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Posts Tagged ‘Otamendi’

Dembelé deu trabalho aos defesas leoninos

Em dois jogos sem grande importância que não fosse a honra desportiva e os 120 mil euros em disputa, dragões e leões tiveram sortes diferentes nos seus duelos diante  adversários búlgaros. No Dragão, o FC Porto, mesmo com vários jogadores poupados, venceu o CSKA Sófia por 3-1 e terminou o Grupo L com impressionantes 16 pontos, ou seja, apenas concedeu um empate em seis jogos. Por outro lado, os verde-e-brancos, na neve de Sófia, não evitaram o desaire e perderam com o Levski (0-1). Este resultado, apesar de, aparentemente ser pouco importante, fez com que a Rússia se aproximasse de Portugal no Ranking UEFA, na luta pelo sexto lugar e consequente acesso de três equipas à “Champions” 2012/13.

FC Porto 3-1 CSKA Sófia

Mesmo poupando alguns jogadores, o FC Porto provou a força do seu plantel, vencendo, sem problemas, o CSKA Sófia (3-1) num jogo em que até podia ter goleado.

Na primeira parte, o golo de Otamendi (21′), na sequência de um canto, foi um magro pecúlio para o imenso domínio do FC Porto que não deu grandes hipóteses a um adversário muito modesto para estas andanças europeias.

Após o descanso, a equipa búlgara, ainda chegou ao empate, quando na sequência de um lançamento longo do seu guarda-redes, Delev (49′) empatou a partida.

No entanto, esse golo não abalou minimamente a equipa portuguesa que continuou a dominar totalmente o jogo, marcando dois tentos por Rúben Micael (54′) e James Rodríguez (90′) e vendo, inclusivamente, Falcao falhar um penalti.

Em suma, vitória tranquila de um FC Porto que provou, uma vez mais, que é muito mais do que apenas onze jogadores.

Levski 1-0 Sporting

Na neve de Sófia, o Sporting voltou a desiludir, acabando por não ser capaz de conseguir um resultado positivo diante do último classificado do Grupo C e que, na primeira volta, havia perdido cinco a zero em Alvalade.

Num jogo com poucos motivos de interesse, o Levski acabou por marcar o único golo do jogo em cima do intervalo e por intermédio de Mladenov, num lance em que Dembelé fez gato sapato de Nuno André Coelho.

Na segunda parte, os leões tentaram reagir à desvantagem, mas foram incapazes de ultrapassar a muito bem organizada linha defensiva do Levski que, assim, garantiu a pequena consolação de ter terminado invencível em casa neste Grupo C.

Com este desaire (0-1), os leões terminaram este agrupamento da Liga Europa com 12 pontos, mais quatro que o segundo, o Lille.

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Walter marcou o primeiro golo portista

Este campeonato corre o risco de ser pouco mais que um passeio para uma equipa azul e branca que se recusa a vacilar e a perder pontos. Desta vez, mesmo sem acelerarem, os dragões venceram (2-0) um bem organizado Portimonense, que apesar do bom posicionamento táctico, nunca pareceu colocar realmente em perigo o triunfo portista. Com alguma esperança, mas remota, no título, continua o Benfica, que regressou às vitórias com uma goleada diante da Naval (4-0), mantendo-se a dez pontos do líder FC Porto e à espera de um colapso súbito dos azuis e brancos para reentrar na luta pelo bicampeonato.

FC Porto 2-0 Portimonense

Depois de terem vencido o Benfica por cinco bolas a zero, os dragões baixaram bastante a qualidade exibicional neste desafio diante do Portimonense. Num jogo calmo e pausado, os azuis e brancos entraram naturalmente mais fortes e, durante a primeira parte, criaram algumas oportunidades para marcar, sendo que facturaram por apenas uma vez, por Walter, ao minuto 30.

Na segunda metade, o Portimonense, muito adormecido nos primeiros quarenta e cinco minutos, chegou a assustar os azuis e brancos. Contudo, o FC Porto, com o seu estilo muito pausado e, por vezes, até pachorrento, foi controlando o jogo, vendo, inclusivamente, Otamendi voltar a ter um golo negado “in extremis” por Ricardo Pessoa, tal como havia acontecido uma vez na primeira metade.

Ainda assim, 1-0 é sempre um resultado perigoso e, como tal, os portistas apenas descansaram completamente sobre o minuto 90, quando Hulk, na marcação de um castigo máximo, não perdoou e garantiu a vitória portista por 2-0. Um triunfo que permitiu aos portistas manterem a enorme vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado.

