube de Matosinhos.

Pré-eliminatória: Leixões 2-2 Belasica / Belasica 1-2 Leixões

Numa altura em que Portugal se encontrava bem abaixo do actual sexto lugar no Ranking UEFA, o Leixões foi obrigado a disputar uma pré-eliminatória para chegar ao quadro principal da Taça UEFA. Nessa ronda, o adversário foi uma desconhecida equipa da Macedónia, o Belasica, que apesar de não parecer um papão do futebol europeu, seria sempre um adversário difícil para uma equipa da II Divisão B lusa.

Assim sendo, foi sem surpresa que, na primeira mão, disputada no Estádio do Mar, a equipa de Matosinhos sentisse bastantes dificuldades, tendo, inclusivamente, estado a perder por 0-2 com golos de Ahmetovic, ainda que, até ao apito final, ainda tenha tido forças para recuperar da desvantagem e alcançar o 2-2 com tentos de Antchouet e Brito. Este resultado deixava tudo em aberto para a segunda mão a disputar na Macedónia.

Nessa segunda partida, o Leixões acabou por surpreender tudo e todos, jogando com enorme personalidade e chegando, inclusivamente ao 2-0 com golos de Brito e Nené. Depois, a dez minutos do fim, Baldovaliev ainda reduziu para 1-2, mas acabou por ser o único golo obtido pelo conjunto macedónio. O Leixões alcançava, dessa forma, a primeira eliminatória da Taça UEFA.

1ª Eliminatória: Leixões 2-1 PAOK / PAOK 4-1 Leixões

O sorteio acabou por colocar a equipa de Matosinhos a disputar o apuramento para a 2ª eliminatória diante de um complicado conjunto grego, o PAOK.

Na primeira mão, disputada em casa, o Leixões voltou a surpreender a Europa do futebol, ao vencer os helénicos por 2-1, graças a golos de Brito e Detinho (Kukielka marcou o tento da equipa do PAOK).

No entanto, na segunda mão, disputada no mítico Estádio Toumba, o PAOK acabou por demonstrar as naturais diferenças entre um conjunto do principal escalão grego e outra do terceiro escalão português, ao vencer por 4-1, graças a golos de Salpingidis, Okkas (2) e Koutsopoulos, perante um tento solitário de Pedras.

O Leixões era, assim, eliminado da Taça UEFA, mas deixava a competição de cabeça bem levantada e de forma orgulhosa, pois dignificou claramente o seu clube e o futebol português.

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Portugal sentiu na pele a evolução cipriota

Os maus resultados da selecção portuguesa diante de Chipre (empate 4-4) e Noruega (derrota por 1-0) indicaram, claramente, que a equipa das quinas estava à deriva, mas, mesmo não duvidando que a novela à volta do ex-seleccionador Carlos Queirós teve influência nos desfechos negativos, não podemos branquear a evolução de alguns países emergentes no contexto futebolístico, que, outrora, eram “carne para canhão” e, neste momento, batem o pé às nações mais poderosas, como é o caso de Chipre.

Estrangeiros são benéficos quando acrescentam qualidade

Longe vão os tempos em que o Apoel Nicósia foi jogar a Alvalade e saiu derrotado por um copioso dezasseis a um. Neste momento, os clubes cipriotas estão recheados de jogadores estrangeiros de qualidade como o congolês ex-Newcastle e Olympiakos: Lua Lua, o internacional peruano Rengifo, o ex-Marítimo Marcinho ou o internacional grego: Chiotis. Curiosamente, a liga cipriota também está cheia de jogadores portugueses como Paulo Jorge (ex-Braga), Bruno Aguiar (Ex-Benfica) ou Vargas (Ex-Alverca e Leiria), isto para dar apenas alguns exemplos, pois o número de jogadores lusitanos em Chipre ultrapassa a centena.

Este incremento de estrangeiros de qualidade fez Chipre subir bastante no contexto do futebol europeu de clubes e, como tal, começámos a ver equipas como o Anorthosis ou o Apoel Nicósia a chegarem à fase final da Liga dos Campeões, algo que, há cerca de dez anos atrás, seria pouco menos que uma utopia. Para termos uma ideia mais clara dessa evolução, Chipre, que em 2005 se encontrava no 29º lugar do ranking da UEFA, saltou, em apenas cinco anos, para o vigésimo lugar, estando, neste momento, à frente de países como a Bulgária, a Croácia, a Sérvia e a Suécia.

Este exemplo que nos é dado por Chipre, prova que o problema do futebol português e de outros não está nos estrangeiros, mas sim na quantidade e qualidade dos mesmos. Afinal, qual é a logíca de enchermos a nossa liga de estrangeiros de qualidade duvidosa, para depois os jogadores portugueses emigrarem para países como Chipre? Será que atletas como o Hélio Roque, Bruno Aguiar, Paulo Jorge, Vargas, Nuno Morais ou Edgar Marcelino, todos a jogar em Chipre, não teriam lugar na Liga Zon Sagres em deterimento dos contentores de estrangeiros que chegam, anualmente, a Portugal?

Selecção cipriota ganhou com a legião estrangeira

Se pensam que a evolução qualitativa do futebol cipriota se resumiu ao futebol de clubes, estão completamente enganados. Curiosamente, após esta entrada de valores estrangeiros na principal liga desta ilha do Mediterrâneo, também se deu uma evolução da selecção cipriota que, cada vez mais, joga de igual para igual com qualquer selecção.

Por exemplo, na qualificação para o Mundial 2010, a equipa de Chipre venceu, em casa, a Bulgária por 4-1 e, mesmo perdendo todos os jogos que efectuou com Itália e República da Irlanda, fê-lo sempre pela margem mínima, sendo que, na deslocação a Itália, esteve a ganhar 2-0 até bem perto do final do jogo.

Agora, na qualificação para o Euro 2012, foi a vez de Portugal sentir, na pele, o crescimento do futebol cipriota, sendo vergado a um empate (4-4) em Guimarães, num resultado que, por certo, colocou muita gente a olhar o futebol cipriota com outros olhos.

Estes resultados são a prova que o talento estrangeiro não destruiu o aparecimento de talentos locais, nem tirou o lugar aos cipriotas mais experientes, que, depois de carreiras passadas em campeonatos mais competitivos, voltaram a Chipre para contribuirem para a evolução do futebol daquele país.

Assim sendo, assistimos, nos últimos tempos, ao aparecimento de inúmeros jovens talentos locais, como o lateral/extremo: Andreas Avraam (Omónia), o extremo-direito: Georgios Efrem (Omónia) ou o atacante Christofi (Omónia), que, juntamente com jogadores experientes como os avançados Okkas (Anorthosis), Konstantinou (Omónia) e o médio Charalambides (Apoel Nicósia), têm ajudado a selecção cipriota a atingir outro patamar.

Um exemplo que nos chega do leste do Mediterrâneo, que podia servir de exemplo aos responsáveis do futebol indígena.

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