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Krpan festeja golo no Hajduk

Chegou ao Sporting já com a temporada 1998/99 em andamento e tinha como cartão de visita o facto de ter marcado dez golos pelo Osijek na temporada anterior. Para além disso, tinha estado com a Croácia no Mundial 1998, ainda que, nesse certame, pouco tivesse jogado. Com essas boas indicações, os adeptos leoninos rapidamente pensaram que podiam estar na presença de um jogador que resolvesse os seus problemas de finalização e confiaram no croata. Infelizmente, rapidamente se percebeu que, para além de ser um jogador rápido, Krpan ficava muito a dever ao talento em todos os outros aspectos que caracterizam um ponta de lança. Golos, então, eram quase tabu…

Boas exibições no Osijek valeram-lhe presença no Mundial 98

Petar Krpan nasceu a 1 de Julho de 1974 em Osijek, fazendo todo o seu percurso como jogador juvenil no clube da sua cidade natal. No Osijek, também se estreou no futebol profissional, na temporada de 1994/95, tendo, nessa época, feito 3 golos em 9 jogos.

Posteriormente, entre 1995 e 1998, o croata haveria de fazer 87 jogos (23 golos) pelo Osijek, assumindo-se como um dos bons valores do emergente futebol croata e chegando, inclusivamente, à selecção da Croácia.

Nessa selecção, haveria de disputar o Mundial 1998, ainda que, nessa competição em que a Croácia conquistou o terceiro lugar, apenas tenha feito quinze minutos no jogo dos oitavos de final diante da Roménia (1-0).

Pouco sucesso no Sporting

No rescaldo da presença no Mundial de França e já com a época 1998/99 em andamento, Petar Krpan transferiu-se para o Sporting, onde se esperava que resolvesse os problemas ofensivos leoninos. Contudo, em Alvalade, apesar da utilização regular (27 jogos), apenas fez três golos, mostrando ser um avançado rápido e esforçado, mas muito trapalhão e com um sentido de baliza muito duvidoso.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou por sair do Sporting na temporada seguinte, seguindo para Leiria, onde, durante duas épocas, voltou a ser bastante utilizado (46 jogos), mas onde os golos, esses, voltaram a ser escassos (5 golos).

De volta ao sucesso na sua Croácia natal

Após a experiência na União de Leiria, Krpan transferiu-se, em 2001/02, para o Osijek, onde fez 11 jogos (6 golos) em meia-época, transferindo-se depois para o NK Zagreb, onde terminou a temporada com quatro golos em doze jogos e ajudou o clube da capital croata a sagrar-se campeão.

Após ainda iniciar a temporada de 2002/03 no NK Zagreb, o internacional croata rapidamente se transferiu para o Hajduk Split, onde acabou por fazer as duas melhores épocas da sua carreira com excelentes exibições e uma média de golos nunca antes vista (55 jogos, 21 golos). No Hajduk, Krpan também teve a felicidade de conquistar um campeonato e uma Taça da Croácia.

Regresso ao Leiria e declínio da carreira

Em 2004/05, Krpan regressou ao Leiria e foi importante em ajudar o clube do Lis a manter-se na primeira divisão, marcando cinco golos em 26 jogos, sendo um deles importantíssimo, pois valeu um empate diante do FC Porto.

Contudo, o retorno à União e ao futebol português apenas durou uma temporada, pois o avançado croata, na temporada seguinte, seguiu novamente para a Cróacia, onde permaneceu uma época no Osijek, antes de ter uma experiência na China ao serviço do Jiangsu Sainty.

Após uma rápida estadia no futebol chinês, o internacional croata regressou ao seu país, actuando uma temporada (2006/07) no secundário Inter Zapresic. Depois, na época seguinte, desceu ainda outro escalão, terminando a sua carreira ao serviço do frágil Graficar Vodovoc.

Desde que terminou a carreira, não se sabe nada do avançado croata, presumindo-se que tenha voltado a ser um anónimo cidadão de Osijek.

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Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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A Croácia falhou o acesso ao Mundial 2010 e sente-se que o seu futebol precisa de uma renovação urgente. Assim sendo, é necessário olhar para novos valores a despontar e que facilitem essa reciclagem, sendo um dos bons exemplos: Domagoj Vida.

O defesa de apenas 20 anos fez toda a sua formação no Osijek e joga na equipa principal desse clube croata desde 2006, pelo qual já efectuou 78 jogos e 5 golos.

Trata-se de um internacional sub-21, que pode fazer qualquer posição da defesa e, até, jogar a trinco. Apesar disso, o croata só mostra a sua real qualidade a jogar a defesa-central. Vida é rápido, bom tacticamente e um autêntico líder dentro de campo. Depois, não sendo muito alto (1,82 metros), tem excelente impulsão, sendo difícil de bater no jogo aéreo.´

Supostamente, o Sporting está na corrida por este valor emergente do futebol croata e, na minha opinião, seria uma decisão acertada assegurar a contratação de um jogador que, aos 17 anos, recusou o Liverpool, pois pretendia continuar a jogar com regularidade.

Um jogador de carácter e ambição a descobrir na selecção croata ou, quiçá, no renovado Sporting Clube de Portugal.

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