Benfica 4-0 Naval

O resultado gordo pode dar a ideia de um jogo fácil para os encarnados, todavia, a primeira parte foi tudo menos isso para o Benfica. Quando Kardec marcou o primeiro golo, aos 10 minutos, já a Naval tinha ameaçado algumas vezes a baliza de Roberto, sendo que, até ao intervalo, Hugo Machado (22′) e Carlitos (40′) acertaram nos ferros da baliza do Benfica. Assim sendo, o resultado ao intervalo era injusto e penalizador para a equipa da Figueira da Foz.

Ainda assim, um golo de Gaitán, logo aos dois minutos do segundo tempo, descansou os benfiquistas que, a partir daí, tranquilos com a vantagem de dois golos, embalaram para uma exibição segura e confiante, acabando por construir uma goleada de quatro bolas a zero, graças ao segundo golo de Gaitán (62′) e a um golo de Nuno Gomes (89′), que, emocionado, dedicou ao seu pai.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se no segundo lugar, a dez pontos do líder FC Porto.

V. Guimarães 2-1 Sp. Braga

Pelo segundo jogo consecutivo, o Vitória beneficiou de uma expulsão na sua caminhada para o triunfo. Num desafio em que até começou a perder graças a um golo de Alan (19′), o Vitória, entre o minuto 44 e 45, acabou por ver a história do jogo levar uma grande cambalhota com o golo do empate apontado por Maranhão e a expulsão de Alan.

Em superioridade numérica, os vimaranenses dominaram a segunda parte, todavia, os arsenalistas foram segurando a igualdade até ao minuto 83, quando Miguel Garcia, num lance infeliz, fez autogolo a tentar cortar um cruzamento de Alex.

Com este triunfo, a equipa vimaranense mantém-se colada ao Benfica no segundo lugar, enquanto o Sp. Braga, que averbou a terceira derrota consecutiva, desceu à décima posição.

Académica 1-2 Sporting

Em Coimbra, o Sporting embalou para uma primeira parte de grande maturidade e capacidade competitiva, jogando bem e construindo uma vantagem de dois golos graças aos tentos de Valdés (10′), de penálti, e de Vukcevic (33′). Assim sendo, os leões chegaram ao intervalo com metade do trabalho concluído e, perante a forma tranquila como geriam o jogo, este parecia decidido.

No entanto, logo após o reatamento, Miguel Fidalgo, na sequência de um canto, fez o 1-2 e, de repente, pairou sobre os leões o fantasma do jogo com o V. Guimarães. Ainda assim, os leões, de fato-macaco vestido, souberam unir-se e, mesmo sofrendo ligeiramente aqui e ali, conseguiram segurar o triunfo até ao apito final.

Com esta vitória, os verde e brancos subiram ao quarto lugar, a três pontos de Benfica e V. Guimarães e a treze do FC Porto.

Nos outros encontros da jornada, destaque para o empate a zero no derbi madeirense, num jogo que fez o Nacional cair para a quinta posição e garantiu um importante ponto ao Marítimo na luta pela manutenção. Os outros resultados da jornada onze foram: Rio Ave 3 P. Ferreira 1, U. Leiria 1 V. Setúbal 0 e Olhanense 1 Beira-Mar 1.

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Golo de Saleiro foi insuficiente para o Sporting

Após mais uma jornada em que o FC Porto fez o que, na verdade, tem feito desde que o campeonato começou: ganhar (desta vez, em casa, diante da Olhanense por 2-0), o Sporting demonstrou que algo vai muito mal para os lados de Alvalade, pois a equipa leonina empatou, em casa, diante do Nacional (1-1) e, assim, somou o terceiro jogo seguido sem vencer para o campeonato. Braga (venceu a Naval, em casa, por 3-1) e Benfica (venceu o Marítimo, nos Barreiros, por 1-0), por sua vez, não vacilaram e continuam na perseguição ao líder isolado FC Porto.

FC Porto 2-0 Olhanense

Dois golos, um do estreante Otamendi (23′) e outro de Hulk (45′) fizeram toda a diferença perante uma equipa algarvia bem organizada, mas incapaz de contrariar a superioridade dos portistas. A equipa portista jogou bem, continuando a demonstrar grande fluidez ofensiva e homogeneidade em todos os sectores e, na verdade, podia ter alcançado resultado mais alargado, mas esse seria um castigo algo pesado para o Olhanense.

