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O “Degolador” é um verdadeiro homem golo

Recente reforço do Vitória de Guimarães, trata-se de um dos jogadores que prometem ser uma das boas surpresas da próxima edição do campeonato nacional. Falamos do ponta de lança brasileiro, Henrique, futebolista mais conhecido por “Degolador”, isto pelo seu curioso festejo, simulando que corta a garganta.

Nascido a 15 de Setembro de 1989 em São Paulo, Brasil, José Henrique da Silva Dourado começou a sua carreira no União de São João, emblema paulista pelo qual somou sete golos em 29 jogos, isto entre 2010 e 2011. Posteriormente, iniciou um périplo com passagens pelo Santo André (2011), Cianorte (2011/12), Chapecoense (2012) e Mogi Mirim (2013).

Ora, em alguns destes modestos emblemas, o “Degolador” foi conseguindo mostrar os seus dotes goleadores, algo que acabou por valer-lhe um salto para o Santos, clube onde, contudo, não vingou, fazendo apenas quatro jogos em 2013, isto antes de rumar à Portuguesa.

Lusa foi passaporte para salto para o Palmeiras

Na mítica “Lusa”, Henrique recuperou o seu instinto goleador, tendo somado dez golos em 29 jogos, algo que lhe permitiu novo salto em 2014, desta feita para o Palmeiras, o clube onde haveria de saltar verdadeiramente para a ribalta.

Afinal, aí, beneficiando bastante da magia do chileno Valdivia, o “Degolador” foi um verdadeiro perigo à solta, somando no ano passado um total de 19 golos em 39 jogos, e sendo mesmo o segundo melhor marcador do Brasileirão com 16 golos apontados, apenas superado por Fred (18).

Ora, perante o brilho no “Palestra Itália”, o ponta de lança mudou novamente de ares em 2015, desta feita para o bicampeão Cruzeiro, emblema de Minas Gerais onde, todavia, não conseguiu impor-se, somando apenas 11 jogos (um golo) até ao momento, num estado de coisas que abriu espaço a que rumasse agora aos vimaranenses, por empréstimo.

Um homem golo

Henrique é o típico “nove” de área, ideal para um sistema com apenas um ponta de lança, que deverá ser novamente utilizado pelo Vitória de Guimarães em 2015/16, ainda que desta feita com uma referência muito superior a Alvez ou Tomané.

Não sendo rápido, especialmente móvel ou tecnicamente fantástico, o “Degolador” é, isso sim, um homem golo, sendo um finalizador de excelência, seja com o pé esquerdo ou com a cabeça, algo que ganha ainda maior impacto pelo facto de parecer ter um sexto sentido para perceber onde vai surgir o esférico.

Depois, com 1,86 metros e 80 quilos, o ponta de lança de 25 anos é também um jogador que segura muito bem a bola de costas para a baliza, tendo a capacidade de congelar o jogo até à chegada dos companheiros, algo sempre muito importante para equipas que tantas vezes privilegiam o contra-ataque como é o caso dos minhotos. Em suma, um verdadeiro reforço.


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Keirrison foi um flop no Benfica

Keirrison foi um flop no Benfica

O futebol mundial é pródigo em apresentar jovens talentos que prometem assumir-se como futuros craques internacionais, mas, na verdade, acabam por nunca passar da mediania, ainda que existam exemplos especialmente supreendentes como é o caso do ponta de lança Keirisson. Afinal, este brasileiro que chegou a estar vários anos vinculado ao Barcelona e ainda passou pelo Benfica e Fiorentina foi quase como que um meteorito no futebol mundial, acabando por desaparecer assim que a poeira do seu impacto inicial assentou.

Destacou-se no Coritiba

Keirrison de Souza Carneiro nasceu a 3 de Dezembro de 1988 em Dourados, Brasil, e começou a sua carreira profissional no Coritiba, clube onde se destacou como um verdadeiro “matador” ao marcar 21 golos em 2007 e 23 no ano seguinte

Em 2009, o ponta de lança brasileiro mudou-se para o Palmeiras, onde a sua veia goleadora continuou bem viva, ou não tivesse feito 23 golos em 35 jogos oficiais. Graças a esse desempenho, aliás, acabou por transferir-se em Julho do mesmo ano para o Barcelona, que pagou 14 milhões de euros pelo seu concurso.

Salto para a Europa foi um fracasso

Sem sequer vestir a camisola do Barcelona em jogos oficiais, Keirrison foi imediatamente emprestado ao Benfica, clube onde nunca conseguiu criar impacto, somando apenas sete jogos (zero golos) e saindo logo a meio da temporada de 2009/10, rumo à Fiorentina.

Em Florença, em plena Série A, mais um fracasso, com o atacante brasileiro a marcar apenas dois golos em 12 jogos e a não justificar a aposta da Fiorentina no seu empréstimo.

Regresso ao Brasil sem o retorno do sucesso

Continuando ligado contratualmente ao Barcelona, Keirisson regressou ao Brasil no Verão de 2010, e para representar o Santos, clube onde ainda conseguiu um desempenho aceitável, somando 10 golos em 31 jogos.

Seguiu-se o Cruzeiro (2011) e o Coritiba, que representa até aos dias de hoje, sendo que o atacante jamais conseguiu voltar a apresentar o desempenho que, em tempos, fez o gigante Barcelona apostar forte na sua contratação.

Aliás, em 2014, quando terminado o vínculo contratual de Keirisson com o Barça, foi com naturalidade que os catalães não fizeram qualquer questão numa possível renovação, convictos que estavam de que o brasileiro jamais poderia cumprir com as elevadas expectativas que criou na génese da carreira.