Braga 3-1 Naval

Depois de três jogos sem vencer, a equipa bracarense regressou aos triunfos diante de uma equipa da Figueira da Foz que se revelou demasiado macia e que, para piorar o seu panorama, foi infeliz na forma como sofreu os dois primeiros tentos. Na verdade, os dois primeiros golos da equipa arsenalista caíram um bocado do céu e sem que os bracarenses tivessem feito muito por isso, contudo, também foram um castigo para a falta de ambição da Naval. Após os golos de Mossoró (27′) e Orestes (51 p.b.), o jogo ficou decidido, pois a equipa visitante nunca foi capaz de reagir intensamente à desvantagem, ainda que o marcador ainda tenha sofrido alterações graças aos golos de Paulo César (81′) para o Braga e de Fábio Junior (90′) para a Naval.

Marítimo 0-1 Benfica

O Benfica está em crescendo de forma e acabou por sofrer bem mais do que seria expectável diante de um Marítimo que lhe foi inferior em todos os aspectos do jogo. Os encarnados dominaram do princípio ao fim, mas foram bastante perdulários, podendo, inclusivamente, ter sofrido dissabores num dos poucos contra-ataques dos madeirenses. Ainda assim, aos 57 minutos, Fábio Coentrão encontrou, finalmente, o caminho da baliza e descansou o Benfica, que, até final, esteve mais perto do segundo golo que os madeirenses da igualdade.

Sporting 1-1 Nacional

O pesadelo leonino teve mais um episódio no empate caseiro diante do Nacional. Num jogo em que o Sporting voltou a apresentar todos os defeitos que caracterizam o seu futebol (lentidão, ausência de ideias, baixa criatividade, etc), tudo podia ter sido mais risonho quando, aos 64 minutos, após cruzamento de Vukcevic, Saleiro fez excelente remate de primeira e colocou os leões em vantagem. Pensou-se que o Sporting teria o pássaro na mão, todavia, a onze minutos do fim, num lance de insistência, Danielson, com outro excelente pontapé, igualou a partida e colocou sombras ainda mais densas no panorama da equipa de Alvalade.

Nos outros jogos, destaque para o triunfo da Académica (3-1, em casa, diante do V. Guimarães) que, assim, subiu ao segundo lugar. A jornada seis concluiu-se com o U. Leiria 1 Rio Ave 0, Portimonense 1 Beira-Mar 0 e V. Setúbal 1 Paços de Ferreira 0.

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Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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A Argentina, bicampeã mundial (1978 e 1986), tem, nos últimos tempos, enfrentado desilusões atrás de desilusões nos campeonatos do mundo de futebol. A equipa azul celeste, depois de ter sido vice-campeã em 1990, participou em todos os campeonatos mundiais, mas nunca passou dos quartos de final, sendo que, em 2002, nem passou da primeira fase. Este ano, treinada pelo muito contestado Diego Maradona, a Argentina leva um dos melhores ataques de que há memória: Agüero, Messi, Tevez, Higuaín, Diego Milito… Porém, o meio-campo e, acima de tudo, a defesa, estão longe de entusiasmar e as dificuldades com que os sul-americanos passaram a qualificação provam isso mesmo. Restará, agora, a Diego Maradona, provar que as suas ideias são correctas e arrancar para um excelente campeonato do mundo ou, ao invés, desiludir, uma vez mais, 40 milhões de argentinos.

A Qualificação

A Argentina, integrada na zona sul-americana de qualificação, fez uma fase de classificação muito pobre para uma equipa com os seus pergaminhos. A equipa azul-celeste não conseguiu ganhar um único jogo diante de Paraguai (1-1 e 0-1), Brasil (0-0 e 1-3) e, até, Equador (1-1 e 0-2), perdendo, ainda, na Bolívia por seis bolas a uma.

Ainda assim, os argentinos chegaram à última jornada a necessitarem de apenas um empate, no Uruguai, para assegurarem o apuramento directo. Nesse jogo, a Argentina foi uma equipa de raça e enorme coração, acabando por vencer a partida com um golo do ex-portista Mário Bolatti.

Os azul-celestes conseguiram, assim, com enorme sofrimento, o apuramento para o Mundial 2010.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção argentina?

O ataque da selecção argentina é, certamente, o melhor ataque do campeonato do mundo. Com atletas ao dispor como: Messi, Agüero, Tevez, Higuaín ou Diego Milito, o problema para Maradona será o da escolha. Com elementos móveis e outros mais fixos, o seleccionador poderá optar pelas mais variadas duplas/triplas de ataque, consoante o adversário e/ou esquema pretendido.

No entanto, o meio campo, tirando os alas: Di Maria e Maxi Rodríguez, está longe de entusiasmar. Verón é um bom “regista” que pauta bem o jogo a meio campo, mas, aos 35 anos, já não tem o pulmão de outrora, parecendo, por vezes, desaparecer perigosamente do jogo. Depois, o trinco escolhido por Diego Maradona (Mascherano), apesar de ter qualidade, não parece ser a melhor opção para o lugar. A situação torna-se ainda mais incompreensível, quando o seu suplente é Bolatti e, por exemplo, Cambiasso nem sequer foi convocado.

Na defesa, Maradona, à excepção de Clemente Rodríguez (lateral direito de raíz), apenas levou defesas centrais. A ideia do antigo astro do Nápoles será criar uma linha defensiva compacta para que o meio campo e o ataque possam soltar melhor a sua magia. Mas, se, por exemplo, Heinze é competente como defesa-esquerdo, temos dúvidas que Otamendi (um excelente defesa-central) consiga funcionar como lateral direito.

Em príncipio, Maradona deverá optar por um 4-4-2 com Messi e Higuaín na frente. No entanto, não será descabida a hipótese de, mantendo o duplo pivot: Mascherano/Verón, a equipa optar por um ataque híbrido com Di Maria como extremo esquerdo puro, Messi a flectir da direita para o meio e Agüero a funcionar como segundo avançado a apoiar Higuaín ou Diego Milito.

Integrada no Grupo B, com Grécia, Coreia do Sul e Nigéria, a equipa azul-celeste, independentemente do esquema utilizado por Maradona, deverá passar o agrupamento sem problemas e em primeiro lugar.

O Onze Base

Tal como dissemos anteriormente, a dúvida no onze argentino passa por não sabermos se Maradona optará por um 4-4-2 puro ou se, ao invés, optará pela segunda hipótese no mesmo esquema, mas num sistema mais híbrido.

No esquema 4-4-2 clássico, os sul-americanos deverão jogar com Romero (AZ) na baliza; um quarteto defensivo com Heinze (Marselha), Otamendi (Velez Sarsfield), Samuel (Inter) e Demichelis (Bayern), sendo que Heinze (à esquerda) e Otamendi (à direita) serão os laterais; um meio campo com Mascherano (Liverpool) e Verón (Estudiantes) como duplo-pivot, Di Maria (Benfica) a ala esquerdo e Maxi Rodriguéz (Liverpool) no flanco oposto; por fim, no ataque, a dupla: Messi (Barcelona) e Higuaín (Real Madrid)

No o 4-4-2 híbrido, a única nuance seria a saída de Maxi Rodríguez para entrar Agüero (Atl. Madrid), passando Messi para a direita e ficando Agüero a apoiar o ponta de lança Higuaín.

 Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar das dificuldades que passou na fase de qualificação, pensamos que, no campeonato do mundo, a Argentina vai mostrar maior competência, pois terá mais tempo para trabalhar em conjunto e evoluir. Assim sendo, é provável que a equipa azul-celeste ganhe o Grupo B sem grandes problemas e, provavelmente, conquistando triunfos nos três jogos.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: Argentina vs Nigéria
  • 17 de Junho: Argentina vs Coreia do Sul
  • 23 de Junho: Argentina vs Grécia 

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Apesar de ser um treinador bastante questionável, Maradona também tem feito algumas medidas positivas na selecção argentina e uma delas foi a chamada de Nicolás Otamendi.

O central de apenas 22 anos está a demonstrar ser um dos jogadores mais promissores do futebol argentino e já é titularíssimo no centro da defesa do Velez Sarsfield. Nesse clube, desde 2008, já fez 34 jogos e 1 golo.

Otamendi é um central rápido, forte físicamente, muito lutador e joga muito bem de cabeça. Trata-se do puro central de marcação antes quebrar que torcer da América do Sul.

Provavelmente, neste verão, irá com a selecção argentina ao Mundial 2010 e o seu preço irá disparar. Na minha opinião, esta seria a melhor altura para o contratar e ficar com um activo com tendência para valorizar no futuro recente.

Se duvidam, vejam o seu desempenho diante do Brasil e confirmem a minha tese

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