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Elias é internacional canarinho

O reforço mais caro da história do Sporting Clube de Portugal é um médio-centro internacional brasileiro de grande pulmão e boa qualidade técnica que, a espaços, faz lembrar o ex-jogador do Benfica, Ramires. Falo, obviamente, de Elias.

Nascido a 16 de Maio de 1985 em São Paulo, Brasil, Elias Mendes Trindade fez todo o seu percurso como jogador juvenil no Palmeiras, ainda que nunca tenha envergado a camisola do clube paulista como sénior.

Após abandonar o Palmeiras, iniciou a sua carreira profissional em 2005, no Náutico, tendo passado depois pelo São Bento, Juventus (São Paulo) e Ponte Preta. As boas exibições realizadas, nomeadamente no Ponte Preta onde foi vice-campeão paulista em 2008, valeram-lhe a transferência para o Corinthians.

O novo reforço leonino deixou saudades no Timão

Um ídolo da torcida no Corinthians

Elias permaneceu no Timão entre 2008 e o final de 2010, tendo realizado 160 jogos (58 golos) pelo clube paulista e sendo visto como um dos grandes ídolos dos exigentes adeptos do gigante brasileiro. No Corinthians, o internacional brasileiro ajudou o clube a regressar à primeira divisão logo em 2008, e foi peça fundamental nas conquistas do campeonato paulista e da Taça do Brasil no ano de 2009.

Essa ascensão meteórica ao serviço do Timão, valeu a Elias a chegada a internacional brasileiro e, também, uma transferência para o Atlético de Madrid a meio da temporada 2010/11. Contudo, no clube madrileno, Elias nunca confirmou na totalidade o que demonstrou ao serviço do Corinthians, transferindo-se neste defeso para o Sporting por 8,8 milhões de euros.

Elias já é sócio do Sporting

Um guerreiro com boa técnica

Elias é um médio-centro de enorme pulmão, daqueles que não param um segundo em constantes transições defesa/ataque e ataque/defesa e actua sempre no limite das suas forças.

Rápido, inteligente em termos tácticos e com boa técnica, é ideal para funcionar como elemento mais ofensivo de um duplo-pivot, ainda que também funcione muito bem como interior-direito ou mesmo médio-direito.

Com uma boa meia-distância e aparecendo muitas vezes em zona de tiro, é jogador para ajudar a resolver os problemas de finalização do Sporting, até porque o internacional brasileiro costuma terminar as temporadas com uma excelente média de golos.

Em suma, um reforço muito caro, mas que, pelas suas características, poderá ser bastante útil para a equipa leonina nesta temporada de 2011/12.

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Diego Lopes é um fantasista

Na equipa de Juniores do Sport Lisboa e Benfica, destaca-se um extremo-direito rápido e de grande capacidade individual: Diego Lopes.

Nascido a 3 de Maio de 1994, no Brasil, Diego Hipólito da Silva Lopes transferiu-se em 2008 do Palmeiras para as águias, onde joga até este momento.

Na época de estreia nas águias (2008/09), marcou 20 golos e teve papel decisivo na conquista do campeonato nacional de Iniciados, algo que fugia ao Benfica desde a longínqua época de 1988/89. Depois, na época seguinte, já integrado na equipa de Juvenis, destacou-se ao ponto de, com apenas 15 anos, actuar várias vezes na equipa de Juniores.

Esta temporada, numa equipa de Juniores que não se tem apresentado em grande forma, assume-se como um dos principais desequilibradores dos encarnados. Jogando, principalmente, a extremo-direito, onde a sua grande velocidade e talento individual fazem a diferença, tem uma excelente visão de jogo e capacidade finalizadora que também lhe permite, sem problemas, jogar em zonas mais centrais do relvado.

Assim sendo, trata-se de um atleta que, no futuro, poderá ser modelado para jogar como avançado-direito, ou seja, um jogador que parte do flanco, mas cujo principal objectivo são as diagonais para o centro e para zonas de finalização, ou, ao invés, para jogar numa posição central como “dez”, ou, inclusivamente, avançado de suporte.

A verdade é que se trata de um enorme talento e que vos convido a descobrir, rapidamente, num jogo da equipa de Juniores do Sport Lisboa e Benfica.

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Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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Armero ao serviço do "verdão"

No “verdão”, agora treinado por Luís Filipe Scolari, actua um excelente lateral-esquerdo, um jogador que tem pulmão para fazer todo o flanco e que tem entusiasmado todos os que o têm visto jogar: Pablo Armero.

O colombiano iniciou a sua carreira em 2004, com apenas 17 anos, no América de Cali do seu país natal, tendo, ao longo de quatro anos, efectuado 108 jogos e apontado seis golos, contando-se como um dos melhores elementos daquele clube sul-americano e chegando à selecção da Colômbia.

Essas exibições chamaram a atenção do Palmeiras que, no início de 2009, o adquiriu para o seu plantel, tendo Armero assegurado rapidamente a titularidade, tanto a jogar a lateral-esquerdo como, inclusivamente, como médio-esquerdo.

O internacional colombiano é um lateral muito rápido, de grande pulmão, com boa técnica e muito raçudo e é um jogador ideal para actuar como lateral ofensivo num 4-4-2 losango/5-3-2 ou, inclusivamente, como ala-esquerdo num 3-5-2.

Um jogador extremamente interessante para procurarem num jogo do Palmeiras ou da selecção colombiana. Até lá, fiquem com alguma noção do seu talento no vídeo abaixo

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